terça-feira, 20 de novembro de 2018


O consagrado site Underground Lusófono reuniu 3 mc's, de 3 países e 3 continentes diferente, na faixa "Rap não tem gênero".
O som conta com a participação da angolana Khis Mc, da brasileira Issa Paz e da portuguesa Mynda Guevara. 

Ouça:


Ficha técnica:


Mistura e Materização: Doraemon Caznuva
Produção Executiva: Carylson Alberto E Daniel Macedo
Direção Artística: Carylson Alberto Conexão:

Underground Lusófono - Unindo Nações Através do Rap Alternativo.  

Faixa aborda as marcas da escravidão na vida da população negra


Conhecido por seus vídeos que viralizaram na internet abordando questões sociais e políticas, Jota Jr é um trabalhador consciente. Gari e rapper, ele faz de sua vida uma bandeira na luta por mudanças sociais. Essa postura fica clara em “Desculpe por ser negro”, seu primeiro single em parceria com a Tudubom Records (Filipe Ret, MãoLee).

Lançado no Dia da Consciência Negra, o vídeo traz uma recriação cinematográfica dos tempos da escravidão. Após uma tentativa de fuga, um dos escravos morre e acaba despertando nos dias atuais, em pleno Cais do Valongo, no centro do Rio. É quando o primeiro verso de Jota ecoa forte: “2018 e nada mudou”. Debatendo o racismo estrutural e a dívida social, a canção foi escrita a partir de um vídeo feito pelo rapper.

“Essa música surgiu a partir de um vídeo que fiz para o meu canal Fala Tu Gari, chamado ‘Mimimi’, no qual eu falo sobre a realidade diferente que é ser negro no Brasil e não ser, comparando uma formatura de uma turma de médicos que era toda de brancos com uma de garis, com todos negros. Esse vídeo me despertou para essa realidade de que precisamos falar sobre isso pois tem pessoas que realmente não conseguem entender que o Brasil é um país racista”, conta Jota.

O vídeo citado por ele é um dos vários que viralizaram nas redes sociais, chegando num total de dezenas de milhões de visualizações, sempre com uma linguagem direta, dialogando com o povo sobre questões sérias. Pela primeira vez, Jota transpõe essas temáticas para suas composições em “Desculpe por ser negro”.

“Eu nunca fui muito de abordar temáticas sociais em minhas músicas. No rap, eu sempre tentei fazer algo mais voltado para festa. Essa faixa é importante para mim por ser uma transição artística e, ainda mais, por estar representando uma luta que vivo no dia-a-dia, contra a desigualdade racial no Brasil. Estou me sentindo, finalmente, lisonjeado com um trabalho meu”, conta ele.

Esse é o primeiro lançamento do Jota Jr com a Tudubom Records. Fundada em 2010, a Tudubom é uma banca independente de rap que conta com uma loja de artigos de street wear, um canal no YouTube e um selo fonográfico. Além do trabalho de profissionalização artística, a equipe busca consolidar uma imagem da música contemporânea e urbana carioca através do rap, unindo tons de funk e trap. Entre seus artistas mais renomados estão Filipe Ret, Mãolee, Pan Mikelan, Thiago Anezzi e projeto Coreto.

“Gravar na Tudubom foi onde me senti mais confortável nesses 10 anos onde gravo música. Estou fazendo um disco inteiro com eles e eles estão apostando muito no projeto. Sei que a cena do rap respeita muito a Tudubom e isso é algo muito importante para esse novo momento na minha carreira”, conclui Jota.

Assista o clipe “Desculpe por ser Negro”


Ficha técnica

Música: Desculpe Por Ser Negro

Composição: Jota Jr
Participação: Guercy
Produção Musical: Grupo Patuah
Mix/Master: DJ LN

Vídeo:

Produção Audiovisual @freshmindco
Direção: Luis Luix
Direção executiva: Uriel Calomeni
Produção Executiva: Renata Ferreira
Direção de Fotografia: Luis Luix
Edição e Finalização: Luis Luix
Produção: Carla Fontella/ Renato Jamessem
Assist. de Produção:Bruno Emmanuel
Assist. de Produção: Fran
Assist. de Produção: Allan Paraense
Assist. de Produção: João Tucci
Participações: @jotajr @yves.mak @guercy_axelofficiel

FRESH MIND CO®
@freshmindco


Após o sucesso do disco de estreia, Esú (2017), o rapper Baco Exu do Bluesanuncia um novo álbum. Intitulado Bluesman, o trabalho será lançado nas plataformas de streaming nesta sexta-feira, 23 de novembro. O trabalho chegará também com um curta-metragem que tem a trilha sonora composta pelos trechos de duas faixas, "Preto e Preta" e "Queima Minha Pele", e uma música na íntegra: "Bluesman". Esta última, inclusive, traz um manifesto. Leia a seguir (e assista aqui):

Eu sou o primeiro ritmo que formou pretos ricos
O primeiro ritmo que tornou pretos livres
Anel no dedo em cada um dos cinco
Vento na minha cara eu me sinto vivo
A partir de agora considero tudo blues
O samba é blues, o Rock é Blues o Jazz é blues
O Funk é blues o soul é blues
Eu sou Exu do blues
Tudo que quando era preto era do demônio
E depois virou branco e foi aceito eu vou chamar de blues
Jesus é blues

O projeto de lançamento do disco Bluesman foi desenvolvido por uma parceria entre o Coala Festival e a agência AKQA de São Paulo. O Coala está no processo de transição para deixar de ser apenas um festival de música e se tornar uma marca de música, expandindo suas atuações para projetos que ainda permeiam o universo musical, mas que extrapolam o evento em si. A ideia é ser um viabilizador de projetos de artistas e também ser uma ponte criativa entre esses artistas e marcas. Já a AKQA São Paulo, estúdio brasileiro de uma das mais importantes agências globais de inovação, tem associado a sua criatividade ao entretenimento e cultura. Fez projetos para artistas renomados como Usher, Yo-Yo Ma, Elton John e Lady Gaga.

Faixas de Bluesman:
1. Bluesman
2. Queima minha pela (part. Tim Bernardes)
3. Me desculpa Ja-Z
4. Minotauro de Borges
5. Kanye West da Bahia
6. Flamingos
7. Girassóis de Van Gogh
8. Preto e Preta
9. B.B. King


O disco que será que será lançado em outubro de 2019 está em pré-produção

A atriz, intérprete e compositora, Elisa de Sena se junta a nomes como Tássia Reis, Margareth Menezes e Thiago Matéria Prima, no time de 50 selecionados pela edição 2018 do Projeto Natura Musical.

Com o resultado, a artista iniciou o trabalho de pré-produção do seu primeiro disco. O universo feminino, de negritude, resistência, flexibilidade, transformação, natureza, urbanidade, do cotidiano e da mágica da vida dão o tom da obra, intermediado pelo diálogo entre os tambores mineiros e a música eletrônica.

Elisa é uma das cantautoras fundadoras do Coletivo Negras Autoras. Também é uma das idealizadoras do grupo Dingoma, e atuou como backing vocal da banda Berimbrown.

Mulher negra, nascida e criada em Minas Gerais, no Bairro Goiânia em Belo Horizonte, a artista está conectada com a realidade deste lugar de fala e também dialoga poeticamente com a realidade de outras mulheres do Brasil e do mundo.

Especializada nos ritmos de tambor mineiro, Elisa terá entre os parceiros na produção Dj Black Josie, Manu Ranilla, Ricardo Campos, Gustavo Cunha, Letícia Damaris e André Xina.


Elisa comemorou a seleção destacando a quantidade de artistas negros e negras selecionados para edição 2018. “Aqui em Belo Horizonte tivemos três trabalhos de artistas negros contemplados, a Mostra Imune também foi selecionada. Penso que estamos vivenciando um momento potente que vem de nossas lutas pessoais e coletiva”, destaca.

Magia
Em novembro de 2017, Elisa lançou o seu primeiro single autoral, a música Magia. O trabalho resulta em um som poético e rítmico que une a força da percussão afro-mineira à amplitude de possibilidades do universo da música eletrônica.

A força da população negra, sua resistência e flexibilidade também são transmutadas em discurso poético que ultrapassa fronteiras. Este single, primeira música de um álbum que será lançado em 2019, reafirma a habilidade feminina na transformação do cotidiano na mágica da vida.

Mais informações

O Sônica de Garagem (SDG+) é um programa realizado pelos alunos do curso de Rádio e TV da Universidade Metodista. Em cada episódio o programa mostra uma nova atração, um novo artista. 

Já passaram pelo programa os rappers Jamés Ventura, o grupo O Avante Coletivo e a Cultura Suja. Neste novo episódio o rapper Yannick, também conhecido como Afro Samurai canta a faixa “Jinno” do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”.

Yannick em suas redes sociais relatou que em janeiro de 2019 realizará a sua última apresentação deste trabalho e que lançará o último videoclipe do EP, a música “Ressurreição”, com a participação especial da banda de punk rock e rap Medulla.

No mesmo ano Yannick lança o seu segundo EP intitulado "O Caçador de Androides" baseado no livro "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas" do escritor Philip K. Dick que deu origem ao filme "Blade Runner"(1982) do diretor Ridley Scott, no dia 19 de novembro.

Assista agora "Jinno":


Com referencias ao movimento negro, o grupo lançou o clipe do single Raça Poderosa que conta com a participação do rapper Ôbigo.

A música lançada no dia 20 de novembro traz uma série de reflexões sobre a luta da população negra contra o racismo institucional e contra toda forma de opressão. 
O grupo que já lançou álbum 'Grito de Liberdade' e o single '7x1' segue sua linha de protesto e reflexão trazendo vários elementos que remetem a trajetória de luta negra durante a história.

Assista:


Amor, no melhor estilo vida Loka também ama com um dueto de tirar o folego.Poeticamente a nova faixa divulgado por Shien vai além de um som pra se ouvir acompanhado, a faixa " fica só  essa noite" expõe, de forma sofisticada e singela os medos e as carências que afloram em um relacionamento.

 Mergulhado em um ambiente bucólico e com ajuda elegante de Alinega( ocrime77) a canção ambienta uma montanha russa de emoções, dilemas, pecados e "fraquezas" trazidas pelo amor. Uma pitada de toda a complexidade da nossa sociedade em constante mudança.

Tema esse inclusive que foi objeto de reflexão do jovem mc andreense, gerando um fruto já anunciado pelo rapper para o ano de 2019, o ep "Volúvel"

Por meio de uma poética baseada em suas experiências de vida o ep discutirá de forma reflexiva a fluidez e a impermanência dos sentimentos, conceitos e ideologias da nossa realidade.
A faixa "fica só essa noite" vem como aperitivo, produzida por Rodrigo Rocha e lançada pelo selo Sec.26 demonstra a versatilidade de Shien, ou como ele mesmo prefere dizer que tudo é : Volúvel.

Ouça:



A origem do povo negro é o tema da nova música de Edi Rock em parceria com MC Pedrinho. Intitulada “De Onde Eu Venho”, a faixa sai pela Som Livre nesta terça-feira (20), dia em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, e já está disponível nas plataformas digitais - ouça aqui. A música, que mistura rap e funk, é do próprio Pedrinho e tem produção de DJ Kalfani, filho do KL Jay, e DJ Cuca. O clipe, que pode ser assistido no canal de Edi no YouTube - foi gravado em Salvador (BA), em pontos significativos da cidade para a história afrodescendente, e também na Vila Maria, em São Paulo, onde MC Pedrinho nasceu.

Assista:


A mensagem que a música passa não é novidade, mas deve ser sempre relembrada, segundo Edi: “As minhas expectativas são as melhores com essa parceria, por ser uma música atual e contemporânea. A minha intenção é fazer com que a nova geração ouça o que eu tenho para falar, pois a mensagem não pode parar, nem pode deixar de ser dita. Você só sabe aonde você vai, quando sabe de onde você veio. E acho que não tem ocasião melhor do que o mês e dia da consciência negra para iniciar, novamente, essa reflexão”.
De geração a geração necessitamos falar as mesmas coisas, como se fosse uma escola com a mesma aula e a mesma matéria. A matéria em questão seria sobre raízes, de quem somos e que não podemos esquecer de onde viemos. Foram esses questionamentos que eu fiz quando escutei a música pela primeira vez. A faixa me conquistou pela base, que é atual, e pelo refrão. E eu me fiz essa pergunta: ‘de onde você veio, Edi Rock?’. E fui em busca da minha resposta”, reflete o rapper. “Não, eu não venho da quebrada, eu sou além disso. Eu venho dos meus pais e meus pais são do Nordeste. Eu fui ao Nordeste para procurar minhas origens e, não, não é apenas o Nordeste. De onde vieram os meus ancestrais? Eles vieram da África e, na verdade, todos nós viemos de lá de alguma forma. Foi aí que eu percebi que isso precisa ser repensado: as nossas raízes, ideológicas, de protesto, de superação, de motivação. Principalmente, no momento que estamos atravessando no país”, completa
O lançamento vem acompanhado de um hotsite, criado em parceria com o escritor Ale Santos, que ficou conhecido por construir narrativas sobre o povo negro no Twitter  (@SavageFiction). Considerado um novo embaixador da causa, Ale vai trazer para cada estrofe da letra da música um fato histórico, fazendo uma relação ainda mais estreita entre a música e o temática da origem negra. O conteúdo também vai estar disponível em formato canvas no Facebook.

Elaine Dias e Mano Brown

Nesta segunda-feira (19), um dia antes do feriado municipal da Consciência Negra, em São Paulo, o Troféu Raça Negra chegou à sua 16ª para premiar as pessoas que se destacaram na luta pela igualdade racial no país. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o rapper dos Racionais MC’s, Mano Brown, foi o grande homenageado do ano. “Tudo que eu tenho vem da raça negra. Nascido do ventre de um pedaço de África, eu procuro honrar a minha parte negra com a minha vida. Obrigado ao povo negro por me fazer ser o que eu sou”, disse Brown, durante a cerimônia, ao receber a estatueta Zumbi dos Palmares.

O evento homenageou ainda a vereadora carioca Marielle Franco (Psol), executada a tiros junto com seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, em março deste ano. A família dela estiveram na cerimônia e receberam o troféu em memória da vereadora. “É uma dor profunda, sentimento de impunidade e falta de democracia”, disse a mão de Marielle. “Não temos ainda notícia de quem fez e de quem mandou fazer”, acrescentou. Anielle Franco, irmã da vereadora, falou ainda das tentativas de intimidação sofridas pela família. “Pessoas têm tentado silenciar esse lado da família, mas eles não vão conseguir. Lugar de mulher negra é onde ela quiser. Eu também não vou ser interrompida e vou honrar o sangue da minha família, porque ancestralidade importa e muito”, disse.

O 16º Troféu Raça Negra premiou ainda a advogada negra Valéria Lúcia dos Santos, que foi algemada durante uma audiência judicial em Duque de Caxias (RJ); o ex-diretor de Redação da Folha Otavio Frias Filho (1957-2018), morto em agosto passado; a escritora cubana Teresa Cárdenas; os cantores Fafá de Belém, Gaby Amarantos e Reinaldo; o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco a presidente da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano; o senegalês Adama Dieng, assessor especial do secretário-geral da ONU; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; a presidente do Inep, Maria Inês Fini; o ex-ministro da Justiça, José Gregori; e a presidente do TRT-2 de São Paulo, Rilma Aparecida Hemetério.
Fonte: Bahia Noticias