terça-feira, 8 de setembro de 2020

Clara busca a ancestralidade nas suas raízes em “Volte e Pegue”

Na sabedoria do povo Akaan da África Central, “Volte e Pegue” é a tradução de sankofa, trecho importante do provérbio ”não é tabu voltar para trás e recuperar o que você perdeu”. E é isso que CLARA quer fazer em seu quinto trabalho de estúdio da carreira. Unindo música brasileira com tons eletrônicos, ela retrata como é ser mulher negra, mãe e periférica no Brasil de 2020. O EP está disponível em todas as plataformas de música digital via Rizomarte.

“É muito emocionante mergulhar nesse universo. a gravação dessas músicas foi muito intensA, afinal, foram três anos de construção desse álbum. Acredito que ele demorou tanto a sair, porque é um processo poderoso de autoafirmação, mas também muito dolorido. Muitas vezes entrava no estúdio para gravar e só chorava. Só me percebi negra a partir de racismo que passei em momentos da minha vida, e se reconhecer negra é muito poderoso, ao mesmo tempo que dentro de você brota um ranço com a hipocrisia da sociedade e o racismo estrutural”, conta a artista.

Assista ao clipe "Força":
 

OUÇA O EP "VOLTE E PEGUE" NA SUA PLATAFORMA DIGITAL FAVORITA: https://tratore.ffm.to/voltepegue

Neste momento de empoderamento, assumiu seu trabalho apenas como CLARA e começou a trabalhar no álbum “Volte e Pegue”, trazendo pro hoje o que carregamos em nossas raízes com o acolhimento das pessoas próximas e da comunidade como porto seguro. O projeto foi realizado com uma campanha de financiamento coletivo com o apoio do Edital de Economia Criativa 2020 do Sebrae/RN. A produção musical é de Zé Caxangá e Pedras e este é um lançamento do selo Rizomarte Records.


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