quarta-feira, 30 de setembro de 2020

A primeira edição do documentário foi filmada entre 2012 e 2014, lançado no mesmo ano em alguns festivais, depois em DVD e em 2015 o diretor Pedro Favero disponibilizou “O Rap pelo Rap” no Youtube. Com 75 minutos, O rap pelo rap traz entrevistas com 42 artistas como: Criolo, DJ Kl Jay (Racionais MC's), Karol Conká, Dexter, Oriente, Haikaiss, Rael, entre outros. 


VOCÊ PODE ASSISTIR AQUI


No Vol.2 Pedro Favero conduz as entrevistas fazendo com que os artistas tracem a evolução do hip-hop ao longo de trinta anos e explicam como se posicionam para os desafios do futuro. Com um número surpreendente de depoimentos, este filme parte do retrato dos cantores para compor um mosaico de rebeliões, inconformidades e gritos desesperados.


Nessa edição tem depoimentos de: Thaíde, Mano Brown, Djonga, Rincon Sapiência, Nill, Glória Groove, Dj Miria Alves, MC Soffia, Rico Dalasam, Matéria Prima, Bivolt, Alt Niss, Karol de Souza, DJ Mayra Maldjian, Tássia Reis, Tatiana Bispo, Drik Barbosa, Stefanie e mais alguns.


Em entrevista ao site Rapresentando, Pedro Favero fala que ainda tem mais rappers que não entrevistou por falta de agenda e cita alguns: 

“No Vol. 2 teve algo curioso, que foram rappers pedindo para estar no filme, o que foi uma grande honra para mim! No geral, os rappers convidados são bem receptivos com o projeto e a possibilidade da entrevista. Acredito que todos que estão no filme têm muito o que falar e eu procuro deixá-los à vontade para expressar suas opiniões. Tiveram alguns artistas que gostaria de ter entrevistado, mas não foi possível por falta de agenda. Cito alguns: Sharylaine, Black Alien, Emicida, Rashid, Negra Li, Gabriel Pensador, Rúbia, Eduardo Taddeo… entre dezenas de outros. Quem sabe não rola para O Rap Pelo Rap 3?”


Na mesma entrevista o diretor diz quando o documentário pode ser disponibilizado no Youtube.

Confira a ótima entrevista do Pedro Favero ao site Rapresentando (AQUI)



Você pode assistir ao documentário no In Edit TV – clique no link, cadastre e seja feliz | https://br.in-edit.tv/film/144



 

Ontem foi um dia movimentado para o Rap Nacional Bivolt, Rapadura e Emicida indicados ao Grammy Latino e o rapper mineiro indicado ao BET Hip Hop Awards 2020. As manchetes de diversos jornais eletrônicos eram: “Djonga é o primeiro brasileiro indicado ao BET Hip Hop Awards”, porém muita gente (inclusive eu) ficou na duvida e a Soffia em 2018? A MTV que pertence ao grupo VIACOM, mesmo grupo dono do Canal BET explicou que são premiações diferentes. Mas ainda tem muita gente com essa duvida e problematizando nas redes sociais que a MC Soffia é a primeira. Com isso viemos aqui mostrar que ambos foram os primeiros já que são premiações diferentes. 


HISTÓRIA DA BLACK ENTERTAINMENT TELEVISION – BET 

A rede foi lançada em 1 de julho de 1983, por seu fundador, Robert L. Johnso. Inicialmente o BET era um bloco de duas horas (lançado em 25 de janeiro de 1980) transmitindo durante a semana na programação do canal Madison Square Garden Sports Network. O bloco consistia em videoclipes de artistas afro-americanos e reprises de séries populares. Somente em 1983, o BET se tornou um canal independente com 24 horas de programação própria.


Em 1991, a rede se tornou a primeira empresa de comunicação controlada por um afro-americano a ser listada na Bolsa de Valores de Nova York. Em 2001, a rede perdeu esse status quando foi comprada pelo conglomerado de mídia Viacom por $3 bilhões de dólares. Em 2005, Johnson se aposentou, transferindo seus títulos de presidente e diretor executivo para a ex-vice-presidente do BET, Debra L. Lee.


Black Entertainment Television (BET) é uma emissora de televisão por assinatura que pertence a BET Networks divisão da Viacom. Com base em Washington, D.C., o canal possui uma grade especialmente voltada ao público afro-americano dos Estados Unidos. A BET atualmente é visto por mais de 90 milhões de lares em todo o mundo, sendo um dos canais mais proeminente para jovens e a principal fornecedora de conteúdo afro-americano para o mercado, baseado em sua programação cultural.

KATT WILLIAMS, PRIMEIRO APRESENTADOR DO BET HIP HOP AWARDS

BET AWARDS x BET HIP HOP AWARDS


Em 2018, a MC Soffia tinha 14 anos e concorreu ao BET Awards na categoria “Artista Nova Internacional”, uma espécie de categoria de revelação. Na ocasião, a Soffia concorreu com 9 artistas de diversos países como: Franças, Korea, Reino Unido, Gana, África do Sul e outros. Essa categoria ganhava a artista mais popular e os fãs dos artistas que iam decidir e tal. 

Essa premiação ocorre sempre no mês de julho e foi criada e 2001 pela BET para premiar artistas afro-americanos da música, atores, esportistas e outras áreas do entretenimento.  Não é uma premiação exclusiva de Rap ou Hip Hop. 


Agora em 2020, o rapper mineiro Djonga concorre ao BET Hip Hop Awards na categoria “Melhor Artista Internacional”. 

BET Hip Hop Awards, é uma premiação estadunidense anual realizada pelo mesmo canal, claro e voltada para rappers, produtores e diretores de videoclipes de rap. A primeira cerimônia foi realizada em 2006, 5 anos depois do primeiro BET AWARDS. A primeira edição ocorreu no Fox Theatre em Atlanta, Geórgia, foi ao ar pela primeira vez em 15 de novembro, sendo apresentada pelo comediante Katt WilliamsKendrick Lamar é o maior vencedor com 20 troféus, Drake é o segundo com 19 e o Jay-z o terceiro com 17.


CONCLUSÃO


A MC Soffia é a primeira brasileira a ser indicada ao BET Awards e o Djonga o primeiro brasileiro indicado ao BET Hip Hop Awards. Em em 2018 vários sites divulgaram o feito da Soffia (inclusive nós), mas o publico em geral do rap não deu muita atenção, por talvez ela na época não ter a projeção que ela tem hoje ou porque o rapper mineiro querendo ou não tem uma projeção e engajamento maior que o dela. 


Mas a MTV por pertencer ao mesmo grupo (VIACOM) que a BET pertence poderia no mínimo mencionar que a MC Soffia tinha sido indicada ao BET AWARDS em 2018, sendo assim a primeira brasileira indicada a uma premiação de seu canal parceiro. Mas em fim, viemos aqui mostrar que ambos têm seu valor e devem ser valorizados por seus feitos.

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Todo esse conteúdo foi baseado em informações do site Wikipedia 12 e 3

Afro-X é um dos grandes rappers da história do rap paulista e se pah nacional. A pouco tempo o rapper lançou o som “Carta Magna”, som que promete ser um dos sons de protesto deste ano. 

Em suas linhas de tamanha profundidade, Afro-X poetiza sobre temas importantes para a sociedade brasileira, sobre tudo da periferia. O intuito sempre é transmitir uma mensagem de libertação e mudanças através da arte. Carta Magna significa em síntese um conjunto de leis que regem um país, termo usado no século XIX e XX conhecida como Constituição. A Carta Magna empodera o povo, abrindo sua visão, significam as leis feitas do povo para o povo, diante das demandas e mazelas do sistema. Em grande estilo, em cima de um boombap noventista , bem sujo mesmo e timbres sampleados direto do disco de vinil, a música remete aos bons tempos do rap dos anos 90'. 


O beat foi produzido pela BeatRec, loja de beats online que vem ganhando nome e espaço na cena do RAP nacional. Os arranjos de trompete foram feitos por Guizado, trompetista conceituado e que já trabalha há um bom tempo com Afro-X. A música é um "prato cheio" para quem está com saudades de ouvir bons boom baps com temática protestante e "recheada" de versos pesados. Então ouça agora 'Carta Magna' nas maiores plataformas digitais em sua versão de áudio, e em breve será lançado o videoclipe da música no Youtube.


Ouça:


terça-feira, 29 de setembro de 2020




Lançando em 2016, Boogie Naipe é o primeiro álbum do solo do Mano Brown e foi muito aclamado tanto por quem ouviu ou por quem assistiu ao show. Particularmente o show Boogie Naipe consegue ser melhor que o álbum! Além da banda ser uma das melhores do país, ela tem o comando de Lino Krizz, a sincronia do Brown com a banda é algo que se vê pouco. 

Boogie Naipe foi indicado ao Grammy Latino em 2017 na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo" e no mesmo ano o show “Boogie Naipe Ao vivo” ganhou o Prêmio APCA na categoria “Melhor Show”. 

4 anos após seu lançamento, o rapper paulista ainda colhe frutos desse ótimo trampo e resolveu presentear seus fãs com uma serie animada feito pelo grande Alexandre de Maio. 

Vídeos exclusivo sobre o álbum Boogie Naipe vai sair toda semana no perfil do rapper no Instagram (IGTV) (@manobrown) O primeiro vídeo chegou hoje!


O rapper de 50 anos convidou o artista Alexandre de Meio que produziu 12 animações (duas por semana) exclusivas representado a essência das músicas do álbum Boogie Naipe. O material vai chegar primeiro no IGTV do rapper e depois no canal do Youtube da produtora Boogie Naipe em formato de lyric vídeo. 


O processo colaborativo foi feito por videochamada, o Brown e o De maio, conceberam as artes que contam a história por trás dos sucessos do primeiro álbum solo do líder do Racionais Mc’s. 

Da caneta do rapper para a caneta do desenhista o trabalho musical se torna visual, mais expressivo e colorido, enriquecendo o álbum e ampliando o valor da obra além de dar ao público novas experiências sensoriais.


"Trocamos ideias por horas sobre cada cena criada para achar a essência das músicas do disco. Dar vida a Mulher Elétrica, a um Super Homem e a Louis Lane pretos, Marvin Gaye dançando, Mano Brown andando no centro de SP, Lino Krizz cantando e o saudoso Leon Ware no palco, foi uma oportunidade única", explica De Maio 


“Brown se envolveu muito nas criações e consequentemente algumas cenas foram refeitas várias vezes até a dupla chegar na imagem ideal. O disco foi muito bem pensado e o foco desse projeto era fazer com que os desenhos reproduzissem a atmosfera e, ajudassem a dar vida às histórias que ali estavam sendo contadas”, conta assessoria da Boogie Naipe 

“Segundo Brown a Mulher Elétrica é uma mulher misteriosa, empoderada, que ninguém consegue acompanhar. Gangsta Boogie fala de dois amigos trocando ideias sobre as tretas da vida e Flor do Gueto é o retrato de um casal em crise. Tudo isso foi traduzido em imagens e o resultado pode ser apreciado agora, então siga o Mano Brown nas redes e não perca nada!”, finaliza.

Assista ao primeiro:


Ver essa foto no Instagram

Vídeo produzido por @alexandredemaio

Uma publicação compartilhada por MANO BROWN (@manobrown) em



O rapper mineiro é o primeiro brasileiro indicado ao BET Hip Hop Awards. 

Em 2018, a mc Soffia foi indicada no BET Awards na categoria "Artista nova internacional", uma premiação diferente do canal de entretenimento preto, portanto a Soffia é a primeira brasileira a ser indicada a uma premiação do canal estadunidense e o Djonga o primeiro brasileiro a ser indicado na edição exclusiva de Hip Hop. 


Recentemente o rapper foi indicado ao MTV MIAW (Millennial Awards), uma espécie de prêmio que engloba música, personalidades e internet. O mc foi indicado na categoria “Beat BR”, onde também fez uma apresentação poderosa no alto de um prédio da cidade de São Paulo. 


O BET Hip Hop Awards é uma premiação estadunidense voltado a cultura preta. Hoje o canal revelou sua lista de indicados para o evento deste ano e o rapper mineiro, Djonga está concorrendo ao prêmio de melhor artista internacional. 


Djonga disputa o troféu com Kaaris (França), Khaligraph Jones (Quênia), Meryl (França), MS Banks (Reuno Unido), Nasty C (África Do Sul) e Stormzy (Reuno Unido). 

O BET Hip Hop Awards revelará os grandes vencedores do ano no dia 27 de outubro. 


Lembrando que nesse ano, Djonga lançou seu quarto álbum, “Histórias da Minha Área”. Odiado por alguns e amado pela maioria, o trampo conta com participações de MC Don Juan, Bia Nogueira, Cristal, NGC Borges e FBC. 

LEIA TAMBÉM: 

O clipe "Cubana" da Bivolt é indicado ao Grammy Latino 2020





Reprodução

Na última sexta-feira (25), a dupla Sonora Kush inicia o processo de lançamento do seu primeiro EP “Image” e disponibiliza o single “Eu e Eu” em todas as plataformas de streaming.

Com um beat pesado ao estilo do clássico boombap, os Mc’s criam uma atmosfera de dualidade pessoal e relatam com rimas áspera, que vão do abstrato (uma característica da dupla) à punchlines certeiras. Transmitindo a ideia de que, por mais difícil e complexo que seja, muitas vezes as respostas e escolhas que precisamos vem de nós mesmo, cabe a nós saber ouvir nossa voz interior.


“A força que a gente precisa ter para encarar os dilemas do cotidiano e buscar nossos objetivos têm que vir de nós mesmos, isso é fato. Não existem fórmulas ou gurus para esse processo, quando você realmente se conecta com o seu eu, as portas se abrem”, afirma Hide.


Ouça na sua plataforma favorita | aqui

Confira:



A produção de “Eu e Eu” é do beatmaker Goribeatzz, mixagem de Luiz Café, masterização do AudioFusion Bureau, fotografia da capa por Renato Nascimento e será distribuído pelo selo Koan Trax.




O rapper paulista Emicida também foi indicado ao Grammy Latino

Como noticiamos a pouco tempo, a rapper Bivolt teve seu clipe “Cubana” indicado ao Grammy Latino, e o rapper cearense Rapadura teve seu álbum “Universo ao Canto Falado” indicado ao Grammy junto com o Emicida.

O rapper de paulista de 35 anos foi indicado na categoria "Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa" por seu álbum “AmarElo”, um dos melhores álbuns lançado em 2019 segundo vários sites, jornalistas e ouvintes. E também foi indicado na categoria “Melhor canção em língua portuguesa” por AmarElo, música que tem sample da músca “Sujeito de Sorte” do Belchior e participação de Majur e Pablo Vittar. 


“Acordamos com duas indicações ao #LatinGRAMMY 

Melhor álbum de rock ou música alternativa de língua portuguesa. E melhor canção em língua portuguesa. Muito obrigado, em meu nome, da Laboratório Fantasma e toda equipe que ajudou a colocar esse experimento social na rua.

A rua é nóiz”, declara o Emicida em seu Twitter


Na categoria "Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa" o rapper concorre com: 

Emicida – AmarElo

Ana Frango Elétrico – Little Electric Chicken Heart

Letrux – Letrux aos Prantos

Rapadura – Universo do Canto Falado

Suricato – Na Mão as Flores


Na categoria “Melhor canção em língua portuguesa” o rapper concorre com:

Vitor Kley & Samuel Rosa – “A Tal Canção pra Lua (Microfonado)”

João Bosco – “Abricó-de-Macaco”

Emicida feat. Majur & Pabllo Vittar – “AmarElo (Sample: Sujeito de Sorte – Belchior)”

Elza Soares & BaianaSystem feat. Virgínia Rodrigues – “Libertação”

Céu – “Pardo”



Reprodução

Na sexta-feira, 25 de setembro foi lançado em todas as plataformas digitais o single “Summergirl” de Alinega que ganha um videoclipe criativo, liberado nesta segunda-feira, 28 de setembro em seu canal no Youtube.

“Summergirl” é mais um projeto musical que brota da mente criativa deste artista de talentos plurais que é Alinega. Sim, pois movido pela parte mais inquieta do teu ser, neste novo trabalho Alinega escreveu o roteiro, dirigiu, atuou, cantou além de ter feito a composição do single. Ao lado de parcerias como: Amanda Prates, Daniel Oliveira e Letícia Barbosa onde o audiovisual ganha vida de uma maneira bem divertida, irreverente em um conceito que aborda Expectativa vs. Realidade, onde a expectativa são dias de verão e praia e a realidade são dias de frio, quarentena, esperança de dias melhores, poder sair de casa em breve, como lembranças de um verão passado. Em uma vibe praiana que casa perfeitamente com a produção e direção musical do grandiosíssimo Vibox, que é o seu produtor musical desde 08/80 Freeverse (2017), nas linhas leves sobre a beleza de Summer (personagem criada pelo rapper), o rapper fala um pouco sobre a criação da personagem e os motivos: 


"Summer é a minha dose de feminilidade que dá vida a uma fantasia da minha cabeça que existe também porque eu não podia expor pessoas de fora do meu convívio ao vírus pra gravar o clipe. E porque nem sempre a gente faz música pra pessoas que existem no mundo real do lado de fora da nossa mente. Me inspirei nos personagens de Glória em Sedanapo (personagens do videoclipe da canção Sedenapo de Glória Groove) e nas minhas amigas mulheres principalmente as trans que me ensinaram que ser mulher não é sobre ter vulva. Summer é afrontosa como as mulheres da minha quebrada, gosta de dançar e curtir o rolê bem inimiga do fim como eu. Já NBOY é o cara que estou me tornando e construindo pra além de uma performance artística. Vocês vão perceber o exato momento em que cada um assume o controle da minha cabeça" (risos), relata Alinega


Assista:






Hoje é um dia movimentado para o rap nacional, hein!!! Acabamos de noticiar a indicação da Bivolt ao Grammy Latino na categoria "Melhor Vídeo Musical Versão Curta" e agora estamos noticiando que o rapper cearense Rapadura foi indicado ao Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa", por seu álbum “Universo do Canto Falado” (leia a resenha que o site Rapresentando fez) , categoria que o Emicida também foi indicado por seu álbum AmarElo

O rapper cearense nasceu em Fortaleza, mas viveu boa parte de sua vida em Brasília. Desde seu primeiro trampo “Fita Bolado do Engenho, vol.1: Na Boca do Povo”, o rapper mostrou sua originalidade e valorização da cultura local. O rapper sempre uniu ao seu rap todos os elementos da cultura nordestina que ele cresceu ouvindo.

"Estou muito emocionado. Sentia no meu coração que isso ia acontecer. Já sabia no meu íntimo que isso ia acontecer. Isso nada mais é que a confirmação da luta do povo brasileiro, do povo nordestino. Onde a gente é de fato reconhecido pela obra, pela cultura, por tudo que a gente representa pra nossa nação. Nordeste no topo sempre", diz o cearense.

A premiação acontecerá em 19 de novembro.



A Bivolt foi indicada ao Grammy Latino 2020 pelo clipe de “Cubana”, som do primeiro álbum da rapper. “Bivolt” foi lançado em março desse ano e é considerado um dos melhores trampos de rap lançado até o momento. Tanto que ganhou uma resenha da nossa querida Ana Rosa. (Confira aqui).


A lista foi anunciada hoje (29), traz os maiores destaques musicais do mercado latino. "Cubana" está concorrendo na categoria "Melhor Vídeo Musical Versão Curta", ao lado de produções audiovisuais de artistas como J Balvin e Travis Scott. A premiação acontecerá em 19 de novembro.


Somente duas rappers mulheres estão na lista: Bivolt (a única brasileira) e Nicki Minaj.

 

"A felicidade é enorme em ter meu trabalho reconhecido e indicado a uma premiação tão importante para a música! Vivemos em um país que nos machuca e desmotiva de diversas formas. Quando se é uma mulher periférica as perspectivas são baixas, as oportunidades são poucas, mas a coragem é muita! Lutei e luto todos os dias para conquistar o melhor dessa Terra, e ser reconhecida pelo meu trabalho é um sinal de que minha luta não é em vão! Só tenho muito a agradecer por hoje ter tudo o que tenho: minha música e quem acredita nela. Tudo isso é fruto de muito amor, muita gratidão e o mais importante, muito trabalho!", declara Bivolt emocionada. 

Com uma pegada pop e um ar latino hispânico, o clipe foi criado para dar vida à personagem Cubana, uma mulher inteligente, extremamente atraente e dona de si, interpretada pela atriz transexual Ona Silva, que protagoniza o vídeo ao lado de Bivolt. 

LEIA TAMBÉM: Rapadura tem seu álbum “Universo do Canto Falado” indicado ao Grammy Latino

Assista ao clipe indicado ao Grammy:



A direção é de Gabriel Augusto e Quemuel Cornelius, da Iconoclast, produtora responsável por clipes de artistas como Beyoncé e Jay-Z, Kendrick Lamar e Tove Lo.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020



Israel Fernandes vulgo Antídoto Storyteller é natural de Huambo, Angola. O rapper conheceu o rap em 2004 por influência de seu irmão mais velho, enquanto escrevia suas poesias e contos. Desde 2009 decidiu cantar rap e declarar suas poesias em concursos de Spoken Word. O rapper também forma a dupla PL Palestino & Antidoto.

O rapper já lançou trabalhos como: "Magazine" uma mixtape lançada em 2009, com grupo "Simples e Concretos "C.S". Composto por PL Palestino, Dilúvio e Nígger 7, em 2012 lançou a mixtape “Hasta La Vista” como dupla “PL Palestino & Antídoto”, em 2014 lança “Jogo de Cintura”, o álbum ganhou destaque na Universidade De Ciências de Educação de Huambo ISCED, Angola, com a aplicação do tema O que escondes? Para objeto de estudo e aplicada como Prova/Exame naquela Instituição de Ensino Superior.

Atualmente é vem trabalhando em seu projeto Saga "Sessões Storyteller" que na tradução quer dizer "Contador de Histórias" que dentre os muitos objetivos consta a vontade de devolver ao Rap a Palavra, a Mensagem. A primeira edição da Saga foi lançada em 2018.

 "Sessões Storyteller":

2018 EP Sessões Storyteller I | Ouça

2019 EP Sessões Storyteller II | Baixe

2019 EP Sessões Storyteller III | Ouça | Baixe

2020 EP Sessões Storyteller IV | Ouça | Baixe







Depois de lançar o ótimo álbum “Together”, no começo de de 2020 e tendo mais dois álbuns no gatilho, mas por conta de tudo que estamos passando, o rapper teve que mudar seus planos, assim como a maioria dos artistas. Apesar disso, o rapper teve a ideia de bolar um projeto com 6 MC’s do underground brasileiro.

“Eu já tinha uma track com o BONSAI... o Fernando Kep deu um salve que também queria fazer uma. Aí deu um click para fazer um EP só com a rapaziada do rap underground, que tá na correria, e soltar pelo menos uns dois volumes”, diz Sono. 

A produção executiva é do SonoTWS, mas o produtor adicionou, Nabru, Estranho, Guizo e MMoneis. Cada um deles deram sua contribuição ao EP. Pra quem é amante do boombap vai balançar muito o pescoço. Os beats com um ar bem noventista é uma perfeita camada para que os rappers cuspam suas rimas. Cada MC de acordo com seu ritmo, intenso ou moderado, todos chegaram pesado. Nadam contra a corrente. E essa é apenas a primeira maratona de uma série. 

“A minha ideia é... quando soltar o volume 2, eu solto o compilado 1 e 2 numa fita cassete. Na real, eu quero que venham mais volumes pela frente”, conta Sono.

Ouça:
 



O EP “Perfeitamente Incorreto Vol. I” pode ser ouvido nas plataformas pelo selo Tired Of People (http://bit.ly/sonotws_perfeitamenteincorreto_vol1). 
O próprio SonoTWS assina todas as produções, com mixagem e masterização do CESRV. 
A arte da capa é do Yakuza Ruma (Japão). A versão instrumental chegará aos serviços de streaming no dia 08 de outubro.

domingo, 27 de setembro de 2020

Farley Zoom tem mostrado bastante trabalho nos últimos tempos, menos de dois meses atrás presenteou seus fãs com o single "Interphone", love song que teve uma boa repercussão chegando inclusive a playlist pessoal da cantora e atriz Cléo. 

Pegando carona, no último dia 18/09 o rapper soltou o single "Me Espera", single onde retrata de forma simples e direta um pouco da dificuldade no relacionamento entre artistas e não artistas. 

Beat por conta do jovem beatmaker Gords e toda gravação, mix e master feitas no QG tramando. Você pode conferir esse trabalho em todas as plataformas digitais | Ouça Aqui

Ouça:



No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e sua ocorrência tem aumentado muito entre jovens.

A OMS afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos, por isso o grupo Selah se uniu a importantíssima campanha de prevenção ao suicídio do Setembro Amarelo lançando a música com mensagem motivacional intitulada “Tudo Posso”, a música conta com a produção de Marcelo Guerche e está disponível em todas as plataformas digitais.


Ouça:





Grupo Revés (Alex, Xande e DJ Léo) criado no ano de 2001 em São Miguel Paulista, Zona Leste de SP nasceu na Perspectiva de fazer um Rap sincero e combativo!

Em 7 de agosto o grupo da zona lesta lançou o Ep “Código do Serviço”, o ep conta com 2 faixas. A faixa “Em Razão” conta com a produção de Elly Pretoriginal e a faixa “Ofensa” conta com a produção de Sem.  O grupo traz em seu rap uma mensagem de combate! 


Ouça:




Sujeira Brasileira segue no ritmo intenso de lançamento nesse ano mais que conturbado. Chegando com mais um single, Enryck SB declamando "Rebanho Bolsonarista", uma construção poética, relatando a vida do gado bípede nesse rebanho do governo, dispostos a aceitarem uma missão rumo a um matadouro ideológico fascistóide. 

Devasto SBR no Estúdio Casamata (Mauá/SP), mix/master de Cafebeatz e arte de Rote.


Ouça:


A atração musical do dia 2 de outubro (sexta, às 21h) do #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, reúne duas gerações de talento: o avô Filó Machado e seu neto Felipe Machado, interpretando músicas autorais e fazendo releituras de grandes obras da música popular brasileira.


O show também integra as comemorações do aniversário de 40 anos do Teatro Sérgio Cardoso, onde foi gravado, no dia 22 de maio.

 

Artista consagrado, Filó Machado é violonista, compositor, cantor e multi-instrumentista com mais de 50 anos de carreira, 13 CDs gravados, uma indicação ao Grammy Latin Jazz e vencedor do Prêmio Profissionais da Música. Felipe Machado é violonista e cantor de talento reconhecido, dono de um vasto currículo para seus 17 anos, que inclui shows pelo Brasil turnês internacionais, festivais de jazz e destaque no The Voice Kids.  Eles tocam juntos desde 2014.

 

No roteiro da apresentação estão as canções: “Carmens e Consuelos” (Filó Machado e Aldir Blanc), “Céu e Mar” (Johnny Alf), “Quem Diz que Sabe” e “A Rã” (João Donato), “Na Carreira” (Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda), “Boca de Leão” (Filó Machado e Judith de Souza) e “Jogral” (Filó Machado, José Neto e Djavan), entre outras.

 

A programação do #CulturaEmCasa, que tem execução da Amigos da Arte (APAA), fica disponível no portal culturaemcasa.com.br. A plataforma disponibiliza a um acervo com centenas de arquivos culturais - entre shows musicais, concertos, visitas virtuais a museus, entrevistas, livros, filmes, espetáculos cênicos e palestras - para serem assistidos em casa. 


Sobre os artistas:


Filó Machado

 

Considerado por muitos como "mestre da música", Filó Machado é cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor musical. Com mais de 50 anos de carreira e 13 discos gravados, o músico foi indicado ao Grammy Latin Jazz e venceu o Prêmio Profissionais da Música 2017, na categoria Autor/Compositor. Entre discos e palcos, realizou trabalhos ao lado de Michel Legrand, Jon Hendricks, Silvain Luc, Dori Caymmi, Gal Costa, João Donato, Raul de Souza, Kenny Barron, Joyce Moreno, Arismar do Espírito Santo, Leny Andrade, Tetsuo Sakurai, Hermeto Paschoal, Andreas Oberg, John Patitucci, Cesar Camargo Mariano, Djavan, Rosa Passos, SWR Big Band Stuttgard e Warvey Waynapel, entre outros.

 

Apresentou-se em teatros e festivais: Teatre de Bercy (Paris) Carnegie Hall (New York), Massey Hall (Toronto), Motion Club (Yokohama), Java Jazz Festival (Jackarta), Teatre Flagey (Bruxelas), Teatro Nacional Sucre (Quito), Teatro de Kiev (Kiev), D'izzys Club Coca-Cola (New York), The Triple Door (Seattle), Pescara Jazz, (Ilhas Canárias), Festival de Jazz de Barquisimeto (Venezuela), Toronto Jazz Festival, Brazilian Day in Stolcom e em diversos festivais brasileiros. Realizou turnê pela Ucrânia, Bielorrúsia, Inglaterra, França, Tailândia e Noruega, além de várias cidades no Canadá (Toronto, Vancouver, Sydney e Montreal), esta ao lado de seu neto Felipe Machado, seu irmão Celso Machado e do baterista canadense Alan Hetherington. Destaque também para o show Gerações junto com o filho, o baterista Sergio Machado, o neto Felipe e os músicos Arismar do Espirito Santo e Thiago Espirito Santo, pai e filho, respectivamente. Filó Machado, que começou a tocar aos 10 anos, é reconhecido não só pelo virtuosismo com instrumentista ou pela originalidade e criatividade nas composições, sua interpretação encanta pelo timbre personalíssimo e pela força de seu canto.

 

Felipe Machado

 

Felipe Machado é bisneto do violonista e maestro ribeirão-pretano Geraldo Machado, neto de Filó Machado, sobrinho-neto do violonista experimental Celso Machado e sobrinho do baterista Sergio Machado e da cantora lírica Isabela Mestrinér Machado. Aos três anos, já atuava em campanhas publicitárias e, aos seis, participou do musical A Bela e a Fera. Aprendeu violão com o avô e, aos nove, destacava-se nos acordes e harmonizações. Aos 10, participou do espetáculo Daniel 30 anos - O Musical, interpretando o cantor quando criança. Aos 11, participou do programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, ao lado do avô, e fez turnê pelo Japão e Estados Unidos. Em 2016, atuou e tocou violão com a orquestra no musical Hoje é Dia de Maria.

 

Participou do The Voice Kids (Rede Globo/2018), chegando à terceira fase do programa. Tocou em show do Fat Family e de Jorge Vercillo. Fez turnê pelo Canadá com Filó Machado; participou do Brasil Music Summit, do Toronto Jazz Festival, do Vancouver Folk Music e de shows em Montreal, Sydney, Toronto e Vancouver. Tocou em show de abertura para Dori Caymmi e do Nhundiaquara Jazz Festival, em Morretes/PR. Integrou o sexteto de Filó no programa Ensaio (TV Cultura). Fez shows nos CEUs paulistanos, fez turnês pelo Brasil e tocou em festivais de jazz, entre eles o POA Jazz, Santos Jazz, São Lourenço Jazz & Blues, Lençóis Jazz & Blues, Natal Fest Bossa & Jazz, Fundinho Jazz Festival e Guaramiranga Jazz & Blues.

 

Ficha técnica | Serviço

 

FICHA TÉCNICA – Músicos: Filó Machado (voz e violão) e Felipe Machado (voz e violão). Produção executiva: Adriana Belic. Produção técnica: Camila Machado. Roadie: William Ramos. Agenciamento: Belic Arte.Cultura. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Execução: Amigos da Arte (APAA). Realização: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

 

Show online: Filó Machado e Felipe Machado

Data: 2 de outubro - Sexta, às 21h

Onde: https://culturaemcasa.com.br/

Grátis. Livre. Duração: 60 minutos.

#CulturaEmCasa | #TSC40Anos


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Foto de Mariana Ayumi


O cantor e compositor soteropolitano Yan Cloud lançou no dia 18 de setembro, o single “Bafana”. A canção foi produzida por Faustino Beats, mixada e masterizada por Isaac Neves, e poderá ser conferida nas principais plataformas de streaming, chegará como um grito de guerra e estende o tapete vermelho para o próximo álbum do artista, intitulado "PINKBOY". Com a letra da música, Yan propõe uma reflexão sobre o que é ser um garoto jovem negro e periférico.

“Uma das inspirações para escrever Bafana além o trecho destacado na introdução que pertence ao filme Invictus que retrata a jornada da Seleção Sul-Africana na conquista da Copa do Mundo de Rugby de 1995, é a reflexão de como podemos inspirar pessoas ao nosso redor, desde a autoestima até a mudança de suas próprias expectativas, principalmente nas periferias onde a carência de representatividade e incentivo ainda é grande. ”, diz o artista.


O clipe evoca objetos futuristas com o resgate da cultura negra ancestral dentro do universo PINKBOY através de metáforas visuais e elementos monocromáticos. O figurino rosa e afro afirma o pertencimento daquele momento ao universo de Yan, é raro encontrar roupa afro na cor rosa, principalmente em salvador que todo tecido afro tem as cores voltadas as cores dos orixás. Existe uma entidade rosa no clipe, ela é esta e abençoa Yan. 


O projeto foi roteirizado e dirigido por Mariana Ayumi e Bruno Zambelli, teve direção fotográfica de Lucas Raion e assistência de Ramires AX, montagem e finalização de Paulo Alberto, produção de Nei Mhc e assistência de Faustino Beats, figurino e beleza por Joana, Julia Altahyde e Babi Soares, e o elenco composto por Yan, Brisa Òkun e Ícaro Sanches.


Assista ao clipe:




PINKBOY 

Com lançamento previsto para outubro, o álbum PINKBOY conta com 7 faixas, incluindo "Bafana". Em suas músicas, Yan Cloud aborda sempre questões de cunho social e racial e traz em seus versos a potencialização da autoestima preta e valorização do relacionamento afrocentrado. A sua musicalidade traz misturas de ritmos como rap, trap e o funk, imprimindo a sua identidade dentro do que se entende de música pop. Além de utilizar a cor rosa como um símbolo de revolução.  


Texto de Laisa Gabriela



Nessa sexta-feira, o lendário grupo Public Enemy lançou seu 15º álbum de estúdio, "What You Gonna Do When the Grid Goes Down?" O álbum conta com participações especiais de Nas , Rapsody , Black Thought , YG e Questlove.


“When the Grid Goes Down” é seu primeiro lançamento na Def Jam desde que apareceu na trilha sonora do filme de 1998 de Spike Lee, He Got Game. É o primeiro álbum de estúdio com o selo desde 1994, Muse Sick-n-Hour Mess Age. Chuck D falou com a Billboard  sobre o retorno do grupo à gravadora.

“Public Enemy voltou como uma visitação”, explicou ele. “A declaração de Public Enemy e tudo o que fazemos é sempre para que outros artistas sejam os melhores para explorar a si mesmos e por sua arte e, com sorte, mudar o mundo ou falar com o mundo.”

De acordo com Chuck, Flavor Flav teve um grande papel no retorno do grupo. “Ele disse, 'ouçam, acho que deveríamos fazer algo com a Def Jam' e ele disse isso com 50%”, disse Chuck durante a conferência All That Matters. “Durante anos, falei sobre construir coisas online e de forma independente, mas nessa situação ele disse: 'Acho que precisamos fazer isso algumas vezes', e eu tive que prestar atenção a isso. Então aqui estamos nós."

Ouça:



O rapper Elzhi de Detroit está de volta com seu novo álbum intitulado “Seven Times Down Eight Times Up”.

O projeto é inteiramente produzido pelo produtor da Virgínia JR Swiftz, com participações de Monica Blaire e Fes Roc nas 12 canções. 

“Seven Times Down Eight Times Up” (Spotify) é seu primeiro lançamento desde o álbum Jericho Jackson de 2018 com produtor Khrysis.

Ouça:


quinta-feira, 24 de setembro de 2020



Poetas Vivos lança seu primeiro projeto musical 2020. As músicas "ME POUPE" e "JAMES BONDE" compõem um único audiovisual produzido de forma independente pelo próprio coletivo. Ericssxn foi o membro da equipe responsável pela direção, filmagem e edição do clipe. A faixa ME POUPE conta com instrumental de Muzkito e engenharia sonora de Jay-Gueto, gravada na Gueto Anonimato Records. A faixa JAMES BONDE foi produzida por Lachefboicrime.


Assista:



Redes Sociais

@poetasvivxs

@ericssxn

@1muzkitonobeat

@jay_gueto

@_guetoanonimato

@lachefboicrime

"O Homem Preto Vestido de Branco" está no aclamado álbum "Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos", do rapper fluminense Thiago Elniño
O som que conta com a participação do rapper paulista Rincon Sapiência, um dos maiores expoentes do rap nacional ganha videoclipe. 

No clipe cheio de referências gravado no ateliê do artista Robinho Santana, os rappers demonstram suas afinidades de ritmos e pautas sendo desenvolvidas de forma fluida e divertida ao cantarem sobre a espiritualidade africana e o grupo de entidades chamadas de "Zés" e "Malandros" presentes principalmente na Jurema e na Umbanda. O cenário com as obras de Robinho Santana, que também fez a capa do disco de Elniño, é um show à parte. 

Com clipe produzido e dirigido por Lincoln Pires, da Monomito Filmes, e Jonas Feitosa, da produtora Ágora, a música, que tem batida de Everton Beatmaker e produção de Martché, fica ainda mais potente e reforça a riqueza das culturas africanas e afro brasileiras. Num momento em que o mundo se mobiliza em discussões para resolução dos problemas causados pelo racismo, a arte destes dois rappers aponta dimensões que já não podem ser ignoradas. 

Assista:


TODO MUNDO AÍ PREOUCUPADO COM O CORONA VÍRUS, OU PELO MENOS DEVIA ESTAR, MAS VOCÊ DEVERIA MESMO ERA ESTAR PREOCUPADO COM A RACHADINHA!!! SIM, AQUELA DO QUEIROZ ... MAS VOCÊ TAMBÉM SABIA QUE AS INFECÇÕES SEXUAIS ESTÃO EM ALTA NO BRASIL? É ENTÃO!!!!

Durante as reflexões que me levaram a escrever esse texto, tentei a todo momento não parecer conservadora, mas trazer à tona outros aspectos do que é vivenciar o Hip Hop de fato e seus bastidores. Tudo aquilo que foge ao palco, ao flow, ao beat, as vestimentas, também é Hip Hop. Isso não tem a ver com quais espaços de lazer e vivência tem mais ou menos casos, não é um comparativo com outras culturas, isso tem a ver com como a cultura Hip Hop é potencial pra prevenir e discutir sobre questões diversas, inclusive de saúde, e como estamos tratando isso nos espaços que construímos. Uma chamada ao compromisso de quem constrói a cultura em movimento.

Essa chamada de atenção, não é sobre rap, sobre letras que objetificam mulheres, que quantificam relações sexuais e tratam a sexualidade apenas como prazer genital, mas também sobre isso, porque questões do tipo podem levar a frustração, e essas e esses jovens estarão presentes na vivência do Hip Hop na rua. 

Esse é um texto direcionado a todas as pessoas, jovens e adultos, que se relacionam sexualmente com alguém ou alguéns. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os dias, existem mais de 1 milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), entre pessoas de 15 a 49 anos, de acordo com dados divulgados em Junho de 2019, isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anualmente de quatro infecções - clamídia, gonorréia, tricomoníase e sífilis. Desde os últimos dados publicados em 2012, não houve declínio substancial nas taxas de infecções novas ou existentes. Em média, aproximadamente 1 em cada 25 pessoas no mundo tem pelo menos uma IST, de acordo com os números mais recentes, algumas tem múltiplas infecções ao mesmo tempo.

Pesquisas demonstram que o uso do preservativo vem caindo com o passar do tempo, principalmente entre o público jovem. Doenças antigas, que imagina-se como superadas, como a Sífilis, por exemplo, ainda hoje pode ser considerada uma epidemia.

Tá, tudo isso é dado estatístico, e nem mesmo aliado aquelas fotos horríveis de um pênis ou uma vagina doente, que geralmente nos mostram na escola, são capazes de educar alguém. Já percebemos com as experiências das fotos atrás do maço de cigarro, ou do PROERD alertando para o uso das drogas, que a educação e conscientização através do medo de nada adianta. Se apelarmos pro emocional, onde abrir mão do uso do preservativo nas relações expõe a pessoa e as pessoas com as quais ela se relaciona às IST, piorou, pois grande parte das pessoas não tem responsabilidade emocional com outrem, imagina responsabilidade com a saúde. Então o que fazer? Nós não estamos mais na era vitoriana do Reino Unido, que englobava a restrição sexual, para que a energia fosse toda canalizada para o trabalho, nós vivenciamos a sexualidade de outras formas. Qual nosso papel enquanto consumidores e propagadores de uma cultura que agrega tantas pessoas e onde a maioria de nós achamos essa liberação de prazer sensacional? 

Bom, um clássico do rap dos anos 80, "Go See The Doctor" do rapper Kool Moe Dee, talvez foi um dos primeiros raps a fazer uma crítica às infecções sexualmente transmissíveis (IST's), de uma maneira extremamente superficial e machista, mas um dos primeiros raps a falar sobre o sexo e as consequências de transar sem proteção. Vou deixar o vídeo abaixo, mas eram outras épocas, outras narrativas.



TÁ! MAS EU MC AGORA TENHO QUE FICAR COMPONDO RAP DE SAÚDE? NÃO!! MAS NO MINÍMO ENTRAR EM BRIGA E DEFENDER QUE A EDUCAÇÃO SEXUAL NO CONTEXTO ESCOLAR  NÃO É SOBRE MAMADEIRA DE PIROCA. 

Até porque quando falamos Hip Hop não estamos falando apenas do "imbigo" do Rap, estamos falando de algo maior como citei na introdução. É uma questão de saúde pública, de políticas públicas e educacionais que nos alertem e nos previna. Que auxilie crianças para que identifiquem agressores, para que nossos adultos também identifiquem quais hábitos podem prevenir doenças e afins. MAAS, sabemos que nossos impulsos sexuais são a todo momento estimulados no dia a dia, e a música faz também grande parte desse estímulo. Os seres humanos fazem música há pelo menos 40 mil anos. "As notas musicais e o ritmo foram adquiridos a princípio pelos ancestrais masculinos e femininos da humanidade com o propósito de cativar o sexo oposto", escreveu Charles Darwin em A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo. 

As estatísticas recentes do Brasil são alarmantes. As consequências dessas doenças são graves e podem levar o indivíduo a ter esterilidade, mais chances de ter câncer de pênis e no colo do útero, problemas na gestação e até infecções que podem levar a morte. Portanto, é muito importante e necessária a prevenção dessas doenças. 
Entretanto, ainda existem barreiras para resolver a questão. No Brasil, não é obrigatório a matéria de educação sexual nas escolas para os adolescentes, o que acaba privando muitos jovens de adquirir conhecimento sobre o assunto e os devidos cuidados. Outro fator importante é que grande parcela das pessoas que contraem ISTs vive anos sem reconhecer os sintomas. Esses fatos, em conjunto com a chegada da pílula anticoncepcional em 1960, cria nas pessoas a ideia que a camisinha serve apenas para evitar a gravidez, e assim os que não utilizam preservativo, seja por descuido ou falta de informação, acaba aumentando o contágio das infecções entre a população.

"As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por mais de 30 vírus e bactérias. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. O tratamento das pessoas com estas doenças melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são ofertados de forma gratuita nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS)."

Essas ISTs têm um impacto profundo na saúde de adultos e crianças em todo o mundo. Se não forem tratados, podem levar a efeitos sérios e crônicos à saúde, que incluem doenças neurológicas e cardiovasculares, infertilidade, gravidez ectópica, natimortos e aumento do risco de HIV. Eles também estão associados a níveis significativos de estigma e violência doméstica.

Diante de tudo que foi exposto, encontramos na teoria de luta de classes do sociólogo Karl Marx, ou outras e outros pensadores que analisam a hierarquia social que vivemos, e podemos analisar que essa hierarquia reforça a persistência do problema da falta de educação sexual e avanço de doenças sexualmente transmissíveis, já que a burguesia por não estar no quadro de extermínio do medo, já que quando acontece, eles tem acesso a um tratamento preconce e de maior qualidade, pouco incentiva a remediação desses problemas na sociedade. E é nessa brecha que eu acredito que o Hip Hop deva se projetar. Recentes casos expostos na mídia, mostram que embora muita gente do Rap aponte o dedo pro funk pra problematizar a "cultura da novinha", acaba não olhando pro próprio quintal. Casos de MC's das antigas sendo expostos, e homens cada vez mais jovens dando mancadas diversas e até chegando aos extremos da violência de gênero e sexual, ou mesmo mulheres que objetificam corpos masculinos, entre outros diversos casos de discriminação e violência de gênero, orientação sexual e  identidades de gênero; já que a educação sexual não trata somente do ato sexual em si, mas informa e trabalha questões de sexo, gênero, identidade de gênero e orientação sexual, pois todos esses são conceitos relacionados à sexualidade humana, e trabalhar melhor essas questões no coletivo, evitaria a grande leva de imbecis infiltrada num movimento que deveria ser de emancipação e acolhimento as pessoas à margem da sociedade, já que na margem não está somente o homem cis pobre, mas sim uma diversidade de corpos.

O Hip Hop nos discursos quase sempre aparece como sendo a família, a representação da autoridade que ensina com afeto que muitos de nós temos. Porque também não pode se responsabilizar com a educação para relações afetivas com responsabilidade? Focando no Rap, não quis dar palco pra letras que seriam perfeitas pra expor a irresponsabilidade, mas selecionei 2 sons que acho uma delicinha, tem diferentes abordagens e exploram a sexualidade de maneira responsável.

Rico Dalasam feat. Dinho - Braille