sexta-feira, 23 de outubro de 2020

BeiLLi, Priscilla Fenics e Suh Menezes na música Meia Quatro. 

Foto: Fridas Comunica e Fotógrafa


Quem vai tapar os buracos das balas?

A nova música da Priscilla Fenics, “Meia Quatro”, conta com a participação de Suh Menezes e aborda a fragilidade da política brasileira e constante ameaça de direitos conquistados por movimentos sociais.

O lyric vídeo, produzido por Policeno, traz referências de um dos períodos de grande ruptura no país, a ditadura militar, fazendo um paralelo com as condições atuais nas periferias brasileiras, que é alvo constante do militarismo.

“Pulsos pretos, antes correntes, hoje algemas... Comecei a escrever essa música na abordagem de trazer reflexão sobre um período tortuoso para a população preta e periférica, que nunca foi considerada como ‘cidadãos de bem’, nem ontem, nem hoje”, comenta Priscilla Fenics.

Novas eleições estão próximas, e “para trilharmos novos caminhos é preciso reconstituir nossa história com atenção à memória que nos ensina. O Brasil é um projeto. Do Ocidente, é claro. A história contada pelo opressor nunca será a mesma que a nossa”. E para isso, é importante atentar para produções pretas e periféricas e seus olhares reais.

A faixa foi produzida por BeiLLi no estúdio do Duck Jam, duas referências no rap nacional. A música é a última prévia do 2º álbum da Priscilla Fenics, chamado #arbocaura, com lançamento previsto para abril de 2021.

Em agosto, foi lançada a música Brilha e Queima, com participação de Ryane Leão. O álbum ainda reúne o time: Nerie Bento, Brisa Flow e Vanessa Jackson, além de Suh Menezes. A proposta do álbum é que o ouvinte mergulhe em duas sessions, surpreendendo com os beats, trazendo várias temáticas que despertem conexões e sentidos com a juventude preta e periférica.


Confira:



Depois de um longo processo de produção NIKITO LABRAE e BPP Tan encontraram a estética perfeita para o disco “NOVA”. 

Acompanhe a trajetória de Luck Medo, Hector Labraejjin e Margo, dentro de um universo de expansão tecnológica com a trilha sonora de um novo gênero, M. Bounce. O álbum traz críticas ao capitalismo, ao consumismo e as relações líquidas: 


“Dinheiro, mano… pensa que você trabalhou a vida inteira pra conseguir algo e chegou uma empresa com esse produto que você almeja e te diz não, que você não tem o suficiente. Isso eu digo desde coisas básicas até o luxo. O ponto é o que: a tecnologia chegou, mas não para todos. É óbvio que isso vai resultar em uma guerra de classes com interesses bem diferentes. Quem tem tudo quer mais e quem não tem nada só está preocupado em tirar de quem tem tudo… Violência gratuita, né cara?! Não se trata de um futuro distante, apenas chegou o dia que vimos o verdadeiro papel do dinheiro.” 


Sobre o gênero M. Bounce, nada melhor que o próprio criador falar um pouco sobre: 

“Quem conhece o Maka, tá ligado! Essa parada do Bounce veio depois de ouvir bastante Makalister e sua rapaziada. Então desde já, agradeço a inspiração. O M. Bounce nada mais é do que assuntos tristes com ritmos de festa. Eu falo de relações líquidas e críticas de um jeito que te liberta a vontade de saber sobre assuntos que estão no seu dia a dia. Ou seja, eu falo da sua vivência que você nega. Isso inclui qualquer classe social… Melancholic Bounce (risos).” 


A Ilustração da capa foi feita por Ana Sathler, criação de personagens por Serginho Tattoo e direção de arte por Helena Sayuri. 


“O NIKITO é um cara muito criativo e trabalhamos em conjunto nessa nova atmosfera. Foi um longo processo com muitas barreiras, mas no fim deu tudo certo! Esse trampo agregou em muitos pontos a todos os envolvidos. Foi uma honra participar ao lado de um time como o nosso”, diz Helena Sayuri. 


O disco contém 14 faixas e conta com a participação de Bon, Ryam, Stefanie Lima, AFK, Matheus Coringa, Choice, Yung Buda, Gord1N, Zemaru, Nill, Janssen Lima e HootsieDoppel. Todas as produções foram feitas por NIKITO LABRAE e BPP Tan.

Ouça:


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quinta-feira, 22 de outubro de 2020



O projeto Solo Bars do canal RAProdutivo iniciou o corre com o rapper Ex3emo Signo e logo em seguida com a Vanda MãeGrande e agora com o lendário rapper do underground angolano, Kool Klever.


Estamos num momento onde o numero de denuncias de brutalidade policial tem aumentado muito! Não que hoje a polícia é mais brutal, não! Ela é brutal desde o pós escravidão, quando ela foi fundada para proteger o patrimônio do playboy/burguês. As denuncias aumentaram porque hoje está sendo filmado algo que eles têm feito desde sempre.

O gatilho/faísca que despertou as manifestações no mundo fora, os protestos estadunidense depois da morte de George Floyd, no Brasil a morte de uma criança negra devido ao descaso de uma mulher branca iniciou uma serie de protestos no mês de junho desse ano. 

Em Angola não tem sido diferente... Não tem muito tempo que pessoas foram as ruas protestar contra a brutalidade policial que matou 3 pessoas pelo mesmo motivo: uso incorreto das mascaras. Um das frases desse protesto era: "Use mascara para se proteger do covid e da policia".

*

Morte de Juliana Kafrique (zungueira/ambulante), uma vendedora assassinada por um polícia em Luanda, voltou a trazer a debate o tema da violência policial. Associação Nacional de Vendedores Ambulantes recorda que este não é o primeiro caso. (saiba mais)


Centenas de médicos, políticos e membros da sociedade civil marcharam este sábado, em Luanda, para repudiar a morte do médico angolano Sílvio Dala que morreu no dia 1 setembro, numa das esquadras policiais em Luanda. (saiba mais)

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Kool Klever absorvendo todas essas atrocidades, liberou tudo em versos.

Kool Klever é um dos mc’s mais inteligentes de Angola, puta merda! Ele começa fazendo rimas multi-silábicas, cuspindo rimas utópicas de inimigos imaginários que só o MC em questão vê, tá ligado?


“Ao invés de estar aqui a matar inimigos improváveis, inimigos invisíveis... vamos para um assunto mais sério, mano...” rima Kool Klever.


Numa mudança de beat, o rapper começa a passar a visão sobre as manifestações contra a brutalidade policial!

Como dito acima, as manifestações tem sua faísca aqui na América e reverbera em Angola. O rapper deixa bem frisado a diferença da polícia, mesmo tendo o mesmo modus operandi.


“Do outro lado uma polícia que é racista e branca, desse lado uma polícia que é classista e mata! Manos da mesma cor, manas da mesma luta, vitimas da mesma dor dessa politica astuta”, rima Kool Klever.

Assista:




Ficha Técnica: 

Produção Executiva: Carylson Alberto (CEO & Fundador) 

Instrumental: Ilus3 Morgsz & Faroeste 

Designer: Doraemon Caznuva 

Mistura e Masterização: Doraemon Caznuva 

Scracth: Deejay Mamen 

Direção: Bento Chipula 

Produção do Vídeo: JP Films Emcee 

Sigam RAProdutivo: 

Instagram - https://instagram.com/raprodutivo

Facebook - https://www.facebook.com/RAProdutivo 

Soundcloud - https://soundcloud.com/raprodutivo




Na próxima quinta-feira, dia 29 de outubro, 19h, a funkeira Deize Tigrona e a rapper Kmila CDD se encontram virtualmente pelo perfil de Instagram @casanaturamusical para conversar sobre o período em que foram vizinhas de porta no bairro carioca Cidade de Deus. A conversa, que terá como tema “Memórias de Uma Vizinhança”, irá abordar os desafios, lutas e projetos das artistas.


MC de funk carioca, Deize Tigrona ganhou notoriedade na cena musical por meio da sua participação em festas itinerantes e na rua. Recentemente, fez participação no EP Corpo Sem Juízo, de Jup do Bairro, na faixa Pelo Amor de Deize e lançou o single Sexo, Internet e Funk.


Kmila CDD subiu ao palco pela primeira vez em 1992 ao lado do irmão, MV Bill, e fez participação em seu disco em 1999. Após ter se apresentado em países como França, Inglaterra, Estados Unidos e Espanha, lançou em 2017 o disco Preta Cabulosa, seguido pelo single Faça Acontecer (2019), com participação de MV Bill e L7NNON.


O projeto Afetos, idealizado pela Casa Natura Musical, é um momento de carinho entre artistas e público, um ato de troca que humaniza a relação entre duas partes através da tecnologia. Esses encontros e trocas, que já aconteciam naturalmente no palco físico na Casa Natura Musical, se tornam um acalento ainda mais especial neste momento em que não podemos nos reunir fisicamente em torno da música.

Imagem: Jader Mattos


THIAGO ELNIÑO TRAZ FORTE REFLEXÃO SOBRE NOSSO MOMENTO NO SINGLE PRECEITO COM PARTICIPAÇÃO DE PRETA FERREIRA!

Para algumas religiões de matrizes africanas, preceitos são conjuntos de práticas adotadas em períodos de preparo para determinadas atividades espirituais, como sessões mediúnicas, oferendas, entre outras, e foi dessa forma que o rapper Thiago Elniño resolveu atravessar o período de isolamento social proposto para conter o avanço da pandemia causada pelas pelo vírus COVID-19 em 2020, como um período de recolhimento onde alguns preceitos deveriam ser adotados para fortalecer o espírito e sair deste momento com ainda mais força, e seria natural que isso influenciasse sua produção, o resultado dessa experiência é o single PRECEITO, uma forte leitura do nosso tempo com participação de Preta Ferreira e produção de Martché.

Preceito traz elementos tanto de trap quanto de boombap, tambores originários de espaço de fé afro diaspóricos, funk carioca, jazz, PRECEITO, tudo ainda de forma acessível e próxima de quem frequenta giras de umbanda e toques de candomblé, público que talvez forme a maior base de fãs de Elniño.

A presença de Preta Ferreira em PRECEITO é um destaque a parte, cantora e atriz com histórico de luta importante por igualdade social e principalmente moradia, Preta é uma potência enorme que prepara novo trabalho. O encontro e a amizade com Thiago foram naturais e fortes tornando os dois parceiros musicais que com certeza serão vistos com freqüência, e esta música que tem produção musical de Marthcé e Monzo, é apenas o início.


Confira:




H.E, promessa do Rap na Zona Sul de São Paulo chega na junção com o talentoso San Joe na faixa “Tô De Pé” produzida por um monstro do Rap Nacional. Nada mais, nada menos que: DJ Caique!

A música busca retratar as vivências e a dificuldade enfrentada por dois jovens periféricos na batalha pelo pão de cada dia. A mensagem principal é de força e superação “Chapei, mas tô de pé, com fé, com força de lutar, somar, jamais subtrair”... e que não devemos desistir perante as adversidades e sim enxergar uma oportunidade para sermos melhores. O videoclipe foi gravado pela produtora OASIV no Centro de São Paulo, retratando o berço paulista com seus prédios monumentais e a pouca atenção aos menos favorecidos.


Assista:


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A ancestralidade negra e os rituais das religiões de matriz africana inspiram a música “Pra Limpar Terreiro”, novo hit do Coletivo IMuNe, de Belo Horizonte, cantado e composto por Raphael Sales. O cantautor de Contagem (MG) integra o IMuNe ao lado de Bia Nogueira, Cleópatra, Gui Ventura, Maíra Baldaia e Rodrigo Negão. O clipe tem direção de Celina Barbi. 

Com Elza Soares e Djonga como padrinhos, o Coletivo IMuNe (Instante da Música Negra) reúne os seis artistas que movimentam a cena musical mineira contemporânea. Raphael Sales estreou em 2018 com o elogiado disco Fundamental. 

O álbum o colocou como um dos nomes mais promissores da nova música brasileira, segundo o crítico Miguel Arcanjo Prado, da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) e Blog do Arcanjo, que escolheu o disco o melhor daquele ano.


Assista:



Mostrando o seu lado mais sexy e ao mesmo tempo doce, a cantora Isis Orbelli, uma das grandes revelações do R&B nacional, lançou o single “Sentidos”, com produção musical de Vinni OG Beats, do selo UnderHouse e videoclipe criado por Gustavo Ferreira.


“Eu fiquei mais de um ano sem lançar um trabalho inteiramente meu. Em maio, eu consegui lançar um single (Efeito Glossy) e a partir dele pude entender pra onde eu queria direcionar meu trabalho. Queria imprimir minha sensualidade, os sentimentos e uma intensidade que fossem capazes de chegar até o outro. Eu tenho gostado de deixar as coisas um pouco mais explícitas nos últimos sons que tenho trabalhado, mas antes que as pessoas experimentem mais disso, eu quis trazer a “Sentidos”. Ela tem a sua sensualidade, mas caminha de mãos dadas com uma certa delicadeza e doçura”, conta Isis.


Inspirada por São Paulo, em cada verso de “Sentidos” Isis deixa explícito suas vivências na cidade de concreto, mostrando que por trás de todo o caos e tantos tons de cinza existem belezas únicas que devem ser admiradas, experimentadas e tocadas. “Basicamente tudo que os cinco sentidos nos permitem desfrutar e que deveríamos explorá-los muito mais”, completa a cantora.


Juntamente com o single, Isis presenteia seus fãs com um videoclipe que nos faz viajar para os anos 1990, com suas nuances em lilás. Cor essa que não foi escolhida por acaso, o lilás representa o mistério e expressa a personalidade da artista. Romântica, com muito brilho, do figurino até a maquiagem - ambos pensados por Gustavo Ferreira -, tudo orna perfeitamente com as projeções da capital paulista ao fundo.


Assista:


terça-feira, 20 de outubro de 2020



Em marcha acelerada junto as batidas clássicas do Boombap, colagens de Mv Bill, Dmn e Kamau, Paulo Microfonia assina junto a Rodrigo Buga e Npe o single "A Marcha". 


Movimento dado a passos largos e com pisadas firmes no Velho Continente pois, quem assina a distribuição é, nada mais, nada menos que Vinyl Digital, selo alemão que já lançou vários artistas de renome como Mz Boom Bap, Ill Consciuos, entre outros. Paulo Microfonia é um dos primeiros brasileiros a entrar nessa lista! 

Em uma época em que levantes antiracistas ganham repercussão global, "A Marcha" escrita há poucos anos atrás nos mostra que não é de hoje que entoamos discursos como "Black Lives Matter", e nos mostra também o quanto ainda precisamos avançar.

E assim, lembrando Malcolm X quando nos diz que: "Nunca seremos capazes de ir a qualquer lugar, se não soubermos onde estamos."

Assista:


Nosso Sagrado (2017) e Nossos Mortos Têm Voz (2018) estão na disputa do XIII Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico. 


A Quiprocó Filmes faz uma dobradinha luxuosa com as produções Nosso Sagrado (2017) e Nossos Mortos Têm Voz (2018) na disputa pelo XIII Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico, que acontece entre os dias 30/11 e 06 de novembro. O primeiro documentário, dirigido por Fernando Sousa, Gabriel Barbosa e Jorge Santana; conta a história de como as comunidades tradicionais de terreiro eram criminalizadas, religiosos perseguidos e seus objetos sagrados apreendidos - assim como da coleção que levava o nome de "Museu de Magia Negra" e o processo para libertar os objetos sagrados que estavam há mais de 100 anos no antigo DOPs do Rio de Janeiro. O segundo, dirigido por Fernando Sousa e Gabriel Barbosa, fala sobre mães e familiares vítimas da violência de Estado da Baixada Fluminense, sobretudo no que diz respeito à violência contra jovens negros.


As sessões acontecerão integralmente de forma remota, entre os dias 26 e 30 de outubro, como pré evento da 32° Reunião Brasileira de Antropologia. Os filmes vencedores serão anunciados na abertura da 32° Reunião Brasileira de Antropologia e os premiados reproduzidos durante a RBA. 


Nosso Sagrado (2017) foi licenciado para o Canal Futura e, atualmente, está disponível na plataforma kweli.tv. Nossos Mortos Têm Voz (2018) foi licenciado para o Canal Brasil, Prime Box Brasil e também se encontra disponível na plataforma kweli.tv 


Nossos Mortos Têm Voz - Trailer
 


Nosso Sagrado - Trailer