Negro em Foco - Economia criativa
Milhares de pessoas compareceram ao Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, para prestigiar a oitava edição da Feira Preta Cultural, um exemplo de interação, afirmação da diversidade do povo afro-brasileiro e da promoção do desenvolvimento sustentável e humano
Por André Rezende e Nara Soares
fotos Rafael Cusa to e Gael Oliveira
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A Feira Preta Cultural se consolida cada vez mais como um grande evento oficial do calendário paulistano. O Anhembi ficou pequeno para as pessoas interessadas em música, diversão, artesanato, literatura, moda, gastronomia, raízes, palestras e negócios. Quem esteve lá, certamente comprou algum artesanato, dançou ao som de boa música e participou das mais diversas manifestações artísticas e culturais da comunidade negra. Esta possibilidade de vender e consumir o intangível estão dentro do conceito de economia criativa, que o evento utiliza a cada ano como uma importante ferramenta no processo de desenvolvimento cultural do mercado negro brasileiro. Baseada na produção de produtos e bens culturais, a economia criativa acompanha o ciclo da elaboração, da produção e o consumos destes bens do que propriamente nos insumos materiais. Para Lala Deheinzelin, assessora do Programa de Economia Criativa da South-South Cooperation, o grande diferencial da economia criativa é a possibilidade de promover desenvolvimento sustentável e humano, e não-somente crescimento econômico. É a necessidade de reinventar a economia e de trabalhar com o intangível e com o recurso que não se esgota, pelo contrário, se renova e se multiplica pela continuidade do uso. "A base da economia criativa também é a cultura, o conhecimento e a criatividade como forma de cooperação e inovação para uma nova proposta rentável, deixando de ser uma competição pela maior fatia do mercado", afirma.
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Convidados ilustres
Durante todo o dia, os estandes da Feira Cultural Preta permaneceram lotados. Gente querendo dar um trato no cabelo com tranças e dreads, consumir artesanatos e vestuários afro, adquirir informação através da leitura (o espaço do Selo Negro foi um dos mais concorridos) e assistir as várias palestras como Violência Social, Direitos Humanos e o Combate ao Racismo, e Identidade Negra e a Mídia. Na área reservada para shows, muita discotecagem, umbigada e a Liga do Samba Rock - com Opalas, Sandália de Prata e o Clube do Balanço - fizeram a alegria dos quase 11 mil visitantes da Feira Preta Cultural. Gente importante da política, moda e cultura fez questão de visitar o estande da RAÇA BRASIL e bater um papo com a equipe da revista, entre elas, o ministro da Seppir, Edson Santos, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo e o empresário Helder Dias, da HDA Models que levou à Feira Preta alguns modelos de seu casting, dando ao evento ainda mais beleza.
Durante todo o dia, os estandes da Feira Cultural Preta permaneceram lotados. Gente querendo dar um trato no cabelo com tranças e dreads, consumir artesanatos e vestuários afro, adquirir informação através da leitura (o espaço do Selo Negro foi um dos mais concorridos) e assistir as várias palestras como Violência Social, Direitos Humanos e o Combate ao Racismo, e Identidade Negra e a Mídia. Na área reservada para shows, muita discotecagem, umbigada e a Liga do Samba Rock - com Opalas, Sandália de Prata e o Clube do Balanço - fizeram a alegria dos quase 11 mil visitantes da Feira Preta Cultural. Gente importante da política, moda e cultura fez questão de visitar o estande da RAÇA BRASIL e bater um papo com a equipe da revista, entre elas, o ministro da Seppir, Edson Santos, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo e o empresário Helder Dias, da HDA Models que levou à Feira Preta alguns modelos de seu casting, dando ao evento ainda mais beleza.
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No estande da RAÇA BRASIL, Helder Dias, dono da HDA Models e Edson Santos, ministro da Seppir | Maria Aparecida Bento e o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo |
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A bancária Jorgia de Cássia, de 22 anos | Ricardo da Silva, de 19 anos, estudante |
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Pente no cabelo: Luciano de Melo, de 27 anos Kiene Larissa, modelista de 19 anos Viviane da Veiga, auxiliar de telemarketing |
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O estudante Renan Mathias exibiu seus dreads |
SUCESSO TOTAL
Na 8° edição, mais de 80 empreendedores puderam expor seus produtos na Feira Preta, estimulando a cadeia produtiva dentro da comunidade negra. Foi a primeira vez que Celso Andrade de Souza participou do evento. Além de comemorar os resultados positivos das vendas com o famoso bobó de camarão, ficou muito surpreso com a multipluralidade encontrada no Anhembi. "É uma grande celebração da cultura, do negro e da sua identidade. Quando temos a oportunidade de discutir juntos e construir em cooperação, os resultados alcançados são mais positivos e prazerosos", conclui. Para Juarez Tadeu de Paula Xavier, diretor do Curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de S. Paulo, a Feira Preta é considerada case da economia criativa pelas três leituras conceituais: processo de organização, gestão de pessoas e produção de recursos do universo cultural negro. Inserida em um mapeamento de produções culturais das sociedades economicamente excluídas e sem acesso às agências de fomento do governo estadual e federal, a Feira Preta Cultural carrega no seu DNA as influências dos antigos mercados africanos. "Nas antigas feiras africanas, não se trocavam apenas produtos, trocavam-se também ideias, manifestações culturais e criativas de toda uma comunidade, além de sua atualização e informação política social do universo negro", analisa Juarez.
Na 8° edição, mais de 80 empreendedores puderam expor seus produtos na Feira Preta, estimulando a cadeia produtiva dentro da comunidade negra. Foi a primeira vez que Celso Andrade de Souza participou do evento. Além de comemorar os resultados positivos das vendas com o famoso bobó de camarão, ficou muito surpreso com a multipluralidade encontrada no Anhembi. "É uma grande celebração da cultura, do negro e da sua identidade. Quando temos a oportunidade de discutir juntos e construir em cooperação, os resultados alcançados são mais positivos e prazerosos", conclui. Para Juarez Tadeu de Paula Xavier, diretor do Curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de S. Paulo, a Feira Preta é considerada case da economia criativa pelas três leituras conceituais: processo de organização, gestão de pessoas e produção de recursos do universo cultural negro. Inserida em um mapeamento de produções culturais das sociedades economicamente excluídas e sem acesso às agências de fomento do governo estadual e federal, a Feira Preta Cultural carrega no seu DNA as influências dos antigos mercados africanos. "Nas antigas feiras africanas, não se trocavam apenas produtos, trocavam-se também ideias, manifestações culturais e criativas de toda uma comunidade, além de sua atualização e informação política social do universo negro", analisa Juarez.
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Modelos da HDA models, em momento de descontração posam com a RAÇA BRASIL no estande da revista, na Feira Cultural Preta |
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Lisandro Santos, de 26 anos. Estilo na pista A cabeleireira Suelen Tauana, de 23 anos A estilista Aline Andrade, de 20 anos |











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