quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Materias Sobre Algumas Gangues Dos estados Unidos..!!

MATERIA DA TV RECORD SOBRE LATIN KINGS, BLOODS E CRIPS GANGUES DOS ESTADOS UNIDOS..!

Gangues de Nova York

Ninguém sabe ao certo o número de gangues nos Estados Unidos. O Departamento de Justiça já contou pelo menos 7.500 em todo o país. Elas reúnem 450 mil pessoas. Pregam a violência e fazem do crime um grande negócio.

Para entrar neste negocio, tem um custo. Para sair outro. Este rapaz já foi um dos líderes da gangue Bloods, uma das maiores de Nova York. Ele conta que quem quer entrar no grupo tem de suportar uma surra de todos os líderes. Quase 30 homens fazem uma roda e espancam os novos pretendentes. Os que não resistem, estão fora. São considerados fracos. Rejeitados. E levam essa fama por toda a vida. Pior: pra entrar na Bloods, que em inglês quer dizer sangue, também tem de matar.

O ex-líder da Bloods diz que já atirou em muita gente. Ele foi preso cinco vezes por tráfico de drogas. Pagou a pena na cadeia. Há sete anos largou o grupo. Mudou de estado. Agora, não pode mais voltar para a cidade onde vivia, nem mesmo para rever a família. Está jurado de morte pelos próprios ex-colegas, por ter abandonado o bando. "Não tem lealdade nas ruas. Você pensa que tem uma família, mas não tem. Quando você descobre isso, você fala: não é isso que eu quero".

Negro, estatura mediana, magro e cheio de tatuagens. No braço ele leva a estrela de cinco pontas. Feita com ferro em brasa. É um dos símbolos da Bloods. A marca da morte também esta aqui, mas é na memória que o ex-líder guarda as lembranças ruins. "As gangues não são como aparecem nos filmes. Muitas vezes a gente fica três dias, 72 horas sem dormir, apavorado, com medo, porque tem sempre alguém querendo te matar. Você sempre acha que é o próximo".

A Bloods se tornou o alvo favorito da polícia, por causa da forte conexão com a violência. Pelas ruas de Nova York a gente encontra pessoas de todo o mundo. E só aqui tem 400 gangues, quase 27 mil integrantes. Um mundo paralelo, espalhado em meio a 8 milhões de habitantes.
A Latin Kings - ou reis latinos - é uma das gangues mais perigosas de Nova York. Seis mil pessoas fazem parte desse mundo. Que até organiza protestos contra a brutalidade da polícia. O menino diz que a Latin Kings não é uma gang, mas uma organização, um movimento social. E repete, em espanhol, a palavra de ordem que transmite a solidariedade do grupo: "Amor de Rey".
Quando o líder da Latin Kings foi preso, o grupo pagou 300 mil dólares de fiança para tirá-lo da cadeia. Ele foi assassinado mais tarde.

O professor de justiça criminal e psicologia da Universidade John Jay, em Nova York, estuda as gangues há uma década, mas desde criança conhece essa realidade. O pai e os dois irmãos eram traficantes de drogas. "Eu podia ter participado de cinco gangues diferentes porque na comunidade as pessoas ficam sem fazer nada. Desempregadas, sem ir para a escola", diz o professor.

Ele preferiu ser o conselheiro destas pessoas. Pesquisas do professor mostram que os jovens entram para as gangues porque desejam poder. Outros querem preservar a identidade. "Como eles não tem família transformam a gangue em pai, mãe. Mas é claro que tem gente que quer mesmo é cometer crime". Para conseguir conversar com integrantes de uma gangue é demorado e pode ser perigoso. Eles moram na periferia. Para encontrar um integrante da Wild Chicanos, uma gangue mexicana no Brooklyn, foi preciso esperar muito. Negociar a entrevista. Eles são organizados. E mais do que isso... desconfiados.

Este é Pelon, de 22 anos. Para falar com ele uma condição: um lugar afastado e junto com um amigo. O local é de uma antiga fabrica. Ponto de trafico de drogas e de reunião de gangues. Ele diz que para cada morte tem uma revanche. Olho por olho dente por dente. Ninguém corre até a polícia pra pedir ajuda, mata mesmo. "Se fazem uma coisa pra gente. Fazemos no mínimo duas vezes pior". Pergunto se ele já matou. "Não posso responder. Posso ter matado uma pessoa ontem ou antes mesmo desta entrevista, mas um membro de gangue não pode falar sobre isso." A vida desses garotos é uma roleta russa. Em cada esquina uma surpresa. "Eu nunca sei que vai acontecer comigo. Espero o dia em que uma pessoa mande me matar. A vida é isso."

Nas costas o nome da irmã. No braço uma tatuagem. Bons dias, maus dias. Pergunto se ele tem mais dias bons ou mais dias ruins. "Quem esta nesta vida sempre tem mais dias ruins. Não tem como escapar". Pergunto para o Pelon se ele se considera perigoso. "Sou uma pessoa como você. O que muda é o meio em que eu vivo. Faço o necessário para sobreviver"

Perigoso era também este mexicano de 19 anos. Norbert nasceu numa família ligada a gangues. Mas resolveu desistir desse mundo. Conseguiu escapar porque ainda não tinha se tornado adulto e, mesmo adolescente, machucou pessoas, deu pistas para matar. Diz que só fazia parte da gangue porque se sentia protegido.

"Eu pensei que se entrasse para uma gangue eu ia ter proteção, amizade. Amigos que pudessem me ajudar quando eu estivesse com algum problema". Daquele tempo ficaram apenas as tatuagens. "Essa tatuagem é o símbolo dos Wilds Chicanos, o WC, mas eu quero apagá-la".
A maioria das gangues está nas periferias como no Bronx, um dos bairros mais violentos de Nova York. Pelo menos duas reuniões por semana. Eles decidem onde vai ser o ponto de ataque e quem vão matar. A venda de drogas geralmente acontece aqui nas esquinas do Bronx.

É um vai e vem de gente, comprando, consumindo. Uma região de sinais. No papel as decisões das gangues são em códigos para a polícia não entender. As mãos também passam informações, formam o nome do grupo, o símbolo da gang e indicam até se alguém deve morrer. Os códigos estão nas cartas, no corpo e nas paredes da cidade. Descanse em paz, diz aqui. A inscrição dos wildchicanos faz referencia a morte. É arte para uns, alerta para outros.

No Bronx, no Harlem, em Manhattan. No Brooklyn, o bairro mais populoso do mundo, no Queens, a beleza da lagrima no grafite pode significar que alguém foi assassinado. 20 % deste mundo de crueldade são de mulheres entre 18 e 25 anos. Elas são chamadas de membros fêmeas. Para entrarem na gangue, outro ritual.

"Elas têm que cortar o rosto de uma outra mulher, ou então dormir com alguns líderes da gangue. Cinco, seis, sete..." Latin Kings, os reis latinos, Nietas, Matatanas, Black Panthers. Cinco Prisioneiros, Rat Hunters, os caçadores de ratos. Mas nenhuma gera tanto ódio aos Bloods quanto a Crips.

Porque a Crips, na década de 70, invadiu o território e aumentou o número de seguidores conquistando outras gangues. Stanley Tookie Willians foi fundador da Crips em Los Angeles. Ele foi executado com uma injeção letal, no mês passado, numa prisão da Califórnia. Tookie era acusado de ter assassinado quatro pessoas. Crimes que sempre negou.

Tookie tentou reverter sua história. Na cadeia ele escreveu livros para jovens ficarem longe do mundo das drogas. Virou pacifista e até foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Virou redenção, o filme. Artistas foram pra porta da prisão pedir clemência. Mas não adiantou. O governador Arnold Schwarzenegger, o exterminador do futuro que podia reverter a pena, também não se comoveu. Assim como Tookie, várias pessoas tentam deixar pra trás um passado sombrio. Mas as gangues resistem.

A cumplicidade de cada um de seus membros é a maneira que as gangues encontram, há décadas, para manter o poder paralelo nas ruas de Nova York.

FONTE::VEJA A MATERIA ORIGINAL AQUI

5 comentários:

  1. OS BLOODS E OS CRIPS SÃO DE LOS ANGELES NÃO DE NY

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  2. c vo c nao sabe otario em ny tambem existe as duas gangues

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  3. Tudo Lixo Humano!



    ~~Latin King~~

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  4. uma mae leva 9 meses de sofrimento, quando o filho nasce da todo amor e carinho, o que acontece depois, vira vagabundo, [ valeu o sofrimento ]

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  5. R.I.P tookie william

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