segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Brisa Flow reivindica o protagonismo de mulheres racializadas na arte em "Jogadora Rara"

Foto: Abimael Salinas

Canção faz crítica ao sistema que coloca corpos racializados em museus como obra de arte, mas que os marginaliza nas periferias


A cantora e compositora Brisa Flow lança o single “Jogadora Rara”. A canção faz uma contundente crítica ao sistema que coloca corpos racializados em museus, mas que os marginaliza nas periferias.

 

"Jogadora Rara faz um paralelo do mercado da arte com o mercado da música, que desde os tempos da colonização vê os corpos e a arte de povos racializados como algo para ser comercializado, mas não em um local de protagonismo”, explica Brisa Flow. “É sobre a potência das mulheres racializadas de quebrada em fazer arte, mesmo diante de vários impedimentos da estrutura patriarcal eurocêntrica, e serem protagonistas de suas histórias que podem ser de vitória também”, finaliza.

 

Assista:

O clipe foi gravado na Comunidade da Coroa, no Rio de Janeiro, onde o diretor Abimael Salinas vive e conheceu o trabalho de Brisa. Ao mesmo tempo, apresenta imagens em áreas nobres do Rio, a poucos metros da comunidade em Santa Tereza, e museus de arte onde muitas vezes os corpos racializados são expostos, sendo vistos como exóticos, assim como sua arte. As mulheres que participam são artistas e ativistas de descendência preta e indígena do Rio de Janeiro que, com seu trabalho, combatem o etnocídio diariamente presente em diversas áreas. Toda a equipe é formada por indígenas e mulheres racializadas.


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