quarta-feira, 31 de maio de 2017


O MC Paulistano que reside em vinhedo, já esta a 12 anos neste barato chamado freestyle, alem de MC o Underson Leitty digamos que ele é "Youtuber".
O Leitty tem um canal no Youtube chamado MOTO TRETA, onde ele de uma forma bem engraçada mostra seu dia a dia de "cachorro louco" fazendo altas entregas por esta são paulo que não existe amor. Ainda mais quando se é moto boy, que são os Lacto bacilos vivos de nossa metrópole.

Para comemorar estes 12 anos de freestyle o Leitty MC, soltou um vídeo comemorativo em seu canal, onde ele rima durante 12 minutos em cima de diversas batidas.

Eu sou meio suspeito de falar, pois acompanho o trampo do Leitty desde que vi ele no Manos e Minas, na época ele tava no Tosskera.
São 12 minutos de freetyle puro, sem cortes, sem nada, nem rima decorada. Vai "Catioro" sem querer rimei..hahaha. Da ligo e se inscreve no canal do mano!

Palavras do Underson Leitty / Moto Treta

Em 2005 as palavras ganharam um outro significado em minha vida após eu começar a junta-las e formar rimas... isso virou brincadeira, dps hobby, dps amor, exercício, e hoje é terapia... se divertir na vida, pra mim é assim, e sempre será! 12 anos de freestyle, 12 anos de amor... #MotoTreta


Produção: Quilombola Rec (Otavio Felicidade e Viana)
Participação especial: Dj JP 
Arte: Cailloucreator (Aleph Leite)




A primeira aparição do personagem “LoCorrosivo”, criado pelo rapper baiano Ramon Kaizen, ganhou vida no videoclipe “Gilhotina” (Verso Livre), produzido por Ramirex AX e gravado no bairro de Periperi, em Salvador.

Neste segundo trabalho, na track “Se destampar”, Kaizen apresenta LoCorrosivo ousado e com agressividade nas rimas, trazendo analogias de duplo sentido, afirmando que suas rimas são "uma droga" e sua música "uma arma", além de fazer uma critica social ao cotidiano violento.

O lyric vídeo foi produzido por Gabriel Salvi, já o instrumental é de Jeler Beats e a Captação, Masterização e Mixagem por Christian Dactes (NaCalada Rec).

Em 2017 o rapper esteve envolvido em diversos projetos, em março participou da "NCLD Cypher 3 - Bastardos Inglórios", no início de maio lançou o videoclipe da faixa "Os pretos vão cobrar", em parceria com Clebson Muniz (CTC 33) e Jhomp (Nois por Nois) e para este ano, promete mais singles.

Ficha técnica da música: Instrumental: Jeler Beats Captação: NaCalada Rec Mixagem/Masterização: Christian Dactes Lyric vídeo: Gabriel Salvi Letra: Ramon Kaizen A.K.A. LoCorrosivo


“Gilhotina”


"NCLD Cypher 3 - Bastardos Inglórios"


“Os Pretos Vão Cobrar”


Youtube


FanPage

Waiting for the bus.
Por Rafael Mendonça - Editor de O Beltrano

Era o ano de 2016 e o rapper Matéria Prima ousou sair de seu lugar comum e partiu para uma aventura. Chamou o produtor Gui Amabis, que juntou um time de primeira (Regis Damasceno, Rica Amabis, Dustan Galas e Samuel Mendes) e com a turma gravou um dos maiores petardos do ano. O álbum "2 Atos".

Saiu para voar alto, com um disco que definitivamente levou Matéria para um outro lugar, uma outra paragem. E que agora chega ao primeiro clipe. A música é "Waiting for the bus". Um das mais emblemáticas do novo trabalho, pois nela o rapper se transforma, vira um dos grandes cantores do momento e mostra uma desenvoltura que seu flow já dava mostras.

Para dirigir o clipe chamou Pablo Bernardo, cineasta e fotógrafo, com relevantes trabalhos e serviços prestados à cultura de rua de BH. Fotografou o Duelo de DJs. Fez filmes para a produtora Quente, para o Palco Hip Hop e para o projeto Segunda Preta entre outros.

Os dois se juntaram a lenda da dança belo-horizontina, Rui Moreira. O ex-dançarino do Grupo Corpo e da Companhia Seráquê? e cabeça da atual Rui Moreira Cia. de Danças, mostra todo seu gingado e criatividade em um reduzido ponto de ônibus.


E ainda assim com toda a poesia e classe, simplicidade e beleza mostram esse belo retrato da vida cotidiana.

 Videoclipe "Waiting for the bus"


FICHA TÉCNICA
Música: Waiting for the Bus
Composição: Matéria Prima
Produção Músical: Gui Amabis
Intérpretes: Rui Moreira e Matéria Prima
Filmmaker e edição: Pablo Bernardo

Após 35 dias entre Pucusana e Lima, Jô Freitas captou narrativas de “Mulheres em Travessia” e realizou intervenção com o material

Durante o mês de abril a artista Jô Freitas viajou para o Peru, onde ficou por 35 dias, produzindo material para o projeto “Mulheres em Travessia”, que tem como objetivo contar histórias de mulheres que saíram do local onde nasceram para construir a própria vida e narrativa. As histórias viraram um documentário.
Na viagem, Jô Freitas, que é uma artista vinda do nordeste brasileiro e que vive na periferia de São Paulo (SP), ficou entre Lima e Pucusana, em uma residência artística no Centro Cultural Escape, colhendo histórias de mulheres que vivem em um povoado de pescadores.  A residência teve apoio do ator e diretor Ricardo Delgado e do coordenador do Escape, Miguel Villaseca.
Para ela, a experiência foi muito significativa. “Eu nunca pensei que conseguiria ser artistas, ser chamada de artista, ser reconhecida, ao menos pelos meus iguais e isso já é o presente da vida e a realização de um sonho. Nunca pensei que sairia do país, principalmente fazendo um trabalho meu, gerado e parido por mim. O centro cultural peruano tem muita semelhança com o trabalho do Sarau Pretas Peri, que organizo na minha quebrada”, contou.
E assim, ela embarcou para o Peru, com as próprias aspirações poéticas e com o “Mulheres em Travessia” na mala, para atravessar a América Latina. Em Pucusana, Jô Freitas sentiu a diferença entre as narrativas e relatos das mulheres, se comparadas com as que vivem em São Paulo. “Lá [no Peru], notei a distinção entre o que elas contam e como agem.  Em São Paulo é um processo mais longo e vejo que as mulheres que saíram de seus lugares de origem carregam saudade e dor de onde vieram. Embora queiram voltar, estão amarradas por São Paulo por questões de sobrevivência. Perderam as raízes, mas encontraram chão. Já em Pucusana, tem o mar que encanta, elas estão ali de fato por escolha. Já em comum, tanto as peruanas como as brasileiras falam do machismo que sofrem todos  os dias, mas encontram uma na outra a força para seguir”, destacou a artista.
Conforme contou Jô Freitas, na residência artística, ela encontrou mais do que esperava. “Encontrei parcerias lindas, pessoas que fortaleceram o projeto”, contou, ao lembrar de uma turma de grafiteiros que pintou as mulheres peruanas, bem como a estadia no centro cultural e o convite para se apresentar com as mulheres na Fiesta Internacional de Teatro em Calles Abiertas (FITECA).

Mulheres em Travessia
O projeto possui três etapas. A primeira delas é fazer u documentário com a história das mulheres, a segunda, fazer poesias e por último, realizar uma intervenção urbana com um muro de memória poética nos locais em que a pesquisa foi feita. A ideia, segundo Jô Freitas, é realizar uma ação conjunta com as mulheres participantes, colando lambe-lambe no muro e ler poesias.
“Acredito que neste trabalho com mulheres em travessia, o ponto mais alto foi compartilhar com esse povoado de pescadores as histórias e ler a poesia, intervindo com elas na beira da praia, num festival grande e podendo assim ‘empoderar’ essas mulheres diante de pessoas próximas delas”, comentou.
Agora, com o material e cheia de experiências após a travessia, Jô Freitas pretende publicar as múltiplas histórias e vozes destas mulheres nas redes sociais, bem como participar de mostras de filmes e documentários, inspirar outras mulheres no mesmo tipo de ação.
“Quero que as mulheres sigam acreditando em si. Tenho como meta fazer o ‘Mulheres em Travessia’ em outros territórios. Já o fiz em São Paulo e agora no Peru, mas nesta segunda, não houve verba ou investimento, apenas parcerias”, lembrou.
O projeto contou também com Lívia Ferreira na edição e tradução, Carol Martins na legenda e apoio, Amanda Martins e Mariana Rubem também no apoio. O desing ficou por conta de Renato pessoa e Arnaldo dos Anjos. A filmagem e edição foi feita por Fermin Tangui. A produção contou com Ricardo Delgado. Juliana Bonito assinou a animação da vinheta e Miguel Villaseca apoiou e ofereceu residência.
“Todas essas pessoas fizeram por acreditar na importância do projeto de mulheres reais inspiradoras. Volto ao Brasil 35 dias depois com ganas de vida, inspirada e fortalecida por essas mulheres. A arte e a poesia resistem”, finalizou.

Sobre a artista
Jô Freitas é poeta, atriz, arte-educadora. Atualmente integra o elenco do filme “Sequestro Relâmpago”, de Tata Amaral e realiza o projeto “Mulheres em Travessia”.
Baiana de Paulo Afonso e adotada por São Paulo, em 2014 idealizou o Sarau Pretas Peri e desde 2016 é residente do Sarau das Pretas, com espetáculos por todo o país.
Por frequentar saraus, Jô Freitas também se destaca nos slams, que são campeonatos de poesia falada que ocorrem em comunidades no mundo todo. No Peru, participou da primeira edição do campeonato de poesia oral, com classificatória para a final neste ano.

Serviço – Toda a história, os depoimentos e fotos podem ser conferidas no Facebook, na página “Mulheres em Travessia” (https://www.facebook.com/MulheresemTravessia/)  e também no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=AQIAYyJfgh0).

Confira a poesia final criada a partir das histórias das mulheres de Pucusana (Peru): 
Mujeres del Mar
Num mosaico de histórias imprimem lembranças distantes
São mulheres da vida, dores do mundo
São as mulheres reais que de seu barco deu adeus a seus sonhos com um lencinho encharcado
Navegando nesse mar de lagrimas afagando a dor desse menino chorão chamado mundo
No assovio do vento encontram direção
São meninas, mulheres, mães
Ventre
Se tiver permissão entre e queira ficar
Atravessar, transbordar
São elas que tem gosto de mar
Ancoram Razão
Navegam sentidos
Despem o mar
Se banham da lua
São estrangeiras da terra
Que nos mares de pucusana escolheram ficar

Na cantiga sofrida
No verso que hoje chora
Há também a alegria de saber que é capaz
Além
Não são mais refém da discriminação
São escritoras do tempo desde a colonização
Se lhes apagam o verso elas escrevem outro
Se lhes tiram o barco elas vão nadando
Se lhes cortam as asas com pernas cruzam o mundo
Não são os livros que contam suas histórias
Se lê nas veias do mundo
Precisa transver o mundo para ler as veias
Abrir os olhos no mar para sentir o sal em retinas
Pisar na terra e fazer parte dela
É preciso pessoas que saibam ver o mundo além de destruição
Ler o suspiro do vento
Os traços de olhos cansados
As linhas de mãos calejadas
O olor da vida, o olor da morte
O cheiro do peixe em seu corpo
Ler o tempo
A ressaca
A maré
E quando assim for
Saberá ler as maiores mestras do mundo as mulheres em travessia
[Jô Freitas]



Petrobrás e JBS não passa de nomes ascendentes da corrupção “pré-histórica” brasileira desde nossos meados de 1500

* texto inspirado no discurso de Jandira sobre a terceirização...

Com esse nosso presente de tantas falcatruas chegamos a real e seguinte conclusão: A população e tão inferior quanto à economia... Algo tão visível quanto a corrupção, mas nos víamos cegos diante da exposição da falta de importância.
Mais de 500 anos e a cena continua a mesma; Primeiro nossas terras aos portugueses nossos valores, além de nossas empresas estatais, nossas rodovias, agora nossos direitos, nossa dignidade, nossa responsabilidade de democracia falsa não na mão de nossos presidentes, mas sim dos financiadores de campanhas dos mesmos. (Mas não entraremos nesse assunto só para não dar o álibi).
Será que já não bastaria os benefícios e privilégios notórios doados pelo governo para os senhores dos setores empresariais?! Como já não basta agora temos nosso direitos de cidadãos sendo destituídos da população, alojando cada vez mais crimes constitucionais, mais repressão de forma crescente, somente essas formas de governar o povo. Enquanto para os que governam os interesses serão sempre os constituídos pelos valores econômicos.
O que falta não é a autoridade, é a legitimidade com o povo, estamos caminhando rumo à um inferno pois já estamos num purgatório sem saída. Nossas esperanças calejadas de tanta luta e toda nossa ética governamental indo ao lixo. Nosso governo sem desenvolvimento econômico é notório o desenvolvimento dos setores privatizados, privatizar empresas estatais, rodovias e até penitenciárias. É sim um absurdo o acontecido, e se esclarece com essa gerência do governo tão mesquinha que nos traz à uma realidade que compõe em beneficiar os medíocres empresários dessa cúpula.
Confesso que estaríamos cansados se não houvesse luta, e nossa luta é vasta, tão vasta quanto antiga, desde nossa antiga realidade de Casa Grande e Senzala ainda possui esse legado de escravidão só que moderna de patrão e funcionário como a própria ONU alegou que não está recebendo as divulgações do trabalho escravo do país e alertou esse novo governo sobre o agravante.

Acatem que todos interesses de nossa sociedade subalterna não será correspondido, pois ainda possuímos o sistema escravagista que nos oprime e que ainda se estabelece pelos interesses econômicos. Nossa situação é de mal a pior, nosso custo de vida é baixo mas a qualidade está péssima.
Concluímos que na reflexão do todo o contexto político atual, só forma apenas um governo Míope, (enxerga apenas interesses econômicos) e gera uma população cega...

Será que só agora enxergamos?? (...)





Bruno Paz nascido em Lorena interior de SP iniciou sua atividade no rap em 2007, em 2011/12 fundou a marca AurA corporação 2012 que incentiva as rodas culturais e demais movimentos, assim como o skateboard. Lançou seu primeiro EP em 2017 chamado "Estado mental", e desde então busca evoluir com letras que vão do protesto contra o sistema à introspecção. Portuguê$ local de Teresópolis, RJ. Envolvido com o rap através do skate, começou a se dedicar a música em 2010 e em março de 2017 lançou seu primeiro clipe "welcome to my hood". Agora em maio fez uma parceria com Bruno Paz e lançou o clipe da música "Ascensão" com muita reivindicação contra o sistema. 



Ficha Técnica:
Beat: TINDEN
Master/Mix: Estúdio O salto
Filmagens: Higor Mutt e Terê drone
Edição: Higor Mutt 

Portuguê$


Bruno Paz

Malavéi chega com o freeverse, O beat gringo caiu como uma luva para o artista que direciona a letra para a auto estima do periférico com punchlines realistas e bem estruturadas, a captação de voz ficou por conta da IR Records (Osasco-SP) e mix e máster por Trece (Purplelean), em mais um video produzido pela ZonaOuro.




Sobre o artista:

Nascido e criado na cidade de fortaleza/CE, hoje residente de Osasco/SP, Felipe (Malavéi) como é conhecido, teve o primeiro contato com o Rap através de um rádio velho em sua casa tocando Racionais Mc´s. Ouvindo e curtindo as músicas, surgiu interesse em conhecer e entender mais sobre a cultura Hip Hop. O estilo rimado e a proposta das letras atraíram sua atenção sobre a sociedade, evolução e a complexidade da vida. Grupos como RZO, Quinto Andar e rappers como Sabotage, KRSone, Big L, MF Doom, J Dilla, entre outros; fizeram parte de sua construção musical, cultural e ideológica. Malavéi lanço seu primeiro disco em 2015 (Malagradecido) e hoje trabalha com produções de diversos beatmakers, suas musicas levam uma linha Underground tanto nas letras como nas produções.

''Eu gosto muito de trabalhar em ciclos. Cada música lançada é um marco tanto profissional quanto pessoal, entende? As vivências que canalizo e pontuo no meu Rap.

A música "Brabos" traz essa temática de um convite à passeio. Conhecer um pouco do que foi trilhado e entender um pouco mais sobre o quê que esses marcos tem provido. Parece que eu e Diomedes contamos a própria versão de uma mesma história, gostei disso. E espero que sintam!''

Todo o trabalho autoral independente do Mc será publicado pelo seu canal
''O mundo ano norte''. Se puder jogar esse adendo na matéria, fortalece demais!


terça-feira, 30 de maio de 2017


"Jogo de Negro" que foi produzido pelo DJ Neew, é o segundo single do grupo de rap paulistano Projeto Preto
O grupo é formado por: Anarka, D'ogum, Denvin e Vibox.
Na descrição em sua pagina no facebook, o grupo diz que o Projeto Preto é um grupo que tem como perspectivas centrais a auto-afirmação de vida e reconstrução da identidade e auto-estima de pessoas negras.
A musica "Jogo de Negro" deixa isto bem claro, pois a letra desta musica é bem intimista, e cada MC passa sua visão e sentimento sobre ser preto nesta sociedade racista. 
Você vai se identificar com cada verso desta musica. Confira.


Ócio sempre foi utopia, a realidade era as barcaTiroteio na favela e no barraco as marcaEscravocrata imperial, racismo estruturalSempre apagou minha história e fez sonhar com as parafal

A Mc Anarka em seus versos rima sobre o "Racismo estrutural". (se puder leia Como funciona o racismo estrutural – por Flávia Simas)
Quando ela cita "ócio sempre foi utopia e a realidade era as barca" ela fala sobre nossa falta de sossego pelas incursões policiais nas favelas, pois "barca" pra quem não sabe é carro de policia, na minha quebrada barca era as "blazer" (Bleizona). Estas ações são feitas com truculência e em muitas vezes morrem inocentes, e para justificar esta morte de inocente esta vitima vira traficante.

Tentando fazer uma analogia atual do que seria o escravocrata imperial, hoje seria os donos de grandes empresas e corporações que usam da mão de obra bem barata, e em muitas vezes explora o trabalhador, no caso de corporações multinacionais chega a um trabalho de semi escravidão.

Se tem algo em que os eurocentristas sabem fazer de melhor é apagar a historia negra e embranquecela, exemplos: o povo do egito, os hebreus, vários povos do oriente médio, personalidade famosas e por ai vai. Toda esta revolta obvio que da vontade de pegar em armas, no caso a "parafal"



Nariz largo, não me agrado, os traço sempre foi fardoPadrão eurocentrado, onde não ser branco é erradoAlisou meu cabelo, ofuscou minha cor, quis me transformar em barbie e minha religião deturpou

Neste verso a Anarka fala do peso que é não ter sua beleza reconhecida, por culpa de um padrão que nos é imposto.
Por causa do padrão de beleza euro-centrado, crianças, adolescente e até adultos, acabam renegando e tendo vergonha de seus traços físicos.
Ter nariz largo é feio, cabelo crespo é sinônimo de duro, ter a pele escura pra muitos se torna um fardo bem pesado.
Num mundo onde o padrão de beleza é branco, no ramo de brinquedos não é diferente, nossas meninas negras em sua maioria cresce sem referencia de beleza negra ou heroína negra, e muitas de nossas criança pensam e querem ser brancos, afinal o sistema nos faz pensar que o mundo é branco né pae.
Como o mundo é branco, as religiões afro sofrem muito com a intolerância religiosa, não existe religião mais perseguida que o candomblé e a umbanda. O que eu mais ouço é que eles praticam o mal, mas mal sabem que os Orixas representam elementos da natureza.
Um exemplo, Thor o deus nórdico (branco) do trovão é legal, mas Xangô (Preto) orixá que representa o trovão e o fogo é demonizado. Se Xangô fosse branco teria até filme em sua homenagem.
Preceitos de Alan Kardec é legal e é a tal da "Mesa branca", já as religiões de origem afro são espíritos malignos ou involuídos como o próprio Kardec dizia.
Entendeu..? parafraseando a Anarka "Padrão euro-centrado, onde não ser branco é demonizado".


Só que Xangô vingouExu me guardouDandara libertou e do enê fui pra nagôSubversão constou, as corrente quebrouAqui vos fala mais uma preta que vocês não matouContra a estimativa que cês deram, anota aí que eu vou viver muito mais do que cês me impuzeramCria de Black Panther, Malcolm X, meu sinhôVim pra pegar de volta tudo meu que cê roubou

Verso D'Ogum
Nasci sem sentidoContido na continênciaDo racismoIntrojetando apagandoCom veemênciaO ódio ao narizA boca e a própria corSer chamado de mulatoPardo, é fardoQue aumenta a dor

Nesta parte o rapper D'Ogum fala sobre o racismo embranquecedor, ele em muitas vezes é sutil, mas é cruel e provoca um misto de vários sentimentos e questionamentos internos do tipo "ser ou não ser preto" taligado..? Quando se é negro e tem pele clara e você se declara preto, isto gera muitos comentário tipo "você não é preto é pardo".
Pardo e Mulato são termos racistas criado nos tempos da escravidão.
Muito se comenta da origem do termo "Mulato" de ser de origem árabe  mowallad ("filho de árabe e estrangeiro"), mas etimólogos descartam esta hipótese.
A palavra "Mulato" vem da palavra "Mula" seja em português ou espanhol, que são línguas latinas, a origem da palavra vem do latim "Mullus" que é um animal hibrido (mistura de raças), que nasce do cruzamento do jumento com a égua ou do cavalo com a jumenta.
Pardo é bem complexo, mas resumindo é um termo que foi usado primeiro para um sistema de casta em colonias espanholas, tipo algo hierárquico.
São dois termos racista para denominar pessoas negras com tons de pele diferente, toda esta confusão étnica só nós traz dor, negação de nossa etnia e vontade de ser branco.


Meia alta na canelaSequela como herança190 perseguia, lembrançaBoa esperança

Este pedaço de verso é bem interessante, o D'ogum faz um tipo de analogia (comparação) sobre a perseguição policial, com a perseguição e captura de africanos para serem presos e escravizados. Pois "Boa esperança" era o nome de uma caravela portuguesa que trazia escravos ao brasil.
Tipo comparando as incursões policiais nas favelas, com as incursões dos europeus na africa. Pois ambas caçam pretos em vulnerabilidade.


Nessa andança, auto-ódioAgora to sem perdão,pique Felipe boladaoVerso sujo, cerro o punho, contra tudo de opressãoCuzão, queMarcha pra Jesus, correndo com o DiaboRoga ódio no axé, na minha féNo meu gingadoDa sua bala eu to blindadoRacista atrasa, medo alastraNa encruza será Cobrado

Nesta parte do verso o D'ogum, ele fala sobre libertação,empoderamento e encorajamento taligado..?
E ainda manda um papo reto para os cristão que são falsos moralistas, falsos santos, pastores pilantras, crentes alienados que adoram demonizar as religiões afro.
Um exemple de "Cuzão que marcha pra jesus, correndo com o diabo", sãos crentes a favor da pena de morte, pastor que rouba fieis pedindo dízimos e fazendo campanhas pedindo grana e etc.


Palmeiras, Palmares, PalmasJurema, zumbi, cabaçasMarimbas, mocambos, palhas, meus verso cacimbas vastasReflete caras frustradasEssa é pra quem dizia dos 18 ele não passa

Como foi dito la na introdução esta musica é bem intimista se você chegou até aqui já deve ter percebido, o D'ogum, fala sobre confusões mentais (auto-ódio), questionamentos, para depois vir mostrando força, que não vai abaixar a cabeça e que luta contra este sistema racista. A parte do D'ogum eu vejo como algo evolutivo.
Ele coloca todo um sentimento talvez guardado deste a infância. Eu deduzo isto pelo contexto e pelo final "Essa é pra quem dizia que dos 18 ele não passa".




Desde pequeno espancado e chamado de feioFilho bastardo, zoado, nunca amado, me odeioSentado no canto da salaSempre perturbado pelos outros, que me deixava em prantosMe falaQuem é o macaco ou o pé de barro?Zoam minha boca que se tornou motivo até de sarro

Este é um dos versos mais intimista da musica, nesta parte a impressão que passa é que o Denvin expõe uma situação que aconteceu com ele, eu pensei em dizer que seria bullying, mas perseguição por cor da pele não é bullying é racismo mesmo.
Se reparar nesta parte o mano Denvin, fala de agressão física e verbal e de auto-ódio. Quantas crianças não passam ou estão passando por isto.?
Não tem muito tempo uma menina negra sofreu com atos racistas na escola e o professor ou diretor queria que a garota que era a vitima pedisse desculpas. Só não vê quem não quer, mas vivemos numa sociedade com um sistema muito racista.


Me dedico ao Rap pra chutar os cu de rappersSou o criolo que ama caçar os WoodpeckersSou preto guerreiro, nunca cover de heróis que...Enche o nariz de pó e morre de overdose

"Ceis" adoram puchlines né..? pega esta pae!
Vamos "dixavar" esta parte aqui "Sou o criolo que ama caçar os Woodpeckers"

Primeiro eu acredito que o Denvin usou o termo "Criolo" fazendo alusão ao termo racista "nigger" ou "nigga", muitos filmes traduzem a palavra "nigga" como mano, mas ela depende de contexto, pois quando é usada por um branco é ofensivo e racista. Dai não é mano ,tentando traduzir seria Criolo.
Woopeckers ou Peckerwood, é um termo uma gíria que teve origem no sul dos estados unidos usado para pica pau. O termo surge quando gangues de brancos pobres racistas entravam em constante conflito com gangues de negros, o termo tem origem num dialeto "Afro-americano"  Este termo se popularizou em conflitos dentro da cadeia que depois ganhou as ruas.


Tentam pintar o Rap de brancoAbafam a nossa luta e colocam nossos moleque no banco

Nesta parte ele fala sobre Abafar nossa luta, apesar desta musica sair antes da musica "rap lord" do Haikass, posso usar o verso do Spinard como exemplo, ele diz que "MC que luta por minoria é iludido". Mc boy, branco com todo seu privilegio perante do sistema querendo abafar a luta dos preto no rap saca..? 
Outro exemplo disto é o som "Grimme" do Costa Gold dupla de MC brancos, onde eles colocam os pretos dançando de fundo e rimam dizendo que eles (Predella e Nog) são os "Niggaz da Pompeia". Branco nigga só no brasil mesmo.

Projeto Preto se tornou um clã forteOdeio heróis brancos, prefiro o HancockSomos melhores do que o seu hit popA fúria negra ressuscita pra salvar o Hip-Hop

Neste verso o Denvin em mais uma punch foda, fala da tomada do protagonismo preto no rap, porque atualmente os rappers brancos tem sido mais valorizados que os rappers negros, não só por culpa deles, mas o padrão branco é o mais agradável ao novo publico do rap.
O Denvin termina a musica valorizando heróis negros e cita o Hancok que foi interpretado pelo Will Smith no cinema. 
Uma curiosidade de que eu não lembrava inclusive conversando com o Denvin ele me alertou sobre isto, o Hancok ele é um anti-herói que carrega todo um esteriótipo do negro, bêbado, desastrado, mendigo e etc.
E mesmo sendo um herói estereotipado ele prefere ao Hancok do que aos heróis brancos, bonzinhos e bons moços que depois de tudo volta pra casa e vivem sua vidinha privilegiada.

Ouça: