quarta-feira, 7 de setembro de 2016

HÁ EXATOS 20 ANOS TUPAC ERA BALEADO EM LAS VEGAS. POR PACSLIFEBR


Por PacslifeBr

Sábado, 7 de setembro de 1996: Tupac Shakur era baleado e iniciavam-se longos 6 dias de muita luta por sua vida.

Mike Tyson é o herói dos bandidos. Um homem poderoso, mas vulnerável, safo, mas ingênuo, está de pé em um lugar precário apesar de sua riqueza. Esse lugar é especial no coração dos bandidos. Uma luta de Tyson é uma festa não-oficial dos gangstas. É onde a elite do gueto se encontra: negros ricos que, sem nada a perder, se entregam aos vícios.

A expectativa cresce a medida em que várias pessoas chegam e lotam e lotam o MGM Grand nessa noite quente em Las Vegas. Do lado de dentro, malandros como Stacey Augmon, New Edition, Gary Payton, Too $hort e Run-DMC tomavam seus lugares. Entre esses gangstas, malandros, traficantes, celebridades e estrangeiros, na seção VIP estavam dois dos mais notáveis da América: Marion “Suge” Knight, CEO da Death Row Records, e o multi-platinado rapper Tupac Shakur.

O sino toca, e Mike Tyson não tem muito trabalho para derrubar o azarão Bruce Seldon. Muito rápido para o gosto da platéia. Muitos estão chateados pela luta de apenas 1:49 segundos, mas Tupac está feliz, pulando como uma criança. “Você viu o que o Tyson fez com ele? O Tyson acabou com ele! Vocês viram?" dizia Tupac na frente de um monte de câmeras no saguão do MGM Grand. Ele ficava mais e mais animado enquanto relembrava a luta do amigo Mike Tyson. “Vocês viram aquilo? 50 socos! Eu contei, 50 murros! Eu sabia que ele ia acabar com ele. Somos impiedosos! Saímos da cadeia e agora controlamos tudo”.
Suge, rindo das palhaçadas de 'Pac, o segura pelo braço e o tira da frente das câmeras.

Enquanto andava pelo MGM Grand, 'Pac é avisado sobre a presença de Orlando Anderson, um membro da gangue Southside Crip, de 22 anos, que havia roubado o famoso cordão de diamantes da Death Row de Travon Lane, um dos staff's da gravadora 3 meses atrás. Tupac e outros membros da Death Row dirigem-se a ele, armando uma grande cena de pancadaria, e acabam fugindo antes da chegada da policia. Orlando levanta-se, fala com os policiais e sai irritado. Shakur retorna ao seu quarto no Hotel Luxor, um hotel preto imenso em formato de pirâmide com o topo iluminado. De acordo com um amigo que estava com ele, 'Pac estava um pouco nervoso porque não encontrava seus parceiros, os Outlawz, que deveriam estar na luta.
“Ele também estava nervoso por causa da briga com um Crip”.

De volta a saída do MGM, um câmera amador filma 'Pac e Suge, cercados por algumas mulheres, esperando pelo carro. Tupac havia trocado a camisa laranja de seda que ele usou na luta por uma preta de basquete que melhor expõem suas tatuagens e o medalhão encrustado com rubi pendurado em seu pescoço. A sua frente um anjo os aguarda, de asas abertas, pistola na mão.

São 23:15. Suge e Tupac entram na BMW do CEO da Death Row Records, um modelo 750 preto e partem pela avenida Las Vegas Strip para a boate Club 662, que pertence a Knight, pois lá ia rolar uma festa pós-luta. A BMW puxa um comboio de aproximadamente 6 carros. Nos veículos de trás estavam membros do Outlawz, Frank Alexander (segurança de Tupac), e amigos. Várias mulheres em um Oldsmobile acenam para eles. Suge está no volante e 'Pac ao lado, vidro abaixado. Ele está muito sorridente, gritando para os fãs, os convidando para a festa. A BMW pára em um farol vermelho em frente ao Hotel Maxim – um pouco a frente da Strip, onde cessa as luzes e a algazarra e a escuridão de uma cidade deserta se inicia.
É o cruzamento da avenida Flamingo com a rua Koval.

Um Cadillac branco modelo antigo com placa da Califórnia encosta ao lado da BMW no farol vermelho. Um de seus passageiros saca uma pistola de grosso calibre, coloca para fora do veículo e aponta para a janela que está Tupac. “Eu ouvi os sons e pensei que alguém estava atirando pra cima, mas então eu vi faíscas saindo da arma em direção à BMW”, disse uma testemunha que estava três carros atrás. Muitos tiros foram disparados. As balas perfuravam o metal, os vidros e a carne. Duas balas atravessam o peito de Tupac, uma pela mão, outra na perna. Um tiro de raspão acerta a cabeça de Suge Knight. O Cadillac parte para a direita, descendo a rua Koval. Com dois pneus furados e o pára-brisa quebrado, Suge arrasta sua BMW, dando uma meia volta no meio na avenida enquanto os carros se dispersavam. Yaki Kadafi, membro do Outlawz está muito agitado e devido a cena confusa e a incerteza da polícia, ele é algemado até maiores esclarecimentos.

Dois policiais que estavam no hotel Maxim atendendo uma ocorrência ouviram os tiros e viram a agitação. Eles saíram imediatamente e perseguiram, de forma equivocada, a BMW. De acordo com um amigo de Suge que contou os detalhes mais tarde, Tupac sangrava pela camisa. “Você tem que manter os olhos abertos” - 'Pac dizia para si mesmo. A BMW danificada não resiste e Suge para o carro. A policia chega. Tupac está esticado no banco de trás sangrando muito. As sirenes da ambulância se aproximam. “Havia sangue pra todo lado”, disse uma testemunha.
“No chão” grita um policial, apontando a arma para Suge Knight.
“Eu tenho que levar meu mano pro hospital,” diz Suge.
“Cala a boca. No chão!”, o policial aumenta o tom de voz e se aproxima.
Suge fica de joelhos.

Do outro lado da cidade, um Cadillac branco sai de cena no silêncio da noite. “Estou morrendo, estou morrendo,” dizia Tupac enquanto era levado para a UTI do University Medical Center. Ele perdeu muito sangue. Se inicia, então, a primeira de duas complicadas operações que seriam necessárias.

Mais tarde, a mãe de Tupac, tia e alguns amigos – incluindo Mike Tyson, Jasmine Guy e Jesse Jackson chegam ao hospital.

Iniciava-se a luta de Tupac Shakur pela vida...
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