quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

#PeloMundo | Carlos Hart e o sucesso do programa de basquete para jovens americanos.

Ray Benoit, treinador de basquete da North Miami High School espera levar os Pioneers à sua quarta participação nos playoffs regionais consecutivos no próximo mês. Beinot, de 37 anos, aproxima seus jogadores e não tem problemas em dizer que é um deles, “Fui para a escola no norte de Miami. Meus pais ainda moram a apenas oito quarteirões de distância” explica Beinot. 


Na infância, ele queria jogar basquete pelos Pioneers mas não tinha altura ideal e não havia sido treinado adequadamente. Por exemplo, ninguém havia ensinado Benoit a driblar usando as mãos, então, em vez de jogar basquete, ele foi para as lutas, mas ele nunca esqueceu o esporte que amava. Em 2009, ele e sua esposa, Maritsa, iniciaram o programa de basquete juvenil do Roaring Tigers. Isso o levou a se tornar o treinador júnior do time do North Miami High School em 2012 e o chefe do time do colégio em 2016. 

Da esquerda para direita: Treinador Ray Benoit e Carlos Hart

O North Miami está 74-23 (Vitórias-Derrotas) desde que Benoit assumiu. Os Pioneers tinham 20-29 (Vitórias-Derrotas) nos dois anos antes dele se tornar o treinador do time. 

Um dos garotos do time é Carlos Hart, que estava na quinta série quando conheceu Benoit. Hart, tornou-se o líder dos Pioneers. Com média de 18,8 pontos, 6,5 rebotes, 4,9 assistências e 2,0 roubadas de bola, Hart está na pequena lista dos melhores jogadores de basquete de Miami nesta temporada, um grupo que também inclui Justin Neely, do Miami High, Devin Carter, da Doral Academy, Tony Sanders, do Gulliver Prep. , Ga'Khari Lacount do Coral Park e Malik Reneau de Mater, entre outros. 

Hart, 17 anos, passou parte de sua juventude - de 3 a 8 anos - vivendo no Brasil com sua mãe nascida no Brasil. Ele jogava futebol, como milhões de brasileiros, mas mudou para o basquete quando sua família se mudou para o sul da Flórida. Mesmo assim, ele estava prestes a abandonar o basquete quando, por sorte, para todos os envolvidos, conheceu Benoit. 

"Ele foi o cara que colocou a bola nas minhas mãos [como armador]", disse Hart, que menciona com gratidão a confiança e disposição que Benoit demonstra a tratar com seus garotos, “Ele me levou a torneios para ver coisas diferentes. Eu confiei nele. Antes dele, eu não sabia o que queria fazer" completa. 

Hart tornou-se Pioneers no final do segundo ano do colégio e, atualmente, ele é um recruta universitário de nível médio, com interesses de times como Ball State, Stetson e outros. 

Quando Hart obtiver as notas dos testes de qualificação para a faculdade, mais ofertas poderão aparecer. Enquanto isso não acontece, ele gosta de jogar no pequeno ginásio de 600 lugares do North Miami, onde os Pioneers venceram 28 jogos consecutivos, desde sua última derrota em casa em 8 de janeiro de 2016 contra o Krop. 

Carlos Hart

Benoit disse que os jogos no norte de Miami se tornaram um evento. "Quando fui contratado como treinador, nossa torcida era quase nulas, e nosso adversário costumava trazer mais torcedores para a nossa academia, hoje em dia nossa torcida é uma multidão apaixonada pelo time". 

Benoit, natural de ascendência haitiana em Miami, disse que há muito tempo há um "estigma" de que os haitianos gostam apenas de futebol, não de basquete. Mas no North Miami, isso está se mostrando uma percepção incorreta. 

Benoit disse que também havia um equívoco sobre o North Miami como uma escola. "Quando fui para a escola aqui, foi difícil", disse Benoit. “Mas agora é como um mini campus universitário. Temos um programa de bombeiro, um programa de esportes eletrônicos, produção de TV. North Miami se transformou em uma escola muito inovadora. Nós pulamos para uma nova era”. 

Mesmo assim, os Pioneers da classe 6A (110-2) anseiam por mais respeito na quadra - do tipo que vem com a conquista de um título estadual. Os Pioneers não conquistam um título estadual desde 1960. 
"Jogamos com um chip nos ombros, mergulhando em bolas soltas", disse Benoit. "Temos sido negligenciados há anos, assim como nossa própria escola."


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