terça-feira, 30 de julho de 2019

Do Golpe a prisão do Lula | "A Fiesp está no lugar onde existiam as maiores fazendas de café do país, onde a escravidão funcionou"

FOTO JOSÉ DE HOLANDA

O icônico e lendário rapper da zona sul de São Paulo, Mano Brown, concedeu uma entrevista ao site ‘Esquina Musical’. Alem de falar de música, de como os artistas vem lançando música como se frita pastel, o rapper falou sobre política. É claro que não deixou de falar sobre o Impeachment da Dilma e que a partir dali ficou claro que o plano era criminalizar o PT e prender o Lula para que não concorresse nas eleições de 2018. 

Se liga no trecho em que ele fala sobre: 

Eu acompanhei esse processo desde o início, quando começaram a cogitar o impeachment da Dilma, lá atrás, com a história das pedaladas fiscais. Foi o embrião de tudo o que estamos vivendo hoje. A gente já sabia que o desfecho seria a prisão do Lula. Estava preparado, sabia que o plano era esse, para ele não concorrer em 2018. É uma decepção ter um país de cartas marcadas. A direita que sempre governou o Brasil para ricos e poderosos que falam várias línguas, comem bem, estudam nas melhoras escolas e morrem velhos, cansou de ficar só olhando. Eles são uma minoria organizada. 
A gente foi preso com o Lula, eu estou lá preso com ele, o Lula é a ponta de um iceberg que tem mais de cem milhões de pessoas, que vivem abaixo da linha da pobreza, sem humanidade, dignidade e o respeito que o ser humano merece. Essa classe dominante que se sentiu lesada não quer direitos iguais, eles não querem é ter os privilégios cortados. Quem apoiou o impeachment foi a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A Fiesp está no lugar onde existiam as maiores fazendas de café do país, onde a escravidão funcionou, ela continua sendo uma espécie de grande engenho de café. Na (avenida) Paulista ficavam os casarões dos grandes barões do café de São Paulo, e a Fiesp permanece lá. Foi esse tipo de gente que possibilitou o impeachment da Dilma e a prisão do Lula, às custas do silêncio de um povo oprimido, enganado e embriagado por mentiras.

Leia a entrevista completa aqui

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