quinta-feira, 17 de setembro de 2020


Com as participações especiais de Miroez e MDN Beatz, o novo videoclipe de Neco MC retrata uma realidade comum a muitos jovens brasileiros. A partir de um roteiro criativo, situado nas ruas de Porto Alegre, o clipe mostra como um encontro casual entre amigos pode ser arruinado por um enquadro policial “de rotina”.


Iniciada em 2017, o videoclipe "Ainda Tá Longe" enfrentou diversos percalços no processo de filmagem e pós-produção, sendo finalizado apenas em 2020. Por conta da música ter sido lançada como single em 2016, os MC’s tiveram uma ideia inusitada: apresentar a novidade como um #tbt (Throwback Thursday) especial, com lançamento na tradicional quinta-feira - dia da semana consagrado na internet como um momento de lembranças e recordações.

Assista:


 

IMAGEM TIRADA DO VÍDEO CLIPE "STEVE BIKO"

O rapper angolano Intelektu vai soltar todos os sábados uma compilation de nome Boom Bap. os sons tem produção do rapper com participações com Mc’s de Angola, Cabo Verde, África do Sul, Moçambique, Portugal, Brasil e França. Tudo disponível para download gratuito.



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SD9 segue trabalhando em cima do álbum 40°.40 e libera um curta metragem embalado pelas faixas "B.O." e "Números"

Pouco mais de 1 mês após o lançamento do seu 1° álbum de estúdio, que se encontra disponível nas principais plataformas digitais, o fenômeno do Grime divulga em seu canal um curta metragem que engloba duas das faixas da obra com cenas de tirar o fôlego. SD9, em um único vídeo conta uma história que envolve as faixas "B.O." e "Números". 

No curta, que tem realização do selo norte-americano On-Retainer, direção de Eduardo Santana, imagens captadas pelas lentes de Wander Scheeffër e conta com a participação do seu companheiro de coletivo Grone, SD9 nos leva de carona a uma noite de assalto, com direito a perseguição e troca de tiros. 

Assista:




Mulheres no Rap nasceu de uma inquietação da produtora cultural, Leila Campelo, e vem com o objetivo de contar a história do movimento hip-hop por uma nova perspectiva, mostrando a real importância das mulheres na cena Nacional e Internacional. 

“No rap e no Hip Hop se fala muitos dos pais do movimento, não se sabe que esse movimento teve muitas mães. 
Nossa intenção é inspirar mulheres a ocupar espaços, conscientes da importância delas na cena”, conta Manu. 

Nesse projeto em especial que se divide em 5 episódios vai ser lançado no canal do YouTube vídeos que contam uma história que poucos conhecem e mostrando o quanto a palavra de uma mulher foi importante para a cena se consolidar. 

“Falaremos também sobre trap, old school, batalhas, além da nova geração, mostrando como mulheres cis e trans estão ocupando espaço”, finaliza Manu das Rimas 

Os vídeos estarão disponíveis todas as sextas, a partir do dia 18/09, às 20h, com a apresentação da Manu das Rimas. 

Teaser:

Este projeto é apoiado pelo do Edital 001/2020 Calendário das Artes 2020, 8ª Edição, da Fundação Cultural do 

Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) 


Mulheres no Rap - 1 episódio 

Data: 18/09 

Horário: 20h 

Onde: Canal YouTube Mulheres no Rap 

Redes sociais:



O estilo musical que vem ganhando destaque na mídia por meio de artistas como IZA e Gloria Groove é foco do evento protagonizado por artistas do Brasil, Argentina, Peru, Venezuela e Chile.

Entre os dias 19 e 21 de Setembro, a plataforma artística e cultural, Academia Dancehall, promove um evento online de dança urbana jamaicana com foco na valorização e fortalecimento da cena feminina do dancehall no Brasil. O evento internacional intitulado "Especial Queens" traz ao público brasileiro um line-up composto 100% por mulheres com aulas de Dancehall Queen e Female Steps, ou seja, do estilo de passos femininos do dancehall jamaicano. Serão um total de 10 aulas, ministradas por artistas do Brasil, Argentina, Peru, Venezuela e Chile. Além da parte prática, o evento encerra na segunda-feira com um bate-papo para disseminação e debate de informações teóricas sobre esta cultura e vertente feminina. 

O estilo vem ganhando destaque na mídia por meio de sua produção musical, estética e coreografias, através de trabalhos de grandes artistas como Gloria Groove em Yoyo, IZA em Ginga, Pabllo Vitar em Salvaje e Ludmilla em Solta a Batida. Já na cena underground do Dancehall, artistas como Mis Ivy e Lei Di Dai, são referências essenciais para o fomento da cultura e valorização do estilo. 

A categoria e o título Dancehall Queens (Rainhas do Dancehall) teve início nos anos 90, no formato de competições de moda em que coroou Carlene Smith que se destacou pela sua originalidade e por promover a autoestima feminina utilizando a dança como expressão. Foi reconhecida e respeitada, ganhando o título de 1ª Dancehall Queen e representando as mulheres perante a sociedade machista. Depois começaram os “Dancehall Queen Contest” que já eram uma mistura de dança, acrobacias e figurinos. O ritmo e a dança, talvez mais facilmente propagados pela internet, caíram no gosto de muitos outros países e, atualmente, são realizados concursos semelhantes nos Estados Unidos, na Europa, Austrália e no Japão. Enquanto que o último concurso oficial na Jamaica, ocorreu em 2015. 

A pesquisadora, dançarina e professora, Fabiana Rodrigues da Silva, que compõe o line-up do Especial Queens, ressalta a importância de resgatar o protagonismo feminino e preto dentro do dancehall, e principalmente no Brasil. "Precisamos expandir as narrativas e abrir espaço para que as mulheres tenham seu devido lugar de importância na cultura dancehall, e sobretudo na linguagem da dança no Brasil que sempre teve o referencial feminino baseado na estética branca européia. As mulheres pretas são as maiores referências, tanto nos espaços de ensino de dança, como na produção de músicas. Elas se tornam inspiração, mas não ascendem profissionalmente como os homens. É necessário o resgate da nossa ancestralidade, da valorização da força e da potência do feminino, em seu sentido mais amplo e matriarcal que semeou essa cultura em todo o mundo e a mantêm nutrida".

A produção do evento pela Academia Dancehall, também resgata questões sensíveis na promoção das culturas pretas da Diáspora Africana, como a apropriação cultural que ocorre quando pessoas não-brancas e não-descendentes protagonizam o movimento. "Acredito que com a interferência da apropriação cultural e embranquecimento na cultura do Dancehall no Brasil, nós não pudemos ou não conseguimos desenvolver e solidificar certos aspectos dessa cultura, dentre eles, o estilo Dancehall Queen. Então quase não existem eventos do gênero, já produzimos uma competição e aulas com esse foco, mas decidimos com este evento expandir ainda mais e incentivar essa ampliação do estilo. Meu desejo é que numa próxima edição o protagonismo seja 100% feminino, desde a produção e que o evento ganhe força para que elas sigam independentes", reflete NG Coquinho, produtor, dançarino e coreógrafo representante da Academia Dancehall. 

O investimento para participar do evento é a partir de R$ 30 e as inscrições podem ser feitas pelo site http://www.academiadancehall.com até o dia do evento.



SERVIÇO

Evento de dança online "Especial Queens" - Dancehall Queen e Female Steps

Datas: 19, 20, 21 de Setembro (Sábado, Domingo e Segunda-feira)

Horários: 13h às 20h, no sábado e domingo e às 19h, na segunda-feira

Programação:

19/09 - Sábado

13:00-14:30 Fabi Silva (Minas Gerais)

14:30-16:00 Luna Afro (Venezuela)

16:00-17:30 Isah Jamaicaxias (Rio de Janeiro)

17:30-19:00 Caro Alves (Argentina)

19:00-20:30 Babiy Querino (São Paulo)

20/09 - Domingo

13:00-14:30 Sista Lu (Argentina)

14:30 16:00 Gleyde Lopez (Goiânia)

16:00-17:30 Malu Rome (Peru)

17:30-19:00 Jhey Oliver (São Paulo)

19:00-20:30 Tuty PrettyVybz (Chile)

21/09 - Segunda-feira

19:00-21:00 Bate-papo



Plataforma: Zoom



Investimento

Aulas + Bate-papo

Lote 2. U$ 15,00 ou R$ 80,00 (até 17/09)

Lote 3. U$ 18,00 ou R$ 100,00 (até o dia do evento)

Aulas avulsas

Lote 2. U$ 7,5,00 ou R$ 40,00 (até 17/09)

Lote 3. U$ 18,00 ou R$ 100,00 (até o dia do evento)

Texto de Divulgação

 


É com um imenso prazer que iniciamos o quadro #RadarNP (Edição Lusófona). #RadarNP é mais um quadro onde vamos trazer artistas fora do Hype e tentar mostrar alguns trabalhos foda que talvez possa ter passado batido. O intuito de nosso site é sempre que possível valorizar a boa música, independente do estado ou país, nossos radares estão sempre apontados fora do senso comum, do que tá na moda ou no mainstream. Para abrir o quadro muito bem, estamos trazendo 4 artistas da lusofonia (2 angolanos, uma inglesa com ascendência angolana e uma portuguesa) muito talentosos que lançaram seus respectivos EP’s neste ano de 2020. 

Os 4 artistas carregam em seus sons toda aquela sonoridade africana misturado com o Rap e o R&B. Pegue seu melhor fone, conecte seu aparelho celular ou computador no seu som porque vale muito apena vocês sentirem todas as sonoridades. É tudo muito bem produzido, desde a produção do beat, letra e as magnificas vozes dos cantores. 

Vamos conhecer um pouco de cada artista: 


SIDJAY 


Sidjay Monteiro é um cantor angolano, nascido e criado em Luanda, capital de Angola. Sidjay estreia na cena musical angolana com seu EP ALMA, lançado no mês de maio de 2020. 

Este EP é o primeiro trampo solo do cantor, que é conhecido por sua voz intensa e única, que expressa muito bem os sentimentos através da música. ALMA tem cinco faixas bem intensas que mostras emoções e lutas internas fortemente carregada com poesia. 

“Noites de verão, mas eu sinto tanto frio
Tenho o copo cheio e o coração vazio
E eu não deixar ninguém roubar meus sonhos
Nem que eu tenha que lutar com mil demônios” 

Mil Demônios

Este EP promete levar vocês a uma viagem nos sentimentos do Sidjay. Com certeza vocês vão se identificar com todas as faixas. O cantor consegue falar sobre assuntos cotidianos de uma forma que poucos conseguem. 

Ouça ALMA: Spotify | Youtube


MARY’J 

Tem nome de artista importante, né? Não só nome, Mariana Guimarães também é uma das novas vozes do R&B angolano com grande talento. Nascida e criada em Luanda, mais especificamente em Maianga, a cantora angolana que por influência de seu pai é fã de Michael Jackson, e muito por influência de musicas da Disney e novelas brasileiras como Chiquitas e Floribela a motivou a ser cantora. Em entrevista ao site Bantumen, a Mary’J diz que começou a cantar em 2017, quando a TDB Muzka a convidou para participar na música “By Night”

Ainda em entrevista ao site Bantumen, a Mariana diz que a Mary’J é sua “eu” mais extrovertida e criativa. 

“É através dela que todos os meus sentimentos são transportados sem filtros para o papel ou notas do telefone de modo a criar algo capaz de despertar sentimentos a quem ouvir”, conta a cantora angolana. 

No inicio desse ano em parceria com o Mad Marcu$, a Mary’J lançou o EP “LOVE 1755”. A dupla é apelidada por 1755 em referência ao abalo sísmico que ocorreu em Lisboa em 1755. Apesar de ser uma dupla de R&B bem romântica, Marcu$ e Mary prometem muito em breve abalar a cena internacional lusófona. 

“Já tá na cara a muito tempo que essa amizade é coisa do passado 
Então vou já deixar bem claro, pra essas biatch’s que sou a dona do pedaço 
Então pode marcar um almoço com mama, tentar fazer com que ela goste de mim, isso é o normal de quem ama” 

Não Sei Fingir
          
Embalado com muito R&B e muita influência do Trap'nSoul, “Love 1755” vai fazer com que você entre um pouco nos sonhos, experiencias no campo do amor, naquela forma de amor que são vividas pelos jovens. 

Ouça LOVE 1755: Soundcloud


Nenny 

Marlene Fernanda Cardoso Tavares vulgo Nenny é uma jovem de 18 anos que aos 16/17 se tornou sucesso internacional com seu famoso single “Sushi”, que já acumula 13 milhões de visualizações no Youtube e 6 milhões e meio no Spotify. Nenny é nascida em Vialonga, Lisboa. Mas atualmente vive entre Luxemburgo e Lisboa. 

Em meio a escola, shows e entrevistas, a cantora e MC deixa claro em sua entrevista ao site Rimas e Batidas, que não se limita ao rap ou ao Dancehall. 

“É super importante. Porque eu sou assim! A Nenny nunca é uma “cena” só. A Nenny nunca é rapper ou uma dama de dancehall. Sou os dois, os três, os quatro. Sou muitas coisas”, conta Nenny

"Mãe, Mesmo que às vezes estejas errada eu aceito, não we gotta pray
A ti não te interessa se tu ficas mal desde que eu fique bem
Já desde uns tempos que 'tão lá pa' trás
Tu sempre ensinaste a olhar pra frente
Mudamos de país fomos pra França
Escravas à mesma, mas língua diferente
Deixa eu juntar a minha história a tua história
Sempre contigo tu choras eu choro
Eu sei que foste procurar conforto
Mas agora eu 'tou à procura de glória mãe
Mas pra renda estar paga
E pra haver um prato pra cada
Tu tens essas costas marcadas, mãe
Mas tu nunca cais
Tu nunca cais, tu nunca cais, tu nunca cais
És pra sempre 

Please smile, apenas um sorriso, mãe
Eu sei que um dia vais estar bem
Então vá lá não chores, vem 

Porque eu devo tudo à dona Maria"

Dona Maria
 
Lançado em março de 2020, AURA mostra todas as facetas da jovem rapper e cantora. Apesar da pouca a idade, a jovem tem uma caneta muito madura e pesada, ela tem o dom! O EP é um misto de Rap, R&B, Dancehall, Afrobeats e outros ritmos afro-diaspóricos. Além do mega sucesso Sushi, a Nenny também emplacou o som “Bussola” e “Dona Maria” nas paradas de sucesso lusófona. 

Ouça AURA: Spotify | Youtube

CARLA PRATA 

Carla Prata nasceu em Waterloo, Inglaterra, mas tem ascendência angolana, tanto que em sua adolescência viveu entre Benguela (Angola), Lisboa (Portugal) e Londres (Inglaterra). 

Depois de lançar os Ep’s: “Vol.1” e “Com Calma”, Carla Prata mostra ruas raízes com seu Ep que deu uma projeção internacional, ROOTS. 

Roots, em português Raízes, resume muito bem o que é esse EP, porque já que a cantora e compositora transitou nesses 3 países, ela foi fortemente influenciada por diferentes ritmos afros e, nesse álbum você encontra influências do Naija, Dancehall Riddims e até do Funk Carioca, tudo naquela vibe gostosa do R&B. 

"Eu não tenho muito dinheiro p'ra dar
Só posso prometer te amar
Por onde ando cê não deve andar
A história na rua é crua e muito é verdade
Não sou boba sei que vão pedir yeah
Mas ela só quer dar p'ra mim yeah
Todo o dia correria na parada
Tipo que isso é filme de gringo yeah
Se pedir bem eu fico yeah
Sem ter dó dos seus vizinhos yeah
Fodemos nós não dormimos
Vivendo um amor proibido"

Sandra          
Como citei acima, a cantora traz bastante influências de ritmos afros, esse Ep é 10/10, você ouve fácil sem trocar de faixa. Mas quero destacar a faixa “Sandra” que tem participação do grupo carioca 3030. Esse som traz aquela vibe carioca e praiana. Achei muito foda como uma artista angolana conseguiu captar o clima “malandro” e amoroso da cidade maravilhosa. E a faixa “Favelada” com participação do “Paulelson”, que literalmente é um funk. 

Ouça ROOTS: Spotify | Youtube

Espero que tenham gostado dos artistas e que procure mais sons vindos da Lusofonia.




terça-feira, 15 de setembro de 2020


Texto de Jeff Ferreira

Jaguariúna é conhecido em todo território brasileiro pelo seu coração sertanejo, tendo um dos rodeios mais populares do país e constantemente resgatando suas raízes caipira. Porém o Hip Hop na cidade cada vez mais cresce e se desenvolve, como prova disso o crescente número de MC's no município chama a atenção, e visando a organização desses artistas o Programa Consciência Brasileira lança a primeira coletânea de rap da Cidade. 

O Consciência está no ar, pela Rádio Estrela (94,5 FM), desde 2017 e tem programação variada, mas dentro de um mesmo tempero, indo do rap, rock, reggae a MPB. Reunindo gerações com músicas recém lançadas a canções de 50 anos atrás, saindo do mainstream da música nacional ao underground jaguariunense. E pensando nesse último que nasce a coletânea Prata da Casa - O Rap de Jaguariúna, o título remete ao nome de um quadro do programa (Prata da Casa), criado para dar voz aos artistas locais, fortalecendo a cena na região. 

O disco, organizado por Jeff Ferreira, locutor e editor do atrativo, reúne 19 faixas com 18 rappers da cidades e uma vinheta produzida por Jeff, com locução, beat, colagens e sratches feitos pelo próprio locutor com participação de um ouvinte, o Marcelo Oliveira, que empresta sua voz para o conteúdo teatral da introdução. 

Participam grupos novatos na cena jaguariunense, bem como artistas de longa caminhada, passando por todas as escola do Hip Hop do município e até mesmo regatando parte importante dessa história, como a participação do grupo Revolução Negra, idealizado no começo dos anos 2000 e com CD gravado na segunda metade da década, o vocalista Grandmaster J infelizmente não está mais entre nós, mas na música "Combate ao Sistema", lançada originalmente em 2009, contava com os vocais de seu filho Michael Weslley, quando esse tinha apenas 7 anos. O MC cresceu e passou a trilhar seu próprio caminho no Hip Hop, primeiro como b.boy da Dinamite Crew e depois como rapper, com estilo próprio suingado e funkeado, e assim participa da faixa "Balance Sua Vida". O Synestesia, um dos grupos mais importantes, não só da cidade como da região, mostra uma das músicas de seu novo álbum, o EP M.HO.R.T.E. Grupos como o Brandina e o QDL que deixaram de existir, estão presentes no álbum como uma homenagem a sua história, em outros exemplos de persistência temos o grupo Atitude Nota 10, na cena desde 1999. O grupo Interior MC’s e MC Galego também fomentam o movimento da cidade a um bom tempo. 

Da nova geração temos a revelação, o grupo Cálice, com sua primeira gravação. O som de Bxtistx, Cooda, Lopz!, Jordan, Bauer, Bdoz, RGS, Brow e o lançamento do grupo Kings, além de um som fora da caixa do produtor e MC N.A. A coletânea será lançada no dia 12 de setembro, no aniversário de 66 anos de Jaguariúna, além do lançamento digital, o álbum ganhará mídias físicas. O projeto da capa é assinado pelo coletivo Artx 019, da cidade.  

 

Track List: 

01.   Tem Rap Em Jaguariúna (IntroduSom) – Jeff Ferreira e Marcelo Oliveira 

02.   Balance Sua Vida (Prod. DJ Vaist) – Michael Weslley 

03.   Jogo da Vida (Prod. LOPZ!) - LOPZ! 

04.   Busca (Prod. MilGrauTape Studio) – Synestesia 

05.   Enquanto o Mundo Gira (Prod. Luciano Abruzez) - Interior MC's 

06.   Da Juventude (Prod. N.A) – N.A 

07.   Sátiras (Prod. ChefDozzz) – Cálice 

08.   Paris (Prod. ChefDozzz)) – Cooda 

09.   Sem Ar (Prod. Abdiaz) - Bxtistx 

10.   Reflexão (Prod. Original Records) - João Victor Galego 

11.   J.P.V. (Prod. Abdiaz) – Jordan 

12.   Ser Humano (Prod. Dozbeats) - Bdoz 

13.   Sonho (Prod. Chefdozzz) – Bauer 

14.   Quantos Mais (Prod. MWRap) – Atitude Nota 10 

15.   Não Vou Falhar (Prod. THiesen) – Q.D.L. feat Larissa Honorato 

16.   19 Na Cena (Prod. ChefDozzz) - RGS & Brow 

17.   Piloto (Prod. N.A) – Kings 

18.   Prosa Com Beat (Prod. MilGrauTape Studio) – Brandina 

19.   Combate ao Sistema (Prod. DJ Vaist) – Revolução Negra 


Ouça:


 


Capingala Mc, rapper e ativista, oriundo do Huambo e atualmente residente no Kwanza Sul, em Porto Amboim, disponibiliza para o público amante de rap a sua mais recente obra intitulada "Atravessando Fronteiras EP Vol. 1" 

Com 7 faixas inéditas, a obra, produzida pela SBP Recordz, selo do qual faz parte, Capingala contou a masterização de Mono Stereo, Marley do Beat e Wil C. Em termos de produção de instrumentais, Etivando de Jesus, Nigger Seth e Miguel tiveram essa responsabilidade e teve as participações vocais de Marley do Beat, Mona-Dia-Bosh e Jecira Varela.

Com esta EP, Capingala MC pretende marcar uma nova etapa para sua carreira, apostando não só divulgação da obra a nível nacional, como também faz e segundo o artista, fez uma viagem lúcida dentro da poesia oral com um jogo de palavras pragmáticas que movem a mente na direção certa.  





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Ouça:


segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Texto escrito por Henrique Oliveira

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André Luiz Nicolitt é magistrado há 19 anos, sendo um dos poucos juízes negros do Brasil, a sua recente decisão que ganhou repercussão nacional envolveu o habeas corpus concedido ao músico Luis Carlos Justino, que havia sido preso no Rio de Janeiro, após ser abordado por policiais militares e ser levado delegacia, onde ficou constatado que havia um mandado de prisão preventiva em aberto por roubo a mão armada ocorrido em 2017.


Luis Carlos Justino acabou preso ao ser reconhecido através de uma fotografia como um dos homens envolvidos no assalto, sendo que na mesma data do ocorrido, Luis Carlos Justino estava se apresentando com a Orquestra de Cordas da Grota, em que é violoncelista.


Em sua decisão, o juiz André Luiz Nicolitt questionou o fato de Luis Carlos Justino ser réu primário, de bons antecedentes, sem qualquer passagem pela polícia, mas está integrando um álbum de fotografias como suspeito.“Um jovem negro, violoncelista, que nunca teve passagem pela polícia, inspiraria desconfiança para constar num álbum?”


De origem pobre, André Luiz Nicolitt foi o primeiro membro da sua família a concluir os estudos, se tornando mestre em Direito, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e doutor em Direito na Universidade Católica Portuguesa, de Portugal. Além de juiz, Nicolitt também é professor de Direito Penal na Universidade Federal Fluminense e do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Guanambi.


Nas entrevistas concedidas pelo juiz Nicolitt, ficou explícito a influência que o Rap têm na conformação da sua consciência política e racial enquanto homem negro. Na entrevista com o site Ponte Jornalismo, ao ser perguntado sobre o reconhecimento feito por fotografia de Luis Carlos Justino, o juiz Nicolitt respondeu citando como referência o rapper baiano Baco Exu do Blues, e a música “bluesman”, para dizer que no pós – abolição da escravidão a pele negra foi construída “como a pele do crime”. Segundo Nicolitt “Foi construído a imagem do negro como uma imagem do crime. A pele negra é a pele do crime, como diz o [Baco] Exu do Blues em seu rap. É isso que se quer. Como isso foi construído? Foi construído ao longo de muitos séculos, principalmente nas tensões dos debates abolicionistas. Com o fim [do debate] da abolição da escravatura essa imagem do negro, violento e estuprador, foi construída no mundo inteiro. No cinema americano temos o mito do negro estuprador, que aparece logo após a abolição. Cria-se esse imaginário do negro como violento. Para destruir isso é muito difícil porque é algo construído há muito tempo. O mais contraditório dessa história é que as vidas mais vulneráveis, mais matáveis são as vidas negras, são os corpos negros.” 


Na entrevista ao portal UOL, Nicolitt disse que não costuma tomar decisões genéricas e que olha o processo como uma das coisas mais importantes a serem feitas, porque colocar alguém no cárcere é algo muito grave, pois, não se pode esquecer que um processo criminal é feito com pessoas dentro. O juiz também falou sobre mesmo tendo um cargo vitalício, que garante uma ótima remuneração e poder institucional, não o deixa livre do racismo, “eu não consigo ser visto como juiz o tempo todo.” Para ilustrar a situação, conta que, certa vez, caminhava na orla com o genro, outro homem negro. Quando viu uma dupla de policiais atravessar a rua e caminhar em sua direção, sentiu um forte receio. Ao ver os agentes passarem por eles, os dois se entreolharam: o medo era comum. 

“Será que homens brancos têm o mesmo medo quando andam na praia? Para mim, isso não muda nem quando você é juiz. Respeito não deveria depender da sua posição intelectual, social, política e de poder. Deveria ser inerente a qualquer ser humano”


Ao comentar sobre a baixa representatividade de negros no poder judiciário, sendo apenas 2% dos juízes brasileiros, de acordo com Conselho Nacional de Justiça, e a importância de pessoas negras em lugares de destaque, Nicolitt citou um trecho da música “falcão”, do rapper mineiro Djonga: “Olho corpos negros no chão, me sinto olhando o espelho / Corpos negros no trono, me sinto olhando o espelho.” Para Nicolitt, o Rap mantém vivo o legado da crítica e da resistência.




Texto escrito por Henrique Oliveira


domingo, 13 de setembro de 2020



Abel lança o single “Vozes”, no qual fala sobre o esgotamento da sociedade e dos tempos difíceis que o mundo vive em meio à pandemia e desvios de caráter. 

O rapper está envolvido com música desde cedo, Abel desenvolveu seu talento na igreja. Grupos como Racionais, Rzo, Apocalipse 16, Charlie Brown Jr. e Planet Hemp são fortes influencias diretas que contribuíram na bagagem musical do rapper catarinense.

“São tantas vozes na cabeça que se bobear, você não sabe nem mais no que acreditar”. É com essa frase que Abel abre o single “Vozes”. Nos versos, o MC faz uma reflexão sobre a crise atual que afetou a saúde, as finanças e revelou o caráter e as más intenções de algumas pessoas.

“Ela fala sobre o esgotamento da sociedade. Vivemos em tempos que todos têm algo a dizer. Diariamente somos bombardeados por todos os lados”, diz Abel. “Especialistas têm os 5 passos para que você alcance algo que nem eles alcançaram. Todos têm um bom conselho. E essas vozes todas existem porque há várias pessoas pedindo por respostas e por direção”.


Ouça Vozes:


 

Ouça o single em outras plataformas digitais aqui