quarta-feira, 3 de julho de 2019

Festival celebra Funk com debates, filmes, moda e registros históricos, no centro do Rio de Janeiro


Massa Funkeira espera ao menos 300 pessoas na Biblioteca Parque Estadual para discutir, ver e curtir o funk carioca

“Massa Funkeira não me leve a mal, vem com paz e amor curtir o festival”, diz um dos funks mais famosos do país na década de 1990. A música, que até hoje é tocada em praticamente todos os bailes funks, é reverência e hino a história do movimento cultural, que surgiu nas periferias cariocas. Massa Funkeira também dá nome ao festival que marca a celebração do Funk– que acontecerá no dia 5 de julho, na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, a partir das 12h, com entrada franca, não é necessário se inscrever. 

O evento, que tem classificação a partir de 12 anos, será uma reverência ao funk, reunindo exposições fotográficas de Alba Fernandes, que registrou bailes das décadas iniciais. Além de moda, literatura, músicas tradicionais dos anos de 1980 e 90. Serão exibidos os documentários ‘Eu Só Quero É Ser Feliz – Uma Breve História do Funk Carioca”, dirigido por André Fernandess e “Funk Brasil – Cinco Visões’, de Cavi Borges. Além de apresentações dos DJS Marcello e Gibi da Provi.


O evento também terá uma roda de debate com o tema “Criminalização do Funk”, com as presenças de Marcelo Gularte (escritor do maior romance em língua brasileira em número de páginas, segundo o Guiness Book, e que conta a história do funk carioca através do romance que têm mais de mil páginas); MC Mano Teko; André Fernandes, fundador da Agência de Notícias de Favelas; e o apresentador do Eu Amo Baile Funk e Rio Parada Funk, Leonardo Barata. O debate será mediado por Juliana Henrik, do Jornal Voz das Comunidades.

O Festival Massa Funkeira é organizado pelo Coletivo 7 P Conexões, formado por sete pretor, produtores culturais de favelas e periferias do Rio: “Queremos difundir a cultura negra no Rio, nossopróximo passo será de estudar e estruturar novas histórias falando de demais vertentes musicais e culturais de grande importância para nossa história. Soul, Charme e Rap, por exemplo”, cita Jéssica Yjí, integrante do 7P.

SOBRE O COLETIVO 7P CONEXÕES

Formado em 2018, o Coletivo 7P tem o objetivo de difundir a cultura negra e periférica na cidade do Rio de Janeiro. Formado por sete pretos produtores de favelas, que se conectaram no Curso de Produção Cultural e Empreendedorismo do SESI/Firjan, que se identificaram através do amor pela cultura negra e a necessidade de representatividade. 


SERVIÇO

O Festival Massa Funkeira celebra Funk no Brasil. O evento acontecerá no dia 5 de julho, na Biblioteca Parque Estadual (Avenida Presidente Vargas 1261, ao lado do Campo de Santana, no Centro do Rio). A partir das 12h, com entrada franca, não é necessário se inscrever.

PROGRAMAÇÃO

12h - Abertura dos portões.

12h30 – Início, com apresentação do Coletivo 7P e suas propostas

13h15 - Exibição de filmes 

15h - DJ Gibi 

16h - Roda de Conversa - Pauta: A criminalização do Funk.

17h - DJ Marcello

18h - Encerramento 

*As exposições estarão disponíveis durante todo o evento.

Informações pelo e-mail: setepretos@gmail.comou no link do evento: bit.ly/MassaFunkeira

Nenhum comentário:

Postar um comentário