terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Infiltrado na Klan : Foto John David Washington, Spike Lee


Pela primeira vez Spike Lee foi indicador ao Oscar como Melhor Diretor.O cineasta concorre ao prêmio pala direção do filme Infiltrado na Klan. Lee é o sexta negro a aparece na categoria que ja contou com: John Singleton, Lee Daniels, Steve McQueen, Barry Jenkins e Jordan Peele  

Spike lee esta há mais de 30 anos trabalha na industria cinematográfica, ate então o cineasta contava com apenas duas indicações: Melhor Documentário por 4 Little Girls e Melhor Roteiro Original por Faça a Coisa Certa em 1990.

Infiltrado na Klan foi indicado para seis prêmios: Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Montagem, Melhor Ator Coadjuvante (Adam Driver), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme. 
A 91ª cerimônia do Oscar acontecerá em 24 de fevereiro
Fonte: Omelete

Após lançar dois EPs e diversos clipes ao longo de 2018, Slim Rimografia promete novos trabalhos para 2019, que incluem, além de seus sons autorais, o lançamento de seu selo e produtora, Mokado Records.

Para começar a agenda do ano, Slim apresenta-se na quinta-feira, 31 de janeiro, na Vitrine da Dança, na Galeria Olido, em São Paulo. Neste show, o MC vem acompanhado do DJ Gio Marx nos riscos e da dupla de dançarinos Gui Camargo e Cezar Braga. As já clássicas “Falido” e “Por Você” fazem parte do repertório ao lado de outras antigas que há tempos não são executadas ao vivo. Além dessas, as produções mais recentes que incluem os EPs SinGo e Mr. Dinamite, além de singles como “Bey”, também entram no setlist. 

Durante a apresentação, Slim recebe os convidadas Dee e Thais Rafael, cantora de São Paulo que acaba de lançar o clipe “Vem” e é a primeira artista a ser lançada com apoio da Mokado Records.

A próxima inédita de Slim Rimografia tem participação de Luedji Luna e será lançada em breve.

Serviço:

Slim Rimografia e Convidados

Quinta-feira, 31 de janeiro

Vitrine da Dança - Galeria Olido | Av. São João, 463

A partir das 19h

Gratuito

Siga Slim Rimografia: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | Spotify


Primeiramente Wakanda Forever!

Para a felicidade e surpresa de muitos, talvez até da Marvel, o filme Pantera Negra foi indicado ao Oscar 2019 em 7 categorias. 
Com uma campanha nas redes sociais para que o filme tentasse entrar na luta por alguma estatueta, o longa com uma das maiores bilheterias de filmes da Marvel e de super heróis, o filme não entrou na disputa em uma categoria, mas garantiu 7 grandes chances de levar uma estatueta pra casa.

O maior feito do filme, foi ter entrada para disputar como Melhor Filme. 
Pantera Negra com concorre com: Infiltrado na Klan, Bohemian Rhapsody, A Favorita, Green Book - O Guia, Roma, Nasce Uma Estrela, Vice
Black Panther se tornou o primeiro filme de super-herói a ser indicado,Pantera também entra na disputa nas categorias Melhor Canção Original, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora

Música indica como melhor canção original


Fonte: Ofuxico

A luta pela liberdade de ser quem se é. O esforço para influenciar mais mulheres a ocupar os espaços que desejam. Estas são algumas das batalhas que o grupo de samba-reggae Cores de Aidê segue travando dia após dia. O caminho é árduo, mas também cheio de surpresas e recompensas. Quem diria que Cores de Aidê seria, hoje, o mais relevante grupo de difusão da cultura afro-brasileira do Sul do país?
 
Com um recém-lançado disco, Quem é essa mulher?, e com o “Bloco Cores de Aidê” (que conta com mais de 100 mulheres), elas são presença certa nos mais relevantes eventos de música, cultura afro e feminismo de Santa Catarina. São dez mulheres que batem o tambor para semear e cultivar o amor e contribuem para a preservação do valor histórico e cultural de cada povo.
 
Cores de Aidê surgiu em Florianópolis (SC), no Carnaval de 2015. Foi o início do sonho da percussionista e regente Sarah Massí, que pretendia formar uma banda que agregasse mulheres diversas através da percussão, fazendo-as convergir na compreensão da potência artística e política do samba-reggae. O estilo, como o próprio nome já diz, é uma fusão do samba brasileiro com o reggae jamaicano, criado pelo baiano Neguinho do Samba no final da década de 70 e que tem o grupo  Olodum como seu precursor.
 
Além do caráter afro que o estilo possui, sua retórica originalmente é política e social. E é dessa fonte que bebem as Cores de Aidê, cativas da luta negra contra a inglória e a disputa.
 
Aidê é uma figura mitológica que aparece nos cânticos de capoeira do Brasil. Ela era uma negra africana que foi traficada no período escravocrata do país. Seu “senhorzinho” se apaixona por ela e lhe oferece a liberdade caso ela se case com ele. Aidê recusa e foge para o quilombo de Camugerê, onde encontra o amor verdadeiro.
 
“Por meio da Aidê nos vemos representadas por não monetarizar nossos afetos, não capitalizar nossos valores e posicionamentos. Compreendemos que a liberdade está com as nossas e por meio da liberdade de todas e com todas”,afirma Sarah Massí.
 
As Cores de Aidê seguem celebrando a liberdade sem deixar esquecer do passado. Seguem emancipando mulheres por meio do fortalecimento da autoestima e da ressignificação dos corpos. São mulheres que estão onde bem querem, que enfrentam o mundo, que abraçam a outra e as puxam pra cima.
 
** Baixe os singles “Aidê Mulher” e “Quem é essa mulher?”
https://bit.ly/2BZUarn
 
** Vídeo do show de lançamento do disco Quem é essa mulher? em Florianópolis (SC):
https://bit.ly/2LU5R7I
 
Formação:
- Sarah: caixa e timbal
- Be Sodré: repique
- Carla: surdo fundo
- Laila: surdo fundo
- Nattana: surdo contra
- Nine: surdo marcação
- Cris: xequerê
- Dandara: voz e repique
- Cauane: voz e surdo marcação
- Fernanda: dança
 
Agenda:
 
23 de Fevereiro - São José (SC)
28º Destaques da Raça Negra
Abertura: 14h
Show Cores de Aidê: 17h30
Endereço: Rua Doutor Constâncio Krummel, 1894 – Praia Comprida
Ingressos: R$ 20,00
Venda pelo telefone (48) 98424-0317
Classificação: livre
Capacidade: 1000 pessoas
Outras atrações: Beth Moreno e Convidados 

* Em breve o grupo anunciará as atividades no Carnaval 2019.

Percio chegou com novidade. Dessa vez o MC paulistano lançou o clipe “Lady Baby” com participação do Wizz, integrante do grupo Bona Fide Rap. Na produção, os compositores abordam fases conturbadas de um relacionamento dividido entre o trabalho e a vida amorosa e a presença insistente de um impasse: ir ou ficar.

A música pertence ao EP solo de Percio, intitulado “Amor Orgânico” que foi desenvolvido em parceria com o produtor sergipano Everton Dsouza vulgo Ds, também fundador do selo Colbec. Já o audiovisual ficou por conta de JP e Mulambo da Deck9 Record's. 

Percio vem fazendo vários projetos solos e em 2018 entrou para a equipe da Deck9. Em 2019, ele continuará focado em sua carreira e amadurecendo ideias que serão tiradas do papel em breve.

Confira:


Grupo Pandora está comemorando 15 anos com uma grande Mostra de Repertório. De 25 de janeiro até 02 de fevereiro o grupo apresenta sua mais nova montagem: COMUM, com entrada gratuita!

Grupo Pandora apresenta COMUM no CEU Perus e na Ocupação Artística Canhoba

De 25 de janeiro à 02 de fevereiro de 2019, o Grupo Pandora de Teatro apresenta o espetáculo COMUM no CEU Perus e Ocupação Artística Canhoba - Cine Teatro Pandora como parte de uma Mostra de Repertório comemorativa que marca os 15 anos de trajetória do grupo.

Além do espetáculo COMUM, outras três obras integram a Mostra de Repertório: Nomes Para Furacões (2017), que acaba de encerrar a primeira temporada em Perus, Relicário de Concreto (2013) e Ricardo III Não terá lugar ou Cenas da Vida de Meierhold (2015).

O espetáculo COMUM estreou em 2018 com enorme sucesso de público e de crítica, e foi apresentado em diversos espaços importantes da cena teatral. Agora a montagem volta a ser apresentada como parte de programação de aniversário do Grupo Pandora.

O espetáculo COMUM tem como eixo norteador o período ditatorial brasileiro e a descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco em 1990, local que fica a cerca de 2 quilômetros da sede do grupo em Perus - a Ocupação Artística Canhoba. Uma vala comum com mais de mil ossadas, onde foram identificados desaparecidos políticos e cidadãos mortos pela violência da ditadura militar.
A revelação da existência de uma vala clandestina dentro de um cemitério oficial, desencadeou um processo de busca da verdade sem precedentes no país. A vala comum do Cemitério Dom Bosco foi apresentada ao mundo como um dos muitos crimes cometidos pelo regime surgido com o golpe de estado de 1964, e trouxe a crueldade da ditadura militar à tona no começo dos anos 1990. Até ali, o desaparecimento de pessoas, os falsos tiroteios e atropelamentos, as marcas de tortura e dores da perda, pertenciam apenas ao universo dos familiares, sobreviventes e amigos.

Neste importante momento do país, o Grupo Pandora convida o público a  relembrar um período polêmico da história do Brasil que não deve ser esquecido.

A "Mostra de Repertório - Grupo Pandora de Teatro - 15 anos" faz parte do projeto "Reminiscências" contemplado pela 30ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo.

Através desta Mostra de Repertório, o Grupo Pandora explora a possibilidade de apresentar parte de sua história construída ao longo de 15 anos. Os quatro espetáculos que compõem a mostra salientam aspectos relevantes da trajetória do grupo e contam sua história, através de seus processos criativos e encenações.  
Grupo Pandora de Teatro - Mostra de Repertório - 15 anos - Programação PERUS:

Espetáculo: COMUM (2018)
Sinopse: Três histórias ligadas à descoberta de uma vala comum clandestina criada no período da Ditadura Militar Brasileira. A busca de um filho por informações de seus pais desaparecidos políticos. O dilema de dois coveiros encarregados da criação de uma vala. Uma jovem estudante que se aproxima do ativismo político. 1970/1990 épocas distintas se entrelaçam nos fragmentos dessas histórias e evidenciam causas e consequências. Inspirado na história da vala comum do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus, São Paulo/SP. Duração: 110 min - Faixa etária: 12 anos
Quando: 25 de janeiro de 2019 - sexta-feira - às 18h
26 de janeiro de 2019 - sábado - às 18h
Local: CEU Perus - Endereço: Rua Bernardo José Lorena, s/n - Perus
Quando: 01 de fevereiro de 2019 - sexta-feira - às 20h
02 de fevereiro de 2019 - sábado - às 19h
Local: Ocupação Artística Canhoba - Endereço: Rua Canhoba, 299 - Perus

Espetáculo: Relicário de Concreto (2013)
Sinopse: Espetáculo inspirado nas memórias dos trabalhadores da Fábrica de Cimento Portland Perus e na Greve dos Queixadas. Jovem procura emprego em uma fábrica de cimento, vê-se enredado por uma atmosfera de sonho e memória, onde cenas de um passado não muito distante irão misturar-se à suas angústias e preocupações modernas.  Passado e presente apresentam-se em uma única trajetória lírica, poética na qual a dualidade Queixada/Pelego é extrapolada em cenas e fragmentos de uma complexa rede de relações. Duração: 75 minutos - Indicação: Livre
Quando: 08 de fevereiro de 2019 - sexta-feira - às 20h
09 de fevereiro de 2019 - sábado - às 19h
15 de fevereiro de 2019 - sexta-feira - às 20h
16 de fevereiro de 2019 - sábado - às 19h
Local: Ocupação Artística Canhoba - Endereço: Rua Canhoba, 299 - Perus

Espetáculo: Ricardo III não terá lugar ou cenas da vida de Meierhold (2015)
Sinopse: Um fuzilamento. Um ensaio de teatro. Um casal que conversa sobre a vida. Um filho que nasce. Uma peça censurada. Um chefe de Estado que prepara uma refeição aos artistas. Um ator com medo de interpretar o tirano “Ricardo III” de Shakespeare. Dramaturgia de Matéi Visniec inspirada no último pesadelo do encenador russo Vsévolod Meierhold antes de ser assassinado na prisão em 1940 por ordem do Generalíssimo, a peça trata da censura política, da vida de Meierhold e da força do teatro. Duração: 80 minutos - Indicação: Livre
Quando: 22 de fevereiro de 2019 - sexta-feira - às 20h
23 de fevereiro de 2019 - sábado - às 18h
01 de março de 2019 - sexta-feira - às 20h
02 de março de 2019 - sábado - às 18h
Local: CEU Perus - Endereço: Rua Bernardo José Lorena, s/n - Perus


Informações: grupopandoradeteatro@yahoo.com.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Wesley Barbosa

Conto que vai estar no próximo livro do Wesley.


Aquela noite Nego Xepa havia bebido até o ultimo tostão do seu salário no bar da esquina e pagado cerveja para as mulheres que o rodeavam, enquanto ele tinha dinheiro dentro da carteira. Todos haviam se aproveitado da bebedeira dele: os que se diziam amigos, em torno da mesa de sinuca, o copeiro devolvendo-lhe o troco a menos e até mesmo um morador de rua que passou pedindo dinheiro. Nego Xepa ficava mão aberta e se sentia o rei do pedaço todas as vezes que bebia muito.

No entanto, em um lapso de sanidade disse ao dono do bar:

– Eu tô bêbado.

– Cala a boca, Nego bosta!

– Traíra!

– Você sai de lá da sua casa pra arranjar briga aqui?

– Foda-se!

O Chepa saiu trançando as pernas rumo a sua casa. Lá o esperavam esposa e filhos. Em seu íntimo ele pensava: “Gastei todo dinheiro!”; tropeçou em uma pedra. Levantou-se rapidamente olhando para os lados. Como as ruas estavam vazias, decidiu parar e mijar na esquina. Um carro passou buzinando. Ele pôde escutar: “Tem banheiro não, ô mijão!” Resmungou algo e sacudiu o pau enojado de si mesmo.

Marília deixara a luz da cozinha do barraco acesa. Ela sabia que, quando o marido demorava a chegar, é que ele havia passado dos limites, em algum bar ali por perto. “Desgraçado! Tomara que não tenha gastado todo o dinheiro.” Pensava ela.

De lá de fora ouve baterem na porta. “É o Xepa!” ela diz em voz alta. As crianças dormem tranquilamente e os vizinhos estão todos com as luzes de suas casas apagadas.

– Quem é?

– Sou eu mulher!

– Já tá bêbado, Xepa?

– Abre essa porta!

Marília tem medo. Pois sabe que o Nego Xepa fica violento quando bebe. Torna-se implacável e não vê nada a sua frente. Outro dia ela viu na televisão que um homem havia enfiado a faca na barriga de sua mulher por nada. Estava com medo. A santinha em cima da geladeira parece estar de testemunha.

Mas quem iria cuidar de seus dois filhinhos pequenos, se algo acontecesse com ela e o Nego Xepa fosse parar na cadeia? A pergunta rodopiava dentro de sua cabeça como uma roleta de jogo de azar.

É certo que havia passado por aquilo inúmeras vezes, mas estava cansada de ser feita de saco de pancadas. Dessa vez, como ela havia dito na noite anterior, ele dorme do lado de fora com os cachorros da rua.

No entanto, quando não bebia, o Nego Xepa era um homem bom: levava Marília para passear, dava-lhe presentinhos e cuidava bem das crianças. Transformava-se em outro ao virar o primeiro copo: mijava nas calças, queria meter nela a força e um dia até levantou a mão para o filho menor.

– Abre a porta Marília! – ele gritava.

Um vizinho colocou a cabeça para fora da janela e se pôs a observar.

– O que tá olhando? – disse Xepa com voz pastosa. O homem apagou a luz do quarto, deixando a janela entreaberta.

– Todo fim de mês é a mesma história – disse Marília – você não toma juízo nunca.

– Eu não tô bêbado, abre essa porta agora!

Nego Xepa bate com força. Marília olha para o filho menor que boceja de sono.

– Vai dormir menino!

– Eu te tiro de lá do interior pra você fazer isso comigo? – grita o homem lá de fora.

– Volta pro bar, não é lá que você estava?

Nego Xepa cerra os punhos e soca a porta com fúria. A mulher grita. Ninguém irá ajudá-la. Os vizinhos gostam de briga. Sua única amiga, a Maria Madalena, mora na rua de cima e, mesmo que estivesse ao lado, o que poderia fazer com um homem feito o Nego Chepa, que, embora gostasse de beber cachaça, trabalhava com entulho e comia mais de uma marmita diária, que a esposa preparava para ele?

O Nego Xepa era forte como um touro. Não havia quem entrasse em seu caminho.

– Vagabunda! – grita ele – Eu vou arrombar.

– Xepa! – suplica a mulher – pensa nos meninos.

– Eu só quero entrar na minha casa e descansar em paz.

– Você está completamente bêbado, vai acordar as crianças e bater em mim como sempre faz.

Marília sabe que não adiantará pedir que ele vá embora. A porta de madeira não aguentará por muito tempo. E, se ele ainda não arrombou, foi por esperança de ela ceder. Mais uma vez ela olha para a santinha, como a pedir por uma resposta. A santinha não diz nada. Ela sabe que nunca diria, embora estivesse acompanhada por orixás e Deus ainda lhe desse força para suportar as escoriações do homem, todos os dias.

Decidiu segurar a lágrima que ameaçava escorrer por seu rosto.

Xepa grita lá de fora:

– Vai se arrepender, Marília! Escuta o que eu tô te falando: você vai se arrepender se eu entrar aí dentro… Ou eu não me chamo Nego Xepa!

Marília abre uma das portas do armarinho todo escangalhado e de lá retira uma faca. Ela sabe como manusear a peixeira e cortar a garganta de uma galinha, para fazer galinhada quando o Xepa lhe pedia.

Amolar a faca ela havia amolado aquela tarde esperando que ele trouxesse um frango para o almoço do dia seguinte. Lembrou-se que no interior viu um homem matar outro sujeito a facada. Então sabia os pontos certos se o pior acontecesse.

Nego Xepa bem que poderia ter pensado nela e nas crianças e cuidado deles com desvelo. Então a noite não teria o cheiro pustulento da morte, nem os vizinhos ficariam com o copo grudado no tabique da casa ouvindo-os discutir.

“Vagabunda!” gritou o homem mais uma vez arrombando a porta com toda a força. E, como que tirando Marília de suas reflexões, foi o tempo de ela acertar uma, duas, três, quatro facadas bem no peito do marido.


Wesley Barbosa nasceu em 1990, é morador de Itapecerica da Serra, divisa com São Paulo. Começou a escrever aos nove anos de idade, acumulando contos e poesias, publicou em 2016 seu livro de estreia “O diabo na mesa dos fundos,” pelo Selo Povo editora, fundado pelo escritor Ferréz em 2009. O autor, de 28 anos, já está trabalhando em uma nova coletânea de contos, da qual ira figurar o conto acima. Para adquirir o livro clique aqui

E no último dia 16 de janeiro, Nomadebeatz nos deu uma prévia do que está por vir no disco dele "Expandindo Horizontes, Vol. 1".


A música que conta com beat de Nomadebeatz, participações de Lincoln Rossi, Teddy Paçoka Preto Loco, Gaiva, scratches de DJ Deividi Rocha. O som foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Correra Records (Lincoln Rossi), em São Carlos, integra o álbum que está por vir.

O som conta com um tom de deboche e ao mesmo tempo crítica. "Quando convidei meus manos Lincoln RossiCleriSom Tppl Santos e Adilson Bizerra para participarem de uma música do meu disco, logo o assunto abordado foi como estamos encarando toda essa nova safra do Rap e os tipos de ouvintes que surgiram à partir daí." disse Nomadebeatz.


Eles resolveram trabalhar num videoclipe com a proposta de se colocarem como artistas do tal do "hype", mas dando uma pequena alfinetada nas coisas que mais os incomodam. Ao invés de fazer beats, Nomadebeatz se tornou o apresentador de programa de reação análise além de um DJ de quinta categoria. Lincoln Rossi virou o "Lil Tossi", Gaiva virou o "MC Manequim de Loja" e o Teddy virou "King Net", aquele que só fala com a ajuda do autotune, rs. Nomade ainda completa, "Analisamos o atual momento do nosso Rap e reagimos assim, com um boom bap pesado e um audiovisual bem humorado". 

E aí, bora conferir?



Ficha técnica do video: 

Roteiro: Nomadebeatz e João Penteado. 
Direção: João Penteado. 
Edição: Lincoln Rossi e João Penteado. 
Câmera 1: João Penteado. 
Câmera 2: Guilherme Silva (Filosofia Rap). 


Espaço para as filmagens gentilmente cedido por "Confraria da navalha", São Carlos - SP.


No fim de dezembro de 2018, o coletivo de  beatmakers formado por Babidi, Ciano, Devasto, Eric Beatz, DJF, LVM3NS, Lacir, Leo Machion, Monstrin, Mykee, Okendo, Biel Poska, Sokagan, Drin, Mlima, Xvnd, Heyoan, Torrxs OG e Lucas Cachorro, chamado de Same Sense Collective, lançou a tape SAME SENSE CO | VOL. 3, a terceira tape lançada em 2018. 


O trabalho conta com 14 faixas, sendo elas Inquieto - Edson Lacir, A love - Drin & Leo Machion, Cobranças - Sogakan, Amo isso aqui - Monstrin, Ondas - EricBeatz 
6. Correria - Ciano, Conduta - Torrxs, Vida faltando   versos entre os cacos da minha existência - Poska,  Depoimento - Biel, Ain't got nothing - DJF & XVND, Rude - Mlima,  Myluv - Mykee, Terra vermelho sangue - Heyoan, Absorva - CachorroBeats.

Ouça abaixo:



Abrindo os caminhos com a intenção de fazer muito barulho esse ano, Rodrigo Short lança seu primeiro single da temporada 2019 "É o Lado negro da força" com participação do rapper Daniel Garnet, com produção do Laudz, Tropikillaz com aquela temática pertinente, sobre o negro e suas posições perante a sociedade...
Com uma produção de Dream Team da figga e Casa Pequena Film's confira o vídeo Clip dos mc's gravado no interior paulista...

Assista:


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