segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020


A NBA celebrou as festividades do All-Star Weekend nos últimos dias e grande parte do evento foi dedicada à vida e carreira de Kobe Bryant. 

Para o All-Star Game, a liga convocou Dr. Dre e Jennifer Hudson para prestar homenagem ao Black Mamba à sua maneira. O Dr. Dre criou um vídeo que reproduzia algumas de suas maiores lembranças na quadra com uma trilha sonora produzida por ele, enquanto Hudson cantava antes do jogo começar. O poderoso desempenho pré-jogo mostrou fotos dele e Gigi e emocionou as coisas. 

Se você não o viu durante o All-Star Weekend, pode se atualizar agora.



Fonte: OnSmash


O pessoal do DOCVOZES produziu um mini documentário mostrando o ato que ocorreu em Lisboa em homenagem ao Luís Giovani, jovem estudante cabo-verdiano que veio a falecer após ser barbaramente espancado por 15 homens em Bragança, Portugal. Esse acontecimento levantou o debate sobre racismo e xenofobia em Portugal, temas que são inacreditavelmente abafados e contestados pelo Estado. 

O documentário apresenta a forma que o movimento negro e de imigrantes que integram o PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) em sua maioria se organiza.


No dia 15 de dezembro de 2019, após um desentendimento entre diferentes grupos de amigos, o estudante cabo-verdiano Luís Giovani Rodrigues foi brutalmente espancado por 15 homens na saída de um bar em Bragança, Portugal. Giovani faleceu dias depois. A Polícia Judiciária concluiu que os agressores não agiram por ódio racial, mas sim por "motivos fúteis". A posição do Estado colocou em pauta o racismo e a xenofobia em Portugal. 

No dia 11 de janeiro, foram organizadas manifestações em solidariedade a Giovani por diversas cidades em Portugal e Cabo Verde, além de vigílias em Londres, Luxemburgo, Espanha, França, Holanda e Suíça. 

Até o momento foram detidos 5 dos 15 suspeitos do assassinato, ainda sem data para julgamento. 
O documentário Marcha Para Giovani mostra momentos do ato em Lisboa.

Assista o documentário no Facebook:


Assista ao documentário no Youtube:



Divulgação

Xaga abre o coração em “Sonho”, música que fala as dificuldades e superações em um relacionamento a dois. O single, que também ganha um clipe, é uma parceria com Chininha e está disponível em todas as plataformas de música digital. 

Nascido Diego Chagas na Baixada Fluminense, ele se interessou pela cultura hip hop em 2007, quando começou a testar batidas e rimas. Com o passar dos anos e um contato mais intenso com o rap nacional, Xaga tomou para si uma missão: propagar verdade, inspirar jovens e se tornar relevante no cenário musical através das suas ideias, voz e princípios. E passou a estudar para desenvolver um estilo de lírica e de produção musical. 


“Essa é uma composição inspirada nas dificuldades de um relacionamento, com suas incertezas e certezas, amor e suas responsabilidades, onde no final, vencemos as barreiras juntos”, conta ele, que também faz parte do projeto coletivo Furamil 2cão. 

O clipe, dirigido por Max Chagas, acompanha o sentimento da letra e mostra como uma pessoa amada pode ser um alívio para o stress do dia-a-dia. “Sonho” foi produzida pelo próprio Xaga e é o primeiro lançamento de uma série de singles do artista previstos para esse ano. A música está disponível em todos os stre
amings de música.

Escolha sua plataforma digital favorita: http://smarturl.it/XagaSonho

Assista:

Conteúdo produzido por Build up Media


O rapper e produtor Davejú junta-se a Eman Gee para o lançamento do single ‘Não Para de Acreditar’. Uma música motivacional onde o artista de forma cinematográfica e com a precisão de um pintor narra uma estória de superação que se desenrola no bairro do Malueca (um dos bairros precários da Cidade de Luanda). O Eman Gee por sua vez aparece com um discurso mais introspectivo, mais abstrato rico de figuras de estilo narrando a sua autossuperação. Uma música com um refrão de Rnb cantado pelo Davejú motivando as pessoas a manterem o foco perante as adversidades que a vida pode apresentar. A música apresenta uma atmosfera que transporta para a era de Ouro do rap, fazendo lembrar um casamento perfeito entre os anos 90 e a época atual.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Divulgação


Uma história que começou com duas tragédias. Primeiro a morte de uma criança, Vinicius Vilela, de 15 anos, estudante, morador da Vila Ferreira, em São Bernardo do Campo. Morto covardemente numa tentativa de assalto em 2017, com um tiro pelas costas quando tentava chegar na escola. Uma semana depois, a segunda perda: o suicídio do pai de Vinícius, que teve grande repercussão na imprensa, chocando toda uma comunidade que junto com o Instituto Cativar, que trabalha na região desde 2014, foram para as ruas em passeata contra a violência. Diante do ocorrido, formaram um coletivo chamado Alvez Dias para conversar sobre a paz. As tragédias provocaram uma reflexão profunda sobre o que poderia ser feito de novo para aquela comunidade. Por meio de pesquisas foi levantado que mesmo com tantas dificuldades, medos e incertezas existia um enorme interesse de crianças e jovens pela música, então, foi criado o "Musicando para um mundo melhor" como a primeira iniciativa de disseminação da paz por meio da arte.

Em 2018, intervenções aconteceram em escolas que Vinicius tinha estudado, algo muito emocionante que se encerrou com a soltura de balões brancos e palmas a Vinicius e sua família. Uma praça foi inaugurada com o seu nome. Então, teve início o Projeto Cultura da Paz, que foi um sucesso desde o início, sendo uma forma encontrada para distanciar os jovens da violência, entre outros riscos no dia a dia.


No ano de 2019, foi mantido o atendimento de 230 usuários e utilizado o Projeto Cultura de Paz, que já com o novo nome "Vez & Voz" atuava como ferramenta de temática transversal importante para o empoderamento e protagonismo de lideranças comunitárias, sendo elas, crianças, jovens e adultos. Falar por meio das artes foi o caminho encontrado para o início de um diálogo de paz. A Cultura Hip Hop sintetizava tudo isso, arte, rua, consciência e resistência, sendo a ferramenta de mudança trazendo cor e valores para o bairro. Em julho do mesmo ano, voluntários da Basf S/A apoiaram o projeto de revitalização com arte urbana, denominado "Vielas Pedem Paz", ofertando toda a doação para pintura e com isso foi possível revitalizar 300 metros de vielas do Jardim Nazareth, local que dá acesso a pontos importantes, como escolas, UBS, creche e toda essa movimentação ocasionou uma grande repercussão na imprensa escrita e televisiva, sendo notícia no Diário do Grande ABC, ABC Repórter, Diário Regional e Rede Globo, no programa SP1, com grande participação da comunidade. 

Em entrevista ao Diário Regional, Nádia Gibo, coordenadora do Cativar, explicou que o projeto visava expandir a mensagem da organização além dos muros e impactar não somente a vida dos alunos, mas também da vizinhança. São dela as palavras: “Queremos que eles coloquem para fora os sentimentos, não em forma de revolta, mas sim de palavra, poesia, argumento e diálogo”, resume.Nádia e conta que o projeto exigiu conversa com a vizinhança para que a permissão para as intervenções fosse concedida. Apesar de não ser tarefa fácil, a coordenadora afirma que o resultado foi positivo, com boa recepção por parte dos moradores do bairro e adesão dos alunos. “Quando vemos pessoas que a gente nem imaginava participarem e fazerem parte da ação, a gente sente que a mensagem foi absorvida”, concluiu a coordenadora do Cativar.

Para Sarará, profissional reconhecido e premiado dentro da Cultura Hip Hop e também mestre de grafitti e fotografia há 5 anos no Instituto Cativar, o que mais foi gratificante no projeto foi a construção conjunta com os jovens. Dos 50 artistas previstos na revitalização da viela, 10 são frutos da oficina. Além de aprender sobre arte, os jovens foram incentivados a conhecer mais a vizinhança e a trocar vivências com moradores do bairro, que vivem realidades distintas. Ele falou: “É gratificante poder trazer esse intercâmbio cultural e fazer com que eles entendam o sentimento deles e também do outro. Foi importante a troca de sentimentos e mútuo entendimento”, afirma Sarará.

Agora, em 2020, os planos continuam! O objetivo do Cativar é expandir seus atendimentos para outros dois territórios, onde não existe presença de organizações sociais e possuem uma demanda reprimida, são eles Areião, com 60 vagas de crianças e jovens dos 06 aos 17 anos e Alvarenga, também com 60 vagas de crianças e jovens dos 06 aos 17 anos. Ambos os serviços são uma parceria com a SAS (Secretaria de Assistência Social). Outro foco é a captação de recursos para manutenção e funcionamento das atividades e aquisição da sede própria, para isso vai ser inaugurada uma estamparia e também uma casa de bolo, ambos projetos foram elaborados junto com os alunos da FTT (Faculdade Tecnologia Termomecânica) e tem previsão de conclusão até o mês de abril deste ano. 

Combater a violência com a arte por meio do Hip Hop, colorir a vida das pessoas com muita criatividade e escrever novas histórias sem lágrimas e com finais felizes são os maiores desafios desses artistas da paz!

Conteúdo produzido por Yoh! Assessoria de Imprensa


Diretamente da zona sul de São Paulo, Xemalami lança o single “Deita o Rei” com as participações de M. Cactu, Grixan, Cado e DJ Alan 45 com produção de DJ Joh. A faixa faz parte do projeto sonoro intitulado “São Vários” Vol. II, fruto de uma parceria bem sucedida com o Primeiro Andar Studio e Produções.

Ouça:


Um trio de estátuas criadas em homenagem a três artistas do hip-hop que nasceram na cidade de Nova York e alcançaram fama como pioneiros do gênero em breve vão para a biblioteca pública de cada um de seus bairros no Queens. 
Segundo relatos divulgados, as três esculturas do artista Sherwin Banfield, conhecidas como "A Cypher in Queens", que retratam Jam Master Jay, do Run DMC, "Phife Dawg", do A Tribe Called Quest e "Prodigy", do Mobb Deep, em breve serão transferidas para a Biblioteca Pública do Queens, a partir de 19 de setembro. As esculturas de um metro e oitenta de altura mostram os bustos faciais dos três, que estão no topo de recriações de caixas de som empilhadas e o alto instrumento musical de madeira encontrado nas ilhas do Pacífico chamado "Slit Gong"

As esculturas estrearam inicialmente no Socrates Sculpture Park, nas proximidades de Long Island City, Queens, em 2018. 

Banfield optou por criar tributos aos três artistas, com base em seu estilo único, apresentação musical e individualidade, tanto na expressão poética quanto na sonora. 

"Estou muito empolgado por apresentar pessoalmente minhas esculturas e ouvir a resposta dos visitantes da biblioteca e da comunidade em geral, porque isso será algo que eles nunca viram antes", disse Banfield em comunicado para acompanhar o anúncio. “Essas lendas do hip-hop deixaram uma marca na minha vida e inúmeras outras em todo o mundo, e trazer representações esculturais delas para uma grande instituição como a Biblioteca Pública de Queens, onde elas podem ser estudadas, debatidas e refletidas, permite seu legado a ser cimentado na história do Queens. Trata-se de preservar a história do hip-hop e estou tentando introduzir a escultura como um meio alternativo para a preservação do hip-hop". 

A decisão de abrigar as três belas esculturas na Biblioteca foi parcialmente tomada pelo coordenador de hip-hop da Biblioteca Pública do Queens, Ralph McDaniels, que também acrescentou: “Estamos comemorando 50 anos de hip-hop em três anos, e não é apenas um tributo aos artistas, mas dá aos fãs uma sensação de conexão com suas músicas e artistas favoritos, e aqueles que não os conhecem podem ter a chance de aprender”. 

A inauguração oficial da chegada das esculturas à Biblioteca ocorrerá no dia 19 de setembro às 15h. O evento será seguido por uma cerimônia que começa às 18h. e contará com música ao vivo do DJ Jason Mizell Jr., filho de Jam Master Jay, e uma palavra falada da mãe de Phife Dawg, Cheryl Boyce-Taylor. 

O relatório continua afirmando que McDaniels e a Biblioteca também oferecerão uma aula de escultura com Banfield, além de um programa de saúde hip-hop.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Foto: Divulgação Coletivoz

Para comemorar os dez anos de atuação, o Coletivoz Sarau de Periferia em parceria com a Editora Venas Abiertas, realizará o lançamento de edição especial do livro coletânea poética “À Luta, À Voz” no dia 14 de fevereiro, das 18h às 22h, no Centro de Referência da Juventude. A obra reúne 22 autores (poetas, escritores, performers, músicos, slammers e artistas de periferias) de Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.

De acordo com Dione Machado, um dos organizadores do Coletivoz, o livro simboliza uma grande conquista de espaço para escritores/coletivos marginais oriundos de classes populares/bairros periféricos e que ousa adentrar-se no circuito/mercado literário brasileiro contemporâneo. “Além disso, é uma oportunidade das pessoas terem acesso ao livro que vai ser vendido com um valor de baixo custo. Queremos levar literatura da periferia para a periferia”, afirma.

O lançamento do livro faz parte das atividades do Descentra BH e tem o incentivo da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, projeto nº 0284/2018.

Localização dos 22 poetas:

Besouro (Eduardo Dw): BH Eduardo Dw

Bim Oyoko: Sarzedo Bim Oyoko

Carla de Cássia: Sarzedo Carla de Cássia

Débora Rosa: Sarzedo Débora Rosa

Dione Machado: Contagem Dione Machado

Dudu Luiz: BH DuduLuiz Souza

Isabela Alves: BH Isabela Alves

Fellipe Beluca: BH Fellipe Augusto

João Paiva: BH João Paiva

João Victor: BH João Victor Gomes

Jussara Kely: Nova Lima

Karine Bassi: BH Karine Bassi

Kátia Leal: Ibirité Katia Leal Sena

Laércio Gomes: BH Laercio Gomes Costa

Leandro Zere: Ibirité Leandro Zere

Maria Lobato: Betim

Marcos Chagas: BH Marcos Buraco

Nívea Sabino: Nova Lima Nívea Sabino

Pieta Poeta: BH Pieta Poeta

Rogério Coelho: BH Rogerio Coelho

Vito Julião: BH Vito Julião

Joice Gonçalves: BH

Serviço

Lançamento da coletânea “À Luta, À Voz”

Dia: 14 de fevereiro

Horário: das 18h às 22h

Local: Centro de Referência da Juventude (rua Guaicurus, nº 50 - Centro - Belo Horizonte).

Sobre o Coletivoz

Nessa trajetória literária de 2008 a 2020, o Coletivoz circulou, inspirado pelo Sarau da Cooperifa e o movimento da Literatura Marginal-Periférica (SP), por centenas de bares, ruas, praças, esquinas, escolas, centros culturais, bibliotecas, teatros, universidades, dentre outros espaços da cidade, região metropolitana e interior de Minas Gerais. Conquistou uma recepção calorosa e afetiva nesses espaços que abriram-se para essa novíssima literatura efervescente que espalhou-se por várias cidades do Brasil, por meio da força protagonista dos coletivos culturais de saraus, slams, duelos mc’s, grafitti, etc., que são articulados por jovens e adultos oriundos de periferias, favelas e ocupações urbanas.

Esse sarau marginal - pioneiro na cidade e que acontece toda 2a quarta-feira por mês no bar The Wall (bairro Jardim Industrial) fomentou a criação e o surgimento de mais coletivos de saraus em BH e no interior de MG que atualmente configuram um circuito de mais 30 iniciativas literárias, como: Sarau Vira-Latas, Sarau Comum, Sarau Lanternas, Sarau dos Vagal (Nova Lima), Nosso Sarau (Sarzedo), Sarau'Sarau (Betim), Apoema (Contagem), Terra Firme (Ibirité), dentre outros que se identificam com essa poesia e prosa marginal contemporânea.

O Coletivoz também incentivou, em sua caminhada, o nascimento de Slams e produz o Slam Clube da Luta (toda última quinta do mês no Teatro Espanca) integrando BH e MG ao campeonato internacional de poesia falada cuja etapa nacional acontece em São Paulo e a copa do mundo na França, Paris. Dos slams mineiros, surgiram: Slam das Manas, Slamternas, Slam Trincheira, Avoa Amor, Slam da Estação (Sarzedo), A Rua Declama (Timóteo), Ondaka (Uberaba), Ágora (Juiz de Fora), e outras que estão em processo de organização. 

A partir dessa retrospectiva histórica e cultural, o Coletivoz convidou 22 poetas, que são articuladores e frequentadores daqueles coletivos culturais de saraus/slams, para publicarem suas poesias faladas na Coletânea "À Luta, À Voz: Coletivoz Sarau de Periferia" que teve sua 1ª edição publicada em 2018 em parceria com a Editora Venas Abierta e agora em sua edição especial com nova arte gráfica e apoio do Edital Descentra de Cultura.

A editora popular Venas Abiertas se localiza no bairro Tirol de BH e surgiu por meio dessa 1º livro-antologia publicado de forma solidária-independente. É um novo selo editorial fomentador dessa pulsante cena poética com mais de 25 livros produzidos (2018: Raízes-Resistência Histórica/Escritoras Negras, Antologia Mulherio das Letras/Haicais 2019: Vila Sapo/José Falero, Ancestralidades/Escritores Negros, Raízes-Resgate Ancestral/Escritoras Negras, etc.) em seu catálogo durante seus dois anos de jornada no mercado literário brasileiro.

Descentra

O Descentra surgiu em 2013, tendo como objetivos a democratização do acesso aos mecanismos municipais de fomento à cultura e a ampliação da participação de artistas, agentes, coletivos e grupo culturais de todas as regionais de Belo Horizonte.




Single do Disco Original Marginal RAP estreia com dois audiovisuais


Entre rimas ácidas, muita ideia de responsa e mantendo o DNA da cultura urbana, Uterço tem apresentado seu repertório somente ao vivo. O rapper de São Paulo, presa por uma troca olho no olho e se inspira no retorno do público para produzir as novidades. Para quem ainda não teve oportunidade de ver um show ou para quem saiu de uma das apresentações querendo ouvir mais Original Marginal RAP, ele chega com novidade nas plataformas digitais! Trata-se da Poucas, single de 1 minuto e muito flow que estará disponível, a partir do dia 06 de fevereiro, acompanhado de um clipe oficial em plano sequência e uma performance gravada pela LAP Music.

Assista:


+ Poucas

O som produzido, mixado e masterizado por Ras Felippe no estúdio Área Visionária é um boombap clássico que exalta o hip hop de rua. Para apresentar a música, o rapper contou com a experiência do diretor Junior Imigrante (Cajazeiras – PB), que gravou um plano sequência em uma viela da quebrada (zona sul/ SP) e finalizou o filme com efeitos de pós-produção que remetem as rimas. Podemos encontrar mensagens subliminares como homenagens a menina Ágata (assassinada pela polícia militar no RJ em 2019) e imagens do rapper 2Pac e do Malcom X.

“A Poucas é o desabafo de um homem que está numa fase da vida onde os questionamentos são constantes e nem sempre as respostas chegam prontas, às vezes viramos reféns do que nós mesmos nos prometemos.” Explica Uterço.





Foto: Divulgação

Primeiro bloco de rap no Carnaval de São Paulo, o Beatloko, idealizado pelo DJ Cia, um dos grandes nomes do Hip Hop, promete lotar as ruas da Barra Funda, em São Paulo, em sua quarta edição. O desfile acontece no dia 22 de fevereiro (sábado), reunindo grandes nomes do rap nacional. Dentre as atrações já confirmadas estão Dexter, Rincon Sapiência, Reycad Mob, Don L, Cynthia Luz, Costa Gold, NGC Borges, NGC Flacko, Np Vocal e Ndee Naldinho, entre outros. A concentração acontece a partir das 11h na Avenida Marquês de São Vicente, em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa. 

No ano passado, o Beatloko reuniu mais de 100 mil pessoas, sendo um sucesso entre o público que compareceu. Em 2020, além da promessa de aumentar o número de foliões para 150 mil, o bloco faz sua estreia no Rio de Janeiro, no dia 21 de fevereiro (sexta-feira). Os organizadores acreditam que o sucesso do bloco, entre outros motivos, está relacionado ao fato de os amantes do Rap se identificarem com os fundamentos do movimento Hip Hop, que prega uma cultura de paz e de respeito ao próximo. 

Importantes nomes do Hip Hop já passaram pelas três edições do Bloco. Edi Rock, Ice Blue e KL Jay (Racionais MC's), RZO, Djonga, 1Kilo, Rimas e Melodias, Xamã, Drik Barbosa, Coruja BC1, Bivolt e Cynthia Luz são alguns dos muitos artistas que já movimentaram o Beatloko. A celebração permite que o público tenha a oportunidade de curtir um som com o qual já tem familiaridade e de apreciar essa diversidade de line up. O bloco também dá espaço a novos talentos do Rap, conforme explica DJ Cia: “Trazemos como proposta que a programação reúna no trio elétrico artistas menos conhecidos, que estão fazendo barulho por fazer a nova tendência, ao lado de grandes nomes da cena. Essa molecada trabalha muito a internet e acaba gerando muitos números; a gente coloca também os artistas clássicos, a rapaziada que abriu caminho para todo mundo.” 

Serviço 

Bloco Beatloko 

Quando: Sábado, 22 de fevereiro de 2020 

Concentração: a partir das 11h na Avenida Marques de São Vicente, nº 235 (em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa) 

Horário: das 14h às 19h 
Acesso gratuito 

Atrações: Dexter, Rincon Sapiência, Reycad Mob, Don L, SNJ, Cynthia Luz, Costa Gold, NGC Borges, NGC Flacko, Np Vocal, Ndee Naldinho. 


+ Bloco Beatloko: 




2018:



O Rapper BOD PDE integrante do grupo Poder de Expressão acaba de lançar seu primeiro trabalho solo o single “Reviravolta”, o vídeo clipe que estreou em 05/02/2020 está disponível no canal da Liderativo produções no YouTube e a música disponível em todas as plataformas digitais. A música vem com instrumental envolvente e com uma letra recheada de mensagens e reflexões, com uma levada dinâmica o single “Reviravolta” deve agradar ao público em geral. A produção de vídeo e musical ficou por conta do Policeno (Liderativo produções), com a co-produção musical de Xuvisco (Estrondo) e gravada, mixada e masterizada por Master Pe. (VPF Sound Studio). 

Ouça:


Redes Sociais:

You Tube: youtube.com/policenovideo (Liderativo Produções)

FaceBook: facebook.com/bodpde/

Instagram: @bodpde

Twitter: @bodpde

E-mail: contato.bodpde@gmail.com

O rapper Luis Cilho, também conhecido como SIMIO, lançou “SIMBIOSE”, seu quarto trabalho solo. Inspirado nas raízes brasileiras, Simbiose conta com 7 faixas que trazem participações do baixista Nando Castro e do guitarrista Edu Pizzato. 

Ao ouvir o álbum é possível sentir a imersão numa atmosfera única. Samples indígenas puxaram todas as produções musicais, foram adicionados timbres contemporâneos, guitarras e baixos que resultaram em 7 faixas.

Segundo o próprio artista nas redes oficiais, "Esse trabalho foi feito em homenagem e respeito aos nossos ancestrais, afinal nosso país é um enorme cemitério indígena e nada mais justo reconhecer os verdadeiros pioneiros culturais de nossa terra, verdadeira origem do nosso povo".

Confira "Simbiose".


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020


Artista baiana apresenta o projeto Contipurânia, em que mescla elementos de letras, ritmos, melodias, texturas, cores e dança para fazer sua própria releitura contemporânea da afro-descendência.

Nara Couto – Foto: Duo Azu

Nara Couto apresenta o show Contipurânia, no Teatro do Sesc Belenzinho no dia 15 de fevereiro de 2020, sábado, às 21h. A artista traz em suas letras temas oprimidos e celebrados, de forma poética, fazendo referência a sua identidade. O projeto tem direção artística de Elísio Lopes Jr. e arranjos de Letieres Leite.

A banda que acompanha Nara no show que acontece no Sesc Belenzinho é formada por Felipe Guedes (guitarra), Marissol Mwaba (baixo), Fabio Leandro (piano), Cauê Silva (percussão) e Ricardo Braga (percussão).

“O projeto Contipurânia leva um nome que faz menção a reverência aos mais sábios, junto com o diálogo com o contemporâneo. Feito com base em uma pesquisa musical, a essência o trabalho leva o vislumbre de força e poder negro, junto com os elementos culturais fundidos na oralidade em destaque com a musicalidade”, explica Nara.

A artista se propõe a oferecer ao público uma interpretação afro-transcendente, multifacetada, criada por letras, ritmos, melodias, texturas, cores e dança, além de mostrar a matriz que é feita por ritmos puros oriundos da diáspora, relidos e atualizados com a história negra e baiana. O projeto, que é celebrado a partir da movimentação do corpo, é divido em três blocos: o sagrado, o encontro e o profano. O primeiro pelo culto e celebração aos orixás, o segundo pelo encontro do antigo com o novo e o terceiro é o resultado da multiplicação cultural a partir disso.

Nara Couto é pesquisadora das culturas africanas e afro-brasileiras. A artista, que nasceu no bairro do Curuzu (Salvador/BA) começou a pesquisar, ainda adolescente, sobre a relação da musicalidade baiana com o continente africano. Influenciada pelas batidas do bloco afro Ilê Aiyê, se especializou em dança afro-contemporânea. Atuou no Balé Folclórico da Bahia e viajou com grandes artistas da música, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Margareth Menezes. Até ingressar na Orquestra Afrosinfônica, em 2009, como vocalista Mezzo Soprano. Todo o trabalho realizado com o Balé Folclórico da Bahia e, posteriormente, com a Orquestra Afrosinfônica deu a Nara uma carga afetiva e uma experiência empírica que faz do trabalho musical desta artista uma das grandes ‘joias’ da nova música produzida na Bahia.



NARA COUTO

Dia 15 de fevereiro de 2020. Sábado, às 21h
Local: Teatro (364 lugares)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$15,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$9,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) nas bilheterias das unidades a partir de 4/2, ao meio-dia e pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir de 5/2, às 17h e nas bilheterias das unidades do Sesc. Limite de 2 ingressos por pessoa.
Recomendação etária: 12 anos
Duração: 90 minutos



Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)
1ª foto: à esquerda, Beatriz Milhazes (imagem via Arte ref); 2ª foto: no centro, Helena do Sul (imagem via Literafro_portal da literatura afro-brasileira UFMG); 3ª foto: à direita, Bertha Lutz (Crédito: Arquivo ONU)


Rodas de conversa e contação de história são os formatos utilizados para aproximar os frequentadores aos feitos dessas mulheres nas artes plásticas, literatura e botânica, respectivamente

O que a artista plástica Beatriz Milhazes, a escritora Helena do Sul e a cientista Bertha Lutz tem em comum? É o que o público das bibliotecas das Fábricas de Cultura irão descobrir em fevereiro.

A partir do dia 18 de fevereiro, a Cia. Sabre de Luz realiza a Contação de história: Bertha Lutz, iniciando pela biblioteca da Fábrica de Cultura Jardim São Luís, às 10h. A companhia teatral traz o olhar curioso da menina Bertha no laboratório do pai, onde existe uma coleção de cobras. Ao ouvir um barulho estranho, ela inicia uma jornada, onde o seu amor pela ciência a levará em lugares desconhecidos, cheios de incertezas, medos e sapos. A apresentação também ocorrerá nas bibliotecas das Fábricas de Cultura Capão Redondo em 18/02, às 15h, Fábrica de Cultura Jaçanã, dia 19/02, às 15h, Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha no dia 20/02, às 10h, Fábrica de Cultura Brasilândia em 20/02, às 15h, e na Fábrica de Cultura Diadema, 21/02, às 15h.

Bertha Lutz (1894-1976) foi uma bióloga e ativista feminista nascida em São Paulo (SP), especialista em anfíbios anuros (sapos, rãs e pererecas), além de ser considerada uma das pioneiras ambientalistas em abordar a degradação do patrimônio ambiental brasileiro. Filha de Amy Fowler, enfermeira, e de Adolfo Lutz, pioneiro da medicina tropical, Bertha também se destacou profissionalmente e como ativista feminista. Em 1919 conquistou o posto de secretária do Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde ainda foi naturalista na seção botânica e trabalhou por mais de 40 anos.

Entre as ações políticas, Bertha representou o Brasil na Assembleia Geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos Estados Unidos, na década de 1920, fundou a Federação para o Progresso Feminino como início da luta pelo direito de voto para as mulheres brasileiras, lutou por igualdade salarial para a mesma função, por licença maternidade, não discriminação por estado civil e por sexo no acesso aos cargos públicos, e chegou a se eleger a uma vaga na Assembleia Nacional Constituinte de 1934 pelo Partido Autonomista do Distrito Federal, como representante da Liga Eleitoral Independente.

No dia 28/02, às 14h30, é a vez de Um encontro com Helena do Sul! realizado pela equipe da biblioteca da Fábrica de Cultura Jaçanã. A proposta é expandir informações sobre a escritora Maria Helena Vargas da Silveira, também conhecida como Helena do Sul, suas obras literárias e o porquê ainda são pouco conhecidas. O encontro (2000) será um dos livros da escritora presente na atividade.

Helena do Sul (1940-2009) nasceu em Pelotas (RS) e formou-se em Pedagogia pela UFRGS. É Fogo (1987) é um dos seus primeiros livros, por onde ela apresenta uma narrativa denunciando o racismo nas instituições de ensino e com próprios relatos vividos no tempo de escola. Romance, poesia, crônica, textos satíricos e contos também estão entre os estilos literários trabalhados pela escritora. Helena do Sul trabalhou com crianças, jovens e mulheres, em projetos de integração escola-comunidade e foi consultora em ações para a formação contínua de professores de comunidade remanescentes quilombolas. Pode ser que sua habilidade para a escrita venha desde a mãe Maria Yolanda Vargas da Silveira, costureira e que gostava de fazer versos, e seu avô paterno, Armando Vargas, que foi revisor, secretário, cronista e articulista do jornal A Alvorada, semanário da negritude pelotense.

Ainda no dia 28/02, mas na biblioteca da Fábrica de Cultura Diadema, às 10h, será realizada a roda de conversa Minas da Resistência: Beatriz Milhazes para conhecer a história da artista plástica do Rio de Janeiro (RJ). A pintora, ilustradora e gravadora Beatriz Milhazes é conhecida nacionalmente e internacionalmente por suas telas coloridas, com colagens e traços ornamentais, em arabescos (cruzamentos de linhas, flores e outras ilustrações) e bidimensionais. Em 1984, estava entre os mais de 120 artistas com trabalhos expostos no movimento Como Vai Você, Geração 80, o qual questionava a ditadura militar por meio da arte que buscava pela democracia na capital fluminense.



Fábricas de Cultura é um programa da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, e as unidades da zona norte e sul de São Paulo, inclusive a de Diadema, são gerenciadas pela Poiesis – Organização Social de Cultura. Toda a programação descrita acima é gratuita e não precisa de inscrição. A coordenação das bibliotecas aconselha o público a chegar 30 minutos antes das atividades. A seguir, as datas, os horários e números de vagas.



SERVIÇO:



Contação de história: Bertha Lutz – com Cia Sabre de luz nas bibliotecas


Fábrica de Cultura Jardim São Luís - 18/02 – terça-feira - 10h --- Endereço: Rua Antônio Ramos Rosa, 651 - Jardim São Luís - São Paulo/SP. (11) 5510-5530

Fábrica de Cultura Capão Redondo - 18/02 – terça-feira – 15h --- Endereço: Rua Bacia de São Francisco, s/n - Conj. Hab. Jardim São Bento - São Paulo – SP. (11) 5822-5240

Fábrica de Cultura Jaçanã - 19/02 – quarta-feira – 15h --- Endereço: Entrada 1: Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138 - Conjunto Habitacional Jova Rural, São Paulo/ SP; Entrada 2: Rua Albuquerque de Almeida, 360 - - Conjunto Habitacional Jova Rural, São Paulo/ SP. (11) 2249-8010


Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha - 20/02 – quinta-feira – 10h --- Endereço: Rua Franklin do Amaral, 1575 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo/SP. (11) 2233-9270

Fábrica de Cultura Brasilândia - 20/02 – quinta-feira – 15h --- Endereço: Av. General Penha Brasil, 2508 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo/SP. (11) 3859-2300

Fábrica de Cultura Diadema - 21/02 – sexta-feira – 15h --- Endereço: Rua Vereador Gustavo Sonnewend Netto, 135, Centro - Diadema/SP. (11) 4061-3180

Faixa etária: a partir de 4 anos | Sem limite de vagas

Fábrica de Cultura Diadema | Rua Vereador Gustavo Sonnewend Netto, 135, Centro - Diadema/SP. (11) 4061-3180

Minas da Resistência: Beatriz Milhazes – com equipe biblioteca
28/02 – sexta-feira – 10h às 12h
Faixa etária: a partir de 14 anos | Vagas: 20



Fábrica de Cultura Jaçanã | Entrada 1: Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138 - Conjunto Habitacional Jova Rural, São Paulo/ SP; Entrada 2: Rua Albuquerque de Almeida, 360 - - Conjunto Habitacional Jova Rural, São Paulo/ SP. (11) 2249-8010

Um encontro com Helena do Sul! – com equipe da biblioteca
28/02 – sexta-feira – 14h30
Faixa etária: a partir de 12 anos | Vagas: 25



Fábricas de Cultura > Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 20h, e finais de semana e feriados das 12h às 17h.

SOBRE AS FÁBRICAS DE CULTURA

As Fábricas de Cultura são espaços de acesso gratuito que disponibilizam diversas atividades artísticas. Criadas com o objetivo de ampliar o conhecimento cultural por meio da interação com a comunidade, as Fábricas oferecem uma programação cultural diversificada. Nas unidades você encontrará cursos, atividades, bibliotecas e estúdios de gravação. Em 2020, o Programa Fábricas de Cultura – instituições da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Poiesis – conta com o patrocínio do Instituto Center Norte por meio da Lei Rouanet. O apoio contribui para a realização de atividades de formação e difusão cultural. 

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.


Foto: João Fábio Matheasi 
ARTE EDUCADORA LANÇA NA PRÓXIMA SEMANA LIVRO SOBRE "A PEDAGOGIA HIP HOP" E DESTACA SUA IMPORTÂNCIA PARA SALVAR VIDAS DE JOVENS DA PERIFERIA


A Pedagogia Hip Hop: Consciência, Resistência e Saberes em Luta

Construir uma educação mais justa reescrevendo a história sobre a população negra no Brasil, de uma forma criativa e ousada, por meio dos elementos que formam a Cultura Hip Hop. Breaking, Graffiti, DJ e MC são as ferramentas de luta e conhecimento usadas por Cristiane Correia Dias, ativista dessa cultura, Mestre em Educação, arte educadora, dançarina, modelo e Diretora Executiva da Federação Paulista de Breaking, para que jovens conheçam suas raízes e reflitam sobre suas próprias identidades, sobre a cultura do racismo e das violências que recaem sobre o corpo negro, recuperando uma relação entre história, consciência, educação e cultura, fazendo pulsar o espírito de uma mente vitoriosa, coletiva e descolonizada na nova geração. Levando os jovens a entender as bases em que se formou "o racismo à brasileira", que promove uma "limpeza" étnica que exclui e diminui a capacidade intelectual e física do negro.


O livro "A Pedagogia Hip Hop" é o resultado das muitas experiências realizadas dentro de uma ONG chamada "Casa do Zezinho", no bairro do Parque Santo Antônio, que fica na periferia de São Paulo. De lá, foram concebidas novas ideias e impulsionadas experiências em escolas municipais de São Paulo, como parte de dois projetos de políticas públicas realizados pelo Grupo de Investigação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, do qual faz parte a dissertação de mestrado da autora "Por uma Pedagogia Hip Hop", usando a linguagem corporal e do movimento para a construção da identidade negra e periférica. Tudo isso vivenciado por Cristiane foi importante. Cada detalhe da participação como pesquisadora de Hip Hop em diferentes contextos educacionais forneceu subsídios para identificar problemas que atingem o universo escolar e a realidade vivida por jovens negros periféricos, além da experiência de viver, trabalhar e morar na periferia da cidade de São Paulo. Foi um ponto de partida para a reflexão e interação com a realidade desses jovens, contribuindo para um maior debate acadêmico sobre a necessária relação entre a educação e a realidade social da periferia de metrópoles como São Paulo, querendo fomentar uma educação de qualidade. A ideia e os esforços caminham no sentido de mostrar as possibilidades de uma educação afrocentrada, incluindo conhecimentos sobre a África e as culturas no currículo escolar. A luta por reconhecimento não está longe do fim, uma vez que os negros por anos foram prejudicados historicamente, direitos foram violados e negado acesso a uma educação justa e culturalmente relevante. A ênfase na história africana e afro-brasileira é fundamental para sairmos dos padrões formais da educação brasileira. A discussão dessa temática é algo urgente, não pode ser mais retardada!


"A Pedagogia Hip Hop" apresenta uma proposta a ser desenvolvida nas escolas, centrada no Hip Hop, que sempre foi uma ferramenta de resistência, em particular em um de seus elementos, o Breaking, em que os alunos possam vivenciar a dança e por meio dela tenha contato com a ancestralidade e com sua própria história, sendo uma oportunidade ímpar, com grande potencial de formação para a juventude. Cabe lembrar que, recentemente, o Comitê Olímpico Internacional (COI) oficializou a entrada do Breaking nos Jogos Olímpicos da Juventude como forma de preparar os jovens também para as Olimpíadas, difundindo cultura entre os mesmos. É uma realidade: o Hip Hop tem o poder de salvar vidas, de dar sentido a elas, resgatando valores, gerando práticas educativas capazes de permitir tocar em feridas abertas, potencializando a criatividade desses jovens, sendo o Hip Hop um universo de infinitas possibilidades!



O lançamento do livro " A Pedagogia Hip Hop - Consciência, resistência e saberes em luta" acontece no próximo dia 19, às 19h, no Auditório da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), na Avenida da Universidade, 308, Butantã, São Paulo. Na ocasião acontece um debate sobre métodos alternativos de ensino educacional, com o objetivo de viabilizar o reconhecimento, justiça e desenvolvimento de jovens negros da periferia. Alguns convidados especiais já confirmaram presença: Ana Lúcia da Silva Souza, Pós-Doutorado em Linguística pela Universidade de Brasília (DF) em 2018 e Professora Adjunta da Universidade Federal da Bahia. Analú é autora do Livro ‘Letramentos de Reexistência: Poesia, Grafitte, Música, Dança: Hip Hop’; Anderson Ferreira Santana, estudante de graduação no curso de Design Gráfico da UNIP (Universidade Paulista) e ativista da Cultura Hip Hop como dançarino de Breaking, um dos líderes do grupo Guetto Crew e criador da capa do livro de Cristiane Dias; Mônica do Amaral, professora associada e pesquisadora sênior da Faculdade de Educação da USP e do programa de pós graduação em Educação da FEUSP e apresentações artísticas dos rappers Daniel Garnet e P.MC, com intervenções de DJ Ninja e AG Naja. Quem participar desse evento terá a oportunidade de adquirir o livro e ainda poderá sair com o livro autografado pela autora.




Conteúdo produzido por Luciana Mazza

Vandal já começa 2020 como? Mais real que nunca! Falando de crença. fé, pedindo benção para abrir seus caminhos, Vandal lança o clipe do som Romariah. O rapper baiano mostra mais um dia normal em seu role por Salvador em seu mais novo clipe. 

Segundo nossos parças do Oganpazan, (leia o artigo com mais detalhes) Romariah é o primeiro single de uma série de 3 singles com videoclipe que o rapper vai lançar nos próximos meses. 

Lembrando que o rapper pretende lançar seu álbum este ano também. 

Confira o clipe:



Luiz Lins é natural de Nazaré da Mata, Pernambuco, região metropolitana do Recife. O cantor faz parte da produtora pernambucana PE SQUAD

O autor de sucessos como: Eu tô Bem, A música mais triste do ano, Saudade e outras, lança mais um hit que provavelmente passará batido por nós do Sudeste. 

O cantor convidou o mineiro FBC e o cearense Don L e lanço o som Airsoft. 
Airsoft conta com a produção do Luiz Luins e Mazili.

Em breve na sua plataforma digital favorita, mas por enquanto ouça no Youtube.



FICHA TÉCNICA:

Mixagem e Masterização: Mazili 
Direção Criativa: Rostand Costa 
Lyric Video: Thema 
Design Gráfico: Lazáro Junior "Carpe"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020


Na noite de 6 de fevereiro, a Rapsody se apresentou no Elsewhere, no Brooklyn, Nova York. Após uma turnê com Big K.R.I.T. no final de 2019, a mc da Jamla Records será a atração principal da turnê A Black Woman Created This, que também apresenta a Sa-Roc. 

Black Thought, que já trabalhou com a Rapsody várias vezes, apareceu no palco enquanto a mc apresentava "OPRAH", do seu álbum EVE. Ela abraçou o colaborador de "Nobody" (2017 e "Dostoyevsky" (2018). Depois, às 1:40 no vídeo (filmado pelo participante Andrew W.), ele abençoou os espectadores com um freestyle. 

“What’s a fly c*on to a tycoon? / I represent from midnight to high noon / I just pulled up, out the side room / To let you know it’s time to turn up, like the volume / Yo Rap’, we got the band back together, listen / I’m the man, no one can do it better, listen / And I am, Black, as ugly as ever, listen / It’s a difference when you makin’ more than seven figures / I just tell ’em ‘jump!’ / Machine gun pump / The sawed-off shotgun, hand on the pump / Impeach an MC just like Trump / Soldier Fortune magazine man of the month / The man on the moon / These Tony Clifton-ass MCs, they got jokes, but I am un-amused / I send a message to my goons with the broom / Get your pieces swept up by the doctors of doom / Listen, it’s the elephant in the room / Created by a collision of the sun and the moon / My sonogram was the image of a gun in the womb / That’s soon, to be opened, and the heroin and the spoon / Astonishing / Ayo, my future lookin’ promising / My skin tone that a crystal clear onyx is / My thoughts let the beats break like the Amishes / A stroke of genius like Mickalene Thomas is / Hip-Hoppin’, body-rockin’, do-what-it-do / We be the living definition of improving the groove / I use the same tools to shoot that Kubrick use,” 

Não traduzimos por ser um freestyle e em português possa não fazer muito sentido para quem não manja de certas referencias e gírias. Mas o Black faz várias referências a sons da Rapsody. Caso queria saber mesmo, use um tradutor online. 

Longe de terminar, Tariq canta: “Se você realmente não é ninguém até alguém te amar / eu digo que você não é ninguém até eles falarem muito de você / E Rap ', o que eles não querem é qualquer tipo de problemas / A menos que você tenha um boneco ou um corpo dobrado / Você tem alguns manos que vão pegar um mano para você? / Bem, eu vou dobrar ni ** as, em origami para você / O mais notório / laureado com o poeta.” Ele termina com mais alguns bares de acapella. Como o DJ diz: "desista do lendário pensamento negro", o The Roots MC insiste: "lendária Rapsody". 


Assista:




Fonte: Ambrosia For Heads

A Netflix venceu uma guerra de lances pelos direitos de um documentário de Nipsey Hussle, dirigido por Ava DuVernay. A família de Nip estará envolvida e participará do documentário, executivo produzido por DuVernay. 

Apple e Amazon estavam na disputa pelo projeto do rapper vencedor do GRAMMY, que criou lances na casa dos milhões. 

Ermias Joseph Asghedom morreu tragicamente em março de 2019 e foi um ativista em sua comunidade de Crenshaw, além de estabelecer bolsas de estudo e maneiras de elevar os jovens no sul da região central de Los Angeles para evitá-los da violência de gangues. 

Um título para o documento ainda não foi escolhido.

Fonte: Onsmash


Diretamente de Brasília, o rapper Japão Viela 17 lança o clipe “Verdades e Consequências”, com participação do funkeiro carioca Menor do Chapa. 

O som consiste basicamente em verdades sobre o atual momento do pais e nossa sociedade e as consequências de suas escolhas. 

Assista: 



Ficha técnica: 

Produção Musical: Dj Raffa Santoro 
Gravadora: Viela 17 Music 
Produção Executiva: Dani Mara 
VFX e Direção: Leandro Lestat 
Apoiadores: DD Racing, Black Tape, Nathália Millen, SDDF e RUAS