quarta-feira, 24 de maio de 2017

Juntos pela segunda vez, Oddish e Mobb lançam a faixa "Passa”


Com produção assinada por Daniel Degraus, os rappers baianos Felipe Castro (Oddish) e Victor Leonardo Lins (Mobb) se uniram na música “Passa”, que tem o propósito de levar o ouvinte a refletir sobre a vida e seus percalços, passando a ideia de não desistir dos objetivos e nem desanimar.

Dedicada a Cydrak Nascimento (MC) e OBZO (pichador e poeta), grandes referências do Hip Hop na Bahia, que faleceram este ano, a música foi gravada no estúdio próprio de Oddish, Bagre Loco Records, mixada e masterizada por ele. A foto em destaque no youtube é de Fernando Baggi.

Em alguns de seus versos, Mobb faz alusão ao fato dos seres humanos serem como poeiras, de tão pequenos, comparados ao tamanho do univerjo, além de mencionar Alef, um amigo de infância assassinado por engano na rua onde moravam. Oddish afirma que o som é uma homenagem a todos que passam por algo e, no fundo, sabem que vão superar. "É aquela coisa de saber que, apesar de tudo, tudo o que passamos vira histórias pra contar. A vida é uma só...".




Ficha Técnica
Produzido por Degraus Beats (@daniel.degraus)
Gravado por Felipe Castro (Oddish) no Estúdio Bagre Loco Records
Mixado e masterizado por Felipe Castro (Oddish)
Foto por Fernando Baggi.


Redes Sociais
Oddish

Mobb
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Escritora Elizandra Souza realiza rodas de conversa nas Fábricas de Cultura


Autora passará por cinco unidades nas zonas norte e sul de São Paulo e lança projeto com postais poéticos e artísticos

Celebrando 16 anos de carreira como escritora, a autora Elizandra Souza, que também é jornalista, realiza a partir de quarta-feira (24) uma turnê de rodas de conversa em cinco unidades das Fábricas de Cultura, em São Paulo (SP).

Durante os bate-papos, Elizandra Souza deve falar dos livros “Punga” e “Águas da Cabaça”. O primeiro completando 10 anos do lançamento, em coautoria com o poeta Akins Kintê, sob o selo da Edições Toró. A obra é um marco não somente na carreira da autora, como também na história da literatura periférica do país.

Outra novidade é o lançamento de 10 postais do livro “Águas da Cabaça”, que trazem trechos de poesias de Elizandra Souza e ilustrações de Denise Silva, a Denisenhando.

Cada atividade terá duração de 1h30. Para a autora, essa é uma oportunidade de troca com o público. “Participar de bate-papos é sempre enriquecedor, porque é quando podemos trocar, quando podemos ouvir. É a chance de apresentar o trabalho para quem ainda não conhece e de conversar com quem já conhece e tem contribuições a fazer”, disse.


Sobre Elizandra Souza



Elizandra Souza é poeta, jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (ProUni), editora da Agenda Cultural da Periferia na Ação Educativa, locutora da Rádio Comunitária Heliópolis FM, integrante do coletivo Sarau das Pretas – SP. É fundadora do Coletivo Mjiba - Jovem Mulher Revolucionária, que desenvolve ações focadas no protagonismo das mulheres negras e periféricas. Elizandra é também ativista cultural com um trabalho consolidado há 16 anos na cultura de periferia e na literatura negra.

Coautora de “Punga”, com o poeta Akins Kinte, Edições Toró (2007), autora do livro de poesias “Águas da cabaça” (2012) e organizadora da antologia “Pretextos de Mulheres Negras” (2013) e “Terra Fértil”, de Jenyffer Nascimento (2014), traz a experiência e a estética da produção literária que condensa periferia, negritude e feminismo. Participou do Festival Internacional de Poesia em Havana (Cuba) em 2016. Realiza cursos e oficinas sobre a visibilidade da Literatura Negra e Feminina em parceria com Carmen Faustino.Atualmente também é terapeuta holística com formação em Aromaterapia e Perfumaria Botânica.




Confira a agenda das rodas de conversa

Zona Sul

Dia 24 (quarta-feira), 10h.Fábrica São Luís – Avenida Antônio Ramos Rosa, 651.
Dia 24(quarta-feira), 15h. Fábrica de Cultura Capão Redondo – Rua Algard, 82.

Zona Norte
Dia 26(sexta-feira), 10h.Fábrica de Cultura da Brasilândia – Av. Inajar de Souza, 7001.
Dia 26(sexta-feira), 15h. Fábrica Vila Nova Cachoeirinha – Rua Franklin do Amaral, 1.575.
Dia 31 (quarta-feira), 15h. Fábrica de Cultura Jaçanã - Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138.

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SESC PINHEIROS PROMEVE O PROJETO NA MARGEM COM ENCONTROS SOBRE POESIA



 
Nesta edição, o projeto conta com a participação da portuguesa Raquel Lima, do Grupo XIX e do Sarau das Pretas

 Dias 26 e 27 de maio de 2017
 

Em maio de 2017, o Sesc Pinheiros promove duas atividades gratuitas no contexto do projeto de literatura Na Margem: Sarau, no dia 26/5, com Raquel Lima (Portugal),  Grupo XIX Sarau das Pretas e um Encontro com Raquel Lima, no dia 27/5.
 Durante o sarau do dia 26, com mediação da dramaturga Cidinha da Silva, Raquel Lima, o Grupo XIX e o Sarau das Pretas reúnem-se com o público para um bate-papo, leituras, intervenções e improvisos. Já no Encontro com Raquel Lima do dia 27, a autora portuguesa compartilha suas histórias, vivências e sua relação com a poesia, em diálogo com slams e spoken word
 
SOBRE OS PARTICIPANTES 
Raquel Lima é uma jovem autora e ativista do movimento poetry slam. Participou do Festival Silêncio 2011, e ficou em 1º lugar na terceira edição do Poetry Slam Portugal. Foi convidada a participar em eventos internacionais de poetry slam na Itália, França, Polônia, Reino Unido, Bélgica, Brasil, Estônia, Espanha, Holanda, Suécia, Suíça e São Tomé e Príncipe.

Grupo XIX é um coletivo nascido no Centro de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo - USP a partir de pesquisa acadêmicas. Seus espetáculos narram dramas sociais e políticos, apresentados em edifícios antigos, invariavelmente abandonados, aproveitando a arquitetura como cenografia e a luz natural como iluminação. A gênese do grupo segue a tendência dos chamados processos colaborativos na cena contemporânea brasileira da virada do milênio. A afirmação do vínculo do teatro com a cidade, e vice-versa, fica patente já na primeira produção, Hysteria, que estreia no circuito acadêmico em novembro de 2001, mas só vai chamar a atenção do público e da mídia no Festival de Teatro de Curitiba, em março do ano seguinte.

Sarau das Pretas é um encontro para partilhar a escuta, a palavra e a ancestralidade. Compõe um quilombo de mulheres negras liderado por Débora Garcia, Elizandra Souza, Jô Freitas, Thata Alves e a percussionista Taissol Ziggy. Diante do cenário de ações culturais ligadas ao protagonismo e ao empoderamento das mulheres em defesa de seus direitos, jovens mulheres negras atuantes no cenário cultural da cidade de São Paulo, revelam através da literatura, de seus tambores e de seus corpos, as realidades de viver o feminino e o feminismo. 
 
Mediação de Cidinha da Silva, prosadora e dramaturga. Tem nove livros de literatura publicados. No campo da dramaturgia escreveu: Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas (encenada por Os Crespos, 2013 a 2015) e Os coloridos (espetáculo infantil encenado por Os Crespos em 2015 e 2016). Como ensaísta organizou "Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil" (2014). Anteriormente, foi organizadora de "Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras" (2003), um dos 10 primeiros livros sobre o tema publicados no Brasil.
 
SOBRE EMERSON ALCALDE (SP)Co-curador do projeto Na Margem, Emerson Alcalde é artista da Poesia Falada, produtor cultural, slammaster do Slam da Guilhermina e do Sófálá. Autor dos livros: (A) MASSA e O Vendedor de Travesseiros. Criou poemas para o disco “...ENTRE...” do Kamau. Apresentou-se na FLIP, FLUPP, Feira do livro de Poços de Caldas, Feira do Livro de Picos, Piauí, Bienal do Livro de SP, Virada Cultural, Cidadania das Ruas e eventos internacionais de Spoken Word na Venezuela, Argentina, Canadá, Caribe e França. Vice-Campeão do Mundo de Slam em 2014.
 
SOBRE O PROJETO “NA MARGEM” 
Com curadoria do Sesc Pinheiros e de Emerson Alcade, o Na Margem é uma reunião de poetas, artistas e público para expressão coletiva e a interação, por meio de bate-papos, leituras, intervenções e improvisos sobre temas da atualidade, como desigualdades, intolerâncias, cidadania, direitos, resistência e potencialidades. Tais discussões são propostas a partir de perspectivas locais, com a presença dos grupos paulistas, e pontos de vista mais amplificados, com a presença dos artistas e poetas internacionais. 
 
O projeto conta ainda com atividades formativas que dialogam com manifestações da poesia, dos saraus e dos slams, com a participação dos artistas e poetas internacionais, visando o intercâmbio de experiências em literatura, artes, oralidade e spoken word.
 
Segundo Emerson, o projeto “coloca o Brasil no mapa da cena do spoken word mundial. É audacioso por propor não apenas as apresentações artísticas, mas inova propiciando o encontro e a reflexão com atividades formativas, proporcionando ao público a oportunidade de ter contato com diferentes culturas”.
 
PRÓXIMAS EDIÇÕES

Junho:
 Anita Tchikita (França/ Argentina) e Trupe Sinha Zózima (São Paulo), com mediação de Rudinei Borges (Pará/São Paulo): dias 23 e 24/6;
Julho: Comikk MG (México) e Cia [-MOS] (São Paulo), com mediação do Marcello Gugu (São Paulo): 21 e 22/7.

SERVIÇO
NA MARGEM

Sarau Na Margem com Raquel Lima (POR), Grupo XIX e Sarau das Pretas (SP) – Mediação: Cidinha da Silva
Dia 26 de maio de 2017, das 20h às 21h30
Local:
 Sala de Oficinas (2º andar)
Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria. Vagas limitadasLivre. Grátis.

Encontro com Raquel Lima (POR)
Dia 27 de maio de 2017, das 10h30 às 13h30
Local:
 Sala de Múltiplo Uso (3º andar)
Inscrições no local com 1h de antecedência. Vagas limitadasLivre. Grátis.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195. 

Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. 


Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m
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Malavéi - A Cobrança - (Prod. MIL)



Ficha Técnica : Captação de voz: IR Records Mix e Máster: por MIL (NocRecords) Beat: MIL (NocRecords) Lyric Video: ZonaOuro

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Ouça o single "Holocausto" do grupo Gueto Organizado !



O grupo é oriundo da zona sul de São Paulo, no Jd. Santa Francisca. Foi na região do Grajaú que Comparsa, Vermelho e Nego Wal começaram a espalhar seus versos no final dos anos 90. Apesar de residirem no mesmo bairro, foi em um estúdio de gravação que se tornaram amigos e desde então se apresentam como Gueto Organizado!
Em abril, o grupo Gueto Organizado lançou a música “Holocausto” que fala sobre a condição social do Brasil, as divergências de opiniões e as decepções que sofremos diariamente em consequência das mazelas politicas.
Este é o primeiro single do grupo após o lançamento do disco “Legado 1“, o disco foi lançado em 2016. 
“Holocausto” vem com a produção de DJ Dehco, este mesmo que já foi DJ e produtor do PMC JIGGABOO e tem muita história dentro do rap nacional. Produção fonográfica de 4 Diamantes, produção executiva por Gueto Organizado, produção musical foi feita por Dehco Wanlu, gravado no Studio Arte Play, mixado e masterizado por Dehco Wanlu.

      


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#Asminapá - Conheça a MC Debrete

Há tempos viemos dando visibilidade ao corre independente monstro das minas no Rap. Pois bem, essa semana tivemos a felicidade da MC Debrete nos procurar para divulgar o trampo. Fica o convite, a todas as minas independentes que querem divulgar o trabalho #asminapá. 



Débora Rita, vulgo MC Debrete, tem 21 anos, é uma mulher negra, lésbica e periférica, atualmente estuda na Universidade de Brasília.
Debrete nasceu no Distrito Federal, mora na Ceilândia Norte, sempre ouviu Rap e começou a cantar brincando de rimar com uma amiga há 3 anos. Participou de algumas batalhas que acontecem no DF, como a batalha das gurias.
A MC vai lançar um álbum em outubro, e apesar de não ter nenhuma música gravada, já tem algumas escritas, uma delas chamada "O Grito das Esquecidas" que fala sobre o feminicídio, que atinge principalmente as mulheres negras. Usa o Rap como forma de protesto e manifesto pra falar dos diversos problemas que assolam o povo, os pretos e as pretas da quebrada dela. 

Sobre o som Mães e filhos, a rapper solta a letra, "esse rap escrevi em homenagem às mães do cárcere, às mães de maio e a todas as mães das periferias do Brasil, fiz o clipe de forma independente e a produção foi inteiramente caseira, com o áudio gravado no celular, os beats e as imagens retiradas da internet, isso diz muito sobre o clipe, afinal, ainda faltam oportunidades pras minas do rap mostrarem e terem seus trabalhos reconhecidos". 

Confiram esse som, com essa temática tão importante!


            

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terça-feira, 23 de maio de 2017

COLUNA DO LEITOR - Vale tudo, só não vale ser mal acostumado

Vale tudo, só não vale ser mal acostumado

Fala galera, eu sou Vinícius de Castro e depois de 8 anos juntando uma grana, larguei meu trampo para viajar um ano pela Europa só de mochila nas costas. Durante a minha viagem, conheci minha atual esposa, me tornei papai e me mudei pra Grécia, onde moro há um ano.

Esse é um pequeno resumo pra tu saber de onde tiro minhas conclusões - afinal, não sou particularmente estudado em sociologia nem nada, sou só mais um guarulhense que gastava 4 horas todos os dias no transporte público de São Paulo e agora vive cercado de estrangeiro.

Caso queira saber mais sobre minha caminhada, acesse minha página do facebook (Nego Vai Longe) ou confere meu blog.

“Tem gringo que vive chorando de barriga cheia”

Minha mulher é grega, morou a vida inteira na europa e é comunista. Por conta dessa inusitada combinação, rolam várias tretas filosóficas aqui. Não me entenda mal, eu me identifico muito com a “esquerda” porém as reclamações que escuto dos gringos, apesar de parecerem válidas, são absurdas quando se analisa o contexto. Vou dar uns exemplos:

Não tem “emprego bom”
Uma das principais reclamações que escuto é que não tem emprego bom pra todo mundo. Num primeiro momento, essa reclamação parece válida e justa, principalmente porque a mídia cobriu exaustivamente a “crise na Grécia”.

E de fato “Acabei de me formar e não consigo arrumar um emprego” é algo que cansei de ouvir da galera jovem que conheci na Grécia. Analisando o contexto em termos práticos, o país oferece faculdade de graça para todo mundo - isso mesmo, ensino superior de qualidade gratuito para todo mundo - e de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a Grécia tem 40% dos jovens formados! Proporcionalmente, o Brasil tem quatro vez menos formados que a Grécia.

Não fica difícil acompanhar a lógica: num país com muito engenheiro, quem vai querer trabalhar de peão?

Os “empregos ruins” exploram
Outro argumento que escuto bastante é que país possui uma alta taxa de desemprego (a maior da União Européia) os donos das empresas aproveitam o momento para pagar menos do que deveriam, esse é
Eu moro em uma cidade turística e de fato, muitos dos empregadores aqui pagam menos e exigem mais. O problema é quando você analisa o contexto todo:

Para os padrões gregos, “exploração” é ser forçado a trabalhar 6~8 horas por dia com 1 folga por semana ganhando 400 euros (R$ 1.200,00). Sem contar que, caso esse “trabalho abusivo” tenha contato direto com turistas, esse montante pode chegar a até 700 euros (R$2.100) por conta das gorjetas.

Não sei para vocês, mas por grande parte da minha vida eu trabalhei nessas condições  citadas feliz e contente sem achar que estava sendo explorado!

Salário Baixo
Esse é um tema complicado porque o custo de vida aqui é diferente, mas sem dúvida esse é outro tópico que me emputece. Ela e muitos de seus compatriotas  dizem que o salário mínimo da Grécia é ridículo e argumentam que não é possível manter uma vida digna. Nota: o salário mínimo aqui é R$ 1.800 (600 euros)! Após viver um ano aqui, eu te garanto que dá pra viver perfeitamente bem com esse dinheiro!

A lógica desta reclamação vem do seguinte argumento: “Com esse salário não dá pra pagar um aluguel no centro, comprar e manter um carro, comer em restaurantes de vez em quando e viajar uma vez por mês”.

Eles realmente não percebem o quão privilegiados são e eu fico doido da vida com isso. Ao meu ver, o salário mínimo deve ser o suficiente para cobrir todas as necessidades básicas de um ser humano sem que ele tenha que ficar contando moeda. Agora, não é necessidade básica possuir um carro, morar no centro da cidade e comer em restaurante 4 vezes por mês.

Manifestações

Eu apoio a maioria das manifestações do povo contra o governo, porém de novo, os gregos me parecem muito mal acostumados. Não se passa 3 meses aqui sem uma grande greve!

Em dezembro mesmo, estávamos em Atenas visitando o cardiologista da nossa bebê quando ocorreu um grande protesto, que depois eu fiquei sabendo que é anual.


Aparentemente, todo ano no dia 06 de dezembro, a galera faz protesto pesado contra a polícia por eles terem matado um jovem inocente no centro de Atenas em 2006. Se liga nas fotos de como é pesado a parada.


Eu estava trabalhando em um bar quando a polícia arremessou uma granada de gás lacrimogêneo nas redondezas e pela primeira vez eu senti o cheiro daquela merda. É horrível.

Meu pensamento no final do dia foi: “Que frescura, a polícia matou um jovem inocente há 6 anos e todo 06 de dezembro eles protestam assim? Se fosse assim no brasil, todo dia a gente ia quebrar tudo”

Nesse momento a minha ficha caiu. No meu “pensamento brasileiro”, um policial assassinar um jovem inocente é uma coisa normal/natural. Afinal de contas, faz parte do nosso cotidiano, certo?


Mas que linha de pensamento mais imbecil, não?
É comum, quando um protesto/manifestação se torna muito grande, que pequenos grupos vandalizem a cidade, e nos dias seguintes à manifestação é possível encontrar algumas banquinhas de jornal queimadas e depredadas e isso é uma bosta.

Porém, após refletir sobre o assunto, esse protesto anual é fundamental! Todo dia 06 de dezembro a nação grega mostra que não irá tolerar o assassinato de jovens inocentes. Somente o fato de dos policiais que são truculentos saberem -ou melhor, serem lembrados- disso, já representa um ganho absurdo pra toda nação.

Bom, era essa reflexão que eu queria deixar aqui, algumas coisas que aprendi pensando sobre esse assunto:
  • Assim como os gregos, temos que lutar com mais afinco pelos nossos direitos e por condições melhor para toda população.
  • Diferente dos gregos, devemos entender que, apesar de falho, diversos pontos do nosso sistema funcionam. Antes de ficar reclamar do INSS, do aumento dos preços e da criminalidade procure saber mais sobre o sistema de saúde pública americano, a inflação da Coreia do Norte e a criminalidade da Venezuela.
  • Não esquecer um fator básico, a morte de um jovem inocente não deve ser jamais vista como algo natural e normal sendo quase um dever do cidadão se manifestar frente a esses incidentes.

Acho que a principal mensagem que eu quero passar com tudo isso é: apesar de morar fora do Brasil faz com que eu e família recém criada não sofra diretamente com os problemas da nação, meu sonho é escutar minha filha dizendo: “O Brasil já foi muito ruim porém pouco a pouco a população foi acordando e percebendo sua força”.

Claro, minha véia ainda mora no Brasil, e só isso já seria o suficiente para me motivar a melhorar o cenário e não tacar o “foda-se” para essa situação que parece um tunel sem luz no final.

Abraços e paz

(queria deixar uma salve aqui pra alguns amigos que me contribuíram para esse post: Báarbara Serafim, Bruno Gimenes e Caio Mesquita)
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Mokadoclan com part. de 2RcRew lança o clipe "100 1/2 TERMO"


Sexta feira dia 19 de maio o Grupo Mokadoclan soltou um single com participação do grupo 2RcRew PR . Escrito e gravado e filmado na quarta (17) o som intitulado 100 1/2 TERMO vem com a vivencia bem crua de cada um, mais descontraído porem com muita linha de consciência e lirica. 
Conheça mais Mokadoclan!
Além do album contraste o grupo lança um single por mes desde março, em junho eles marcaram presença no Arte na Guerra, uma obra  com 12 mcs de Floripa e 3 produtores. 

2RcRew de curitiba tem esse e mais um clipe ainda não lançado gravado em Floripa. 

O vídeo foi produzido por João Gabriel Franchinni da Intelect Comunicação Audio Visual 

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Homenagem ao rapper Mc Patou - Baby S Feat Ana Maria, LP & Vendaval "Vai com Deus"


Baby S disponibiliza a sua nova musica em homenagem ao rapper MC PATOU, que infelizmente já não faz parte no mundo dos vivos, vamos sentir muita a sua falta mano, foste uns dos pilares  do município do Cazenga. 

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O Semente Cinza, grupo de rap da zona Sul de São Paulo acabou de lançar o seu primeiro EP "Prólogo".


Semente Cinza tá em casa. O grupo da zona Sul de São Paulo formado por Guzz e Mulambo deu início aos trabalhos com o lançamento do “Prólogo”, seu primeiro EP. Com produção do Gomes Freitera, as faixas “Se” (A Porta de Entrada pra Outras Drogas), “Mente”, “Cinza”, “Nível” e “Taças” marcam o começo da história de quem deseja se cercar de ouro, sem perder o conteúdo.
O EP está disponível no Spotify e no YouTube, ouça:
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BIG MC TCHÊ - CONE CREW FREE VERSE


BIG MC TCHÊ manda notícias e com elas um novo FREE VERSE, desta vez sobre a base de Vai Dar Caô da Cone

O Mc Gaúcho BIG MC TCHÊ volta entrar em contato após um pouco mais de um mês de "silêncio" pra avisar que segue com força total na sua maratona de lançamentos.
Mesmo não tendo divulgado aos blogs especializados, após o lançamento do clipe de NIKE BOX FREESTYLE, BIG MC TCHÊ já lançou mais materiais inéditos em seu canal do Youtube oficial sendo 3 FREE VERSES e mais uma participação com o Rapper 3R do Grupo Ideologia RS.

A colaboração com 3R se chama Te Dizer e relata algumas histórias da vida nos guetos e ressalta que mesmo com todas as adversidades se pode escolher o caminho correto. Já os FREE VERSES lançados utilizaram as instrumentais dos sons Resistência Cultural de Marcelo D2, Neurótico de Guerra de Filipe Ret e como última atualização tivemos a base de Vai Dar Caô da Cone Crew sendo o suporte para as líricas rimas de BIG MC TCHÊ que fazem uma comparação do tráfico e a depêndencia das drogas com o seu grande fluxo de lançamentos e o uso sem moderação de seus sons por parte de seus ouvintes.

Dentre os vários projetos futuros ainda previstos pra este ano BIG MC TCHÊ destaca o EP TRAPKING que sai dia 7 de Julho e será o primeiro de uma trilogia de EP´S do Mc que mais trabalha no Rap do Sul. Se inscreva no canal oficial do MC e não perca os lançamentos sessões semanais FREE VERSE'S e DAZ'ANTIGAZ e também os novos singles e trabalhos à BIG MC TCHÊ.

Lembrando que além dos singles esporádicos, as novas edições do projeto semanal DAZ'ANTIGAZ saem todas as sextas , já os FREE VERSEs  de BIG MC TCHÊ seguem sua periodicidade quinzenal. Inscrevam se e fiquem ligados !!!  


LINK CANAL BIGMCTCHEOFICIAL : www.youtube.com/bigmctcheoficial

Confira os mais recentes FREE VERSE's de BIG MC TCHÊ nos links abaixo :
 
CONE CREW FREE VERSE : https://www.youtube.com/watch?v=zyn0LRQdUlw

FILIPE RET FREE VERSE : https://www.youtube.com/watch?v=Qj1ahx6y_pw

MARCELO D2 FREE VERSE : https://www.youtube.com/watch?v=R5cfKHCM8i4 


Redes Sociais:
Youtube : Canal BIGMCTCHEOFICIAL
Fan page : BIG MC TCHÊ - www.facebook.com/bigmctcheoficial
Perfil : Biggy Drinkz - www.facebook.com/bigmctche
Twitter : www.twitter.com/bigmctche
Instagram : www.instragram.com/bigmctcheoficial
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