sexta-feira, 17 de agosto de 2018


O grupo de reggae Ponto de Equilibro com aquela critica social foda de sempre, lança o single "Na Função".
"Na Função" conta com a participação dos paulistanos, Rael e Rincon Sapiência.

Assista:




Ponto de Equilíbrio é:
Helio Bentes - Voz
Pedro “Pedrada” Caetano - Baixo e Backing vocal
Lucas Kastrup - Bateria
Marcio Sampaio - Guitarra

Marcelo Campos - Percussao
Tiago Caetano - Teclados e Backing vocal

Realização: Kilimanjaro Records

Vídeo: Clã Filmes
1º Ass. Direção: Livia Elektra
Direção: Phill Mendonça
Produção: Nil Souza
2º Ass. Direção: Felipe Lanzoni (Lanza)
Ass: Produção Local: Wilson Modesto
Ass. Produção: Bruno Reis
Produção Local: Willian “Tuca”
Ass: Produção Local: Vinicius Santos
Ass: Produção Local: Giovani da Silva
Ass: Produção Local: Luan Matos
1º Assistente de Câmera: Lucci Antunes
Direção de Fotografia: Phill Mendonça
Operador de Câmera: Victor Ponce
Ass. Elétrica: Junior Augusto
2º Assistente de Câmera: Filipe Nevares
Op. de Ronin: Victor Ponce
Maquiagem: Patricia Monaco
Chefe de Elétrica: Thiago Zumbi
Direção de Arte: Cabideiro Produções
Figurino: Cabideiro Produções
Ass. Figurino: Beatriz Barcia

Após muita expectativa e mistério, Filipe Ret completa, nesta sexta-feira (17/08), uma trilogia. Após os álbuns “Vivaz” (2012) e “Revel” (2015), o rapper carioca apresenta “Audaz”, que traz 13 faixas. Sem perder sua identidade, Ret se inspira em grandes nomes do hip-hop internacional e traz ainda referências do samba e do funk em seu novo trabalho, que tem produção musical do próprio rapper ao lado de Dallass e Mãolee. O álbum, que sai pela Som Livre e Tudubom Records, traz participações de Marcelo D2, Flora Matos, MC Deise, BK’ e TH e já está disponível em todas as plataformas de música – ouça aqui.

Apontado como o álbum mais ambicioso da carreira, “Audaz” marca um novo momento de Filipe Ret, que vive uma nova fase na vida pessoal. Casado e pai de Theo, de um ano, o rapper carioca se sente mais maduro. “Conhecer a Anna Estrella, minha atual mulher, mudou minha vida. Sem ela, provavelmente, esse disco não existiria e talvez eu nem estivesse mais vivo. Mas minha experiência mais transformadora foi ter virado pai. Hoje eu enxergo tudo melhor, foi como se minha visão mudasse de 3D para 4D. E continua mudando... Sinto que meu coração evoluiu e esse novo trabalho representa um Filipe Ret com menos medos e inseguranças, mais coletivo, mais integrado com a realidade do povo”, conta o carioca.

Ret entrou em estúdio há pouco mais de um ano, quando soube que ia ser pai, e suas influências neste novo trabalho passam pelo jazz, reggae, ragga e até mesmo o funk proibidão dos anos 90 e o trap de hoje. “’Audaz’ foi desenvolvido na melhor fase da Tudubom, com a equipe do estúdio muito motivada. Diferentemente dos discos anteriores, pela primeira vez, eu produzi mais musicalmente o disco junto com meu time pesado de beatmakers, em especial Mãolee e Dallass”, diz o rapper.

Antes deste lançamento, Ret já havia apresentado ao público 4 das 13 faixas de “Audaz”. A primeira delas foi “Vivendo Avançado”, com a participação de BK’ e TH, que soma 45 milhões de visualizações no YouTube, com tendências de tons de trap sobre o rap atual e unindo a cultura do MC do rap com a cultura do MC tipicamente carioca, a do funk. “A Libertina”, um sucesso nas rádios, mistura música latina, ragga e dancehall às rimas e possui mais de 4,7 milhões de streams no Spotify e 12 milhões em seu clipe.

Depois foi a vez da romântica “Louco Pra Voltar”, que fez em homenagem à sua mulher. O vídeo da música, em formato de selfie, registra a tela do celular do cantor durante um dia inteiro e soma mais de 9 milhões de views. Na última segunda-feira (13/08), o carioca revelou a faixa Santo Forte”, que veio acompanhada de um clipe com personagens reais, que foi visualizado mais de 1 milhão de vezes em menos de 48h e chegou a ficar em #1 nos vídeos em alta no YouTube. “O clipe saiu depois do domingo de Dias dos Pais e eu mostrei meu filho publicamente pela primeira vez, foi especial. Minha mulher também trabalhou muito nesse clipe. Foi uma experiência humana muito positiva pra mim durante todo processo de criação”, conta.

Além das faixas já citadas, Filipe Ret apresenta mais nove novidades e algumas trazem colaborações. “Escolhi pessoas que eu conhecia e admirava, não foi difícil. Flora, D2 e BK do rap e Deise e TH da raiz do funk carioca. Gostei de dividir músicas com eles e quero fazer mais daqui pra frente. Eu admiro o trabalho de muita gente”, diz. Marcelo D2 participa de “Maconha”, que foi uma parceria que saiu quase que naturalmente. “Brinco que foi a música feita mais rápida no mundo. Quando Dallass me mostrou a batida o refrão saiu imediatamente, escrevi minha parte na hora, mandei pro Marcelo e ele não me deu nem ‘oi’, simplesmente mandou um áudio com a rima dele pronta”, conta.

Aquele Menino”, faixa que abre o álbum, conta com a participação de MC Deise, do Bonde das Loiras, grupo clássico do funk carioca dos anos 90. Flora Matos divide o microfone com Ret em “Paradoxo Mítico”, criada originalmente como um contraponto ao single “A Libertina”. Outros destaques para os fãs da cultura hip hop são “Tedebeeme”, feita em parceria com todo o elenco da Tudubom Records e “Gonê”, escrita inteiramente na Gualin do TTK (linguagem criada nas ruas do Catete, bairro-inspiração e berço do rapper). O álbum também traz “Retiavéliko”, “Faça Você Mesmo”, “Anarcos” e “Abençoado”.



Audaz” – Filipe Ret
Faixas: 13
Lançamento Som Livre

1. AQUELE MENINO - Part. Mc Deise (Filipe Ret / Dallass / Rick Beatz)
2. RETIAVÉLIKO (Filipe Ret / Dallass)
3. SANTO FORTE (Filipe Ret / Mãolee / Dallass / Rick Beatz)
4. TEDEBEEME - Part. Mãolee, Thiago Anezzi e Pan Mikelan (Filipe Ret / Dallass)
5. GONÊ (Filipe Ret / Dallass / Mãolee)
6. VIVENDO AVANÇADO - Part. BK' e TH (Filipe Ret / Rick Beatz)
7. PARADOXO MÍTICO - Part. Flora Matos (Filipe Ret / Mãolee / Dallass / Duani)
8. MACONHA - Part. Marcelo D2 (Filipe Ret / Dallass)
9. LOUCO PRA VOLTAR (Filipe Ret / Thiago Anezzi / Dallass)
10. FAÇA VOCÊ MESMO (Filipe Ret / Dallass / Mãolee)
11. ANARCOS (Filipe Ret / Rick Beatz / Mãolee / Dallass)
12. A LIBERTINA (Filipe Ret / Mãolee / Dallass / Duani)
13. ABENÇOADO (Filipe Ret / Mãolee / Dallass)

OUÇA:

Sobre Filipe Ret
Filipe Ret dedicou quase metade da sua vida à música e à cultura hip hop até se tornar um dos principais nomes da cena nacional. Desde o começo, nas rodas de rima, ele trazia um olhar diferenciado, de observador - sobre as ruas do Catete (o TTK, celeiro do rap carioca), onde cresceu – e a realidade dos morros.
Sua estreia foi no disco “Numa Margem Distante”, colaboração com o produtor e beatmaker MãoLee, em 2009. Juntos de Daniel Shadow, eles desenvolveram a Tudubom, banca independente de rap que conta com uma loja de artigos de street wear, um canal no YouTube e um selo fonográfico. Em seus anos de atuação, a equipe Tudubom desenvolveu um trabalho que se destacou na cena brasileira de hip hop independente.
No primeiro disco-solo, ele veio “Vivaz”, deixando claro que estava vivo e surpreendendo na cena. Lançado em 2012, o álbum trouxe o primeiro grande hit: “Neurótico de Guerra”. Já circulando pelo país, de casas em periferias até grandes palcos, Ret traz “Revel” (2015), álbum que o fez alcançar um novo patamar de popularidade e alcance de público. O disco ia do hit “Chefe do Crime Perfeito” até “Invicto”, que virou hino de torcida de futebol. O trabalho trouxe muito da cultura urbana carioca, servindo como linha condutora entre funk e rap.
Todos os palcos por que passou e todos os lugares onde se apresentou levaram Ret a “Audaz”, que sai pela Som Livre. Olhando para o futuro, como quem sobe uma longa trilha, ele se inspira no passado para um passo além.



Festival traz feira para rua e aborda contexto político nos dias 17 e 18 de agosto

O Transborda, um dos mais importantes festivais independentes do Brasil,  acontece neste final de semana em Belo Horizonte. A programação tem início neste dia 17 nas casas A Obra (Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Funcionários) e A Autêntica (Rua Alagoas, 1172 – Savassi) e tem encerramento no sábado, dia 18, a partir das 14h, com palcos na orla da Lagoa da Pampulha. O line-up é marcado pela diversidade sonora, com nomes como Lamparina e a Primavera (MG), Duda Beat (PE) e E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante (SP),entre outros. 
Ao longo dos anos o festival sempre contou com nomes relevantes do rap em sua programação, a exemplo do rapper Criolo, em sua primeira apresentação com o álbum Nó na Orelha em BH, e a banda mineira Julgamento, um dos pilares do rap  em Minas Gerais. 
A aposta Hip Hop desta edição é o MC carioca Sant, novo nome da cena que tem chamado a atenção de um novo público do rap. A programação de sábado, dia em que o o rapper se apresenta, é toda gratuita. O show de Sant está programado para as 19h.

MC Sant, é integrante do selo #VVAR. Grande promessa do rap brasileiro, MC Sant, apesar da pouca idade, é caracterizado por letras maduras e repletas de críticas sociais, que falam muito sobre uma adolescência conturbada e uma vida cheia de problemas familiares. Entrou no rap por meados de 2011, inspirado em um improviso de 10 minutos do MC Marechal, um dos seus mentores dentro do hip-hop e responsável pela criação do selo a qual Sant iniciou sua carreira e lançou O Que Separa os Homens dos Meninos Vol.I, seu primeiro trabalho de estúdio.

Sobre o Transborda
Idealizado e realizado desde 2010 pelo Coletivo Pegada, o Festival Transborda sempre esteve ligado às temáticas sociopolíticas e reforça essas pautas em sua sétima edição. A abordagem surge em resposta a um cenário de incertezas marcado por retrocessos nos campos sociais e políticos.
O Festival Transborda é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte | Fundação Municipal de Cultura e patrocínio do Centro Universitário UNA. Realização: Coletivo Pegada | Parceria Circuito Beagá de Feiras | Apoio: Quente, Breve, 80 Bar, Xeque Mate, Jornal Hoje em Dia e Giro Cultural | Design: Jujubas | Player oficial: Spotify.


Circuito Beagá de Feiras
O Circuito Beagá de Feiras é um desdobramento natural do projeto DIA DE FEIRA, iniciativa que tem como objetivo promover as feiras de Belo Horizonte e região, valorizando-as como aspecto fundamental na vida social e cultural da cidade. Nesse sentido, desde 2016, o projeto vem promovendo um relevante trabalho de pesquisa, registro e divulgação das feiras da RMBH e de seus expositores, bem como vem agregando a projetos selecionados da cidade uma intensa agenda de apresentações musicais gratuitas e levando consigo a cultura das feiras e da valorização da produção local.
Alguns números do projeto nesses últimos 2 anos:
 90 shows realizados com artistas locais e nomes de outros estados brasileiros
30 mil pessoas atingidas diretamente pelos shows.
12 feiras contempladas com shows, em 9 bairros da capital e em Brumadinho (Inhotim).
No Festival Transborda o Circuito Assina um dos palcos, com 4 atrações musicais que compõem o lineup do festival, além de levar para a Orla da Lagoa uma feira de produtores artesanais e locais com uma curadoria especialmente pensada para o evento.
     
O Circuito Beagá de Feiras é realizado pela Altiplano e Ananás, em parceria com o Espaço DO AR e com as feiras de BH e conta com o patrocínio do Ministério da Cultura e do Instituto Unimed-BH, sendo viabilizado por meio do incentivo de médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH.

Programação
Realizado nos dias 17 e 18 de agosto, o festival mantém, assim como em outras ocasiões, o diálogo com alguns dos principais espaços da cena musical. O primeiro dia, 17/08 contará com atrações n’A Autêntica e n’A Obra respectivamente e, depois, no dia 18, atrações gratuitas na orla da Lagoa da Pampulha, próximo ao Portal da Memória e Monumento à Iemanjá.

18/08 - 14h às 22h
Lagoa da Pampulha - entorno do Portal da Memória e Monumento à Iemanjá.

SERVIÇO

Festival Transborda – 7ª  edição
Quando:
17 de agosto
A Obra Bar Dançante (Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Funcionários, Belo Horizonte).
Horário: 22h
A Autêntica (Rua Alagoas, 1172 – Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 22h
Ingressos:
venda Antecipada n' A Autêntica de segunda à sexta, de 11h às 14h, ou na Sympla: https://bit.ly/2LpOajm
Ingresso Passaporte: 40R$ - Passaporte (A Obra + A Autêntica)
Ingresso Promocional: 30R$ - Passaporte (A Obra + A Autêntica)
Ingresso Promocional A Autêntica: 20R$
Ingresso na porta d'A Obra: 25R$

18 de agosto
Lagoa da Pampulha - entorno Portal da Memória e Monumento à Iemanjá
Horário:14h às 22h
Entrada Franca



B-Zero divulgou na ultima terça (14/08) o clipe da música "Hora do Duelo", segundo Single da sua EP "Rude Boy", que será lançada em breve.
 A musica fala sobre uma bebida conhecida entre muitos jovens chamada Duelo (Corote). O clipe conta com a  Direção da NRMG, e o beat produzido pelo próprio.

Assista:


Attack Frontal é referencia na cena do rap no Sul,com um estilo único e original , se uniram e criaram um estilo único. 
No palco abusam de elementos teatrais, mascaras ,fantasias e outras surpresas ... cada apresentação se torna uma surpresa para o publico.

Após lançarem o vinil ‘’Os Gaúchos Terroristas’’ premiado em diversos eventos musicais começaram a fazer shows pelo Brasil.
Participaram dos discos das Bandas Ultramen,Da Guedes,MJI (França) Kylian (Luxemburgo) Boty e Leroy (Costa Rica e Rep Dominicana) 

Hantaru um dos vocalistas foi selecionado para representar o Brasil juntamente com artistas internacionais na campanha Kurukshetra da Discovery Channel evento promovida em Bangladesch na Asia. 

Participaram do Planeta Atlântida a convite da Ultramen,viajaram em turne com o Rapper e apresentador Thaide por 26 cidades com o show ‘’Attack e Thaide’’ O grupo teve destaque sendo capa de diversas Revistas entre elas a Rap Brasil.
Criaram o selo independente, revista e a loja com fabricaçao propria Neuroze Wear 
se apresentaram com Sabotage, Racionais Mcs, Mv Bill, D2, Froid, Cinthya Luz ... 

Suas musicas sao trilhas de diversos eventos de MMA, como Shockwave Combate, Golden Figthersfight, World New Combat, JVT Championship, Samurai MMA 4 (California) M1 Global ( Rússia)

36 faixas de autoria dos integrantes foram sucessos nas rádios algumas vezes regravadas por outros artistas e muitas se tornaram hinos nas ruas 10 anos depois eles estão de volta ,e a primeira apresentação reuniu 4 mil pessoas na Casa do Gaucho em Porto Alegre ...

O grupo promete mais uma vez mostrar o que sabem fazer...o rap sujo...o som que as ruas querem ouvir... 
O grupo ja esta em estúdio e formaram uma equipe de peso para trabalhar nesse disco entre eles o produtor Luis Cafe que também foi integrante do grupo e hoje trabalha com artistas como :Rashid,Emicida,GOG, Don L entre outros... 

Email: contatoattackfrontal@hotmail.com

Assista: 


Marcos Fernandes de Omena, nascido em São Paulo, no dia 17 de agosto de 1973. Foi adotado por Dona Marina Maria de Omena, mãe de duas meninas, que sonhava em ter um filho homem. Marcos cresceu ao lado de suas irmãs, em São Bernardo do Campo, na favela do Calux. Conheceu seus 11 irmãos por parte dos pais biológicos ainda na juventude. Ainda na juventude também, Marcos decidiu ir morar com Tia Dorinha, esposa de seu pai biológico, por que o jovem se encontrava em conflito com a forma rígida de Dona Marina o educar. Com 17 anos, entre as muitas descobertas que Marcos fez, ele descobriu também o rap, e também o Racionais MC's, e a partir daí teve a certeza de seu caminho. 
Entre as muitas vivências e experiências, Marcos após ler a biografia de Martin Luther King, conheceu um de seus filhos, Dexter, que significa ligeiro, esperto, sagaz. O período de 1994 a 1998 foi de muitos sonhos e desejos, para seu antigo grupo Snake Boys, que posteriormente ficou conhecido como Tribunal Popular. E em meio a dificuldades de fazer música, ganhar dinheiro, pagar estúdio e criar um novo trabalho. Marcos, que já tinha adotado o nome Dexter, tentou chegar ao que desejava pelos caminhos que o conduziram a uma nova realidade. Em janeiro de 1998, seguiu para o exílio. (Saiba Mais)

Durante a nova realidade, Dexter, conheceu o projeto Talentos Aprisionados, surgiu então o grupo 509-E, identificação da cela onde viviam ele e Afro-X, o outro integrante do grupo. Ao lado de Mano Brown, Edi Rock, DJ Hum, MV Bill e outros amigos, o primeiro cd do 509-E ultrapassou 500 mil cópias. Posteriormente, já em carreira solo, o sucesso e reconhecimento trouxeram desconfianças e provações, mas como vaso ruim de quebrar, oitavo anjo do apocalipse, Dexter em Abril de 2018 comemorou o ano de sua liberdade completa, e essa matéria vem para juntar essa comemoração, e o aniversário do mesmo, além da nossa admiração pela carreira linda e elegante de um dos grandes do rap nacional. 


Esse #referênciAna vem numa perspectiva de contextualizar  historicamente os 5 álbuns em que Dexter participa, e brevemente analisar a pegada deles e o contexto em que foram produzidos. Muita gente analisa a carreira musical dos artistas esperando que eles nunca mudem, consistência no trabalho pra mim é produzir bons álbuns que dialoguem com o contexto em que foram produzidos, e isso, não podemos negar, Dexter fez e muito bem. 


Tribunal Popular - Xeque... Mas Não Mate - 1999



Em 1993, o Snake Boys, primeiro grupo de Dexter, adotou o nome de Tribunal Popular, com o objetivo de focar mais nas questões sociais de nosso país. A ideia era criar um grupo que seria como um “tribunal do povo”, sendo a voz de quem não tinha voz. O grupo assumiu, então, uma nova formação com Bad e DJ Lord, e gravaram esse primeiro disco “Xeque… mas não Mate”, com participação e produção de Edi Rock e Mano Brown, em 1998, Dexter foi preso quando faltava apenas uma música para concluir o disco. O álbum só foi lançado no fim de 1999. Tem duas músicas, Legítima Defesa e De preto pra preto. 




Na época que envolve a mudança de nome, e o lançamento do disco, o Brasil era governado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e sua política neoliberal, ou seja, a intervenção do Estado na economia era mínima, foram realizadas privatizações de empresas estatais, reduzidos os direitos trabalhistas por meio de flexibilização das legislações e a política andava de mãos dadas com a questão da democracia racial. No ano de 1999, FHC assumiu o segundo mandato como presidente do Brasil, neste mandato ocorreram algumas reformas no setor da Educação. O que tudo isso quer dizer? Que nas escolas públicas, principalmente da periferia, mal se ouvia falar em racismo, exclusão social ou violência policial. Na sala de aula havia algo não representativo entre o que tava nos livros e aquilo que muitos alunos e alunas de fato viviam nas quebradas. Esses jovens se reconheciam nas narrativas, o conteúdo das letras era muito mais próximo da realidade que enfrentavam dia a dia do que o ambiente escolar conteudista trazia pra eles. 
Além disso, numa pesquisa rápida sobre como era o Brasil nesses anos, achei o seguinte texto. Brasil da corrupção e da impunidade. Em março o país assiste a cenas revoltantes de PMs truculentos e assassinos na Favela Naval em Diadema. As imagens de um cinegrafista amador mostram os policiais praticando atos de extorsão e crueldade com cidadãos de bem. Em outro caso escabroso, cinco jovens de classe média de Brasília ateiam fogo no índio Pataxó Galdino dos Santos que morre em consequência das queimaduras. (+)

Esses dados nos permite refletir sobre o disco Xeque… mas não Mate, os dois sons presentes no álbum perpassam a realidade de todo jovem preto e periférico dos anos 90. A violência muito presente no cotidiano periférico, fez com que jovens identificassem nas narrativas de rap, tudo que vivenciavam e precisavam lutar de alguma forma contra.  




509-E - Provérbios 13 - 2000


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Provérbios 13 é o primeiro álbum de estúdio do 509-E. E carrega consigo muita história, além das letras. Com Dexter e Afro-X privados da liberdade, o disco foi gravado em 4 dias, em estúdios diferentes e com a escolta de guardas. Não foi o primeiro disco de um grupo formado no Carandiru (Detentos do Rap - Apologia ao crime), mas o fato do time sensacional que participou do disco, como Mano Brown, Edi Rock, DJ Hum, MV Bill, Zé Gonzalez, e outros, chama a atenção.  Segundo palavras do próprio Dexter na época, "A gente não visa o dinheiro, mas a recuperação por meio do rap, revolucionário e educativo".




O ano de 2000 continuava com FHC no comando do país, em São Paulo, Nicéa Camargo denuncia o esquema de corrupção envolvendo o ex- marido, o então prefeito Celso Pitta, e na política nacional o Brasil assistiu a briga histórica entre Jader Barbalho e Antonio Carlos Magalhães, que trocaram ofensas do tipo safado, ladrão e outros. 

Em junho desse ano, o Brasil assistiu ao vivo pelas câmeras dos abutres, uma sequência de cenas marcantes. O sequestro do ônibus 174 no RJ, acendeu muitos debates entre os brasileiros, a refém Geísa Firmo Gonçalves acabou sendo morta pelo sequestrador Sandro do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária em 1993, que foi assassinado por asfixia pelos policiais que deveriam levá-lo à delegacia; essas situações mais uma vez levantaram questões sobre a penalização e punição para crimes, a atuação da polícia, a segurança pública ineficiente e desastrosa. 

Pensando nesse contexto, é possível visualizar que a mensagem presente no CD é trazer a tona a vida na cadeia. Desde a primeira faixa, que mostra um diálogo entre funcionários desconfiando do CD deles ser algum tipo de esquema pra fuga, até outras faixas que mostram a chegada ao Carandiru, até a clássica Saudades Mil, que é uma carta a uma amiga. Importante mensagem de indignação com o sistema falido ao qual estavam inseridos, mas também apresenta reflexões internas dos rappers, pensamentos e situações. É possível fazer uma analogia com a mensagem trazida no disco e o ano contraditório, com personagens represenativos de que só um tipo de pessoa é condenado pelo sistema judiciário, só um tipo de pessoa é morto, enquanto vários Lalaus, seguem em liberdade. 

509-E - MMII DC (2002 Depois de Cristo) - 2002



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MMII d.C, é menos direto do que Provérbios 13, apesar de mandar o recado a quem precisava, de disparar discurso de autoafirmação pros ouvintes periféricos, eles tentam trazer a mensagem principal como sendo um recado positivo a quem os ouve, quem os espera do lado de fora. É um álbum menos 'monstrão' e mais 'guarda baixa', falando com sensibilidade da infância, saudade, família e esperança. 



Esse ano foi marcado por algumas mudanças no cenário nacional, acompanhadas da mudança de governo, a primeira vez que Lula foi eleito, o primeiro presidente de origem popular na história. Algumas transformações marcaram a periferia,  na periferia paulistana em duas décadas e meia, o surgimento do Primeiro Comando da Capital - PCC (em 99), o crescimento dos evangélicos e a explosão de coletivos artísticos, fizeram com que a população começasse a enxergar possíveis contextos para superar a exclusão e desigualdade extrema de 1990. O que contrastava com as situações vivenciadas no contexto nacional. Mais uma vez a questão da violência, o jornalista Tim Lopes foi sequestrado e morto por traficantes, liderados por Elias Maluco, além do assassinato do casal Richtofe, pela própria filha e os irmãos Cravinhos. O filme Cidade de Deus se tornou fenômeno de público e de crítica. Baseado no livro de Bráulio Mantovani o filme retrata o crescimento do crime organizado entre as décadas de 60 e 80 no bairro da Cidade de Deus.

Esse álbum contrasta muito com o que estava posto e o que os rappers vivenciavam. Encontraram a produção artística como um meio de sobrevivência material, entre o mundo do trabalho e o mundo do crime, construiu-se essa terceira opção: a produção artística como forma de sobrevivência, além da intervenção política e emancipação do sujeito. O rap foi marcado por esse cárater de emancipação de participação política de intervenção.   


Dexter - Exilado Sim, Preso Não - 2005


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Exilado sim, preso não! Essa frase de impacto que nomeia o primeiro disco solo de Dexter, em 2005, define a condição em que ele se encontrava. Esse disco se projetou pra fora dos muros e grades, e deu as caras na rua, chegando até mesmo ao Prêmio Hutúz, como Melhor Álbum do Ano, além de outros prêmios de Hip Hop. Esse álbum é um clássico, suas letras trazem a realidade da periferia, e principalmente do sistema prisional, evidenciando situações e reivindicando melhores condições de vida para as e os brasileiros nessa situação. Conflito, é um dos sons que mais gosto,  letra bem sacada, onde os pensamentos ruins: o ódio, a depressão, viram personagens. 


2005 foi um ano em que a corrupção brasileira estourou em todos os lugares, com o escândalo do mensalão. A missionária Dorothy Stang foi assassinada em Anapu. O referendo para comercialização das armas termina com vitória do não com mais de 64%. Olhando pra questão carcerária, em 2005 segundo o relatório do Conselho Nacional de Justiça, tivemos 361.402 pessoas presas, pra 215.910 vagas, ou seja um déficit de 145.492 vagas no sistema, e com o passar dos anos esse número só piorou, chegando a cerca de 160.000 no ano seguinte. Isso evidencia como era a qualidade dos espaços que deviam ser de ressocialização.

A reintegração das pessoas exiladas no sistema prisional e a formação para que exijam seus direitos humanos e constitucionais, para participação política efetiva e retomada de suas vidas civis, tem que ser um objetivo e uma prioridade de qualquer pessoa que pensa no sistema carcerário. Porém, o que ocorre é apenas a punição, sem pensar na reestruturação da vida da pessoa para romper com o ciclo de violência a qual foi exposta. A história de Dexter, e de muitos outros, mostra o potencial e a importância de suas contribuições para a sociedade. 

Dexter - Flor de Lótus - 2016

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O último álbum lançado por Dexter, Flor de Lótus, conta com participações de Ed Motta, Edi Rock, Gilson, Katinguelê, Péricles,Gregory, Kamau, e muito mais. Nas letras, nas músicas como um todo, dá pra perceber um ambiente novo, diferente do dos outros álbuns. Dexter já tinha conquistado sua liberdade condicional, e já vivenciava várias situações e realizações. Ele não deixa de contestar e questionar o sistema, mas consegue trazer uma outra roupagem a atmosfera dos sons, principalmente sobre renascimento, recuperação e superação. A inspiração para o nome do álbum é a lendária Flor de Lótus, que cresce em busca de luz e se mantém viva dentro da água parada e lodosa. 


2016 foi um ano bem tumultuado, politicamente, com o golpe de Michel Temer, nas ruas com manifestações, tragédias como o acidente com o avião da Chape, entre outras situações. E esse álbum veio como uma forma de mostrar mesmo esse processo de recuperação através da música. 

Contudo, analisando os planos de fundo, os mundos aos quais estavam se movimentando enquanto Dexter produzia seus álbuns, fica evidente o tamanho do seu talento, e como seus álbuns são importantes e dialogam com os momentos em que nasceram.
O objetivo desse post nada mais é, do que expor a correria e caminhada linda e elegante de um dos maiores do rap nacional. Junto com o feliz aniversário, parabenizar pela conquista da liberdade completa recém conquistada! Parabéns Dexter!

Evidenciando todas as dificuldades e conquistas de alguém que passou pelo exílio, a demora de anos para a conquista da liberdade completa, deixamos também nossa indignação com a condenação racista de Bárbara Querino, inocente! Comprovadamente inocente. O sistema nos condiciona a vários fins, não podemos abandonar nossa irmã.