quinta-feira, 17 de outubro de 2019



O rapper baiana, Vandal, durante sua passagem por São Paulo participou do quadro “Acerca” do canal RAPTV

Vandal que é um dos pioneiros no grime, ritmo que uns menó vem dizendo que são zica, mas o Vandal em 2007 já dropava no gênero. Vandal fala de como começou, suas referências na música, um pouco da sua vivência com o Russo do Baiana System, sua mixtape "Tipo Las Vegas” (OUÇAM) que é um clássico da cena underground e várias fitas. Mas inevitavelmente e pertinentemente, Mascari pergunta sobre suas linhas no som “Só eu sei" do Devasto com participação do Diomes e Junior Lord também

Vandal fica bem à vontade e solta o verbo e dentre várias fitas que ele falou, quero destacar duas declarações. 


“Esse entendimento de pretos ricos, pretos no topo e etc. Sendo que um branco que tá assinando os bagui tudo. (...) E você ludibriando a massa negra que você é o preto deus, que você faz tudo, é muito louco isso...”


"Eu não quero olhar pra baixo e dizer que sou o preto no topo. Eu sou o preto no topo e todo mundo fodido em baixo? Um topo sem base, é um topo em falso, primeiro vento que bate você cai, po.."


Entrevista muito foda! 

Assista:



Nunca pensamos em ouvir o novo álbum Gang Starr em 2019, mas o DJ Premier continua nos abençoando com os versos inéditos do Guru direto de seu cofre. 

Depois de lançar "Family and Loyalty" no mês passado, temos outra música chamada "Bad Time". Desta vez, é apenas o Guru rimando só num beat do Premo, e é o Gang Starr que conhecemos e amamos. Não apenas isso, mas suas letras soam tão atemporais todos esses anos depois. 


Seu novo álbum, One of the Best Yet, será lançado no dia 1º de novembro - confira a lista de faixas abaixo. 




01. THE SURE SHOT (INTRO) 
02. LIGHTS OUT (FEAT. M.O.P.) 
03. BAD NAME 
04. HIT MAN (FEAT. Q-TIP) 
05. WHAT’S REAL (FEAT. GROUP HOME & ROYCE DA 5’9″) 
06. KEITH CASIM ELAM (INTERLUDE) 
07. FROM A DISTANCE (FEAT. JERU THE DAMAJA) 
08. FAMILY AND LOYALTY (FEAT. J. COLE) 
09. GET TOGETHER (FEAT. NE-YO & NITTY SCOTT) 
10. NYGZ/GS 183RD (INTERLUDE) 
11. SO MANY RAPPERS 
12. BUSINESS OR ART (FEAT. TALIB KWELI) 
13. BRING IT BACK HERE 
14. ONE OF THE BEST YET (BIG SHUG INTERLUDE) 
15. TAKE FLIGHT (MILITIA, PT. 4) [FEAT. BIG SHUG & FREDDIE FOXXX] 
16. BLESS THE MIC 



Fonte: OnSmash

Rivas, artista multi mídia, um dos ícones da cultura Hip Hop nacional do país, atuante na maioria dos seguimentos desta cultura como empreendedor social, arte educador, produtor cultural, B. Boy/dançarino, Grafiteiro e MC/Rapper, tendo em sua discografia álbuns que revolucionaram a indústria fonográfica no seguimento do Rap Nacional, coerente, com mais de 30 anos de carreira e absolutamente engajado como porta voz de gerações, formador de opinião, possibilitando a milhares de jovens ouvintes e expectadores, formas de se expressar e se comunicar com o mundo.

Rivas ex integrante do Grupo Álibi, antigamente conhecido como Kabala.

Ravel, jovem nascido em meio a imensurável bagagem artística e cultural que atravessa gerações, culminando em sua precoce carreira artística, como músico e já se desenvolvendo como produtor produtor musical e cultural. Com uma atuação relevante em meio a sua geração, representa a potência da juventude que inspira e conquista o futuro.

Pai e filho, juntos Rivas e Ravel otimizando gerações através de um trabalho musical que une rap, trap, boom bap, e muito mais, com um conteúdo contemporâneo e relevante, transpondo fronteiras e gerações, sempre a frente de seu tempo, com o poder transformador da arte e da música.

Confira o clipe:


Nossas Redes Sociais:

No dia 24/09/2019, Charlles Evangelista, deputado do PSL de Minas Gerais, apresentou um projeto de lei (PL 5194/2019), em que pretende criminalizar alguns estilos musicais. 

Mesmo que na descrição do projeto não diga abertamente quais estilos vão ser censurados, tudo indica que gêneros como: Rap, Funk, Brega-Funk e qualquer ritmo de quebrada vai ser diretamente afetado. 
O Projeto de lei do deputado do PSL tem como objetivo principal transformar em crime qualquer estilo musical que “faça uso de expressões pejorativas ou ofensivas”

Por exemplo: uso e o tráfico de drogas e armas; prática de pornografia, pedofilia ou estupro; ofensas à imagem da mulher; ódio à polícia. 

Isso é um projeto direto para criminalizar os ritmos de quebrada, sabe porquê? Eles vão criminalizar filmes como o Carandiru ou Cidade de Deus? Eles vão criminalizar a Brasileirinha? Incentivo a pedofilia e estupro já é crime.

Não sou a favor a ofensa a imagem da mulher, porem se a mina quiser falar sobre seu corpo, ela está no direito dela. A constituição nos garante a liberdade de expressão. Criticar a polícia vai se tornar crime em música, isso é um pulo para censura! 

Muita gente mesmo do rap tá achando que nossa cultura não vai ser afetada, mas ela vai! E vocês querendo ou não o funk é parceiro do rap, somos todos de quebrada. Quem vai ser afetado somos nós! porque esse projeto de lei, pode abrir um precedente para criminalizar qualquer manifestação contra a polícia, políticos, o sistema e etc. A censura vai voltar, tio!

O Projeto de lei está aguardando parecer do relator na Comissão de Cultura (CCULT) 

Você pode conferir a PL 5194/2019 AQUI


Abaixo você pode ser a justificativa do Projeto de lei 



Este projeto de lei se baseia no fato de haver um grande desrespeito a moral pública, causado quando há a reprodução de canções que contenham expressões pejorativas ou ofensivas em ambientes públicos. O mal-estar se deve ao conteúdo explícito das letras, que abordam temas de cunho sexual e, por vezes, fazem apologia a crimes. Desse modo, a criminalização de estilos musicais nesse sentido seria uma forma de garantir a saúde mental das famílias e principalmente de crianças e adolescentes que ainda não tem o discernimento necessário para diferenciar o real do imaginário. 

Os estilos musicais que fazem apologia a situações descritas nesse projeto de lei não se referem à manifestação dos linguajares e costumes de uma parcela da população que, é obrigada a viver a realidade que retratam nas músicas, pelo contrário, essa proposição visa inibir a linguagem que degrada a imagem de boa parte da sociedade. 

Diante da popularidade que as músicas de diversos ritmos veem ganhando proporção, podemos perceber que estas se encontram com um nível defasado de letra PL n.5194/2019 e que na maioria das vezes agridem a imagem da mulher, apelam para o comportamento erótico e a existência de inúmeros palavrões. 

Nossas crianças e adolescentes, com certeza, são vítimas desta apelação musical de cultura de massa, eles vão formando em sua postura social a concepção de que fazer o que diz nas letras de canções da moda, é normal e bonito, porque que quem não segue o que tá no auge é taxado de desatualizado. Dessa forma, é notável a transformação precoce deste sujeito alienado pelas músicas midiáticas do momento que perturbam o desenvolvimento da consciência humana antes do tempo de maturação necessária. 

Diante da variedade musical existente, e que está ao alcance de todos, é que há uma necessidade de analisar bem que tipos de músicas estão sendo criadas e divulgadas, por isso há uma suprema necessidade de cuidar do que as crianças e adolescentes ouvem, para que não repercutam de forma negativa no decorrer do desenvolvimento da sua aprendizagem e formação social. 

Com isso, conclui-se que os autores e cantores de qualquer estilo musical que tenham conteúdos pejorativos ou ofensivos devem ser responsabilizados criminalmente e punidos pelo Poder Judiciário, tratando-se a presente proposição em reafirmar o espírito maléfico de estilos musicais que incentivam de qualquer forma a propagação de crimes ou situações vexatórias, para tanto, peço aos nobres colegas Parlamentares apoio na aprovação deste projeto.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Dexter e Afro-X retornam juntos aos palcos revivendo a história de um dos grupos mais importantes do RAP nacional

Um dos mais icônicos grupos do rap brasileiro, o 509-E, se reúne 16 anos depois na turnê “Vivos” que percorre as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador, celebrando os 20 anos do grupo. Formado pelos rappers Dexter (Marcos Fernandes de Omena) e AfroX (Cristian de Souza Augusto) o 509-E é uma verdadeira lenda do rap brasileiro.

A dupla lançou dois discos: Provérbios 13 (2000) e MMII DC (2002 Depois de Cristo) (2002). Várias músicas do último álbum jamais foram apresentadas ao vivo, uma vez que a dupla se desfez em 2003.

A abertura da noite fica por conta de artistas da cena do rap mineiro como DJ Black Josie, DJ Spider e os grupos Sem Meia Verdade e EF Arezona.

O show em BH acontece no dia 26 de outubro, às 22h, na casa de shows Mister Rock (Avenida Tereza Cristina 295, Prado). Os ingressos estão disponíveis pelo sympla https://bit.ly/2mXrJqc e custam $60 (primeiro lote) e $30 (segundo lote)

Reencontro e hits

O show é costurado pelas lembranças dos rappers e a proposta é de criar uma atmosfera cênica fazendo alusão ao períodoem que estiveram privados de sua liberdade “Nos reunirmos hoje para a realização dessa comemoração significa que a essência do Hip Hop de fato tem um grande poder.

Como disse Gilberto Gil: O tempo é rei!As arestas foram aparadas e a ideia é que essa união mostre para as pessoas que a amizade, o carinho, o amor, o respeito e o perdão devem estar sempre acima de tudo. É isso que o Hip Hop nos ensina”, diz Dexter.

O setlist será composto por todos os sucessos do grupo que atravessou gerações. O saudosismo dos fãs que acompanharam o grupo na época poderá ser revivido e dessa vez juntamente com os mais jovens, que se tornaram fãs por meio das músicas e por

influência dos mais velhos, mas que nunca tiveram a oportunidade de assistir a um show da dupla.

“Esse novo ciclo significa a renovação, o amadurecimento, a gratidão à nossa história, pois vencemos o improvável.Todos os sentimentos negativos foram superados através do amor, amizade, respeito, prática e essência da cultura HIP HOP. Além disso, estamos contemplando em vida que tudo valeu a pena, desde aregeneração ao legado. Todos são bem-vindos para grande celebração de 20 anos com a família 509-E, mais vivos do que nunca”, diz Afro-X.

Carreira 

A história improvável da dupla conta com dois álbuns. 

O 509-E surgiu em 2000, quando os dois estavam presos no Pavilhão sete da Casa de Detenção, o extinto Carandiru, em São Paulo. 

Ao lado de Mano Brown, Edi Rock, DJ Hum, MV Bill, DJ Luciano e DJ Zé Gonzáles, entre outros, o primeiro CD do 509-E, Provérbios 13, foi lançado em 2000.

O grupo foi batizado com os números e letra que identificavam a cela onde viveram por alguns anos.

O sucesso da dupla com músicas como “Oitavo Anjo”, clássico do rap que sampleava Jorge Ben, foi tanto que eles fizeram vários shows durante o período em que estavam presos, mediante pedido de autorização para deixarem temporariamente a prisão.

Dois anos após esse primeiro trabalho, em 2002, o 509-E lança seu segundo álbum, intitulado MMII DC (2002 Depois de Cristo), um trabalho emblemático que consolida o grupo como um dos mais importantes da história do RAP nacional.


O grupo conseguiu realizar 157 saídas do Carandiru, com autorização judicial e forte escolta policial, para realizar shows. Em uma delas, no festival Millenium RAP, o, até então, maior festival de RAP do Brasil, reuniu mais de 50 mil pessoas no Anhembi. Nessa ocasião, dividiram o palco com o Racionais MC`s.

Em 2004, por senso comum dos dois integrantes, resolvem encerrar as atividades do 509-E, e ambos seguiram suas carreiras solo.

Nesse segundo semestre de 2019, o grupo sobe aos palcos das cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador. Em breve, mais informações sobre datas e serviços, além de outras cidades que serão acrescentadas ao calendário.

Serviço

509 E – turnê Vivos

Local: Mister Rock – Belo Horizonte/MG

Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado

Data: 26 de outubro (sábado)

Abertura da casa: 22h00

Classificação: 18 Anos

Capacidade da casa: 1.000 pessoas

Valor Ingressos: A partir de R$60,00 – inteira, primeiro lote

 


Nordeste está na casa! Thayggyy e WERIH se uniram no videoclipe de “Depravada” e o resultado ficou incrível! Com produção de Soac, a track narra a história de uma mulher independente, que não tem medo de satisfazer os seus desejos e vontades. 
A parceria pertencente a mixtape “O AMITAI”, contou com audiovisual de Pedro Leão do Imperioink e também aborda a vida sem rédeas, aproveitada de forma intensa e espontânea.

Em “Depravada” conto a história de uma mulher que vive intensamente e sem pudor. Geralmente passamos os dias vivendo uma rotina ,de segunda a sexta é como se nos reprimissemos, e isso só parece terminar no final de semana, quando nos desprendemos e vivemos como bem queremos”, destacou Thayggyy. 

Para o futuro, o cantor e compositor, que já integrou o grupo Aorigem junto de Sinker, pretende continuar investindo em sua carreira independente, conquistando um público maior e fazendo projetos no ramo underground da cena do rap BR.

“Em todas as minhas composições existem verdade. Uma experiência ,uma vontade ,uma meta, um sonho. O que quer que seja existe uma verdade. Quando comecei a fazer rap eu era um jovem negro,sem espaço ,desempregado, desesperado e abandonado literalmente pela família .Isso obviamente refletiu nas minhas letras. Hoje, graças a Deus não vivo mais essa realidade. Meu momento musical é outro. Mas de certa forma eu sinto que tenho o dever de representar as pessoas que em algum momento atravessaram o meu caminho e compartilhar um pouco do que já passei para encorajar e acolher os que estão passando pela mesma situação agora”, concluiu. 

Assista “Depravada”:


Acompanhe o Thayggyy no Instagram.

"Novos tempos traz à tona o que é o reflexo para um futuro próspero, a busca por mudanças sociais; a luta por direitos humanos e também o reflexo de um passado sombrio de aprendizados..." 

Assim define Fahim o que é o seu primeiro álbum o "Novos Tempos"... 
Nascido e criado na Zona Norte de São Paulo, autor do EP "Aforismos Épicos", Fahim traz em seu novo trabalho uma nova percepção musical através de composições e beats que acompanham a temática do disco, que é inspirado nas estações do ano; primavera, verão, outono e inverno. 
Poéticamente poderoso, "Novos Tempos", foi produzido numa época em que tudo no Brasil mudava, e isso influenciou diretamente na realidade de Fahim, como pai, filho da Dona Maria, Mc e compositor. Com participações Sadiki, Dee, DCazz, Nando Vianna e Timm Arif, "Novos Tempos" é a reação em versos de um mundo caótico como São Paulo, onde se vive a guerra, o amor, a flor da liberdade, as perdas, as conquistas, as derrotas, a volta por cima... os Novos Tempos, dentro de um contexto musical vindo da periferia que traz pra nós, o poder que a ancestralidade tem através da música Rap de Fahim. Pra construção desse Universo, 'Novos Tempos" foi produzido e arranjado por DJ Will, Pé Beat, Timm Arif, Derick Cabrera, Saile Beats, Ricardo Mock, Triick e Grou


Com lançamento pro dia 25 de outubro, "Novos Tempos" estará disponível em todas as plataformas digitais de música.

Hoje foi lançado um mini-documentário em parceria com a Boogie Naipe, Tidal e Racionais. De nome “Uma História Musical", ele nos mostra a história de algumas músicas, o processo de escolha dos samples, que são referência musicais do grupo. Além do relato dos 4 pretos mais perigosos do brasil, ele conta com a presença de Negra Li, Thaíde e Emicida. Onde eles falam da importância do grupo para os jovens pretos e periféricos. 
"O racionais é uma síntese do que é o hip hop. O Hip Hop ele sempre é contemporâneo, ele acontece hoje, ele acontece no agora. O racionais é mesma coisa, por mais que ele parta lá dos anos 80, ele acontece no momento que ele acontece. E assim ele conversou sempre com o hoje, ta ligado?O racionais ta lendo o tempo dele, mano. E o tempo como diria o Paulinho da Viola: Meu tempo é hoje."

Emicida

O mini-documentário é dividido em 9 capítulos: Bailes Black, James Brown, A chegada da música brasileira, A cultura dos Samples, Refrão Radiofônico, Climas Sonoros, Somos o que Somos, Legado e Depois de 30 anos.

Assista com exclusividade: http://bit.ly/RacionaisTIDALVideo1  

Lembrando que o Racionais acaba de encerrar sua turnê de 30 anos, onde o grupo passou por diversas capitais brasileiras. A turnê se encerrou em São Paulo, onde o grupo fez três apresentações lotadas, onde foi feito a capitação do áudio e vídeo para o DVD comemorativo. Com certeza vão entrar imagens das outras capitais. Agora só nos resta esperar!

terça-feira, 15 de outubro de 2019


Preparando o público para seu primeiro Ep. Banzé em colaboração a dupla de irmãos, MXRXNDX, promissora na cidade de Campinas, libera som inédito intitulado "Intocáveis"

Com produção de Wu (MWRAP produções), o material acompanha spoiler do futuro trabalho que será lançado no início de 2020. Confira:


Ouça: