sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Em entrevista o Brown diz: "O povo tem que ser responsável pelo cara que ele elege. Tem que ser responsável pelas suas escolhas"

O rapper paulista Mano Brown, em entrevista ao portal UOL, falou sobre varias fitas, seu álbum solo, clipe novo, single, o álbum cores e valores e politica.
Uma entrevista com o brown é difícil pontuar só um fato, ontem pontuamos o lançamento do single,vídeo e álbum do Mano Brown. Hoje destaco a ideia que o brown mandou sobre o atual momento politico e a responsabilidade do povo no cenário atual politico.



Confira o trecho da entrevista

Seu disco solo sai em um momento em que as ruas têm mostrado, mais uma vez, a divisão social e política do Brasil. Por que falar de amor neste momento?
Por que não falar? Por que as pessoas não podem ter a sua própria visão e se responsabilizar pelas escolhas delas? Cada um faz a sua parte. Por que ficar fazendo música direcionando fulano a votar em A, B ou C, ou a seguir vermelho, azul ou verde? Está sempre direcionando 'faça isso e não faça aquilo'. Quando é que as pessoas vão se assumir também? Sem justiça não há paz! A questão é que a justiça não está sendo feita nem nos próprios domínios. A justiça começa em casa. Cada um tem que fazer seu papel, e esse impeachment [da presidente Dilma Rousseff] mostrou isso. A gente sabe que existe outro lado que está descontente, e que vai articular para ocupar o lugar que antes era deles. Não está suave. Não dá para dormir em cima da fama, em cima do passado. A luta é constante, vigilância, é lógico que ia existir outra força para ocupar o lugar que era deles. É isso, e é a mesma coisa na música. É óbvio que existe uma força contrária, existe a minha força e existe a contrária. Eu trabalho com todas as possibilidades, até a do fracasso. 


Desde a última campanha de Dilma à presidência, você se ausentou um pouco dos comentários políticos, com exceção de seu show na Virada Cultural de São Paulo, em maio deste ano, quando você disse para o público: "Nossa mente fechou, se alienou. Tomamos um golpe, e seu voto não valeu nada". Você acha que a juventude e a periferia assistiram a isso sem reagir?

Eles precisam assumir o seu lugar. Politicamente unidos, a gente é muito mais forte. Se a periferia quer escola, quer hospital melhor, vai para rua, se une, vai à luta. As pessoas se juntam no carnaval, na final do campeonato, na parada gay, certo? Então o que é prioridade? Aí já não é o pastor, a liderança, o rapper, é o povo que tem que saber o que quer. Não estamos falando de 200 milhões de crianças, estamos falando de adultos. Um povo adulto, que sabe e conhece marca de cigarro, bebida, marca de perfume bom. Nos últimos três governos, onde a economia deu uma levantada, o povo aprendeu o que era bom também. Então o povo tem que ser responsável pelo cara que ele elege. Tem que ser responsável pelas suas escolhas. Não se pode acreditar na teoria de que o povo é um ser sem inteligência, um ser sem luz, sem opinião. Eu não acho isso não. Escolheu mal, se "arrombou" na vida. Paga por isso. Livre arbítrio, você escolhe a pior alternativa, quer o quê? Massagem da natureza? É coco, mano. Não é só para pobre e preto, isso é para geral. A gente não vai jogar a toalha nunca. A luta não será abandonada nunca. Agora, as pessoas têm que ser responsáveis pelas suas escolhas.

Confira a entrevista completa aqui 
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