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#ReferenciAna - Se Eu Morresse Hoje/O.N.F.K., os novos singles de Amiri!

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Mais um #ReferênciAna , aquela seção do NP, onde você encontra algumas de minhas percepções e discussões sobre linhas de músicas que de alguma forma eu me senti bem em ouvir. Em seu primeiro lançamento de 2019, Amiri apresentou um double single de faixas que farão parte de seu próximo álbum, com lançamento previsto para esse semestre (para nossa alegria). As músicas se chamam "Se Eu Morresse Hoje" e "O.N.F.K." que significa "ODO NNIEW FIE KWAN". A mensagem do double "Se Eu Morresse Hoje/O.N.F.K." é sobre medo e é sobre amor . É sobre o medo te aprisionar, mas o auto amor libertar. O som tem Deryck Cabrera na gravação, produção e mixagem, masterização por Luiz Café, e voz adicional de Lilly B. Vamos lá, vou discutir sobre as linhas, lembrando que são minhas percepções como ouvinte, pode não ser a intenção real do rapper. Vocês podem conferir as letras completas dos sons no comentário do som no YouTube aqui , enquanto ouvem aos so...

Anos 90, quebrada e a influência do Sabotage na cena atual

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Texto originalmente escrito em 2016. Os fãs de rap mais saudosistas, os conservadores, aqueles que batem no peito e dizem: “Eu só ouço rap de verdade”, têm passado mal de uns anos pra cá. Pois o rap brasileiro está muito diferente daquele rap feito nos anos 90, aquele rap sisudo, pesado, conservador e machista, apesar de na época – ser considerado libertário (e até era).  Ele era libertário da ponte pra cá, pois em alguns aspectos era conservador e tinha uma certa resistência. Resistência no sentido de não cantar pra playboy, de ter o olhar diferente para pessoas brancas no movimento, e o principal: não ir à TV, principalmente à Rede Globo. Poucos rappers naquele tempo faziam um rap mais “suave”, como Doctors Mcs, Ndee Naldinho, Thaide e mais alguns. (Falo dos que eu lembro e ouvia na época).  De 13 anos pra cá, muitos rappers brasileiros têm mostrado que o rap pode ir além de falar sobre o racismo, ir contra o sistema político e a PM. Hoje em dia t...

Dizem que só falo das mesmas coisas, é a prova que nada mudou, nem eu nem o mundo !

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Essa é uma espécie de #ReferênciAna, aquela seção do NP, onde você encontra algumas de minhas percepções e discussões sobre referências históricas e sociais utilizadas em letras de músicas, não vou falar sobre todas, mas algumas que me chamaram a atenção no álbum Ladrão , do Djonga. Ladrão é o terceiro álbum solo do artista que segue uma tradição dos últimos dois,  Heresia , de 2017, e O Menino que Queria Ser Deus , de 2018, de serem lançados no dia 13 de março.  Confesso que a primeira vez que ouvi, não gostei. Talvez por ter muitas coisas pra prestar atenção, eu priorizei o todo e acabei não dando atenção pras letras como deveria. Alguns beats eu não gostei, pois pareciam o mesmo disco, mas depois compreendi a proposta da tritriologi e HatTriavk nos diz muito. Alguns versos achei que ficaram soltos no meio do som, algo que parecia mais com uma auto-reflexão pensando alto pra que nos escutássemos. Mas foi a minha percepção, não prejudicaram o disco como um todo,...