sexta-feira, 28 de junho de 2019

Rapflix: “Daria um Filme” projeto em quatro episódios que mostra que o interior tem voz


Nome dos MC´s do projeto da esquerda para direita: Mizote, Arthur, NGO (na fileira de cima) + Inokoshi, DimasEdo, Átila, Siloque (na fileira de baixo)

Confira o Projeto AQUI


SOBRE O PROJETO:

Organizado por Átila, MC do grupo Primavera Nacional, “Daria um Filme” reúne diferentes artistas da cena 019 em projeto que interliga quatro videoclipes, como uma única série de TV.

O “Rapflix” tem como protagonistas Arthur e NGO, ambos companheiros de Átila no PN, Mizote, DimasEdo, Siloque e Inokoshi, e com um time diversificado, o enredo também é sofisticado, indo do drama ao romance, passando por uma trama geniosa até a ação. O projeto contou com apoio de artistas e profissionais em uma conexão Rio-São Paulo, com o beatmaker KzZ (Lucas), morador da Cidade Maravilhosa e responsável pelo instrumental da romântica “Nosso Santo Não Bate”, com letra de Átila e NGO.

Outro morador do Rio de Janeiro é o beatmaker Blahka Tao, vulgo de Romullo Sacramento, quem trouxe a batida de “DDD19”, um trabalhou em quatro mãos, contanto também com DimasEdo na produção, quem rima ao lado de Átila no som, com todas as palavras iniciadas com a letra “d”, mostrando a criatividade

da dupla. ZUMB1POUND, alcunha de Matheus de Freitas, de Mogi Guaçu, é o produtor da música que abre o projeto “Breve Desabafo Parte 2”, enquanto que a encerra tem a produção assinada por DimasEdo.

A mixagem e masterização do projeto, bem como a captação de vozes foram feitas em Mogi Guaçu, por João Gilberto e Allan Mello, no Viés Estúdio. Já o áudio visual foi feito por Letícia Vallate, de Sumaré – SP, responsável pela captação de vídeo e foto, direção, edição de clipes e fechando com chave de ouro com participação especial de atuação, no primeiro clipe.

A dupla Victor Banstarch & Rômela Batista, ambos moradores de Mogi Guaçu, participaram no projeto, mais especificamente em “Sound5 parte 2”, na captação de vídeo e foto e também na edição do clipe, onde Victor inclusive teve participação como figurante. Matraca (Matheus Eduardo, Mogi Guaçu) o quarto integrante do Primavera Nacional, também contribuiu para o projeto como artista gráfico, elaborando as artes de capa das músicas “Breve Desabafo Parte 2” e “DDD19”.

O primeiro “episódio” é a música “Breve Desabafo Parte 2”, onde Átila e NGO versam sobre o drama do Brasil, um país racista, onde ser resistência é obrigação. No segundo “episódio” a criatividade e genialidade é posta à prova em “DDD19”, com os MC’s Átila e DimasEdo que “desacreditados da decisão democrática” trazem em sua narrativa o passado, presente e futuro do Brasil, com todas as palavras iniciadas com a letra “d”, conectando o discurso com a faixa anterior.

Enquanto que no terceiro “episódio” Átila e NGO mudam o clima e trazem a love song “Nosso Santo Não Bate”. Depois do desabafo e de se mostrar na contenção, a dupla mostra como é importante falar de amor para não sermos consumidos pelo ódio que nos divide. E toda forma de amor é válida, como mostra o clipe, em que foram inseridas cenas de casais homos e héteros demonstrando afeto. E pra fechar essa primeira temporada de “Daria Um Filme”, a cypher “Sound5 Parte 2”, reunindo a contundência do rap da cena 019, com Siloque, de Águas de São Pedro, Mizote, de Mogi Guaçu, Inokoshi, do grupo ArteFatos Clan, de Mogi Mirim e Arthur (também do PN), em som que resume o Brasil atual e despreparo do desgoverno, pautado pela hipocrisia de uma sociedade falida, mas que traz a mensagem “E o que vier eu encaro!”

O projeto celebra a união de rappers e artistas da região 019 mostrando que o interior tem voz e coroa o Primavera Nacional, organizador da obra, como um dos mais importantes e influentes grupos do interior paulista, proporcionando oportunidades e espaço para seus pares no Hip Hop.

Sobre o Primavera Nacional

Primavera Nacional ou PN é um grupo de rap da região da Baixa Mogiana, interior de São Paulo, representante da cultura hip hop, mostrando a força do movimento na cena 019. O grupo nasceu no final de 2015, executando projetos sociais em fundações CASA e organizando saraus, com um trabalho 100% independente, desde a produção, composição e até mesmo as artes de divulgação.

A proposta do Primavera Nacional é levar a cultura do interior através do rap e do movimento Hip Hop para o mundo, o grupo também carrega em seu DNA a cultura africana e a luta contra quaisquer tipos de preconceitos.

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