domingo, 1 de dezembro de 2019

Mundo Manicongo | Norteado por ritmos pretos, Rincon põe todos pra dançar com seu álbum novo



Rincon Sapiência vulgo Manicongo lançou (25/11) o álbum “Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps”. Seu vulgo Manicongo, se deve porque o rapper tem ascendência dos povos da região do Congo. Manicongo significa Rei do Congo, com isso o rapper mostra o orgulho de sua origem e exalta sua negritude como Reis e Rainhas. 

O Mundo Manicongo é um dos álbuns mais originais desse ano, e é um álbum de uma sonoridade única, pois o álbum é norteado por vertentes da música pop africana. O Rincon sempre teve este lado mais dançante e estiloso desde o lançamento do clipe “Elegância". Mas o Rincon vive uma fase bem madura em sua carreira, quem achou que ele não conseguiria lançar algo próximo ao "Galanga Livre", se enganou! Acredito que este segundo álbum vai abrir mais portas para o rapper do que o primeiro. 

O álbum conta com as participações de Mano Brown, Lellê, Gaab, grupo ÀTTØØXXÁ, Duquesa, Rael e do Coletivo Audácia. Inclusive, a faixa com Rael, “Me Nota” que rendeu um clipe dançante para acompanhar o lançamento do álbum. 

Este é o segundo álbum da carreira do Rincon, mas o primeiro lançado pelo seu próprio selo chamado MGoma. 

Como dito acima, o álbum é norteado por ritmos pop africanos, Rincon bebe do afrobeat, afrohouse e até do dundunba, ritmo originário da Guiné, propagado em todo o mundo por djembefolá Famoudou Konatè. 
O Rincon é um amante dos ritmos periféricos e os sons pretos do brasil não ficaram de fora! É possível identificar a pitadas do Pagode baiano, Funk – 150 bpm. 

É um álbum muito gostoso de se ouvir tanto pelos graves, como pelos refrões e melodias marcantes. Além de ter produções tuas, o rapper trabalha com beatmakers da nova geração que pouca gente conheça - como a participação do guineense radicado em Portugal MazBeatz e o brasileiro Esil Beats. 



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