quinta-feira, 22 de maio de 2008

Mariah Carey reafirma imagem de diva pop no álbum "E=MC²"


Mariah Carey reafirma sua imagem de diva pop ao lançar mão da teoria da relatividade de Albert Einstein como título de seu décimo álbum, "E=MC2".
Mas não se trata de erudição intelectual para afirmar que energia é igual à "massa vezes velocidade da luz ao quadrado", afinal a cantora lida com a simplicidade da linguagem pop em seu trabalho.

Após um período de grande sucesso nos anos 90, Mariah atravessou uma fase menor em sua carreira, encerrada apenas com seu trabalho anterior: o campeão de vendas "The Emancipation of Mimi" (2005). O disco foi a primeira etapa na reconstrução de sua persona, desde então dissociada cada vez mais da imagem intocável de cinderela pop aprisionada em uma torre inacessível erigida pelo ex-marido Tommy Mottola, poderoso magnata da indústria fonográfica.

"E=MC²" dá prosseguimento à reconstrução pop iniciada no álbum anterior. Alude ao período conturbado de sua vida, durante o casamento com Mottola, com referências à conseqüente separação --catalisador da reformulação de sua imagem pública. O disco também reafirma a potência de sua poderosa garganta, amparada pelo perfil genérico do r&b, ao incorporar de forma velada referências sonoras de soul, rap, pop e outras vertentes da música norte-americana-- com destaque para canções como "Migrate", "Side Effects", "Love Story" e a sugestiva "Touch My Body".

Com estes e outros temas, a cantora reduz as variáveis matemáticas de sua problemática reconstrução pop a uma questão de física. Pois, se a fórmula da equação concretizada pela teoria de Einstein afirma que algo só é impossível até alguém provar o contrário, Mariah mostra à concorrência que foi capaz de se reinventar de forma inteligente, sem se deixar levar pelas saídas fáceis dos ditames da parada de sucessos ou perder sua essência no decorrer dessa transição. (MARCUS MARÇAL)



Gravadora: Universal
Preço médio: R$ 33

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