terça-feira, 21 de maio de 2019

O rapper fortalezense Ari ēn lança o videoclipe "Máscaras" com participação de Din Kalash


"Máscaras", seu quarto videoclipe, será mais um trabalho que contará com o olhar apurado de Artur Luz, dessa vez em um cenário totalmente distinto de todos seus clipes anteriores, mas que reflete todo o contexto sobre a mensagem da música.

“Esse som nasceu de algumas reflexões sobre os tempos que estamos vivendo no Brasil, e até no mundo. Sobre ilusões, reflete desde as mentiras que são contadas por quem está no poder, até aquele seu camarada que não sustenta o papo, que não tem palavra e firmeza pra desenvolver algum trampo ou seja lá o que for.
Nem sempre é fácil conseguir enxergar a verdade, porque a vaidade e a ganância cegam muito as pessoas e alimentam a falsidade entre o povo, isso adoece a alma. Mas esse som também fala da essência de cada um, que é de onde pode brotar aquela paz interna, pra conseguir viver de verdade, essa luta é uma parada sempre atual", finaliza Ari ēn. 

Assista:


Sobre o rapper:

Ari ēn é o nome artístico de Ariel Gomes, natural da cidade de Guaramiranga, interior do estado do Ceará. O rapper lançará o videoclipe da canção "Máscaras" no dia 15 de Maio de 2019, com participação de Din Kalash, uma das revelações da nova geração do rap fortalezense.

Sua vivência com a música iniciou desde cedo, na infância frequentemente ouvia os baques de maracatu do grupo de tambores da cidade, e a partir de 2006, com 12 anos de idade começou escutar Rap, como Racionais Mc's, Costa a Costa, 509-E e outras expressões musicais, enquanto já arriscava suas primeiras rimas. 

Não tardou até realizar suas primeiras gravações com um grupo de amigos na época. Foi um processo de produção rústico, ainda em fitas, mas que já revelava a singularidade de seu estilo e alguma maturidade poética no rap, engajada socialmente. 

Em 2010, foi morar em Fortaleza, deixou um pouco de lado as produções musicais e se dedicou a estudar fotografia, aproveitando algumas oportunidades que lhe surgiram e também buscando uma forma de sustento, andando skate, conhecendo a rua, como ele mesmo fala. São alguns anos de experiência que lhe propiciam vivências com realidades sociais diversas.

Mas foi a partir de 2015, quando o rapper conheceu na plenitude a obra de Chico Science, que seus olhos e ouvidos se abriram para as possibilidades de aprimorar-se artisticamente, formando assim uma das principais identidades sonoras de suas canções.

Para Ariel, a ciência que Chico trouxe despertou muitos pensamentos e o interesse de unir diversas influências musicais brasileiras e estrangeiras com o seu propósito de fazer arte, “pois um dos símbolos do movimento Manguebeat é uma antena fincada na lama, fazendo referência aos manguezais de Recife e passando também a ideia que devemos valorizar nossa terra e ao mesmo tempo ficar antenado com o que está acontecendo no mundo ”. Esse foi o estalo que o fez sentir que era o momento de se reencontrar com o Rap.

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