quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Xan sai vencedor da temporada 2016 da Batalha do Real, em noite histórica para o rap carioca no Circo Voador


Xan sai vencedor da temporada 2016 da Batalha do Real, em noite histórica para o rap carioca no Circo Voador

Fotos: Lucas Sá/I Hate Flash

A final entre Estudante e Xan
O MC Xan, do Grajaú, foi o grande campeão da temporada 2016 da Batalha do Real, em uma noite histórica que foi até às 4h da manhã no Circo Voador, na última quarta-feira, quando o MC enfrentou, na final, o MC Estudante.  Xan levou um prêmio em dinheiro de R$ 3 mil e um dos títulos mais importantes do rap nacional, que já foi antes de Emicida, Filipe Ret, Marechal, Maomé e Akira Presidente. A noite foi um festival de rap, com apresentações de alguns dos nomes mais importantes do setor, como Batoré e Papatinho, De Leve, Filipe Ret, MC Coé, Funkero, 3 Preto, AfroFunk Rio, Lívia Cruz e Akira Presidente

Na sua batalha final, Xan falou das ocupações das escolas durante o seu free style. Ele tinha mostrado seu favoritismo ao título desde a primeira etapa da Batalha do Real, no Imperator, quando ganhou a rodada, e também em Jacarepaguá, de onde também saiu campeão. Uma característica forte do MC durante o campeonato foi sempre o respeito aos rappers com quem concorreu, mostrando como as batalhas acontecem apenas nas rimas, mas que é grande a amizade e o companheirismo entre os 16 MCs que participantes. Uma curiosidade é que não houve terceiro round, foi uma unanimidade entre o público decidir pela vitória do MC.

“Essa vitória é um divisor de águas na minha vida. Planejo lançar as minhas músicas e viver do rap, que é o meu sonho. A única diferença é que agora eu tenho um pouco mais de investimento na minha carreira e mais olhos prestando atenção no que eu estou fazendo. Vou usar o prêmio em dinheiro para ajudar a família e, com certeza, investir na minha música e na minha carreira. Ganhar a Batalha do Real é colocar o meu nome na história que eu cresci acompanhando e admirando. Algo que era distante e do qual, agora, eu faço parte”, conta Xan.
Na noite, a Batalha do Real também apresentou as três faixas que produziu e lançou com alguns dos MCs que participaram da temporada, com produção de DJ Babz Brutal, curador musical do evento, a partir das bases instrumentais criadas, exclusivamente para o campeonato, por alguns dos beatmakers mais importantes do país, Mr Break, Dj Machintal e Goribeatzz. O campeão Xan, por exemplo, participa de “Só eu sei”, com Natalhão e Eminente, que ganha clipe, em breve, do videomaker Rabú Gonzalez. Ainda foram apresentadas, ao vivo, as faixas “Fala na minha cara”, por Isaac ZO e Iguinho, e “Noite brutal”, por Samantha Zen e Rayzen, MCs da Batalha, e Aori Sauthon e Nuno DV. MCs da Brutal Crew.

Xan e Marechal
Saiba mais sobre o MC Xan

Xan é Gabriel Henrique de Carvalho, ouve rap desde pequeno e sempre teve um dom para a escrita, além de gosto pelo ritmo, o que tornou inevitável o seu envolvimento com a cultura hip-hop. O MC foi indicado pela Roda Cultural de Vila Isabel, da qual foi vencedor, além de ter participado e vencido nas rodas de Méier e na Tanque, em São Gonçalo. Gabriel é fã de MV Bill, Racionais MCs, Marechal, Claudinho e Buchecha e O Rappa. “Comecei no rap porque não tinha forma de não me envolver com a cultura, acabei indo pelo lado da música, que foi no que me destaquei mais”, conta o MC, que já venceu o concurso Mic Master Brasil e cursa faculdade de administração na Uerj.

Mais sobre a Batalha do Real

A Batalha do Real foi contemplada pelo programa de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do edital Viva Arte. As batalhas são feitas sobre bases criadas para a Batalha do Real pelo produtor musical Babz Brutal, com beats criados por produtores que assinam faixas dos maiores rappers do Brasil, como Mr Break, Dj Machintal e Goribeatzz. O cenário das batalhas valoriza outro elemento da cultura hip-hop, a arte de rua, e é feito com material reaproveitado e sustentável, tudo assinado pelos artistas Felipe Bardy e Fábio Ema.

As batalhas são realizadas no formato um contra um, o tradicional mata-mata. Cada MC tem dois rounds de 45 segundos para fazer suas rimas, no esquema de desafio no qual um MC responde ao outro, com curiosas e divertidas provocações de agilidade mental que são o charme da Batalha da Real. A regra é clara: não vale xenofobia, contato físico ou ofensas ao apresentador e ao DJ. A Batalha do Real também não tolera homofobia. O vencedor é sempre escolhido pelo público presente. Um formato 100% carioca que inspirou Criolo a criar a Rinha dos MCs, em São Paulo.
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