«Mail On Sunday», Flo-Rida


Todos os anos, um camião de rappers procura a afirmação para se mudarem de um T1 sem água canalizada para um condomínio fechado a uma crew. Flo-Rida conseguiu.



Toda a família de Flo-Rida está ligada à música. Filho de um instrumentista, tem sete irmãs mais velhas, embora essa influência não esteja presente em «Mail On Sunday», o primeiro álbum daquele que é a grande revelação do hip hop americano em 2008.
Tudo começou com o bombástico «Low». Produção crua, linguagem directa e simples, refrão em escadinha e um olhar claramente apontado àquela que é a grande tendência americana do momento, o crunk. A invasão aos tops foi imediata, na América mas também em Inglaterra.

Flo-Rida quase faz acreditar que o crunk não é apenas o recuperar o dos piores lugares comuns do gangsta rap de 90. Não falta a ajuda do mago Timbaland, qual ser ubíquo que participa em tudo o que é disco com ambições comerciais nascido na América.

lista de convidados é, aliás, invejável: Will.I.Am, Sean Kingston, Lil ´Wayne e Yung Joc. Mas não são essas as razões que tornam «Mail On Sunday» num álbum a ter em conta. Apesar de a capa lembrar e muito 50 Cent, há um cuidado nos instrumentais que nem sempre é acompanhado das palavras certas, apesar provocadoras e polémicas.

Flo-Rida
«Mail On Sunday»
Atlantic/Warner

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