terça-feira, 22 de outubro de 2019


R&B, rap, jazz, soul, trap e os ritmos urbanos cariocas se unem em YOÚN, um projeto que cria uma ponte entre diversas sonoridades e agora faz uma ligação direta entre Brasil e Estados Unidos em seu novo single “Nova York”. Formado por Alisson e GP, o duo busca sair do óbvio, mesmo quando apresenta temas românticos, e isso fica claro na entrega em cada música. O single chega aos serviços de streaming e ganha um clipe que apresenta uma mensagem e amor, esperança e superação através de cenas da vida de um músico no subúrbio do Rio.


A canção cria uma metáfora de uma relação amorosa idealizada e descrita em detalhes das roupas da pessoa amada e dos ambientes onde passaram, guiando o ouvinte para as suas próprias memórias e sensações vividas com quem se ama. “Nova York” conta com um quinteto de cordas arranjadas pela atração do Rock in Rio Jonathan Ferr e o produtor musical Lux Ferreira (Duda Beat, Mahmundi) nos teclados criando a base para as melodias que dão forma à letra do duo.

Fazendo uma revisão moderna do charme em forma de R&B e rap enquanto une harmonias vocais com o violino de GP e o violão e a guitarra de Alisson, YOÚN chamou atenção com os singles “Meu Grande Amor” e “Só Love”, que conseguiram destaques nas plataformas de música digital e espaço em playlists.

Crias da Baixada Fluminense, os rapazes começaram sua formação musical na igreja e se aperfeiçoaram tentando dialogar com desconhecidos como artistas de rua. Desde 2017, o duo se apresenta entre as estações de Nova Iguaçu e Central do Brasil na linha Japeri, uma das mais populares e caóticas do sistema de trens do Rio de Janeiro. Prestes a lançar novas músicas, YOÚN é uma das apostas do selo e agência musical JO!NT.

Assista:


Conteúdo produzido por Build Up Media


Real Marginal é o segundo single do grupo BAD FOR KIDZ, lançado pela gravadora GuetoAnonimato Records. Em um boombap clássico sampleado, junto de alguns timbres modernos, o grupo resolveu mostrar mais um vez seu leque de opções quando o quesito é Rap. Com letras mostrando a vivência de ''quebrada'' , aliada a punch lines discretas, a música foi produzida por Weedope e Jay-Gueto.
Desta vez, as referências não ficaram apenas na música. O vídeo clipe teve um roteiro bem elaborado por Jay-Gueto e Hélio Metz, onde houve uma singela alusão á Quentin Tarantino, com um ar cinematográfico,  o mistério gira em torno do que há dentro da mala utilizada no vídeo. Todas as imagens do clipe foram captadas na Vila Respeito, lugar onde reside um dos integrantes do grupo; sendo dirigido outra vez por Nathan Suris.

Assista:




Sobre o grupo:

BAD FOR KIDZ é um grupo de rap criado em julho de 2019 e é formado por Baltazar MC (MC), Dos Santos (MC), Jay-Gueto (MC e Produtor) e Weedope (MC e Produtor). Inspirados em grupos como DV Tribo e BROCKHAMPTON, o grupo tem como objetivo conectar o máximo de pessoas que desde já, acompanham as carreiras solo de cada um dos membros. O mesmo nasce da necessidade e da possibilidade de alçar voos maiores.
Sendo que todos os 4 membros do grupo possuem suas carreiras solo em média há cinco anos, contando com diversos trabalhos colaborativos com artistas locais que estão em ascensão.
O grupo recentemente lançou seu primeiro single de estreia com vídeo clipe, ''Novos Tempos'' produzido por Jay-Gueto. Até o final do ano os artistas prometem uma série de singles, já projetando um disco para o primeiro semestre de 2020

E os trabalhos não param! Ronaldo Lima, MC e compositor carioca retornou à cena com mais uma música de peso. Em “O homem é lobo do homem”, uma adaptação de “Wolf is man's Wolf”,o rapper que também é guia turístico reflete sobre a crueldade do ser humano para com a sua própria espécie. 

A track, que conta com a participação de Rebhecca Braun, Marcelo Guedes, Pedro Moraez e produção de J Burce, também traz aspectos da comédia "Asinaria" do dramaturgo romano Plautus e do filósofo Thomas Hobbes, criador do romance “Leviatã”, destacando as estratégias de submissão e a imposição da inferioridade para grupos menos favorecidos socialmente.

“Passeamos historicamente até os dias de hoje nos deparando e testemunhando as atrocidades dos seres humanos e o seu ímpeto destruidor, ambicioso, ganancioso e violento contra o seu semelhante. Para compor a música, além dessa percepção, me baseei também em um poema de minha autoria chamado “Maldito”, em que falo sobre a exploração do mais fraco e sobre a falta de respeito com os princípios alheios”, contou Ronaldo, que desempenha ainda um trabalho como poeta. 

Para o futuro, Ronaldo afirma que há muita coisa boa vindo por aí! Ele estima continuar compondo, produzindo e fazendo colabs. Além disso, tem em mente um trabalho utilizando a poesia e suas métricas e todas as nuances que o rap oferece. “Vou honrar a mensagem passada pelo mestre Sabota e sempre me lembrar que ‘o rap é compromisso’”, concluiu.

Confira “O homem é lobo do homem”:


Vídeo esquenta o lançamento do primeiro disco da MC, "GRANDE!", que chega às plataformas no dia 25/10

Karol de Souza lançou no dia 17, o videoclipe de "Fé pra Tudo", single que está nas plataformas digitais desde a última sexta. O material foi gravado em câmeras de celulares durante a sessão de fotos da capa do disco e editado pela videomaker e MC Bianca Hoffmann com base na estética bem suja e dinâmica do trap. O disco, intitulado "GRANDE!", será lançado no dia 25 de outubro.

"Fé Pra Tudo" é um trap feito a partir de um type beat e gravado direto no autotune, prática muito comum entre os artistas e produtores da cena. Nesse single, Karol de Souza explora assuntos como dinheiro, privilégios, intenções e padrão de beleza, com papo reto e acidez características da MC. Letra explícita, com refrão melódico, que sai do lugar comum. A track também traz uma colagem bem enriquecedora, mostrando que as raízes do boom bap podem harmonizar também com trap.

Assista:

sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Nesta sexta-feira, 18, o músico nordestino Rapadura, em parceria com o Baiana System, lançam a música autoral e o clipe “Olho de Boi”. Com produção musical de Carlos Cachaça e direção de Raul Machado, a faixa faz parte do novo disco de Rapadura que será lançado posteriormente pelo Selo Matilha.

Também de origem nordestina, “Olho de Boi” é uma semente usada como amuleto contra o mau olhado e canalizador de energia. O single aborda um pouco da questão espiritual e também traz o sertão psicodélico, moderno e forte. Com melodia e letras criadas pelo grupo e por Rapadura, a música tem elementos latinos e regionais que remetem aos índios da América do Sul, os legítimos donos dessas terras.

“O encontro com Baiana foi a consequência de uma admiração recíproca e da identificação ideológica que temos. Somos Ceará & Bahia, Nordeste, Brasil e América Latina. Quando falei com Russo a primeira vez já senti a energia, daí o som se fez naturalmente só”, comenta Rapadura sobre a parceria. “Fomos até Salvador e lá pudemos ter o mais importante: o contato humano, a convivência, as risadas, as resenhas. Isso só fortaleceu mais ainda o nosso elo e o nosso grito. “Olho de Boi” é um canto do povo, é a nossa alegria e força em uma mesma pancada. O Nordeste é um universo paralelo muito mais além”, complementa ele.

O clipe lançado no canal do YouTube do Rapadura, é uma alusão ao Mito da Caverna de Platão e a troca de experiências psicodélicas e também sociais. As imagens foram gravadas na Caverna do Diabo, no Petar (SP). 

“Sempre quis filmar em uma caverna, gosto do clima claustrofóbico e do visual. Conseguimos fazer algo inesperado que casa com a mensagem social da letra e também do som psicodélico das batidas de Rapadura e Baiana System”, comenta Raul Machado.

Assista:


“A Grandiosa Imersão em Busca do Novo Mundo” é o segundo álbum do Rap Plus Size, duo formado por Sara Donato e Jupi77er, que conta com participações dos rappers Djonga, Monna Brutal, Kamau e Cris SNJ, da banda Mulamba, da cantora Danna Lisboa e das slammers Ingrid Martins e Luz Ribeiro.
Os beats foram produzidos pelo criador do selo TEIAinc.: Vibox (Victor Machado), que mergulhou visceralmente nas referências musicais sugeridas por Jupi77er e Sara e juntos construíram a identidade musical da obra. Vibox também assume a mixagem. A masterização é assinada pela produtora musical Malka, travesti dona do selo TravaBizness.

“Por isso falamos de gênero no álbum de uma forma que nunca falamos antes. Falamos em um sentido total de desconstrução de gênero e não apenas de uma masculinidade ou feminilidade tóxicas. É uma percepção além disso, é sobre os papéis de gênero, as suposições de gênero que são feitas desde o começo para todos e desconstruir isso”, explica Jupi77er.

Cada faixa de “A Grandiosa Imersão em Busca do Novo Mundo” tem uma temática específica ligada a água e oceano, que complementa o conceito do disco. Foram pensadas para contarem uma história e trazerem soluções para os problemas sociais em que se encontram. As músicas são sequenciais em seu conceito, que começa no “Aquário”, que representa o sistema, e segue a sua jornada quebrando o “cistema” através das brechas que ele dá, até a chegada no “Novo Mundo”.

“Quem tinha uma ideia do que era Rap Plus Size agora vai começar a entender que Rap Plus Size não era só aquilo, Rap Plus Size pode ser o que quiser.
Nesse disco, a musicalidade vai do reggae ao soul e o maracatu”, explica Sara.

“E a gente traz essas questões sociais contemporâneas que precisam ser descolonizadas. Buscamos respiro em afetos e em coletivos para que a gente possa chegar de fato nesse novo mundo, que vai ser construído por nós: pelo diverso, pelo o que não é a norma”.

A capa do álbum mostra essa imersão em busca do novo mundo e tem arte de Renata Tomé.


Ouça “A Grandiosa Imersão em Busca do Novo Mundo”: http://abre.ai/agibnm


Na última sexta-feira (11) o rapper cyberpunk Yannick Hara lançou seu mais novo single do disco O Caçador de Androides, "Lágrimas na Chuva" conta com a participação de Rodrigo Lima, vocalista da banda de hardcore Dead Fish. Inspirado em Blade Runner, na faixa "Tears In Rain" da trilha sonora de Vangelis e em "Jesus Chorou" dos Racionais MCs, Yannick Hara sintetiza essas referências e descreve não só a lágrima e a chuva, mas também a morte do ego, o confronto a si próprio, a reforma íntima, a longanimidade e o amanhã. 

Ouça abaixo o single, exclusivo apenas nas plataformas digitais:


O Grupo Zumb.boys apresenta Mané Boneco na Zona Leste como parte das ações do Projeto Rastro. O público é convidado para um momento de encontro com a beleza e a simplicidade do brincar através da dança!

Grupo Zumb.boys se apresenta na Zona Leste, em Perus e no Parque Ibirapuera

O Grupo Zumb.boys - grupo que tem como base de sua pesquisa as danças urbanas - está realizando as primeiras ações do Projeto Rastro, contemplado na 26ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança e convida o público da Zona Leste para participar das apresentações de Mané Boneco. 

No dia 19 de Outubro, às 19h30, o grupo se apresenta de graça na Ocupação Cultural Mateus Santos, em Ermelino Matarazzo, Zona Leste, dentro da programação do evento Slam Fluxo. E no dia 26 de Outubro, às 14h00, participa do evento Sanrafa na Casa de Cultura São Rafael, também na Zona Leste. 

Mais recente trabalho de intervenção artística do Grupo Zumb.boys, Mané Boneco é um projeto que dialoga com a beleza e a simplicidade do brincar, tendo como inspiração o boneco brasileiro “Mané gostoso”, que fez e faz parte da infância de muitas pessoas. Um boneco feito de madeira, com pernas e braços articulados, que são movimentados por cordões, tracionados por duas madeiras que os sustentam. Facilmente encontrado em feiras nordestinas.

Uma das principais propostas de Mané Boneco é que seja gostoso de assistir, da mesma maneira que nos divertimos ao brincar, livres de julgamentos externos, abertos a viver o encontro. E para que este espaço de encontro do público com o grupo se estabeleça, foram criados alguns códigos simples e de fácil reconhecimento, para que as pessoas se sintam à vontade em fazer parte do que está sendo apresentado.

Com este trabalho o grupo criou o termo “Uma dança que faz convites”. A platéia é convidada a um momento de brincadeiras e histórias construídas corporalmente. 

O Grupo Zumb.boys foi criado em 2003 na periferia de São Paulo, com bailarinos que possuem diferentes históricos na dança contemporânea, participando do processo criativo de importantes companhias. Nessa jornada o grupo produziu cinco espetáculos: B.E.C.O. (B.boys em Construção Original), Dança por Correio, Ladrão, O que se Rouba e Mané Boneco. E acumulou uma longa trajetória de pesquisa e produção em dança, tendo criado sua própria identidade utilizando a dança breaking como base de pesquisa.

O Grupo Zumb.boys compreende a dança como uma possibilidade de encontros com outros centros de percepção, estabelecendo uma forma distinta de passear por contextos, valorizando o sensível e permitindo um fazer artístico que construa e reinvente as maneiras de viver e olhar para o lugar no qual podemos ser colaboradores e transformadores.

Em 2016, ano de estreia do Mané Boneco o grupo recebeu importantes premiações como: Prêmio Denilto Gomes 2016, da Cooperativa Paulista de Dança, nas categorias Produção em Dança e Melhor Designer de Luz, com o O que se Rouba. Dança por Correio foi eleito Melhor Espetáculo (Não Estreia) pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes. 

Em 2017, foi novamente indicado ao Prêmio APCA na categoria Melhor Espetáculo, com O que se Rouba e vencedor na categoria Melhor Intervenção Urbana do Prêmio Denilto Gomes 2017, pelo projeto Mané Boneco.

Conheça o trabalho deste grupo que segue buscando caminhos para visibilidade/protagonismo periférico e das culturas marginais. Mais informações em: www.facebook.com/grupozumbboys e www.instagram.com/zumb.boys

Ficha técnica 

Direção: Márcio Greyk de Lima Ferreira |Dançarinos: Danilo Rodrigo Ferreira Nonato, David Castro Serra, Ednelson da Silva Guedes, Eriki Hideki, Igor Wilson de Souza, Márcio Greyk de Lima Ferreira |Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini |Produção: Júnior Cecon | Assistente de Produção: Márcia Ferreira

Mané Boneco

Inspirado no boneco brasileiro “Mané gostoso”, feito de madeira com pernas e braços articulados, movimentados por cordões, ao ser tracionados por duas madeiras que os sustentam. Uma intervenção que se estabelece através de um corpo virtuoso, brincalhão e articulado, que a todo momento deseja dialogar com as pessoas valorizando cada instante vivido, compartilhando momentos, brincadeiras e histórias construídas corporalmente. 

Mané Boneco no Slam Fluxo

Quando: dia 19 de Outubro de 2019 - Horário: 19h30

Onde: Ocupação Cultural Mateus Santos - Endereço: Av. Paranaguá, 1633 - Jardim Belém - Ermelino Matarazzo - São Paulo - SP, 03809-170

Entrada Grátis - Classificação Livre - Duração – 40 minutos 

Mané Boneco no Sanrafa

Quando: dia 26 de Outubro de 2019 - Horário: 14h00

Onde: Casa de Cultura São Rafael - Endereço: R. Quaresma Delgado, 364 - Jardim Vera Cruz (Zona Leste), São Paulo - SP, 08310-490

Após 2 anos de espera, finalmente o rapper angolano Flagelo Urbano, lançou o EP “De Sião a Medina”. A princípio o EP estava previsto para o primeiro semestre de 2017. Seu ultimo lançamento tinha sido o álbum "Ermo" em 2015. Álbum muito bem recebido por seus fãs e a crítica que o elegeu como um dos melhores do ano.

Mas o Griot do rap angolano não decepcionou seu fãs e lançou um EP muito bem produzido, muito bem escrito, que aliás é uma de suas principais características de seu trabalho, letras muito bem escritas, linhas muito bem pensadas que nos faz refletir em diversos aspectos, seja nós como ser humano ou como sociedade. 

O EP “De Sião a Medica" tem este nome, pois todas as músicas tem samples e trechos de músicas do Bob Marley. O rapper angolano sempre foi um grande fã do cantor jamaicano e no mundo musical é sua maior referência. 

Eu sou e sempre fui um grande fã do Bob Marley. É no mundo musical a minha maior referência. Os ideais dele identificam-se muito com os meus, e ao longo desses anos andava a procura de uma forma homenagear. Então resolvi samplear as músicas dele e trabalhar em cima. Flagelo Urbano diz. 

O EP conta com 9 faixas todas conta com a produção executiva do Flagelo Urbano (Sambala, o rei de Medina). 

Ouça: 


Ficha técnica:

1 – INTRO C/ BOB MARLEY 

2 – O ROSTO MATERNO (DOS DEUSES) C/ BOB MARLEY O. Daniel e Robert N. Marley Samples: No Woman no Cry Extraído do álbum Natty Dread de 1974 Guitarras: Bayaya Synth: Sambala 

3 – ORALITURA O. Daniel Samples : John was Extraido do álbum Rastaman Vibration de 1976 Sons adicionais: Sambala 

4 – SÊMEN INSTÁVEL (DAS REVOLUÇOES) PART. BOB MARLEY O. Daniel e Robert N. Marley Coros de Auset Samples: Revolution Extraídos do álbum Natty Dread de 1974 Synth: Sambala de Medina Vox incidental: Bob Marley 

5 – POSSIBILIDADES (MUDANÇAS SÃO) PART. BOB MARLEY O. Daniel e Robert N. Marley Samples: Chances Are Extraído do álbum Rock to the rock de 1973 Synth: Sambala 

6 – CREPÚSCULOS DOS ÍDOLOS PART. CÉLSIO MAMBO O. Daniel e Célsio J. Mambo Samples:Burning and Lotting Extraído do álbum Burning Lotting de 1973 Vozes incidentais: Bob Marley 

7 – EM VÃO (O QUE TRAZES NO OLHAR) Part. BOB MARLEY O. Daniel e Robert N. Marley Samples: Waiting in vain Extraído do álbum Exodus de 1977 

8 – AQUELE QUE ESCOLHE PART. LÓRO MANCE O. Daniel Samples: Zion Train Extraído do álbum Uprising de 1980 Guitarra:Bayaya Synth: Sambala 

9 – MARÉ (ALTA OU BAIXA) PART. BOB MARLEY O. Daniel e Robert N. Marley Samples: High tide or low tide Extraído do álbum Catch a fire 1973 Synth: Sambala Ficha técnica Produzido por Flagelo Urbano (Sambala, O rei de Medina) Produção Executiva: Sambala (O Rei de Medina) e Eduardo Sundjata Siddartha Direcção de A & R: Eduardo Sundjata Siddartha Assistente de Produção: Eduardo Sundjata Siddartha Assistente de Mistura e Finalização: Eduardo Sundjata Siddartha Arranjos, Mistura e Finalização: Flagelo Urbano para a Rudimental Medina e Zoológiko Produsons (2013 – 2018) Direcção e Concepção de Capa: Tonny Graph, pela Oficina Criativa “Rudimental Medina e Zoológiko Produsons.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019



O rapper baiana, Vandal, durante sua passagem por São Paulo participou do quadro “Acerca” do canal RAPTV


Vandal que é um dos pioneiros no grime, ritmo que uns menó vem dizendo que são zica, mas o Vandal em 2007 já dropava no gênero. Vandal fala de como começou, suas referências na música, um pouco da sua vivência com o Russo do Baiana System, sua mixtape "Tipo Las Vegas” (OUÇAM) que é um clássico da cena underground e várias fitas. Mas inevitavelmente e pertinentemente, Mascari pergunta sobre suas linhas no som “Só eu sei" do Devasto com participação do Diomes e Junior Lord também

Vandal fica bem à vontade e solta o verbo e dentre várias fitas que ele falou, quero destacar duas declarações. 


“Esse entendimento de pretos ricos, pretos no topo e etc. Sendo que um branco que tá assinando os bagui tudo. (...) E você ludibriando a massa negra que você é o preto deus, que você faz tudo, é muito louco isso...”



"Eu não quero olhar pra baixo e dizer que sou o preto no topo. Eu sou o preto no topo e todo mundo fodido em baixo? Um topo sem base, é um topo em falso, primeiro vento que bate você cai, po.."



Entrevista muito foda! 

Assista:



Nunca pensamos em ouvir o novo álbum Gang Starr em 2019, mas o DJ Premier continua nos abençoando com os versos inéditos do Guru direto de seu cofre. 

Depois de lançar "Family and Loyalty" no mês passado, temos outra música chamada "Bad Time". Desta vez, é apenas o Guru rimando só num beat do Premo, e é o Gang Starr que conhecemos e amamos. Não apenas isso, mas suas letras soam tão atemporais todos esses anos depois. 


Seu novo álbum, One of the Best Yet, será lançado no dia 1º de novembro - confira a lista de faixas abaixo. 




01. THE SURE SHOT (INTRO) 
02. LIGHTS OUT (FEAT. M.O.P.) 
03. BAD NAME 
04. HIT MAN (FEAT. Q-TIP) 
05. WHAT’S REAL (FEAT. GROUP HOME & ROYCE DA 5’9″) 
06. KEITH CASIM ELAM (INTERLUDE) 
07. FROM A DISTANCE (FEAT. JERU THE DAMAJA) 
08. FAMILY AND LOYALTY (FEAT. J. COLE) 
09. GET TOGETHER (FEAT. NE-YO & NITTY SCOTT) 
10. NYGZ/GS 183RD (INTERLUDE) 
11. SO MANY RAPPERS 
12. BUSINESS OR ART (FEAT. TALIB KWELI) 
13. BRING IT BACK HERE 
14. ONE OF THE BEST YET (BIG SHUG INTERLUDE) 
15. TAKE FLIGHT (MILITIA, PT. 4) [FEAT. BIG SHUG & FREDDIE FOXXX] 
16. BLESS THE MIC 



Fonte: OnSmash

Rivas, artista multi mídia, um dos ícones da cultura Hip Hop nacional do país, atuante na maioria dos seguimentos desta cultura como empreendedor social, arte educador, produtor cultural, B. Boy/dançarino, Grafiteiro e MC/Rapper, tendo em sua discografia álbuns que revolucionaram a indústria fonográfica no seguimento do Rap Nacional, coerente, com mais de 30 anos de carreira e absolutamente engajado como porta voz de gerações, formador de opinião, possibilitando a milhares de jovens ouvintes e expectadores, formas de se expressar e se comunicar com o mundo.

Rivas ex integrante do Grupo Álibi, antigamente conhecido como Kabala.

Ravel, jovem nascido em meio a imensurável bagagem artística e cultural que atravessa gerações, culminando em sua precoce carreira artística, como músico e já se desenvolvendo como produtor produtor musical e cultural. Com uma atuação relevante em meio a sua geração, representa a potência da juventude que inspira e conquista o futuro.

Pai e filho, juntos Rivas e Ravel otimizando gerações através de um trabalho musical que une rap, trap, boom bap, e muito mais, com um conteúdo contemporâneo e relevante, transpondo fronteiras e gerações, sempre a frente de seu tempo, com o poder transformador da arte e da música.

Confira o clipe:


Nossas Redes Sociais:

No dia 24/09/2019, Charlles Evangelista, deputado do PSL de Minas Gerais, apresentou um projeto de lei (PL 5194/2019), em que pretende criminalizar alguns estilos musicais. 

Mesmo que na descrição do projeto não diga abertamente quais estilos vão ser censurados, tudo indica que gêneros como: Rap, Funk, Brega-Funk e qualquer ritmo de quebrada vai ser diretamente afetado. 
O Projeto de lei do deputado do PSL tem como objetivo principal transformar em crime qualquer estilo musical que “faça uso de expressões pejorativas ou ofensivas”

Por exemplo: uso e o tráfico de drogas e armas; prática de pornografia, pedofilia ou estupro; ofensas à imagem da mulher; ódio à polícia. 

Isso é um projeto direto para criminalizar os ritmos de quebrada, sabe porquê? Eles vão criminalizar filmes como o Carandiru ou Cidade de Deus? Eles vão criminalizar a Brasileirinha? Incentivo a pedofilia e estupro já é crime.

Não sou a favor a ofensa a imagem da mulher, porem se a mina quiser falar sobre seu corpo, ela está no direito dela. A constituição nos garante a liberdade de expressão. Criticar a polícia vai se tornar crime em música, isso é um pulo para censura! 

Muita gente mesmo do rap tá achando que nossa cultura não vai ser afetada, mas ela vai! E vocês querendo ou não o funk é parceiro do rap, somos todos de quebrada. Quem vai ser afetado somos nós! porque esse projeto de lei, pode abrir um precedente para criminalizar qualquer manifestação contra a polícia, políticos, o sistema e etc. A censura vai voltar, tio!

O Projeto de lei está aguardando parecer do relator na Comissão de Cultura (CCULT) 

Você pode conferir a PL 5194/2019 AQUI


Abaixo você pode ser a justificativa do Projeto de lei 



Este projeto de lei se baseia no fato de haver um grande desrespeito a moral pública, causado quando há a reprodução de canções que contenham expressões pejorativas ou ofensivas em ambientes públicos. O mal-estar se deve ao conteúdo explícito das letras, que abordam temas de cunho sexual e, por vezes, fazem apologia a crimes. Desse modo, a criminalização de estilos musicais nesse sentido seria uma forma de garantir a saúde mental das famílias e principalmente de crianças e adolescentes que ainda não tem o discernimento necessário para diferenciar o real do imaginário. 

Os estilos musicais que fazem apologia a situações descritas nesse projeto de lei não se referem à manifestação dos linguajares e costumes de uma parcela da população que, é obrigada a viver a realidade que retratam nas músicas, pelo contrário, essa proposição visa inibir a linguagem que degrada a imagem de boa parte da sociedade. 

Diante da popularidade que as músicas de diversos ritmos veem ganhando proporção, podemos perceber que estas se encontram com um nível defasado de letra PL n.5194/2019 e que na maioria das vezes agridem a imagem da mulher, apelam para o comportamento erótico e a existência de inúmeros palavrões. 

Nossas crianças e adolescentes, com certeza, são vítimas desta apelação musical de cultura de massa, eles vão formando em sua postura social a concepção de que fazer o que diz nas letras de canções da moda, é normal e bonito, porque que quem não segue o que tá no auge é taxado de desatualizado. Dessa forma, é notável a transformação precoce deste sujeito alienado pelas músicas midiáticas do momento que perturbam o desenvolvimento da consciência humana antes do tempo de maturação necessária. 

Diante da variedade musical existente, e que está ao alcance de todos, é que há uma necessidade de analisar bem que tipos de músicas estão sendo criadas e divulgadas, por isso há uma suprema necessidade de cuidar do que as crianças e adolescentes ouvem, para que não repercutam de forma negativa no decorrer do desenvolvimento da sua aprendizagem e formação social. 

Com isso, conclui-se que os autores e cantores de qualquer estilo musical que tenham conteúdos pejorativos ou ofensivos devem ser responsabilizados criminalmente e punidos pelo Poder Judiciário, tratando-se a presente proposição em reafirmar o espírito maléfico de estilos musicais que incentivam de qualquer forma a propagação de crimes ou situações vexatórias, para tanto, peço aos nobres colegas Parlamentares apoio na aprovação deste projeto.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Dexter e Afro-X retornam juntos aos palcos revivendo a história de um dos grupos mais importantes do RAP nacional

Um dos mais icônicos grupos do rap brasileiro, o 509-E, se reúne 16 anos depois na turnê “Vivos” que percorre as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador, celebrando os 20 anos do grupo. Formado pelos rappers Dexter (Marcos Fernandes de Omena) e AfroX (Cristian de Souza Augusto) o 509-E é uma verdadeira lenda do rap brasileiro.

A dupla lançou dois discos: Provérbios 13 (2000) e MMII DC (2002 Depois de Cristo) (2002). Várias músicas do último álbum jamais foram apresentadas ao vivo, uma vez que a dupla se desfez em 2003.

A abertura da noite fica por conta de artistas da cena do rap mineiro como DJ Black Josie, DJ Spider e os grupos Sem Meia Verdade e EF Arezona.

O show em BH acontece no dia 26 de outubro, às 22h, na casa de shows Mister Rock (Avenida Tereza Cristina 295, Prado). Os ingressos estão disponíveis pelo sympla https://bit.ly/2mXrJqc e custam $60 (primeiro lote) e $30 (segundo lote)

Reencontro e hits

O show é costurado pelas lembranças dos rappers e a proposta é de criar uma atmosfera cênica fazendo alusão ao períodoem que estiveram privados de sua liberdade “Nos reunirmos hoje para a realização dessa comemoração significa que a essência do Hip Hop de fato tem um grande poder.

Como disse Gilberto Gil: O tempo é rei!As arestas foram aparadas e a ideia é que essa união mostre para as pessoas que a amizade, o carinho, o amor, o respeito e o perdão devem estar sempre acima de tudo. É isso que o Hip Hop nos ensina”, diz Dexter.

O setlist será composto por todos os sucessos do grupo que atravessou gerações. O saudosismo dos fãs que acompanharam o grupo na época poderá ser revivido e dessa vez juntamente com os mais jovens, que se tornaram fãs por meio das músicas e por

influência dos mais velhos, mas que nunca tiveram a oportunidade de assistir a um show da dupla.

“Esse novo ciclo significa a renovação, o amadurecimento, a gratidão à nossa história, pois vencemos o improvável.Todos os sentimentos negativos foram superados através do amor, amizade, respeito, prática e essência da cultura HIP HOP. Além disso, estamos contemplando em vida que tudo valeu a pena, desde aregeneração ao legado. Todos são bem-vindos para grande celebração de 20 anos com a família 509-E, mais vivos do que nunca”, diz Afro-X.

Carreira 

A história improvável da dupla conta com dois álbuns. 

O 509-E surgiu em 2000, quando os dois estavam presos no Pavilhão sete da Casa de Detenção, o extinto Carandiru, em São Paulo. 

Ao lado de Mano Brown, Edi Rock, DJ Hum, MV Bill, DJ Luciano e DJ Zé Gonzáles, entre outros, o primeiro CD do 509-E, Provérbios 13, foi lançado em 2000.

O grupo foi batizado com os números e letra que identificavam a cela onde viveram por alguns anos.

O sucesso da dupla com músicas como “Oitavo Anjo”, clássico do rap que sampleava Jorge Ben, foi tanto que eles fizeram vários shows durante o período em que estavam presos, mediante pedido de autorização para deixarem temporariamente a prisão.

Dois anos após esse primeiro trabalho, em 2002, o 509-E lança seu segundo álbum, intitulado MMII DC (2002 Depois de Cristo), um trabalho emblemático que consolida o grupo como um dos mais importantes da história do RAP nacional.


O grupo conseguiu realizar 157 saídas do Carandiru, com autorização judicial e forte escolta policial, para realizar shows. Em uma delas, no festival Millenium RAP, o, até então, maior festival de RAP do Brasil, reuniu mais de 50 mil pessoas no Anhembi. Nessa ocasião, dividiram o palco com o Racionais MC`s.

Em 2004, por senso comum dos dois integrantes, resolvem encerrar as atividades do 509-E, e ambos seguiram suas carreiras solo.

Nesse segundo semestre de 2019, o grupo sobe aos palcos das cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador. Em breve, mais informações sobre datas e serviços, além de outras cidades que serão acrescentadas ao calendário.

Serviço

509 E – turnê Vivos

Local: Mister Rock – Belo Horizonte/MG

Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado

Data: 26 de outubro (sábado)

Abertura da casa: 22h00

Classificação: 18 Anos

Capacidade da casa: 1.000 pessoas

Valor Ingressos: A partir de R$60,00 – inteira, primeiro lote

 


Nordeste está na casa! Thayggyy e WERIH se uniram no videoclipe de “Depravada” e o resultado ficou incrível! Com produção de Soac, a track narra a história de uma mulher independente, que não tem medo de satisfazer os seus desejos e vontades. 
A parceria pertencente a mixtape “O AMITAI”, contou com audiovisual de Pedro Leão do Imperioink e também aborda a vida sem rédeas, aproveitada de forma intensa e espontânea.

Em “Depravada” conto a história de uma mulher que vive intensamente e sem pudor. Geralmente passamos os dias vivendo uma rotina ,de segunda a sexta é como se nos reprimissemos, e isso só parece terminar no final de semana, quando nos desprendemos e vivemos como bem queremos”, destacou Thayggyy. 

Para o futuro, o cantor e compositor, que já integrou o grupo Aorigem junto de Sinker, pretende continuar investindo em sua carreira independente, conquistando um público maior e fazendo projetos no ramo underground da cena do rap BR.

“Em todas as minhas composições existem verdade. Uma experiência ,uma vontade ,uma meta, um sonho. O que quer que seja existe uma verdade. Quando comecei a fazer rap eu era um jovem negro,sem espaço ,desempregado, desesperado e abandonado literalmente pela família .Isso obviamente refletiu nas minhas letras. Hoje, graças a Deus não vivo mais essa realidade. Meu momento musical é outro. Mas de certa forma eu sinto que tenho o dever de representar as pessoas que em algum momento atravessaram o meu caminho e compartilhar um pouco do que já passei para encorajar e acolher os que estão passando pela mesma situação agora”, concluiu. 

Assista “Depravada”:


Acompanhe o Thayggyy no Instagram.

"Novos tempos traz à tona o que é o reflexo para um futuro próspero, a busca por mudanças sociais; a luta por direitos humanos e também o reflexo de um passado sombrio de aprendizados..." 

Assim define Fahim o que é o seu primeiro álbum o "Novos Tempos"... 
Nascido e criado na Zona Norte de São Paulo, autor do EP "Aforismos Épicos", Fahim traz em seu novo trabalho uma nova percepção musical através de composições e beats que acompanham a temática do disco, que é inspirado nas estações do ano; primavera, verão, outono e inverno. 
Poéticamente poderoso, "Novos Tempos", foi produzido numa época em que tudo no Brasil mudava, e isso influenciou diretamente na realidade de Fahim, como pai, filho da Dona Maria, Mc e compositor. Com participações Sadiki, Dee, DCazz, Nando Vianna e Timm Arif, "Novos Tempos" é a reação em versos de um mundo caótico como São Paulo, onde se vive a guerra, o amor, a flor da liberdade, as perdas, as conquistas, as derrotas, a volta por cima... os Novos Tempos, dentro de um contexto musical vindo da periferia que traz pra nós, o poder que a ancestralidade tem através da música Rap de Fahim. Pra construção desse Universo, 'Novos Tempos" foi produzido e arranjado por DJ Will, Pé Beat, Timm Arif, Derick Cabrera, Saile Beats, Ricardo Mock, Triick e Grou


Com lançamento pro dia 25 de outubro, "Novos Tempos" estará disponível em todas as plataformas digitais de música.

Hoje foi lançado um mini-documentário em parceria com a Boogie Naipe, Tidal e Racionais. De nome “Uma História Musical", ele nos mostra a história de algumas músicas, o processo de escolha dos samples, que são referência musicais do grupo. Além do relato dos 4 pretos mais perigosos do brasil, ele conta com a presença de Negra Li, Thaíde e Emicida. Onde eles falam da importância do grupo para os jovens pretos e periféricos. 
"O racionais é uma síntese do que é o hip hop. O Hip Hop ele sempre é contemporâneo, ele acontece hoje, ele acontece no agora. O racionais é mesma coisa, por mais que ele parta lá dos anos 80, ele acontece no momento que ele acontece. E assim ele conversou sempre com o hoje, ta ligado?O racionais ta lendo o tempo dele, mano. E o tempo como diria o Paulinho da Viola: Meu tempo é hoje."

Emicida

O mini-documentário é dividido em 9 capítulos: Bailes Black, James Brown, A chegada da música brasileira, A cultura dos Samples, Refrão Radiofônico, Climas Sonoros, Somos o que Somos, Legado e Depois de 30 anos.

Assista com exclusividade: http://bit.ly/RacionaisTIDALVideo1  

Lembrando que o Racionais acaba de encerrar sua turnê de 30 anos, onde o grupo passou por diversas capitais brasileiras. A turnê se encerrou em São Paulo, onde o grupo fez três apresentações lotadas, onde foi feito a capitação do áudio e vídeo para o DVD comemorativo. Com certeza vão entrar imagens das outras capitais. Agora só nos resta esperar!