quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ator da zona sul de SP apresenta espetáculo no CEU Inácio Monteiro no próximo sábado



Ópera Tosca
Um Fulano de Tal, que veio das quebradas, se traveste de malandro, daí ele samba e compartilha com o público ideias a partir de um olhar para a vida como sendo um musical e compartilha suas memórias em ser negro e gay na periferia da grande cidade. “Ópera Tosca” lança mão da música, do samba, da dança e da poesia como busca para viver e sobreviver no convívio com tantos fulanos.
Data: 16 de abril
Horário: às 16h
Local: CEU Inácio Monteiro
Endereço:R. Barão Barroso do Amazonas, S/N - Cohab Inácio Monteiro, São Paulo - SP, 08472-721 - Zona Leste
Ingresso: Gratuito
Censura: 14 anos

Criação, direção e atuação: Carlos Gomes

Carlos gosta de se vestir como malandro. Mas é só de vez em quando. Chapéu panamá e calça de linho. Não gosta de malandragem. Ainda não mora sozinho. Tem idade do tipo que prefere não revelar. Ainda come a comida da mamãe. Era ela quem penteava seus cabelos quando Carlos era criança. Eles estão se perdendo no mundo ultimamente. Alguns fios já têm até coloração diferente. Saudade daquela época é o que ele sente. Carlos é do tempo de quem estudava no Primário, Ginásio e Colegial. Por um tempo, achou que não prestava pra nada. Prestou para Artes Cênicas na Unicamp. E passou. É ator formado. Desde 2001, uma odisséia, com papel assinado. Ora, não. Não está emoldurado. Nem enfeitando sua sala dentro de um quadrado. Um dia se juntou com um Band’doido. Fez algumas peças. A rua foi o quebra-cabeça para juntá-las. Ainda não teve filho. Nem plantou uma árvore. Mas escreveu um livro: Um Batuque Memorável no Samba Paulistano. E o samba em sua vida se fez um espetáculo! 



O ESPETÁCULO
Em meio a tanto anonimato um Fulano de Tal percebe um espaço para se expressar buscando a alegria, a música e a poesia. Mas nesta expressão, sabendo ser mais um entre tantos Fulanos, não pode esquecer a dor, o preconceito e a responsabilidade da escolha.Transitando entre o sutil, o forte e a plasticidade, Fulano diz que “justamente porque morre o maestro é que a música deveria acontecer. Não pra comemorar, mas pra significar que agora sim podemos viver a música sem regentes”. Numa “Ópera Tosca” quer reviver a trajetória do lugar de onde saiu com a perspectiva de voltar mais forte. Este Fulano de Tal empresta poesias de Vinícius de Morais a seu vizinho de bairro, Binho. Dizeres de figuras como Oswald de Andrade e Tolstói. Músicas de quem admira, nas vozes de quem admira. Reflexões vindas de estudos sobre textos de Milton Santos, Antonio Negri, Michael Hardt. E a necessidade de amarrar tudo isto numa dramaturgia que outro fulano resolveu amarrar, dirigir e encenar

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