quinta-feira, 12 de dezembro de 2019



Já se passaram alguns anos desde que os fãs tiveram músicas novas do The Roots. Isso com certeza não significa que eles que eles não estão trabalhando em algo novo, só porque a banda segura as pontas no programa do Jimmy Fallon até tarde da noite. Eles também comemoram recentemente o aniversário de 20 anos de seu álbum de estreia, Things Fall Apart, e a Questlove trabalha arduamente em um documentário de Black Woodstock. 

ÓTIMA NOTICIA: The Roots lançou um novo single, o último tinha sido em 2017, "Feel It (You Got It)", com Tish Hyman. E sim, a banda não perdeu a mão. É um retorno de gala, ouça abaixo. 




Coalizão Negra Por Direitos participou de conferência no Parlamento Europeu para propor cláusulas em defesa da população negra no acordo União Europeia-Mercosul 


A Conferência “PARE O ACORDO UNIÃO EUROPEIA-MERCOSUL: Por agricultura, empregos e meio ambiente” aconteceu em Bruxelas, no Parlamento Europeu, dia 12 de dezembro (quarta-feira), e tem como objetivo incluir cláusulas de defesa dos direitos humanos da população negra brasileira no acordo Mercosul-União Europeia. A demanda é que os acordos econômicos só sejam possíveis caso o Estado brasileiro se comprometa a interromper o genocídio de negras e negros. Desde o início de 2019, mais de cem entidades do movimento negro brasileiro tem promovido ações conjuntas de incidência política como Coalizão Negra por Direitos, tanto no Congresso Nacional como em fóruns internacionais. 

No Parlamento Europeu, a mesa de abertura da Conferência será composta por Mariah Rafaela Silva, da Coalizão Negra por Direitos, ao lado de Manon Aubry, co-presidente do partido Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL), e o parlamentar Helmut Scholz, coordenador da Comissão do Comércio Internacional (INTA). No decorrer do dia, haverá três mesas sobre: defesa do meio ambiente e da agricultura sustentável; saúde pública; e trabalho decente e economia diversificada, além de oficinas: caminho para para o acordo União Europeia-Mercosul, acordo União Europeia-Mercosul e liberalização de serviços marítimos e financeiros, e análise de avaliação de impacto. 

O Acordo Mercosul – União Europeia, assinado em 28 de junho, é uma das prioridades do governo brasileiro. A Coalizão Negra Por Direitos defende cláusulas que resguardem a vida de negras e negros e a soberania dos povos quilombolas, como as obrigações contidas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. A ausência de consulta diante de instalações como o da Base de Alcântara ou do crescimento acelerado do desmatamento para satisfazer o agronegócio em regiões que impactam diretamente o modo tradicional de vida dessas populações e do meio ambiente, ferem a Convenção. 

A principal pauta proposta pela Coalizão diz respeito aos abusos cometidos pelas forças de segurança pública. A entidade propõe cláusulas para barrar o avanço da política de morte praticada pelo Estado brasileiro, denunciando a política de uso excessivo e indiscriminado da força. 

O objetivo é exigir, caso haja acordo, que este garanta cláusulas impedindo o genocídio e defendendo o respeito integral dos direitos humanos da população negra nas Américas. 


Confira abaixo as pautas prioritárias que serão trabalhadas pela Coalizão durante o evento.


1. Povos quilombolas

Descumprimento de obrigações contidas no Convênio 169 da OIT; 

Ausência de consulta livre, prévia e informada; 

Impacto sobre o modo tradicional de vida; 

Ausência de estudos de impacto socioambiental. 

Lei nº 13.844 / 2019: Que transferiu a competência para identificar, reconhecer, delimitar, demarcar e nomear as terras ocupadas pelas comunidades quilombolas ao Ministério da Pecuária. 

Violência no campo


Violência contra quilombolas está relacionada a falta ou incompletude dos processos de demarcação territorial. 


O número de assassinatos de quilombolas no Brasil saltou de 4 para 18 em um ano, de 2016 a 2017, o que configura um aumento de 350% no período. 


De 2008 a 2017, foram assassinados 32 homens e seis mulheres quilombolas 


Declarações do presidente têm incrementado os níveis de violência e gerado atmosfera de impunidade, sobretudo cometida por fazendeiros e representantes do agronegócio. 

2. Segurança pública

Pacote Anticrime

A permissão para gravação de conversas entre advogado e preso em presídio de segurança máxima, desde que com autorização judicial fundamentada. 

A prisão após condenação por Tribunal do Júri, desde que a pena seja superior a 15 anos – penas abaixo de 15 anos podem gerar prisão imediata em casos excepcionais, com decisão fundamentada da Justiça. 

A infiltração de agentes para obtenção e produção de provas, desde que seja contra alguém que já esteja sendo investigado. 

Alteração das regras para a decretação da prisão preventiva, desde que haja fatos novos e contemporâneos que as justifiquem. 


Militarização da Segurança Pública

Uso de atiradores de elite em contexto civil. 

Uso de aparato militar em contexto civil. 

Política de uso excessivo e indiscriminado da força (atirar para matar). 

Intervenção Federal não reduziu a criminalidade. 

Letalidade policial

A cada 100 mortes violentas intencionais (MVI) que ocorrem no país, 11 são de autoria da polícia. 

Entre 2017 e 2018 o crescimento foi de 19,6%, mesmo diante da redução dos homicídios, latrocínios e dos crimes contra o patrimônio. 

Sobrerrepresentação de negros dentre as vítimas; embora sejam 55% da população brasileira, os negros são 75,4% dos mortos pela polícia. 

Lei nº 13.491 / 2017: deslocou para a Justiça Militar da União a competência para julgar delitos dolosos contra a vida de civis cometidos por agentes das Forças Armada.

*Logo menos mostraremos o resultado

Fonte: Coalizão Negra Por Direitos 



O rap como um todo já é um meio bem machista, certo? Mas se fizermos um recorte no subgênero TRAP, isso com certeza aumenta de grau. Pois um em cada 3 trap lançado, tem mc falando que é rico e que as minas querem eles por interesse. Chamar as minas de Bih (bitch) em suas rimas com flow fora do beat é mato e bem zuado. 

Melhor do que eu dizer, as minas do Afront Mob que estão neste set, já dão o papo: 


"Eu não sou sua Bih (bitch)



Eu não sou sua Bih (bitch)

Nenhum macho me banca, nego

Eu tenho meu din"


DJ YUME 夢, que é original da zona leste de SP, lançou a braba: TRAPLadyTape - coletânea remixada que reúne o trap feito por MC's mulheres brasileiras, que vai desde o underground do underground à alguns nomes mais conhecidos da cena do rap BR. A mixtape conta com 35 faixas com 1 hora e 21 minutos de duração. Essa coletânea reflete a curadoria musical de seus sets e de seu posicionamento quanto ao atual cenário musical. 

Lançado agora em dezembro, a mixtape conta com a participação de: Monna Brutal, Gloria Groove, Afront Mob, Crystal, Tassia Reis, Gabz, Yas Werneck, Drik Barbosa, Ajuliacosta, La Lunna, Souto MC, Karol de Souza, Torya e muito mais. 

Ouça:



Capa da mixtape

Carolina Yume, vulgo DJ YUME 夢, tem 23 anos e é original da Zona Leste de São Paulo. 
Apoiada em sua pesquisa musical na construção de sets que privilegiam e exploram a cultura Hip Hop brasileira, suas apresentações são marcadas por faixas de MCs consagrad@s e emergentes, entregando ao público o Hip Hop genuíno. Além disso, Yume preza pela diversidade musical e artística, tocando diversas vertentes como o Trap, 

Boom Bap, Funk, Neo Soul, R&B e outros e dando visibilidade e espaço para MCs mulheres, LGBTQ+ e de diversas regiões do país. 

A DJ construiu sua base técnica nas oficinas TPM (Todas Podem Mixar) e Bandida Lab - teve DJ 
Miria Alves e Blackcat como mentoras. Já abriu shows de artistas como Brisa Flow, Eloy Polêmico, Victor Xamã, discotecou em eventos do coletivo JODO, e se apresentou junto a Karen Santana, Chinedu e Vini (Marafique) e DJ Pepeu. É DJ residente do Dança & Passo - festa organizada pela Cérebro Surdo Produções, comandando especiais como Tyler The Creator, Kanye West e RapTrap&Funk. 

Como integrante do Podcast, Mano, Yume é host do quadro Camélias, que se dedica a falar sobre trajetórias, álbuns e trampos das mulheres do Hip-Hop no Brasil e no mundo. E para além do Camélias, se dedica a resenhar álbuns, shows e eventos, tanto no portal do Podcast, Mano quanto no PerRaps.


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contato.deejayume@gmail.com


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019


Orgânico Rap é formado pela dupla Cascão e Dj Fill residentes de Mogi das Cruzes S.P. Em 2018 lançaram a MixTape Luz no modo tradicional Dj virando Beats e Mc mandando as Rimas, em 2019 a Dupla fez o Lançamento do EP Zion que foi Produzido por 5INGUL4R, Rec/Mix/Master por ARMatese no Ultima Faixa Estudio.

A dupla foi formada pelo fato de ambos admirar o Rap Underground Independente. Mesmo sendo difícil a cena musical para esse estilo onde DJs, MCs e Beatmakers fazem praticamente tudo, onde em 1º lugar vem a música e sua estética sólida e conceitual. A ideia da dupla é produzirem os Beats e levantar temas nas letras que façam a diferença ao ouvir e ter reflexões diárias sobre a Vida. 

Zion a Terra Prometida ou Monte Sião lugar prometido ao povo de Davi, apesar do disco e da dupla não ser Gospel ou Cristão a alusão ao nome por nossas dificuldades no dia a dia. Sempre podemos aprender e ter perseverança para alcançar o real objetivo de Vida não só material como Espiritual e de Paz de espírito.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019



Depois de viajar com o Racionais pelo país comemorando 30 anos de carreira, Mano Brown sobe ao palco da AUDIO neste sábado 14 de dezembro. O show conta com abertura de CLARA LIMA e FEBEM, artistas da produtora CEIA. 

Mais uma vez a produtora Boogie Naipe vai levar o merch Racionais com os produtos licenciados dos seus artistas. O público pode conferir os itens novos da tour Racionais 3 Décadas, além dos CDs e do livro Sobrevivendo no Inferno (Companhia das Letras). 


Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da Audio (Barra Funa, SP) ou pelo site da Ticket360

Assista ao ultimo lançamento do Brown:




O show de lançamento será no dia 13 de dezembro, no Ganjah Lapa, Rio de Janeiro e terá apresentações de Zemaru, Nunig e Chinv 

Após a trilogia de mixtapes, Yung Buda apresenta o capítulo final dessa temporada com o álbum que leva o nome de True Religion, pelo selo Sound Food Gang. O projeto, tão aguardado, já está disponível nas plataformas digitais e o show do lançamento acontece no dia 13 dezembro, no Ganjah Lapa, Rio de Janeiro. O evento também contará com as apresentações de Zemaru, Nunig e Chinv, além de discotecagens dos DJs Buck, Rasul e JXNVS

Com 13 faixas, sendo 11 inéditas, produções assinadas por Crimenow, Emika Beatz e o próprio Yung Buda, o álbum tem participações especiais de nomes já conhecidos pelo público da Sound Food Gang como, Nikito e Zemaru do mc carioca, Choice e novos nomes da cena Kobain, Flameboi Matt, Florence e Killamoto. As faixas. Ninja e Hacker Dresscode, que são conhecidas pelo público, também compõem o álbum. 

“Isso não é Cyberpunk, não rotula. Rejeite falsos ícones, segue Yung Buda 7k” O Segredo Além Do Jardim – Yung Buda feat Florence. 

Carregado de minimalismo, o True Religion faz referência ao primeiro logo do personagem Yung Buda, que carrega o mesmo nome da marca de jeans americana. O álbum apresenta um personagem mais maduro e pronto para as próximas temporadas, além de trazer DJ Vamp e Baby Gengar. “True Religion é um apanhadão de tudo o que eu falei, com algumas ressalvas e algumas referências nas músicas. Algumas músicas eu diria que eu estou tentando falar diretamente, sem muita metalinguagem”, explica Yung Buda. Criado para poder falar de assuntos que não eram abordados na cena do trap, o personagem, que é um dos pseudônimos de Nicolas, apresenta um crescimento e evolução nesse trabalho e encerra um ciclo. 

Capa

Ao contrário da linha da era trans estética, Nicolas, procura deslocar o seu personagem do criador. Rimando sobre conflitos das gerações millennials, inserindo referências da cultura pop ocidental e oriental e uma estética sonora futurista com toques sombrios, o artista se permite ser vários em um só. O público pode esperar um álbum que reúne todas as referências de Yung Buda e que mostra sua maturidade para encarar as próximas fases e apresentar novos personagens. O autor busca deixar claro esse descolamento para ter liberdade de criar novas narrativas, sem se prender em uma temática de vida, e libertar o público do fanatismo.

Ouça:


Serviço 


- Bounce #RJ Show de Lançamento do álbum True Religion

Line-up

Zemaru (pela 1º vez no Rio de Janeiro)

Nunig (Bonde do Jaguar)

Chinv (ChozyBaby)

Yung Buda

DJs

DJ Buck (SoundFoodGang)

Dj Rasul

JXNVS (Bloco7)

Data: 13/12/2019

Horário: 22h

Local: Ganjah Lapa - Rua do Resende, 82 - Lapa, Rio de Janeiro

Ingressos:https://bit.ly/35rAzNP

Informações: https://www.facebook.com/events/568866890590984/

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019


Se você veio aqui achando que eu vou falar que branco não pode fazer parte da cultura Hip Hop se enganou. Esse texto quero mostrar o porquê nós pretos afirmamos e reafirmamos que o HIP HOP é preto! 

Depois que o Eminem se tornou um rapper conceituado no mainstream estadunidense e mundial, vários brancos no Brasil vêm com o clichê que o Hip Hop não tem cor, que cultura não tem cor e blah, blah, blah. 

Se você estudar a fundo a história do Hip Hop e a efervescência cultural de Nova York, claro que vai encontrar contribuições de não-pretos na cultura dos elementos do Hip Hop. Isso é algo obvio. 


Temos o grafiteiro Taki 183, que foi um greco-americano, que trabalhou durante 10 anos como carteiro em Nova York e espalhou sua TAG por todos os cantos da cidade americana. Sua fama era tão grande que em 21 de julho de 1971 o famoso Jornal “The New York Times” publicou um artigo seu. Na manchete aparecia: “Taki 183″ Spawns Pals Pen.” 

MAS TEM UM DETALHE BEM IMPORTANTE: Antes do Taki, Cornbread e Cool Earl (pretos) já eram destaque na Philadelphia e o Julio 204 (Porto Riquenho) em Nova York também era destaque. 


Cornbread nasceu em 1953, é um grafiteiro da Filadélfia, criado em Brewertown, norte da Filadélfia. No fim da década de 60, ele e um grupo de amigos começaram a fazer grafites na Filadélfia, escrevendo seus apelidos nas paredes da cidade. O movimento se espalhou para a cidade de Nova York e floresceu no movimento moderno do graffiti, que atingiu seu auge nos EUA no fim da década de 70 e no início da 1980. 


A desculpa que usam no caso do Julio 204 não ter tido destaque, é que ele nunca saiu do seu bairro. Mas a verdade é que ele era membro da Savage Skulls, e suas TAGS tinham haver com sua gangue. Julio grafitava antes do TAKI. Taki era um cara branco “vandalizando” as ruas de Nova York e foi reconhecido como artista e porque o Julio não teve este mesmo reconhecimento pela mídia? 


É bem importante dizer que porto-riquenhos, dominicanos e cubanos que foram morar no EUA, eram em sua maioria miscigenados, portanto segundo a cultura de segregação racista estadunidense são pessoas não-brancas. Todos os povos que não era caucasianos, viviam nos guetos. Por tanto, afro-americanos e latinos miscigenados viviam nos mesmos espaços. 

Voltando... 


Crazy Leds num show no Soulsonic Force em 1982

Temos o famoso B-boy porto riquenho/estadunidense Crazy Legs, nascido no Bronx. Legs foi destaque nas primeiras histórias do Breaking que apareceram na imprensa popular, e como presidente da Rock Steady Crew. Seu status de pioneiro sempre refletiu em aparições em filmes e documentários. Crazy Legs é o mais conhecido e bem-sucedido comercialmente que os poucos membros originais remanescentes da Rock Steady Crew, no qual é o atual presidente. 

Eu poderia citar mais exemplos aqui, mas vamos a questão do porque a essência do Hip Hop é preta. 

Como dito acima, afro-americanos e latinos em Nova York dividiam os mesmos espaços e dividiram seus conhecimentos culturais entre si. 

Eu respeito muitas pessoas que eu conheço e que estudam muito sobre a história do Hip Hop, mas a história pode ser vista por diversos ângulos. Afinal, não é assim a tática do colonizador? contar a história segundo a sua versão, certo? Porque nunca deixam o povo preto contar sua própria história? 


Série de fotos impressionante mostra a Nova York dos anos 70 e 80

Período de Violência em Nova York 

As gangues iam aumentando de acordo com o aumento da violência em Nova York, nos anos 60 e 70 o Bronx era um bairro horrível sem nenhuma intervenção do estado a não ser representado pela força bruta policial. 

O bairro ficou violento e com a especulação imobiliária, obras que nunca foram feitas, afundou prédios e comércios da região e os deixou em ruínas. 

Como havia mais de 100 gangues na cidade de Nova York a violência estava gigante, pois o sistema destas gangues era territorial, cada gangue tinha seu território, suas regras, mas a regra que ambas tinham em comum era não pisar em território "inimigo" usando o "fardamento" de sua gangue. 

Eu sempre vou bater nesta tecla que o HIP HOP teve seu start porque Joseph MPA, membro do Black Panther Party sentou para conversar com o Yellow Benjy, lider da gangue Ghetto Brothers, tentando brecar as guerras entre as gangues dizendo que o inimigo não eram os membros de gangues rivais, mas o estado. 

Joseph foi ao Bronx na sede dos Ghetto Brothers e falou com Benjy sobre: educação, saúde, o porquê daquela situação social caótica mostrando que a saída era a união das gangues pois o inimigo era o estado. Joseph plantou a semente da pacificação. 
Após este encontro o Benjy decidiu que os Ghetto Brothers tivesse um conselheiro de paz. 

O escolhido foi um membro chamado "Black Benjy", que era conhecido e amado por todos por ser calmo. 

Num determinado dia numa "reunião" entre as gangues do Bronx, Black Benjy chega com um discurso pacificador, porém não colou e espancaram ele até ele ficar desacordado e morrer no hospital. 

Era pra ter desencadeado uma guerra civil, os Guettos Brothers estavam dispostos a vingar a morte do Black Benjy, membros de outras gangues que também amavam o Black Benjy estavam dispostos a achar os assassinos. Mas a semente que o Joseph plantou surtiu efeito. Yellow decidi não se vingar, mas reunir as gangues para assinar um tratado de paz ou um código de conduta das ruas. 

Saiba mais sobre em: 

Como uma gangue Porto-Riquenha (Ghetto Brothers), um membro dos Black Panthers e a morte de um jovem líder negro foram a faísca na criação do Hip Hop ???


Se não fosse a influência do Joseph e a morte de um jovem preto, provavelmente o Hip Hop nem existisse! Precisou de sangue preto jorrar para a criação da nossa cultura! 

É muito fácil vir com discurso que brancos contribuíram pra cultura quando pretos dizem com orgulho que o Hip Hop é preto! 

Quem criou o estereotipo e o rótulo de coisa de preto foi a sociedade branca, portanto sempre que um preto diz que o Hip Hop é preto ele não está só se referindo a origem de tudo, mas é uma questão de afirmação e orgulho! É de preto mesmo, e daí? foda-se seu preconceito! sempre foi assim! Mas agora é legal fazer parte do Hip Hop e todos querem uma fatia da cultura e dizer que também contribuíram, tá ligado? 

Muito sangue preto foi derramado para que brancos possam fazer seu rap, grafitar, dançar e por aí vai. 

“Ceis” quer uma fatia do bolo? Come fala que tá bom e diz quem fez a porra do bolo! Não vem com papo que a forma do bolo foi criação de branco, portanto vocês têm participação. 

Quem deu o nome HIP HOP? Em quais dias são comemorados o dia mundial do Hip Hop? 


Inclusive saiba mais sobre as duas datas: 

Dia mundial do Hip Hop | Porque existe duas datas comemorativas?

“Ah, mas quando você diz que o Hip Hop é preto você está deixando creditar influências não-pretas" 

Vamos SUPOR que estejamos apagando a contribuição de branco na cultura, certo? 

Não é nem o raspo do tacho do tanto de coisas que nos foi roubado! 

Eu não vejo ninguém falar da contribuição kemetica (egípcia) na cultura e filosofia grega, tá ligado? 

Os gregos estudaram em Kemet (Egito), sugaram tudo que tinham de sugar e ensinaram na Grécia como se fosse pensamentos deles. Pronto eis que formou o pensamento que é o “berço da civilização moderna". Ai você liga num canal de história bem famoso ai, ele fica com papo que Kemet era a civilização mais desenvolvida porque alienígenas ajudaram eles..hahahah Se foder pra lá, tio! 

Isso vale pra um monte de coisa! Apropriação tá no DNA caucasiano! 

Lembrando que a contribuição de pessoas não-pretas é em elementos da cultura Hip Hop, como na dança que dizem que tem passos russos, por exemplo. Há contribuições asiáticas também, isso não é negado em nenhum momento. Mas boa parte dos movimentos de dança vem de coisas que pretos e latinos praticavam nos guetos. E tirando a contribuição asiática que é algo presencial porque muitos guetos há asiáticos morando, a dança russa foi algo visto na tv e tal. Então eu não vejo como contribuição, mas uma influência ou “apropriação”. 

O samba não deixa de ser preto por ter instrumentos europeus sendo tocados em suas rodas, o Jazz não deixa de ser preto por ter um piano e por aí vai. 

Se há um apagamento dos brancos na cultura Hip Hop é uma pequena reparação histórica!

Este texto contém referências destas fonte: Wikipedia e Besidecolors

domingo, 8 de dezembro de 2019

Escuta sozinho, quando se sentir sozinho, me encanta te ver voar, mas se quiser ficar, meu coração pode ser seu ninho 

Deborah Crespo

Deborah Crespo, a cantora nascida e criada em Embu das Artes (cidade vizinha ao Capão Redondo), lançou o Ep de R&B “Ouça Sozinho”. Com produções de Wilson Santos e Felipe Mayfield.

Depois de lançar o single “Parecia ser” em parceria com o Escuta as minas do Spotify, a cantora paulistana lançou a braba novamente. Deborah é a preta de quebrada mais romântica que você vai ouvir neste ano e ela pode provar. 

O EP “Ouça Sozinho” conta com 3 faixas de Rythmn & Blues de muita qualidade pra você ouvir e pensar naquele seu/sua Crush/Consagrado/Consagrada. Usando uma linguagem nada gourmet, neste EP, Deborah abre seu coração e expõe seu amor, paixão e sonhos de uma vida a dois com seu consagrado. 

OUÇA SOZINHO NO SPOTIFY | DEBORAH CRESPO

A primeira faixa é a "Escuta Sozinho”

Escuta sozinho

Quando se sentir sozinho

Me encanta te ver voar

Mas se quiser ficar

Meu coração pode ser seu ninho 


A segunda é a faixa “Quarta-feira” 


Era uma quarta-feira à tarde

Tinha um anjo cantando pra mim

E agora todo fim de tarde

Eu canto pra ver se ele aparece por aqui


A terceira e última faixa é a "Plano” 


É meu destino chegar no topo



Mas só vai ter graça ser rainha

Se eu dividir com você o trono

(...)

“Você é meu ouro negro, deixa eu ser sua mina”

A Deborah deitou neste EP, mas essa faixa, MEU DEUS! Ela foi além! 


Escute Sozinho, mas se tiver um/uma consagrado/consagrada, ouça junto.

OUÇA:




Em seu primeiro clipe solo, o rapper empodera suas origens japonesas em um rap recheado com sua estética autêntica e diferenciada.

Kaito traz em “Nihon” um trap que exalta suas origens e experiências, trazendo o ouvinte para dentro de seu universo, que mistura as ruas e quebradas de São Paulo com o seu sangue e influências japonesas. O artista retrata a busca por identidade sendo um artista nippon que cresceu no Brasil e busca grana e melhoria para sua mob e família.

O conceito de seu primeiro clipe reflete muito do que Kaito promete para o seu EP “Made in Japan”, do qual Nihon faz parte. O Mc busca em suas músicas unir muito das suas tradições japonesas com a vivência que teve nos bailes e rolês da sua quebrada: Jardim Brasil , zona norte de São Paulo.


Vemos esse reflexo no visual de Kaito, em suas referências musicais e principalmente em como ele constrói suas músicas, misturando japonês e português em suas rimas, sempre exaltando suas origens como algo muito especial.

Esse trabalho contou com a direção de Samukera, reconhecido diretor de clipes como “Modo F” do Coruja BC1 e “Poetas no Topo 3.2” da Pineapple Storm, e com o apoio da Ice Bling Joias, presente em São Paulo e Nagoya no Japão. A música teve seu instrumental produzido por Padilhas e foi mixada e masterizada por Gabriel Lou, ambos parceiros de Kaito e artistas de seu coletivo: A Frenesi.

“Nihon” é o último single de seu EP “Made in Japan”, que será lançado muito em breve. 

Confira o novo clipe:


Esse é o clipe oficial da música "Golpe de Bala" do Mano Jiu Jitsu. O RAP trás a raiz do BoomBap anos 90, do Rap Nacional, bate-cabeça, underground.


FICHA TÉCNICA

SingleGolpe de Bala
Letra e Voz: Mano Jiu Jitsu
Instrumental por Mano Jiu Jitsu
Mixagem e Masterização por DJ Druída

Realização do Clipe: Torre Filmes
Direção: Luis Fernando
Direção de Fotografia: Lucas Sampaio
Produção Executiva: Torre