quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Expressando todos seus sentimentos, a DJ e beatmaker NUMA lança o álbum "Inferno Verde"

Apesar de todo o caos de 2020, NUMA continuou firme no propósito para expressar todos os seus sentimentos através do seu álbum de estreia, “Inferno verde”, que chegou às plataformas digitais no dia 13/11 via Endorphins Lab. Nele, a DJ e a beatmaker curitibana aborda temas que se tornaram ainda mais urgentes ao longo deste ano: queimadas e desmatamento na Amazônia, racismo, inclusão social, liberdade de gênero, genocídio indígena, ditadura da beleza, machismo e o mercado musical pouco ocupado pelas mulheres. Mas ela diz muito sem usar uma única palavra. 


“A ideia é mostrar o que é o Brasil pra mim: um inferno que é extremamente rico, com pessoas maravilhosas, mas que infelizmente tem uma ‘autoxenofobia’ muito foda. É um país que cultua muita a beleza, a vaidade… e que destrói os povos indígenas, que são os verdadeiros brasileiros”, diz.


Assim como o Brasil, NUMA é plural. Isso fica explícito nas 09 tracks do projeto, que une a forma clássica do hip-hop, como a forma das colagens e um ar jazzy, os diversos timbres da música eletrônica (de house ao trip hop) e a brasilidade transmitida em cada uma das músicas. Não por acaso, todos os samples usados por ela são brasileiros, de diferentes ritmos e estios. Há também a inserção de falas icônicas do líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak, da legendária rapper Dina Di, e da atriz Drag Queen Donna Bagos. Cada um desses elementos são essenciais para gerar uma atmosfera musical singular, batizada pela própria NUMA por Raptrônico.


Ouça:


Nenhum comentário:

Postar um comentário