domingo, 29 de novembro de 2020

Expressar os gritos calados da alma é o principal objetivo de Mc Punch ao escrever suas letras e poesias. Com o Rap de mensagem ele procura trazer uma reflexão de profundidade, luz, inspiração e força para que todos que o escutem consigam enfrentar preconceitos e superar injustiças sociais.


Ao completar um ano de carreira neste mês de dezembro, MC Punch coleciona quatro lançamentos no youtube, sendo um cypher, uma participação em um projeto do Nocivo Shomon, uma música solo, “Creia”, e outra que teve participação de uma amiga, “Liberdade de Sonhar”, por meio dos quais atinge 51,5 mil visualizações no total. 

Seu último clipe, “Liberdade de Sonhar”, lançado em outubro passado, propõe uma reflexão muito atual sobre o descaso dos governantes, violência policial, abuso de poder das pessoas que ocupam altos cargos públicos, desigualdade social, racismo e depressão. Seu principal foco é denunciar por meio do Rap de mensagem, atitudes injustas e qualquer tipo de opressão e preconceito, cultivando o bem, o amor ao próximo, o respeito, a humildade e sempre a luta por justiça social.

 

Sua carreira teve início com o apoio de irmãos de alma que, acreditando no seu sonho, o incentivaram a dar inicio na carreira, a criar um instagram (onde publica suas poesias) e ajudaram na produção de clipes e investimento financeiro. Foi assim que fizeram tudo acontecer. Sempre na luta do dia a dia, Mc Punch não deixa de ajudar famílias carentes, amigos e irmãos de fé. Lealdade é seu lema e quem anda junto sabe desse sentimento. 

Libertação é a palavra que define o que o Rap significa pra Mc Punch, pois através das suas letras e poesias ele consegue expressar todas as dores, gritos e pesos que ficam alojados em sua alma. Não fala apenas sobre coisas que vive na pele, mas também sobre o que vê diariamente com irmãos e irmãs sofrendo e lutando. Assim, Mc Punch consegue ajudar, somar, demonstrar empatia e compaixão com todas as pessoas que se identificam com o que ele pensa e diz.


Confira:



Lançado semana passada, o clipe 'Vidas Negras Importam' tem como objetivo alertar a sociedade para as violências psíquica e física que as pessoas negras enfrentam com atos racistas diariamente. As imagens foram capturadas na comunidade Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Com as participações de Júnior Maia e Gabriel Portugal, a dupla Doidera e Duin Maloka do D'Quebrada optaram por rodar o vídeo em preto e branco como forma de protesto.


Além da captura monocromática, também foram inseridas imagens de personagens de casos de assassinatos brutais como o Menino João Pedro, morto em uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, passando pela vereadora Marielle Franco, até chegar ao caso João Alberto, morto no mercado Carrefour, em Porto Alegre.


A gravação de 'Vidas Negras Importam' marcou o retorno do D'Quebrada ao estúdio. A produção da música interrompeu outros projetos da dupla. Exaltando a posição de pluralidade, foram convidados para contribuir nessa empreitada o MC paulista Junior Maia e o cantor pop Gabriel Portugal do Rio de Janeiro, fazendo a conexão cultural entre as duas metrópoles. Seguindo um nível elevado, a letra da canção assemelha-se a um manifesto e pede atenção de todos os ouvintes.


Ainda nas comemorações do mês da Consciência Negra, o D'Quebrada, em parceria com a empresa Rota Comunicação, lançou a campanha 'Vozes Que Não se Calam'. O projeto consiste numa série de vídeos que estão sendo publicados diariamente. As narrativas abordam histórias de pessoas negras que superaram grandes obstáculos e hoje são exemplos motivacionais para romper a barreira da aceitação e ratificar a cruzada no combate à intolerância racial. A série de posts pode ser conferida nas nas redes da dupla D'Quebrada e da Rota Comunicação.


Assista:


Rapper mineira Ohana lança música inédita nesta sexta, com clipe retratando a rotina durante a pandemia

Na última sexta-feira (27/11), a rapper mineira Ohana lança sua nova música de trabalho, Vem Balançar, em seu canal do YouTube e nas principais plataformas de streaming de áudio.

Dançante e com referências de boombap e funk soul, a canção é um convite a dançar e se divertir. O single narra um dia comum de trabalho numa sexta-feira e o início da noite pelas ruas de Belo Horizonte. O metrô lotado, um encontro inesperado e um rolê com as amigas são alguns dos cenários descritos na música. 

Já no clipe, filmado durante a pandemia, o objetivo é adaptar a narrativa da letra para as particularidades do cotidiano nesse momento de isolamento social: estudo, faxina e diversão, tudo em casa. 


Assista:





Trajetória

Ohana é uma das mais promissoras e ativas MCs da cena belo-horizontina que, não por acaso, vem ganhando mais força e reconhecimento. Além de demonstrar habilidade notória nas rimas, com uma identidade bem particular nas letras, seu trabalho e experimentações dialogam com gêneros como o funk, R&B, afrobeat e música popular brasileira.

Na infância, Ohana teve influências de samba, axé, rock e funk. Gostava de cantar desde criança, e a música sempre esteve presente em sua trajetória, nas festas e histórias de família, na escola e, mais tarde, nas aulas de canto e baixo. “Minha família sempre foi muito musical”, destaca. Sua bisavó, a senhora Maria Rosa, foi fundadora, na década de 1980, da Escola de Samba Unidos do Nacional na pequena cidade mineira Santo Antônio do Monte. “Sempre me encantei com a história da minha bisa na música e a importância dela para a cidade. Tem um salão de dança na casa dos meus bisavôs até hoje”, conta.

Em 2008, participou do seu primeiro Duelo de MCs e se inseriu na cultura Hip Hop. “Foi amor à primeira vista”, relembra, e viu ali uma oportunidade fazer o que amava, construindo, aos poucos, sua própria identidade.

Imersa no movimento, produziu festas como a BRONX73 no coletivo homônimo. Também, foi MC no grupo Original Zion, e integrante do coletivo de freestyle As Mina Rima. Participou do coletivo de mulheres negras Protagonistas e da formação Hip Hop das Minas. Em 2015, gravou sua primeira música, Que Assim Seja, para a Coletânea Feminina de Rap, produzida pela Produto Novo. 

Atualmente, a artista se dedica à sua pesquisa pela LAB Cultural - Música e Experimentação Sonora do BDMG, com foco na obra e na vida da sambista e partideira Jovelina Pérola Negra. Misturar o rap com o samba e outras vertentes da música negra é marca do trabalho de Ohana também está no processo de construção do seu primeiro disco, com previsão de lançamento para 2021.


  

O musico e dançarino Bllez lançou seu clipe “Puma” no ultimo dia 27/11, projeto com produção musical do beatmaker BPP Tan. O audiovisual, gravação e edição ficou nas mãos da bfilmsbr e todas as cenas foram gravadas em Jundiaí-Sp sua terra natal. Através do clipe o artista busca retratar a dualidade de sentimentos em relação aos sonhos, além de unir suas três paixões ao mesmo tempo: Música, Dança e Moda.


O nome Puma traz um duplo sentido, faz alusão à marca alemã, que contém uma veia forte entrelaçada com a cultura Hip-Hop, e o felino, que simboliza o ato de seguir seu instinto para sobreviver. Com essa junção temos a concepção do "Modo Puma", que significa se vestir de uma forma estilosa e funcional, para correr atrás dos objetivos com energia, como se sua vida dependesse disso. O artista acredita que moda e arte sempre estão se relacionando de alguma forma.


Segundo Bllez o clipe em si, fala da rebeldia, é uma tentativa de fuga da rotina e dos padrões impostos. A música encabeça a mixtape INSTINTO que que foi lançada no começo do ano pelo artista, e vem com uma narrativa de motivação, autoconfiança e autoestima, tópicos que mudam de acordo com o avanço do projeto.


Assista:



Na última segunda-feira (23/11), o rapper Jotapê fez o lançamento da faixa “Atlântida”, single que apresenta seu EP de estreia “Onipresente”. O Jovem de 17 anos, natural de Guarulhos, começou a lançar suas produções há menos de 2 anos e já coleciona participações de peso em cyphers e singles com artistas como JayA Luuck, Tavin, Ecologyk, Sid e LetoDie. 


Em uma viagem que vai desde os reinos abissais ao espaço sideral, Jotapê apresenta o conceito do primeiro EP de sua carreira. Seu novo single surge como uma representação do menor nível da terra, o fundo do mar, trazendo o lendário reino submerso como seu título e conceito, fazendo uma analogia a vida do artista e o lugar de onde veio. 


O lançamento de “Onipresente” está marcado para o dia 4 de dezembro. Com um total de 5 faixas, todas virão acompanhadas de videoclipes, que serão lançados entre os meses de novembro e dezembro. Tendo a produção completa do EP realizada em parceria pela dupla Ugo Ludovico e Pedro Senna, e com gravação na Bendita Gravadora (Brasília), Jotapê vai transitando entre os subgêneros do rap e promete surpreender o público a cada lançamento.


Assista:




Sorteio:

Para comemorar o lançamento do EP, Jotapê está fazendo o sorteio de um par de Jordans em seu instagram! Sendo ele um grande apaixonado pela cultura sneakerhead, essa promoção significa muito para o artista, que usou um Jordan pela primeira vez nas gravações dos clipes de seu EP e agora quer presentear seu público com a oportunidade de ganhar um modelo do tênis.

Para participar basta seguir o perfil de Jotapê, comentar seu tamanho de tênis no post oficial e marcar dois amigos, e por último, fazer o pré-save do EP na sua plataforma predileta. O modelo de tênis Jordan é aleatório e depende da disponibilidade de mercado da época, sendo selecionados entre os modelos Jordan 1, Jordan 3 e Jordan IV. Caso o vencedor prefira, poderá trocar a premiação por R$900 em dinheiro.

O sorteio acontecerá no dia 6 de dezembro.

Link da foto oficial do sorteio: https://www.instagram.com/p/CH3mvfYhrQc/ 


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

No vale das sombras históricas traz uma reflexão sobre uma Ouro Preto que não é vista entre os casarões e todo o romantismo da história que leva tantas pessoas do mundo inteiro a conhecer esta cidade. Esse som, é a voz de quem mora nas encostas, de quem não tem lugar nessa romântica e excludente lembrança do Brasil colonial. ContrAçoite é uma banca formada por JR, RapNato e Formação Guerrilha e o DJ Gleison. Três trabalhos distintos com a música Rap que encontram um ponto comum nas indagações diretas que fazem diante de um sistema de opressão e exploração que domina nosso dia-a-dia. 


A partir da premissa de construção de um cenário onde os próprios artistas se fortalecem e com cada artista/grupo tendo sua característica muito bem definida na composição de suas letras, essa junção fortalece ainda mais os trabalhos individualmente e cria uma ação coletiva contundente, construída através de um discurso que mescla ingredientes agressivos, poéticos e altamente críticos.


Para a produção deste videoclipe, a Banca ContrAçoite contou ainda com a singular contribuição do cineasta João Dumans. João é roteirista e diretor de cinema. Arábia (2017), seu primeiro longa-metragem, co dirigido com Affonso Uchoa, foi escolhido o Melhor Filme no 50º Festival de Brasília, além de ter sido exibido e premiado em inúmeros festivais ao redor do mundo, entre eles Rotterdam, New Directors/New Films, BFI, Bafici, San Sebastian e Viennale. Dirigiu e fotografou o média-metragem Todo Mundo tem sua Cachaça (2014) e trabalhou como assistente de direção, roteirista e/ou montador em filmes como Os Residentes (Melhor Filme da Mostra de Tiradentes, 2011), A Vizinhança do Tigre (Melhor Filme da Mostra de Tiradentes, 2014), A Cidade onde Envelheço (Melhor Filme do 47º Festival de Brasília, 2014), Os Sonâmbulos (Melhor Filme da Mostra Caleidoscópio do 51º Festival de Brasília, 2018) e Sete anos em Maio (premiado em festivais como Visions du Réel na Suíça, e no Indie Lisboa, em Portugal 2019). Trabalhou também como pesquisador e consultor de roteiro em longas como Joaquim (que estreou internacionalmente no Festival de Berlim), A Fera na Selva, Canção ao Longe, Welles na terra do silêncio, Aquele que viu o Abismo, entre outros.

Essa união de talentos resulta neste videoclipe, repleto de reflexões duras e muita intensidade, visual e musical.


Assista:




Há 17 anos presente na cena da cidade, rapper ponta-grossense traz o melhor da essência boombap em novo álbum


Nascido e criado em Ponta Grossa - PR, Alex Januário também conhecido como Zero Meia lançou seu primeiro álbum solo “Rimas Que Preciso Por Perto”. Iniciou sua trajetória no rap paranaense em 2003 com o grupo Federação Repúbli-k, participou do coletivo Produto Nosso e atualmente faz parte do coletivo Salve Salve Mic On. O lançamento é o seu primeiro trabalho solo e conta com pelo menos sete produtores diferentes, assim como a participação de outros artistas.


A elaboração do álbum começou a tomar forma no final de 2018, como algumas rimas já haviam sido gravadas, Zero Meia conta que o que levou mais tempo foi o processo de construção das músicas: “Como eu já tinha a maioria das letras escritas, a minha maior preocupação foi encontrar os instrumentais que tivessem uma boa qualidade e que casassem com a ideia das letras.” conta o rapper.


O álbum possui 10 faixas com produções assinadas por Léo Casa 1, Scooby, Galdino Beats, Gean Brasil, Luis Cilho, Hal Dom e Mestre Gu Beatmaker, bem como participações de DJ Banga, Gafanhoto, Will No Control, Souz, Stanley, Banks e Perdidão em diferentes tracks. Carregando a essência boombap com alguns beats de trap o álbum une a atualidade característica do hip-hop com a vivência e referências do rapper, mantendo-se fiel a realidade de uma longa caminhada dentro do rap nacional independente.

“Rimas Que Preciso Por Perto” é mais um lançamento do selo Piá de Vila, Zero Meia que é um dos produtores do selo conta a importância desse trabalho em conjunto para este e os próximos lançamentos: “Nosso foco na Piá de Vila é ter uma estrutura mínima para dar vazão aos trabalhos e expandir a nossa cena a nível nacional. Somos eternos aprendizes da música e quem faz música sabe que nada é fácil, nada vem de graça, tudo exige muito esforço. A música muda a todo instante, o que funciona hoje amanhã pode não funcionar.” conta o rapper ao explicar a importância de se manter atualizado e alinhado ao selo.

Ouça: 


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Salve família!!!

Que ano hein? Tivemos que tomar tantas e tantas decisões, escolher pelo que sofrer já que tantas coisas ruins aconteceram. Entre várias decisões do NP, como não ter lista de melhores do ano e afins, nós decidimos manter nossa Coletânea - A coisa tá preta! porque julgamos ser importante pro coletivo. 

A coisa tá preta está no seu vol. 5, e todos os anos escolhemos pessoas negras que tem um determinado significado pra nós no ano em que a coletânea é lançada. 

Esse ano escolhemos como capa, a Doutora Jaqueline Goes de Jesus, que foi uma das coordenadoras da equipe de pesquisadores que realizou o primeiro sequenciamento do genoma do coronavírus circulante na América Latina – apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Por toda a relevância e representação que essa mulher traz, nós a escolhemos como capa da nossa coletânea em 2020.


Pra quem não conhece, a nossa coletânea reúne músicas de artistas pretas e pretos que gostamos durante o ano e que falam sobre diversas questões. Ela não tem fins lucrativos, apenas a vontade de utilizar esse espaço pra mostrar os mais diversos assuntos trazidos de nós para nós.




Escolha uma das duas plataformas para ouvir


Soundcloud:



Spotify:

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

 

No próximo dia 27.11 ao meio-dia, é a estreia do novo single de Timm Arif no Collors Brasil, chamado #ForaDeÓrbita. 

A partir da produção de Dontcry & Nokiaa, Timm Arif descreve em sua poesia, a rotina, o amor, as conexões pretas com muita sensibilidade e força nas ideias, tendo as comunidades periféricas como referência. Mixada e masterizada pelo próprio Rapper, a canção #ForaDeÓrbita vem como um sussurro de amor em tempos difíceis onde o afeto tem sido peça rara nos dias atuais. Com isso, a canção de Timm Arif acessa lugares no sentimento de quem ouve despertando algo que nos lembra sempre como é bom ser preto.

Para conhecer mais os trabalhos atuais de Timm Arif acesse: https://linktr.ee/timm_arif



Apesar de todo o caos de 2020, NUMA continuou firme no propósito para expressar todos os seus sentimentos através do seu álbum de estreia, “Inferno verde”, que chegou às plataformas digitais no dia 13/11 via Endorphins Lab. Nele, a DJ e a beatmaker curitibana aborda temas que se tornaram ainda mais urgentes ao longo deste ano: queimadas e desmatamento na Amazônia, racismo, inclusão social, liberdade de gênero, genocídio indígena, ditadura da beleza, machismo e o mercado musical pouco ocupado pelas mulheres. Mas ela diz muito sem usar uma única palavra. 


“A ideia é mostrar o que é o Brasil pra mim: um inferno que é extremamente rico, com pessoas maravilhosas, mas que infelizmente tem uma ‘autoxenofobia’ muito foda. É um país que cultua muita a beleza, a vaidade… e que destrói os povos indígenas, que são os verdadeiros brasileiros”, diz.


Assim como o Brasil, NUMA é plural. Isso fica explícito nas 09 tracks do projeto, que une a forma clássica do hip-hop, como a forma das colagens e um ar jazzy, os diversos timbres da música eletrônica (de house ao trip hop) e a brasilidade transmitida em cada uma das músicas. Não por acaso, todos os samples usados por ela são brasileiros, de diferentes ritmos e estios. Há também a inserção de falas icônicas do líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak, da legendária rapper Dina Di, e da atriz Drag Queen Donna Bagos. Cada um desses elementos são essenciais para gerar uma atmosfera musical singular, batizada pela própria NUMA por Raptrônico.


Ouça: