terça-feira, 7 de abril de 2020

Programa Oficinas Culturais disponibiliza curtas-metragens sobre a resistência da Cultura indígena, negra, caiçara, caipira e diversidade religiosa

1ª imagem: a compositora e cirandeira Lia de Itamaracá no documentário “Elas abriram o caminho dançando”, com direção do Coletivo Pujança (Foto: Divulgação); 2° imagem: Frame do documentário “Povos Indígenas do Oeste Paulista”, dirigido por Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache (Foto: Divulgação)


Disponível no canal do YouTube, os documentários foram produzidos durante os encontros do Ciclo de Cultura Tradicional, projeto do programa Oficinas Culturais

O Ciclo de Cultura Tradicional, projeto que integra o Programa Oficinas Culturais, percorreu cidades como Braúna, Cananéia, Itapetininga, Piracicaba e Ubatuba reunindo historiadores, pesquisadores, mestres e agentes culturais para debater temas das culturas indígenas, negras, caiçaras e caipiras do interior de São Paulo, no último ano.

Muitos dos participantes são provas vivas da nossa diversidade cultural, sendo fundamentais para a preservação e resistência dessas comunidades. Por isso, o programa Oficinas Culturais convidou produtores independentes que desenvolveram os documentários em curta-metragem ao longo desses encontros do Ciclo.

Para conhecer as manifestações culturais de comunidades indígenas, negras, caiçaras e caipiras do interior de São Paulo, acesse o canal de Oficinas Culturais no YouTube e assista, de forma gratuita, os documentários frutos da série de encontros do Ciclo de Cultura Tradicional do último ano. Todos são de classificação livre.

Além do canal no YouTube, você também pode acompanhar a divulgação dos documentários pelo Facebook e Instagram. Aproveite para conhecer e acompanhar a programação por essas redes.

Playlist dos curtas:


Sinopses dos documentários:

Entreposto – Tradição em Movimento no Caminho das Tropas

Direção: Mário de Almeida | BRA | 2019 | Doc | 15 min

No interior paulista, o músico, poeta e educador Bob Vieira busca vestígios da cultura tropeira em Itapetininga e região. Música, dança e culinária guiam-no por rastros de quase trezentos anos de tradições, em constante movimento entre passado e presente, rumo ao futuro.

- Mário de Almeida é documentarista, realiza filmes e projetos multimídia sobre a cultura caipira. Em 2018, lançou seu primeiro longa-metragem, “Viola Perpétua", documentário sobre participantes de orquestras de viola no Estado de São Paulo.

Povos Indígenas do Oeste Paulista

Direção: Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache | BRA | 2019 | Doc | 19 min

Por meio das perspectivas dos povos Kaingang, Krenak, Terena e Guarani, traz luz ao cotidiano e à cultura indígena do Oeste Paulista, região que, no século XX, ficou marcada pelo genocídio e etnocídio dessa população. O filme aborda as relações intergeracionais, as tradições e os costumes das aldeias das terras indígenas Araribá, Icatu e Vanuíre.

- Os diretores Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache integram a ASCURI (Associação Cultural de Realizadores Indígenas), grupo que busca manter territórios tradicionais e o jeito de ser dos povos originários por meio dos novos meios de comunicação.
Concianza é da etnia Kaiowá, ator e cineasta com formação, no Brasil e na Bolívia, em edição, montagem e fotografia.

Caiçara - Povo de fé e folia

Direção: Felipe Scapino | BRA | 2019 | Doc | 21 min

Dança, música, religiosidade, artesanato, pesca, linguajar, culinária e corrida de canoas. Este documentário apresenta a pluralidade cultural do povo caiçara, o qual tem a natureza e o território como principais meios para preservação do seu modo de vida.

- Felipe Scapino é documentarista, pesquisador etnográfico e arte-educador. Formado em Cinema Documentário pela EICTV (Cuba), fundou a Gopala Filmes e trabalhou em documentários e projetos no Brasil, Cuba, Índia e Moçambique.

Religare – A diversidade da fé nas tradições de comunidades tradicionais em Cananéia

Direção: Cleber Rocha Chiquinho | BRA | 2019 | Doc | 19 min

A partir de práticas religiosas vivenciadas por mestres e lideranças de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas de Cananéia, município do litoral sul paulista, o filme aborda aspectos da diversidade da fé nas tradições desses grupos. Além desse aspecto, demonstra pontos de convergência com a religiosidade do cotidiano.

- Cleber Rocha Chiquinho é educador na rede pública de ensino, no Ponto de Cultura “Caiçaras”, faz parte do Coletivo Na Ginga da Maré e possui experiência em produção audiovisual, educação popular, cultura digital e educomunicação.

Elas Abriram o Caminho Dançando

Direção: Coletivo Pujança | BRA | 2019 | Doc | 20 min

No interior paulista, há mulheres negras que são guardiãs de tradições centenárias. Resguardando suas culturas e continuando suas lutas, elas questionaram normas e papeis para manter viva a herança que ganharam de seus ancestrais.

- As diretoras Camila Izidio (fotógrafa), Carol Rocha (diretora e jornalista) e Karoline Maia (codireção) formam o Coletivo Pujança, produtora audiovisual que assina trabalhos como a websérie "Nossa História Invisível" e, recentemente, as filmagens do longa-metragem "Aqui não entra luz". 

Camila Izidio é formada em produção de áudio e vídeo, estudante de Educomunicação na ECA/USP, foi diretora de fotografia e codiretora de trabalhos como os documentários "Do amor à cura" e a "A Beira”; Carol Rocha é fotógrafa, diretora e jornalista, foi filmmaker do Museu da Pessoa e assistente de direção do documentário “Pantanal sem fronteiras”. Como cinegrafista do projeto “Refazendo os passos de Mandela”, viajou para a África do Sul ao lado de Camila Pitanga, Nátaly Neri, Djamila Ribeiro e Milly Lacombe; Karoline Maia é formada em Rádio e TV, foi assistente de direção e fotografia dos filmes “Nossas – Laboratório de Outros Futuros” e “Crioula Reinado”.

Espaço para diálogos, reflexão e produção

Como um projeto horizontal de preservação, renovação, troca e expansão de saberes e conexões entre pesquisadores, mestres e agentes de culturas populares pelo estado paulista, o Ciclo de Cultura Tradicional alcançou um público com cerca de 3 mil pessoas em 2019.

Desde 2014, esse projeto das Oficinas Culturais, Programa da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, percorre o interior, litoral e região metropolitana paulista promovendo encontros, troca de experiências e diálogos sobre tradições afro-brasileiras, religiosidade, culturas indígena, popular e caipira. Ao longo dos seis anos de atuação, o Ciclo já alcançou mais de 15 mil espectadores e abriu espaço para centenas de produtores artístico-culturais de regiões como Botucatu, Franca, Cubatão, Santos, Pereira Barreto, São Carlos e Sorocaba.

SOBRE AS OFICINAS CULTURAIS

Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura, em diversas áreas como: artes plásticas, música, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro. O Programa é administrado pela Poiesis- Organização Social de Cultura.

Hoje, além de três unidades localizadas na capital, Oficinas Culturais dialoga com o interior por meio de dois festivais (MIA – Festival de Música Instrumental e o FLI – Festival Literário de Iguape), ciclos de estudos sobre gestão cultural e cultura tradicional, qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança, e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação. Conheça melhor o programa e suas atividades em www.oficinasculturais.org.br.

Conteúdo produzido por Poiesis

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