segunda-feira, 20 de maio de 2019


O rapper piracicabano RAS lançou nesta segunda-feira (20), o clipe da música Mãe África. Trabalho que integra o álbum do Coletivo Nois por Nois, ainda sem previsão de lançamento.
O videoclipe foi lançado pelo canal do próprio rapper no YouTube, e integra o disco do Coletivo Nóis por Nóis, um coletivo de rappers de Piracicaba que têm o intuito de unir os MC’s e viabilizar oportunidade aos que estão surgindo. Além dos MC’s, o coletivo tem apoio da Casa do Hip-Hop de Piracicaba, tendo o beatmaker Sampa Beats (Barraco Records) como idealizador. O som Mãe África tem mixagem e masterização por Sampa Beats no Estúdio Barraco Records, além da produção musical e o videoclipe assinados por ele mesmo. Mais informações e ficha técnica completa na descrição do vídeo no YouTube.

“Mãe África sofre e ainda sangra escravidão!”, um dos primeiros versos do som nos conta um pouco sobre o que esperar. A narrativa inesgotável do jovem negro e sua perspectiva, sobre olhares, sobre vivências, sobre ações de outros vem forte nas linhas de Mãe África. Além dos desejos materiais positivos para o povo negro, e as cobranças históricas, RAS deseja que outros semelhantes a ele, estejam vivos para caminhar, no verso “Quero ver os preto vivão, vivendo com liberdade”, ele retoma a ideia dos sangramentos que a escravidão do povo negro trouxe, dos sangramentos sentidos até hoje.

Confira o som abaixo:



Redes RAS:
Instagram: @ras.019/

Informações para imprensa e shows:
Douglas Neves (RAS) - (19) 99761-9550

domingo, 19 de maio de 2019


Sexta-feira (17/05), a mc e cantora Drik Barbosa lançou o clipe "Quem tem joga" com participação de Karol Conká, Gloria Groove e a gracinha da Mirella Barbosa,sua irmã caçula. "Quem tem joga", é o primeiro single do primeiro álbum carreira solo da paulistana.
Em 2018, a Drik lançou o EP "Espelho", ep elogiado pela critica especializada por fãs de rap e música negra. 
Em 2019, através do edital Natura Musical, via proac ICMS, a Drik vai poder lançar seu álbum de nome indefinido ainda.

Assista "Quem tem joga":

Rainha Califia por Susan Shelton


A Califórnia é a terra eterna da imperatriz negra (moura) Calafia
. Calafia era o título de cada imperatriz. Califórnia era a terra dela. Ela era conhecida por ser de pele negra, nacionalidade moura, e governava ilhas povoada por negros, Califórnia, Baja e Havaí. 

Uma ilha governada por mulheres mouras. Foi mencionado nos registros dos cristãos da Europa Ocidental no sétimo século, e disse "A Canção de Roland", onde é mencionado um lugar chamado Califernes, talvez porque era o domínio de califa. Veja (Putnam, Ruth (1917) Herbert Ingram Priestley e Califórnia: ... O nome de Berkeley: Universidade da Califórnia) 

Os conquistadores espanhóis contaram histórias sobre uma rainha mística negra moura que governou no mesmo lugar de nossos dias na Califórnia. 

Khalifa Significa O Governo De Deus (Na Língua Árabe Mourisca). 

A história de Calafia foi então recontada no livro As Aventuras de Esplandián, um livro escrito em 1500, provavelmente baseado em histórias colhidas dos antigos marinheiros mouros da Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica e Inglaterra. 

Califa, Rainha da Califórnia, pintura de Arthur Wright

Calafia é apresentada como "... uma moura, mulher negra real, corajosa, forte e grande pessoa, a mais bela de uma longa linhagem de rainhas que reinou sobre o mítico reino da Califórnia." 
Ela comandou uma frota de navios e manteve a paz nas terras vizinhas e ilhas, incluindo Baja e Havaí. 

Ela era tão poderosa que podia lançar seu poder imperial nos mares à vontade. O Esplandian relata que Calafia manteve contatos culturais e comerciais com os mouros da África. Falamos sobre suas guerras nos mares mediterrâneos, na Anatólia, no Império Bizantino e no sul da Europa.

Segundo O Autor De As Aventuras De Esplandián: 

"Você sabe que na mão direita das Índias existe uma ilha chamada Califórnia, muito próxima a esta parte do paraíso terrestre, que era habitada por mulheres negras, sem um único homem entre elas, e elas viviam no caminho das Amazonas. Eles eram robustos do corpo com fortes corações apaixonados e grande virtude." (Putnam, Ruth (1917) Herbert Ingram Priestley e Califórnia: ... O nome de Berkeley: Universidade da Califórnia) 

O cruzado e vencedor do território da Califórnia Hernán Cortés e seus homens estavam familiarizados com o livro. 

Em 1535, Cortés liderou uma expedição de volta a terra de Calafia ou Califórnia, e decidiu re-batizala de Santa Cruz. No entanto, este nome não pegou, e os nativos, os negros mouros e índios e os chamados índios brancos e vermelhos continuaram a usar o nome antigo e antigo da terra "Califórnia". 

Cortés e seus contemporâneos parecem ter usado o nome também. Em 1550 e 1556, o nome aparece três vezes em reportagens sobre Cortes escritas por Giovanni Battista Ramusio. 
Assim, com o passar dos anos cada vez mais conquistando, colonizando e estuprando a terra da Califórnia, a antiga terra dos mouros manteve seu nome e identidade. 

Afro-Americanos e Rainha Califa 

Em 2004, o Museu Histórico e Cultural Afro-Americano de São Francisco montou uma exposição da Rainha Califia, com curadoria de John William Templeton, apresentando obras de artistas como Arthur Wright e James Gayles; interpretações artísticas de Calafia. 

"A Califórnia faz parte da história da Califórnia, e também reforça o fato de que quando Cortes nomeou este lugar na Califórnia, ele tinha 300 pessoas negras com ele. E durante a guerra hispano-mexicana, 40 por cento da população era negra. ". 


Templeton apontou que a maioria dos navegadores em explorações para o Novo Mundo era africana, porque os africanos sabiam como chegar no Novo Mundo. 

Por exemplo, Columbus/Colombo tinha um navegador preto. Os mouros (negros) tinham ido e vindo entre a África e a América desde o início dos tempos. Tudo o que tinham que fazer era pegar os bons ventos da costa oeste da África. 

Um rei árabe (árabe) Abu Bukari levou mais de 1000 navios ao Novo Mundo (América) nos anos 1300.

Por: Jide Uwechia



Fonte: Afrikhepri.org/Africaresource

“Beat $imples”, novo clipe de Slim Rimografia, é o primeiro vídeo de Mr. Dinamite, EP lançado em julho de 2018. Com o trabalho, Slim mostra mais uma vez que seus anos de experiência refletem na dinâmica atual de sua carreira, dividindo-se entre o som e a imagem, as tracks e os clipes, produzidos e dirigidos por ele.

Na “Beat $imples”, guiada pela batida de duas notas, a substância é a métrica - barras de oito, refrão, barras de oito, refrão, adlibs pontuando. O vídeo mantém o flow, cortes e efeitos que movimentam as cenas de uma altertrip com fotografia bem brasileira.

Os 19 anos de carreira de Slim também trouxeram a ele a maioridade no Porte de Arte, munido até os dentes de palavrarmas. Assim como estampou no desenho de capa do EP, o colete à prova de censura é a indumentária, carrega nos bolsos munisom, bomba sonora, microfone de fogo. Herói preto cujo figurino estampa o dia-a-dia de um artista dos morros. 

Com este clipe, Slim continua explorando os temas da arte periférica, do rap sem rimas rasas, aquele capaz de transgredir a média e a mídia, cometendo grandes crimes poéticos. 


Assista “Beat $imples”:




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Conteúdo produzido por Supernova
Foto: Renan Nascimento

"Canção pra Nós", já disponível em todos os aplicativos de música, chega acompanhada de videoclipe 

Destaque da música brasileira, com shows vibrantes e discursos contundentes, Aláfia acaba de lançar o primeiro single do já aguardado novo álbum da banda, previsto para o segundo semestre de 2019. 

“Canção pra Nós” segue influências do jazzfunk, conectando-se, a partir de uma perspectiva popular brasileira, com o início da onda discomusic de 1976. A letra de Eduardo Brechó, vocalista e líder do coletivo, é um convite ao afeto como ferramenta de luta, resistência e fé. “Esse som nasceu sob a luz da esperança, por mais lunático que isso pareça hoje. Pretendemos permanecer altivos, quixotescos e abençoados. Precisamos nos conectar ao que existe de mais grandioso em nosso interior para nos conectarmos ao que existe de mais grandioso em quem está próximo a nós. Esse é um manifesto do afeto, entende? Uma reflexão cheia de carinho que propõe voltarmos para a base. Afeto é nosso feitiço e isso é maior que a nossa atual conjuntura”, ressalta. 

Para a versão audiovisual, gravada pelas ruas de São Paulo, na guerrilha e entre amigos, a Iyalorixá Neide Ribeiro, Salloma Salomão e Anna Raquel completam o time de potências que compreendem origem e destino, sem desanimar frente às dificuldades do caminho. 

"Percebemos que os dias de hoje realmente pedem o que estamos dizendo... E estamos profundamente conectados com nossa contemporaneidade, sempre reverenciando aqueles e aquelas que vieram antes da gente", finalizam.

Assista:


Conteúdo produzido por Assessoria Bianco


Banda Black Rio segue a sua fantástica jornada de quatro décadas de existência. Nesse novo álbum, “O Som das Américas”, o seu líder e guardião, William Magalhães, escreve mais um empolgante capítulo dessa saga. Ouça e baixe aqui:  "O Som das Américas"

Com a mesma capacidade de redimensionar a música brasileira em planos universais, William, tal qual Oberdan, internacionaliza os nossos timbres mais afrodescendentes com os sons das Américas: o soule o jazz estadunidenses e as latinidades sul-americanas.

Sem que esqueçamos as nuances bossa novistas, demonstradas principalmente na faixa-epílogo “Bossa da praia, além desse registro, William também se reencontra com a bossa nova, ao lado de Caetano Veloso, na belíssima “Aos Pés do Redentor”. Novamente a nossa bossa, agora em tons mineiros, se reapresenta em "Águas Sábias", com a característica e instigante voz do paraibano Chico César.

Já Elza Soares traz toda a malemolência da gafieira na swingada “Isabela”, também com a participação do Rhodes de Cesar Camargo Mariano e os arranjos tipo metais em brasa, “ondulando no salão, em firulas geniais”.

Outra diva inglesa, a soul sister Heide Vogel, vocalista da Cinematique Orchestra, traz os ecos do acid jazz para um novo arranjo brazuca-latino de “Magia do Prazer”, na versão “Hearts in Time” e em “Round and Round”, versão do sucesso “Carrossel”.

Gilberto Gil incensa “O Som das Américas” na abençoada "Irerê", uma pérola entre tantas composições dessa obra que leva a parceria de Augusto Bapt, poeta e músico carioca da novíssima geração blackriana.

Ouça no Youtube:


Compõem ainda esse estelar encontro, Jadiel Oliveira, lead vocal da atual formação da Banda Black Rio, Marquinho Osócio, Thalles Roberto, Thiago Silva, Daniel Novato, Alba Santos, Luana Gaudy, Jane Mara, Tuto Ferraz, Jeff Gardner e Claudio Schoppa.


No mais, a nossa ultra consagrada Banda Black Rio mantém o seu legado e segue na fusão dos arranjos - da gafieira e da batucada das escolas de samba - com a música negra mundial. Vida longa à Black Rio!

quinta-feira, 16 de maio de 2019


Pabllo Vittar, Emicida e Majur (Foto: Ney Coelho/Divulgação)
Emicidavem fazendo barulho nas redes sociais após divulgar que após quase cinco anos, vai lançar um álbum. Semana passada o rapper paulista, lançou o clipe de seu single “Eminência Parda". Nesta semana o MC anunciou mais duas participações de seu terceiro álbum de estúdio. O rapper se reuniu em estúdio para gravação de uma faixa com Pabllo Vittar e Maju. O som ainda não tem nome, mas foi gravado um clipe no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. (16/05) 

Já trabalhando no seu terceiro álbum da carreira, “Permita que eu fale", ainda sem data oficial de lançamento, mas as boas línguas falam em setembro ou outubro. O Single Eminencia Parda foi lançado em 9 de maio e conta com a participação de Dona Onete, Jé Santiago e Papillon

Um vídeo que traz o questionamento a respeito de que lugar as pessoas de pele escura ocupam dentro do seu imaginário. Pra isso, não tinha lugar melhor do que o Museu Afro Brasil. 
"Porque esse aqui é um dos maiores, se não o maior acervo de referências positivas e inspiradoras a respeito da contribuição dos afrodescendentes na história deste país. É muito bacana trazer nosso povo pra dentro do museu e questionar o porque da ausência de referências positivas e inspiradoras a respeito de nós mesmos na sociedade brasileira", diz Emicida.
Assista:


Clipe Eminência Parda:


VanJess é um dos mais emocionantes artistas de R&B no momento. Hoje, o duo volta ao álbum de estréia do ano passado, Silk Canvas, para lançar um novo remix. 

A faixa que elas estão trazendo à vida é "Honeywheat" e eles recrutaram Saba para um feat. O rapper de Chicago abre com um verso na faixa produzida pela Da-P, antes de as garotas assumirem o controle do som. 


"Honeywheat" não é a única música do álbum a receber o tratamento de remixagem. No início deste ano, eles se uniram à Bas de Dreamville para uma nova versão de "Addicted".
Ouça:


Antes de soltar seu novo projeto amanhã, lança o single “New York City” .

O membro do LOX uniu forças com Havoc e Fat Joe em um som sombrio apropriadamente intitulada “New York City”. Sheek, Havoc e Joe cuspiram um verso cada um nessa ordem, com produção de Jimmy Dukes.

Beast Mode, vol. 3 estará disponível à meia-noite, com outras participações como: Jadakiss, Styles P, Uncle Murda e muito mais.

Ouça:


O renomado DJ de Hip-Hop, DJ Ritchelly lançou, no dia 14 deste mês, no seu canal oficial de Youtube, uma série de vídeos em formato Cypher. Dentro do universo hip-hop, cypher tem como objetivo reunir MCs, sendo eles de grupos ou artistas solos, para rimas inéditas e com um DJ responsável pelo beat. É algo que se aproxima mais do freestyle do que do rap elaborado e construído sobre um instrumental produzido em estúdio.

TWOLI CYPHER é um Cypher que tende inicialmente a juntar novos talentos com grande potencial, assim como dar um formato de cypher diferente dos já existentes no país, sendo eles gravados em condições básicas e editados por mim”, refere DJ Ritchelly.

Sem precisar se usará exclusivamente os seus beats, Dj Ritchelly assegura que nos próximos tempos pretende explorar mais o seu lado criativo e continuar a desenvolver as suas habilidades como produtor musical.

Para esta primeira edição do TWOLI CYPHER foram escolhidos os artistas Sadath (do grupo Shadow team, Rigoberto (do grupo B.Unik), Ravi Sardinha e Nerika Manuela. “Este é o primeiro cypher de muitos que pretendo lançar, pretendo também desafiar os artistas mais destacados do hip-hop no nosso mercado”, conclui DJ RItchelly.

Ouça:


Neco MC, residente da Zona Sul de Porto Alegre, lançou seu primeiro single de 2019 em 09/05, intitulado "POQQ" (Pense O Que Quiser) .
Com uma letra forte, ele vem com duras críticas ao governo e ao sistema racista. 
Além do clipe lançado no YouTube, a música se encontra em todas as plataformas digitais. 

Assista:



Parceria internacional faz parte do projeto Coligações Expressivas, que une músicos do rap lusófono ao nacional

“Vício Mau” é mais uma aposta do DJ Caique para o seu projeto ‘Coligações Expressivas’, que possui o objetivo de enriquecer a liga entre o rap brasileiro e o lusófono. Esta é a sua primeira parceria com Valas, um dos nomes mais promissores do Rap Tuga, como o estilo musical é conhecido em solo português. O lançamento da Som Livre, já disponível em todas as plataformas digitais – ouça -, ganha lyric vídeo nesta quarta-feira, 15 de maio.

Assista:


DJ Caique fala sobre sua ligação com o rap de Portugal e a parceria com Valas, que acumula mais de 13 milhões de visualizações em seu canal de YouTube, ganhou neste ano a categoria ‘Vodafone Melhor Canção’ com a música "Estradas No Céu" na premiação ‘Play - Prémios da Música Portuguesa’ e conquistou no ano passado o ‘Single de Ouro’ com a música "As Coisas", de seu último álbum ‘Check-In’. “Por meu pai ser português sempre carreguei as influências musicais do país e por volta dos anos 2000 comecei a me interessar pelo cenário do rap lusófono. Em 2004 lancei o projeto ‘Coligações Expressivas’, que existe até hoje, quero cada vez mais proporcionar esse movimento. Recentemente me identifiquei com um som do Valas e fui atrás da parceria. Além de outros artistas portugueses como Valete, Piruka, Sam The Kid, Mundo Segundo e Dealema, também já trabalhei com músicos da lusofonia em geral, como o rapper Azagaia de Moçambique e nomes como Prodígio, NGA e Kid MC, de Angola", conta.

Com produção de "Breeze Co." e direção de Vinicius Fernandes, Felsefi lança o clipe "Dimas" com beat produzido pelo próprio Erik Cavalcanti.

O novo clipe faz referência a São Dimas, com uma crítica ao comportamento da sociedade em relação aos conflitos que perpetuam por séculos. Fazendo uma comparação à uma época remota da humanidade aos dias atuais. A música faz referências a personagens e lugares bíblicos como Pilatos, Simão de Cirene e Via Dolorosa.

Confira:
 

quarta-feira, 15 de maio de 2019


Na semana passada, um documentário em quatro partes do Wu-Tang Clan chamado Wu-Tang: Of Mics & Men estreou no Showtime. E, em vez de deixá-lo assim, o Mass Appeal decidiu lançar um EP junto com a série. 

É o primeiro projeto de Wu-Tang desde "The Saga Continues" de 2017, a trilha sonora vem equipada com quatro músicas e três esquetes que incluem histórias de Wu-Tang nunca antes ouvidas (por Nas, GZA, Masta Killa e Cheo Hodari Coker) a partir de imagens que faz o corte final do documentário. 

O EP sai nesta sexta-feira (17/5), o RZA soltou o single “On That Sh * t Again” com Ghostface Killah. Aperte play e confira a tracklist (que infelizmente não apresenta Method Man, U-God ou Inspectah Deck). Se liga. 

Tracklist:
  1. Ghostface Killah & RZA – “On That Sh*t Again”
  2. Ghostface Killah, Raekwon & Harley – “Seen A Lot Of Things”
  3. Nas – “Project Kids (Skit)”
  4. RZA – “Do The Same As My Brother Do”
  5. Cheo Hodari Coker – “Yo, Is You Cheo? (Skit)”
  6. RZA, Masta Killa & Cappadonna – “Of Mics And Men”
  7. GZA & Masta Killa – “One Rhyme (Skit)”

Ouça:


Inspirado em obras de Ferréz, o espetáculo de rua retrata a criança periférica e suas interações com o mundo ao seu redor.
Nos dias 17 e 18 de maio (sexta e sábado, às 15h), o Grupo Rosas Periféricas apresenta o espetáculo Ladeira das Crianças – TeatroFunk no Parque Santo Dias, em Capão Redondo. O novo espetáculo comemora os 10 anos de atividades do grupo.

A montagem tem criação e direção coletiva do grupo com dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir da adaptação dos livros O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do paulistano Ferréz (autor renomado de literatura marginal).

Iniciadas no dia 20 de abril com sessões no Parque São Rafael (ZL), região de atuação do Rosas Periféricas, as apresentações (grátis) foram viabilizadas por meio do VAI II - Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Encenada ao ar livre, a peça reflete sobre a identidade das crianças da periferia e sobre os bens culturais do território, acessados na fase infantojuvenil. Histórias de vida dos atores e expectativas das crianças da região permeiam as histórias, que são costuradas por elementos do funk - como a dança, mais especificamente o passinho, a música, o ritmo e as rimas. O trabalho é inédito também quanto à abordagem lúdica do funk em uma produção para crianças e jovens.

Em Ladeira das Crianças - TeatroFunk o universo das crianças periféricas ganha a cena. Seus desejos e sonhos são embalados pelo ritmo do funk. No bonde da ladeira tem de tudo: menino que sonha em ser DJ, garoto curioso para saber o que há dentro de um pote mágico, menina de cabelo de nuvem e garota que vive no mundo da lua. A peça retrata todas as pessoas que foram criança um dia e moraram na periferia.

Esta é mais uma investida do Rosas Periféricas na construção de uma narrativa ficcional documental, pesquisa e prática teatral desenvolvida pelo grupo, desde 2014. Além de memórias do grupo e objetos pessoais em cena, os atores foram ao encontro das crianças que moram na região em busca de material para as narrativas, promovendo encontros regados a músicas, cantigas e brincadeiras, além de improvisações cênicas. E Ladeira das Crianças usa o funk como linguagem para ressaltar uma identidade nascida para a simples diversão. Os atores explicam que, percebendo a força dessa manifestação no cotidiano do público infantojuvenil da periferia, a aposta foi aproximar o teatro (arte que não é muito popular na periferia) da popularidade do funk. Os elementos dessa cultura (dança, música e rimas) foram os artifícios usados para costurar as histórias e criar uma identidade com o público alvo da montagem. Para tanto, os atores fizeram diversas atividades preparatórias como aulas de passinho, workshop sobre a história do funk e oficinas de rima e beat.

O enredo

Do livro O Pote Mágico a montagem Ladeira das Crianças - TeatroFunk traz um menino da periferia de São Paulo que imagina a possibilidade de encontrar um pote mágico que transformaria sua vida. De Amanhecer Esmeralda vem a história de Manhã, uma menina pobre e sonhadora que, ao ganhar um presente especial, passa a ter uma diferente percepção do mundo e de si mesma.

O enredo se passa em uma ladeira, que o grupo chama de “ladeira da alegria”, onde a garotada se encontra, brinca e se diverte; onde tudo acontece; onde sonhos e desejos são revelados. Além dos livros adaptados dramaturgicamente, a peça é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo, recolhidas no processo criativo, que se entrelaçam com narrativas das crianças que vivem nas bordas da cidade.

A identidade do grupo está, inclusive, nos nomes das personagens. Rogério MC (Rogério Nascimento) adora dançar e soltar pipas; trabalha lavando carros, gasta o dinheiro nos bailes e sonha com o pote mágico. Paulo DJ (Paulo Reis, que confessa ter sido uma criança medrosa) só quer saber de brincar; é o melhor amigo de Rogério e embarca em todos os sonhos do colega. Michele Manhã(Michele Araújo) é garota negra que sofre preconceito na escola, tem pai alcóolatra e passa necessidades, mas encontra no afeto de um professor o agente transformador que a faz se reconhecer como menina negra, transformando sua realidade. Esta passagem da peça reforça a ‘representatividade negra’ do grupo. Gabriela - A Menina da Maleta (Gabriela Cerqueira) carrega uma maleta com livros e sonha em ser escritora, enquanto recolhe material reciclável junto com a família. A maleta é objeto real de sua infância.Monica Astronauta (Monica Soares) vive no mundo da lua e sonha em ser astronauta, mas seu sonho é barrado porque, ‘como mulher’, seria no máximo uma comissária de bordo; seu companheiro é o ursinho Tobias (brinquedo que a atriz ganhou na infância).

O FUNK - A cultura funk é reconhecida por lei, no Rio de Janeiro, sendo a manifestação considerada patrimônio cultural, desde 2009. O ritmo já foi criminalizado e os bailes chegaram a ser proibidos em alguns locais. Os adeptos, porém, defendem que o funk retrata a realidade da periferia, com suas qualidades e seus defeitos, e ressaltam o preconceito da elite com essa manifestação que foi idealizada e é vivenciada, principalmente, por negros e por pobres.

FICHA TÉCNICA - Texto: Grupo Rosas Periféricas - livremente inspirado nos livros Amanhecer Esmeralda e O Pote Mágico de Ferréz. Dramaturgia: Marcelo Romagnoli. Direção: O Grupo. Elenco: Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento. Coreografia: Michel Quebradeira Pura Oficina de construção de rimas: Preta Rara. Oficina de história do funk: Renatta Prado. Oficina de passinho: Michel Quebradeira Pura. Músicas: MC Kelvin Alves e Michele Araújo.Produção musical: Fez Santos e Leony Fabulloso Preparação musical: Rogério Nascimento. Figurinos: Isa Santos. Cenário: Patrícia Faria. Produção cenográfica: Paula Rosa e Camila Olivetti. Design gráfico e ilustração: Laís Oliveira. Fotografia: Daniela Cordeiro. Vídeo: Coral Alvarenga. Produção artística: O Grupo. Produção executiva: Michele Araújo e Paulo Reis.Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção geral: Michele Araújo Realização: Grupo Rosas Periféricas.


Espetáculo: Ladeira das Crianças - TeatroFunk

Dias 17 e 18 de maio. Sexta e sábado, às 15h

Local: Parque Santo Dias

Rua Arroio das Caneleiras, 650 - Conj. Hab. Instituto Adventista - Capão Redondo/SP.

50 minutos. Livre. Teatro de rua infantojuvenil

Entrada grátis.

Informações: (11) 97983 4902 e (11) 995159-5918


Facebook: @rosas.perifericas | Instagram: @rosasperifericas



Grupo Rosas Periféricas

O Grupo Rosas Periféricas - da Cooperativa Paulista de Teatro - comemora 10 anos, em maio de 2019. Ladeira das Crianças - TeatroFunk é o espetáculo atual, que celebra a data. O grupo desenvolve suas pesquisas em São Paulo com artistas e educadores que investigam linguagens cênicas, ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem, como desigualdade social, machismo, feira livre, tênis pendurado no fio elétrico e cultura popular. Sua sede é no Parque São Rafael, onde realiza encontros e ensaios, que muitas vezes ocorrem na rua. Em uma brava trajetória, o primeiro ciclo de produções começou com Vênus de Aluguel, em 2009, com temporada no Teatro X, seguido por A Mais Forte (2010) e pelo ato performtivoFêmea (2012). O segundo ciclo iniciou-se, em 2014, com o cortejo Narrativas Submersas - primeira parte da Trilogia Parque São Rafael (fomentada pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo). Em 2015, realizou o segundo ato do projeto - Lembranças do Quase Agora - e, em 2016, fechou a trilogia com Labirinto Selvático, além de levar Narrativas Submersas a Mogi das Cruzes e Rubineia (por meio do PROAC Primeiras Obras). Em 2017, apresentou-se em unidades do Sesc e na I Mostra da Casa, na Casa de Cultura de São Rafael com o apoio do ProAC, organizada pelo próprio Grupo. No mesmo ano, voltou com Labirinto Selvático em sua sede, além de participar da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. O grupo se aventura pelo território do teatro infantil, desde 2013, quando entrou no ar a Rádio Popular da Criança. Em 2015, a Rádio seguiu - pelo do ProAc ICMS - por 10 estações de trem da malha ferroviária paulista. Em 2018, o espetáculo também passeou pelas Fábricas de Cultura do Estado de SP.

Conteúdo produzido por Verbena Comunicação

Evento traz shows da Gang 90 e Filipe Catto

Neste final de semana de Virada Cultural a N-1 Edições participa da programação do tradicional almoço mensal de domingo da Ocupação 9 de Julho, que acontece no próximo dia 19 de maio, a partir das 12h (Rua Álvaro de Carvalho 427), com entrada franca.

A editora apresenta o projeto A Céu Aberto, leituras de cordéis que trazem ao leitor histórias ou contos por um preço simbólico de R$ 2,00. O objetivo é popularizar e incentivar a leitura em praças e lugares públicos. Nesta edição, a N-1 traz um cordel do escritor Juliano Pessanha, ganhador do prêmio APCA em 2015, notório por criar uma obra que não se enquadra em um gênero específico, transitando entre o ensaio, a psicanálise, a literatura e a filosofia.

Na programação, show da banda Gang 90 com participação do cantor Filipe Catto, discotecagem do DJ Rafael Mendonça, Vivência de Consciência Corporal, com Vitor Daneu, Oficina Viva Maria, com Livia Aquino, entre outras atrações.

Serviço

Cozinha 9 de Julho - Dia 19 de maio de 2019, a partir das 12h

Rua Álvaro de Carvalho 427
(Foto - Evandro Macedo)


Rapper apresenta-se em três ocasiões durante a 15ª edição do evento

Confirmado em três momentos na programação da Virada Cultural em São Paulo, o rapper Rashid vai percorrer uma boa maratona de compromissos durante o final de semana dos dias 18 e 19, quando apresenta-se no Centro Cultural da Juventude, no Pateo do Collegio e na Biblioteca Narbal Fontes.

No sábado (18), às 18h, o show é no Centro Cultural da Juventude, na zona norte. Neste palco, Rashid apresenta-se ao lado de banda completa mostrando o lado virtuoso e orgânico de seu rap de estilo característico. Na madrugada de domingo (19), às 2h, no Pateo do Collegio, a apresentação é ao lado da Orquestra Metropolitana de São Paulo e uma oportunidade singular de apreciar o estilo sinfônico com o qual suas canções serão executadas

Na tarde de domingo, das 13h às 16h, o MC participa do bate-papo “Escrita a partir da escrevivência e a produção literária na periferia”, na Biblioteca Narbal Fontes, em Santana. A conversa é ao lado de Renan Inquérito (MC, poeta e professor) e de Marcelino Freire (escritor e poeta), com mediação da poetisa Kimani, revelada como uma das melhores representantes do slam feminino na capital. Rashid fala sobre influências literárias, música e como seus versos chegaram a formar o primeiro livro de sua autoria, Ideias que rimam mais que palavras - Vol. 1, lançado em 2018. 


Todas as atividades da Virada Cultural 2019 são gratuitas e de classificação livre. 



Serviço:

Rashid e Banda

Sábado, 18 de maio

Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso | Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha

Das 18h às 19h

Rashid e Orquestra Metropolitana de São Paulo

Domingo, 19 de maio

Pateo do Collegio | Praça Pateo do Collegio, 2 - Centro

Das 2h às 3h

Bate-papo: “Escrita a partir da escrevivência e a produção literária na periferia”

Com Rashid, Renan Inquérito, Marcelino Freire e Kimani

Domingo, 19 de maio

Biblioteca Narbal Fontes | Rua Conselheiro Moreira de Barros, 170 - Santana

Das 13h às 16h 



terça-feira, 14 de maio de 2019


O lendário grupo Wu-Tang Clan anunciou que vai lançar um no EP ainda nesta semana, EP que é inspirado na séria da Showtime, "Of Mics and Men".  
O projeto surpresa será lançado nesta sexta-feira (17 de maio) via 36 Chambers and Mass Appeal.

"Você já viu o documentário do episódio 1 / Wu até agora (e, se você não o viu, o que você estava fazendo no último final de semana), agora ouça a música inspirada na série"escreveram no Twitter. 

Confira o anúncio abaixo.