domingo, 17 de novembro de 2019

Livro inspirado em obra do Facção Central, “O menino do morro virou Deus” chega em sua 3º edição


Livro que é baseado na música “O menino do morro” do Facção Central, foi lançado em 2013 de uma forma independente pelo escritor carioca Bruno Rico. Algum tempo depois com a ajuda de uma editora foi lançado uma segunda edição. Agora 6 anos após sua primeira edição, Bruno decide relançar o livro novamente de forma independente. Essa terceira edição está sendo lançada pela Amazon Books (EBook Kindle).

O escrito carioca se diz frustado com editoras, já que esse meio literário também é meio elitista. O escritor de menos nome acaba não controlando nada, pra no fim pouca gente conseguir ter acesso a seu trabalho, já que um livro impresso tem um custo pesado. Agora de forma independente, Bruno controla todo o processo e consegue baratear sua obra e assim atingindo seu público alvo. 

Hoje em dia é digital, certo? Então, você pode comprar o livro na Amazon e ler em seu celular, computador, ipad e etc. 

Basta você ir ao Playstore de seu celular, baixar o app Kindle e pronto! Vá na Amazon e adquira sua edição do livro "O menino do morro virou Deus”. 



Saiba um pouco do enredo do livro: 

Baseado na letra “O menino do morro” do grupo de rap Facção Central, este livro narra em primeira pessoa a trajetória de Julinho Faixa, um mito invisível do narcotráfico brasileiro, que nasce pobre na cidade de São Paulo, cresce no morro com mais sete irmãos, e para variar, todos são filhos de mãe solteira, ou seja, uma família bem típica deste país. Porém a trajetória de Julinho Faixa não foi nada típica. Após se cansar de passar humilhações e dificuldades na infância, ele se revolta, entra com tudo no mundo do crime, e ainda bem jovem se transforma em um grande talento do tráfico local. 

Julinho era diferenciado, tinha tino visionário, tinha planos, e o principal: tinha dom para o negócio. 

Com o passar do tempo o talento para o crime foi se aprimorando, ele acabou conhecendo pessoas certas nos momentos certos, e em poucos anos Julinho Faixa já era um dos maiores traficantes de drogas do Brasil, e o melhor, ninguém o conhecia como tal, pois ele vivia sob um esquema que o blindava, e o fazia andar imune nas ruas, como um mero empresário. 
Mas conseguir tudo isso não foi fácil. Adquirir poder, status, influência política e a onipotência de um Deus, não foi tarefa simples para o menino mirrado que na infância andava com agasalho rasgado e era obrigado a caminhar em um chão de barro durante uma hora para poder estudar. Todas essas dificuldades moldaram um homem invisível e extremamente poderoso, que manda e desmanda no país, e que subiu à custa de muito sangue, a tão sonhada escada para a primeira classe. 



Autor: 

Bruno Rico é carioca, entende-se como escritor desde criança, mas foi em 2003 que tomou gosto por colocar seus pensamentos no papel (ou melhor, na internet), quando criou seu blog Mundo do rap, onde colocava crônicas a respeito de letras de rap, informações e notícias acerca do universo deste gênero musical. 

O tempo foi passando, o senso crítico foi aumentando, e a gama de textos do escritor só foi se ampliando. Bruno Rico foi de cronista a poeta, de poeta a contista, até ousar bastante e resolver escrever o seu primeiro livro. No meio disso tudo outro blog também surgiu, esta vinha com um propósito mais amplo, e não apenas voltado para o público do rap; e foi no Sentimento crítico (www.sentimentocritico.blogspot.com.br) que as palavras poéticas se tornaram cada vez mais fortes e profundas. 
Bruno Rico pode ser definido como um escritor inquieto, contestador nato, que tenta mostrar através das palavras o inverso do que está exposto, que na maioria das vezes é desconhecido ou sequer percebido pela maioria. 

E foi em cima desse sentimento, aliado a toda uma bagagem de textos, que nasceu o livro “O menino do morro virou Deus”, certamente o primeiro de muitos, deste escritor ousado, que surge colocando um pé na porta dessa literatura brasileira, tão segmentada, tão desigual, tão elitista e tão preocupada com conceitos, nesse mundo tão sem conceito.

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