quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Reconstrução | Militância Poética - marginalidade e hipocrisia/violência do estado são temas de novo álbum do grupo baiano



Usando e abusando da liberdade de expressão sem perder o groove e o balanço da música baiana, “Reconstrução” é o terceiro álbum do grupo, que chega mais uma vez pesado na cena. Encerra a trilogia que teve também os álbuns “Revolução Além do Plano Matéria” (2016) e “Reação” (2018), ambos lançados dia 2 de novembro em homenagem a todas as pessoas vitimadas na guerra racial não declarada no Brasil, e principalmente na Bahia, estado de origem dos integrantes.

"Reconstrução é um nocaute na hipocrisia do sistema político brasileiro que através da negação de direitos básicos empurra os seus jovens à marginalidade e depois os condena como culpados de uma ordem social perversa, excludente, que os antecede e que se sustenta através da violência contínua promovida pelo Estado. Mais do que um compilado de músicas, o álbum é uma mistura de sentimentos, vivências, livramentos, histórias e luta pela sobrevivência, num cenário de guerra onde a arte e a cultura se configuram enquanto ferramentas potentes de transformação, dignidade e representatividade." diz o grupo.


Ouça:


Além de se apresentar em palcos e casas de shows o coletivo também espalha sua mensagem através do projeto Semente, iniciativa do próprio grupo que tem como objetivo dialogar sobre questões sociais e raciais através de oficinas e intervenções artísticas em escolas e comunidades.

Um pouco sobre o corre do grupo:

O grupo soteropolitano Militância Poética foi constituído em 2015 com o objetivo de levar mensagens de conscientização e autoestima através da música e da poesia. Formado por Deise Maria, Igi Emi, Omin Onawale e Dj Abalsanga, o grupo apresenta uma identidade musical única, enraizada na mistura de diferentes vertentes rítmicas, unindo a sonoridade do rap/trap com o pagodão baiano, reggae, ragga, dub, jazz, samba, black music, mpb, entre outros.

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