quarta-feira, 25 de julho de 2018

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA: 7 jovens pretas do rap pra você curtir

O Noticiário Periférico é um site de rap enraizado na cultura negra e urbana.
Pauta negra não é novidade aqui, não somos oportunistas e também não somos militantes, porem, o NP é gerido por duas pessoas pretas: Ana Rosa e eu Hebreu e ambos buscam valorizar e destacar os nossos.

Tereza de Benguela

Hoje 25 de julho, é "comemorado" o Dia Internacional da Mulher Negra, e quero indicar o trampo de algumas Mc's preta de acordo com o que eu venho acompanhado neste cenário "underground" do rap.
Já fazemos isto naturalmente, mas como é um dia especial, nada mais justo que montar uma lista com jovens mc's preta que vocês vão adorar conhecer se já não conhece.

Mas antes mais um pouco sobre este dia.

O Dia da mulher negra é o dia 25 de julho, instituído pelo governo do Brasil pela Lei nº 12.987/2014 em 2014.

A data do Dia da mulher negra foi inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha (dia 31 de julho), criado em julho de 1992. O Dia da mulher negra é comemorado desde o início do século XXI. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII. Em comemoração, são realizadas audiências públicas, festivais, seminários, conferências e feiras, entre outras atividades, que têm por objetivo reafirmar a identidade, a história e a luta das mulheres negras brasileiras. Lembram que o Brasil foi em grande parte construído através, por cima e com sacrifício da mulher negra, que foi ama, babá, escrava, amante e prostituta para gerações de brasileiros, assim como também em vários outros países. A chegada das mulheres africanas marcou a formação social brasileira. Na escravidão mulher negra sofreu uma dupla exploração, além der ser escravizada sofrendo da violência inerente a esse sistema ela foi também explorada sexualmente como amante, objeto de estupros e prostituta. Além disso, essas mulheres trouxeram tradições ancestrais que influenciaram a língua, os costumes, a alimentação, a medicina e a arte, além de introduzirem métodos agrícolas, vários produtos e valores coletivos no Brasil.


Até hoje mulheres negras sofrem de várias formas de discriminação. Elas ganham muito menos do que mulheres ou homens brancos e também menos do que homens negros. Elas são em maior escala vítimas de violência, estupros, tráfico de mulheres e prostituição forçada. Uma prostituta negra recebe de seus clientes geralmente só a metade em relação a uma prostituta branca, sofre mais violência do lado de cafetões, clientes e outros e é mais vezes vítima de doenças sexualmente transmissíveis e outras doenças.

#1 - LA LUNNA

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A mc baiana foi um dos grandes nomes do rap em 2017. Diretamente de Vitoria da conquista, interior da Bahia, a mc mostra que suas letras são intensas, e de forte combate a opressão que as mulheres sofre, mostrando suas vivências como mulher negra. Tudo isto no melhor estilo Trapper de ser.

Assista:



#2 INFANTE RAP

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Infante rap é um duo feminino paulista da zona leste de SP formado por: Sabrina Infante (16) e Gloria Lory(19), mesmo sendo bem jovens tem rimas bem maduras e sem medo de quebrar o patriarcado no rap.

Elas ainda estão bem no começo mesmo, recentemente elas lançaram seu primeiro clipe da música "Quem são essas minas"
Em entrevista para o site Black Pipe, o duo falou sobre a sensação de gravar seu primeiro videoclipe.


A nossa sensação é de gratidão e de mais uma missão concluída. Porque nosso trabalho e intuito no rap vai além de só cantar. A gente usa o Mic e a mídia pra defender nossas causas e levantar nossas lutas, e esse clipe representa o nosso principal “combate”, que é o machismo! Essa letra foi criada porque uma vez fomos fazer um show, e logo após que acabamos um amigo do meu namorado perguntou pra ele se ele que escrevia as letras, porque ele desacreditou que aquelas duas minas de 19 e 16 anos pudessem oferecer aquilo.
Leia a entrevista completa aqui

Assista:



#3 ALINEGA

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Alinega faz parte do grupo OCrime77 do ABC paulista. Inclusive o grupo lançou a mixtape "Primeiro Ato" que foi um dos melhores trampos de rap do ano passado segundo nossa lista de melhores álbuns de 2017. 
Alem do trampo com seu grupo, a mc paulista tem seus trampos solos.
Em 2017, a mc lançou o Freeverse 08/80, onde a mc larga umas "Rhymes" pesada!
E recentemente a Alinega, lançou um lovesong muito gostoso de ouvir chamado Lakshmi. 

Ouça:



#4 GABZ

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Gabz ficou primeiro conhecida por vencer a edição nacional do "Slam Resistência", depois de mostra que era uma excelente Slammer, a carioca mostrou que arregaça no rap lançando o som "Do batuque ao Bass". A MC e Slammer surpreende, pois mostra um som cheio de referencia á resistência negra.



#5 OURO D'MINA


Ouro D'mina, grupo de Bauro, é um coletivo de mulheres no Hip Hop, as mc's integrantes são: Mina Min, Amanda Maloka e Julia Parra.
Ano passado o trio participou de nossa coletânea "A coisa ta preta" Vol.2, com a música "Padrão de Beleza".
Neste som o trio de Mc, fala sobre colorismo, resistência da mulher preta, hiper sensualização e vários fitas que aflige a mulher preta.



#6 BUDAH


Budah é uma MC do Espirito Santo, que a principio lançou o single "Neguin" e participou do Cypher "Mulheres", onde tem participação de mulheres capixabas.

Mas recentemente, a Mc a convite do site RND participou do Freeverse RND

“Cola Comigo” é uma música bonita, extremamente agradável para qualquer amante de música, Budah não entrou para brincar, ela chegou realmente disposta a ficar de vez dentro da cena, com certeza o seu RND Freeverse é um dos melhores lançados até hoje. (Leia mais)
Assista:



#7 ANARKA

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Residente de São Paulo, Anarka é integrante do grupo paulistano Projeto Preto. Ela se destaca pelo poder de sua caneta, ela não desperdiça uma linha se quer.
Alem dos trampos no Projeto Preto, Anarka participou da Cypher Pscopretas e da Cypher Rima Delas #1.

Nada mais justo que deixar pra vocês sua ultima proeza 

Eu tô tipo Ali, só que no rap 
Com punch vou exterminando 
cada praga branca que aparece 
Eu tô tipo Malcolm X 
Dissemino poder memo que eu morra 
Não é empregada, é chefe! 
Eu tô tipo Parks, cê que cede 
Num tô pra servir ninguém 
Ó pra mim, vê se parece 
Olha bem pra mim, vê se parece 
Que eu vou te dar o que é meu 
Se moscar, é cê quem perde