sexta-feira, 5 de maio de 2017

Rashid lança o clipe "Esteriótipo"


O rapper paulistano lança o clipe "Esteriótipos", onde o rapper aborta o genocídio contra a população preta.





DISPONÍVEL EM TODAS AS PLATAFORMAS DIGITAIS: https://ONErpm.lnk.to/Estereotipo


Música integrante do projeto 'Em Construção' do Rashid.



Direção e Imagens: Felipe Barros / Moysah
Edição e Finalização: Felipe Barros



Letra: Rashid
Voz: Rashid / Godô
Beat: Skeeter
Flauta: André Knobl
Guitarra: Renato Taimes
Mix/Master: Luiz Café



CONTATO PARA SHOWS: agenda@rashid.com.br
+55 11 97144-4844



Letra:



ESTEREÓTIPO



Querem mandar no que eu visto, querem julgar quem eu sou
Querem anular o que eu conquisto e que eu fique só com o que sobrou
Pode procurar nos registro, meu, o que fazem com a nossa cor
E se você é mais um tipo eu, resista, onde quer quer for
Porque



Somos todos alvos, somos todos alvos aqui! (4x)



Um dos 5 moleques no carro no Rio, podia ser eu
Ou o Douglas que se foi no Jd. Brasil, podia ser eu
Outro inocente morto a noite e ninguém viu, podia ser eu
E em nenhum desses casos cê nada sentiu, só se fosse eu!
Faz tempo que a rua não é fábula, vim tipo rábula
Pelos meus com discurso pra encabular, 
Conteúdo! Boy, senta o rabo lá
E me escuta, cansei do estábulo, não vou te adular
Com essa Stabilo em mãos escrevi coisas que me levaram a confabular
Na facul que você curte cabular
Falemos de chances mas aviso
Não existe igualdade pra quem tem que correr atrás de quase 400 anos de prejuízo
Cê num sabe o que é isso, já antecipo
E nem ser seguido na loja pelo segurança que é do seu bairro e acha que conhece seu tipo
Se chama inversão de valores, ou show de horrores
Quando a definição de suspeito vem com uma tabela de cores
Sua justiça morreu quando embrião, sua lei já falhou no protótipo
E o azar é daquele que assim como eu se encaixa no estereótipo... ótimo!



Querem mandar no que eu visto, querem julgar quem eu sou
Querem anular o que eu conquisto e que eu fique só com o que sobrou
Pode procurar nos registro, meu, o que fazem com a nossa cor
E se você é mais um tipo eu, resista, onde quer quer for
Porque



Somos todos alvos, somos todos alvos aqui! (4x)



Pela roupa que eu visto, a quebrada que eu moro e a cor que eu sou
O tira me para enquanto a filha dele deve tá querendo colar no meu show
Imagina que loko, durante o café da manhã, quando ele vai ler o jornal
E vê minha foto na capa e não é por óbito, nem motivo criminal
Mais um igual tantos que já levou tantas porta na cara que perdeu a conta
Minha vingança é estilo Carl Brashear, só d'eu tá aqui representa uma afronta
Agora me conta, olha pro mundo de ponta a ponta e vê como é sujo
Quantas Cláudias se foram antes de ter a chance de ser Taís Araújo?
Falemos de chances, pra você que esbraveja com raiva que é contra as cota
Quantas vez cê já teve que provar que o que é seu, é seu, quase mostrar a nota?
Quantas vez cê acordou pra trampar, passou 2 horas só no caminho 
E no vestibular disputou com quem acordou mais de 2 horas e foi pro cursinho?
Fica facinho assim, e a mentalidade aí se define
Quando gente igual eu só te serve se tiver fazendo gol pelo seu time
Esse estereótipo é baseado em séculos de história controversa 
E se você que abraça não sabe, já sei quem tem mais Q.I nessa conversa!



Querem mandar no que eu visto, querem julgar quem eu sou
Querem anular o que eu conquisto e que eu fique só com o que sobrou
Pode procurar nos registro, meu, o que fazem com a nossa cor
E se você é mais um tipo eu, resista, onde quer quer for
Porque



Somos todos alvos, somos todos alvos aqui! (4x)



Ô maloqueiro, aonde quer que vá fique ligeiro
As ruas não estão de brincadeira,
Vizinhos nos vêem como forasteiros! (2x)
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