sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Com clima afrofuturista e resgatando a cultura ancestral, Yan Cloud lança "Bafana"

Foto de Mariana Ayumi


O cantor e compositor soteropolitano Yan Cloud lançou no dia 18 de setembro, o single “Bafana”. A canção foi produzida por Faustino Beats, mixada e masterizada por Isaac Neves, e poderá ser conferida nas principais plataformas de streaming, chegará como um grito de guerra e estende o tapete vermelho para o próximo álbum do artista, intitulado "PINKBOY". Com a letra da música, Yan propõe uma reflexão sobre o que é ser um garoto jovem negro e periférico.

“Uma das inspirações para escrever Bafana além o trecho destacado na introdução que pertence ao filme Invictus que retrata a jornada da Seleção Sul-Africana na conquista da Copa do Mundo de Rugby de 1995, é a reflexão de como podemos inspirar pessoas ao nosso redor, desde a autoestima até a mudança de suas próprias expectativas, principalmente nas periferias onde a carência de representatividade e incentivo ainda é grande. ”, diz o artista.


O clipe evoca objetos futuristas com o resgate da cultura negra ancestral dentro do universo PINKBOY através de metáforas visuais e elementos monocromáticos. O figurino rosa e afro afirma o pertencimento daquele momento ao universo de Yan, é raro encontrar roupa afro na cor rosa, principalmente em salvador que todo tecido afro tem as cores voltadas as cores dos orixás. Existe uma entidade rosa no clipe, ela é esta e abençoa Yan. 


O projeto foi roteirizado e dirigido por Mariana Ayumi e Bruno Zambelli, teve direção fotográfica de Lucas Raion e assistência de Ramires AX, montagem e finalização de Paulo Alberto, produção de Nei Mhc e assistência de Faustino Beats, figurino e beleza por Joana, Julia Altahyde e Babi Soares, e o elenco composto por Yan, Brisa Òkun e Ícaro Sanches.


Assista ao clipe:




PINKBOY 

Com lançamento previsto para outubro, o álbum PINKBOY conta com 7 faixas, incluindo "Bafana". Em suas músicas, Yan Cloud aborda sempre questões de cunho social e racial e traz em seus versos a potencialização da autoestima preta e valorização do relacionamento afrocentrado. A sua musicalidade traz misturas de ritmos como rap, trap e o funk, imprimindo a sua identidade dentro do que se entende de música pop. Além de utilizar a cor rosa como um símbolo de revolução.  


Texto de Laisa Gabriela


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