terça-feira, 30 de abril de 2013

REFRÃO
HOJE EU QUERO RUBI, NÃO QUERO MAIS ESCAVAR
A COR DO OURO QUE EU VI, NO DEDO NEGRO VAI TA
E TODO MUNDO VAI VER, NO ESPELHO O SEU VALOR
CAPACIDADE NA VERDADE É INCOLOR



 LETRA

MÚSICA: CORES

SEM AS CORES A NUVEM NÃO TERIA ARCO-IRIS,

TRANSPARÊNCIA A FLOR QUE NUNCA EXALA SUA ESSÊNCIA

DO BEIJO, VERGONHA DEIXA ELE AVERMELHADO.

DESEJO NA HORA H PRETO FICA PÁLIDO

MÁGICO, BRILHO DA CRIANÇA AO VER O CIRCO.

CORES NA RETINA FAZ O PICADEIRO O PARAÍSO

DA QUAL ELE PINTAVA NA SULFITE,

FAZIA NUVEM DE AZUL E A GAIVOTA QUE HOJE NÃO EXISTE

MAQUIAGEM DO PALHAÇO

É TINTA NO ROSTO PRA NÃO MOSTRAR O DESGOSTO PARA OS PIRRALHOS

AZUL VERMELHO HOTEL, ESCURO FLASHES,

DAMA DE VERMELHO QUER SEU CORPO E SEU CASH

SAINDO DA LOUCURA VOCÊ LEMBRA DE FLASHES.

NO TESTE POSITIVO VOCÊ SABE QUE É TRASH

NEM TUDO QUE BRILHA É OURO, NEM TODO MARROM É COURO,

NEM TODO PRETO É BANDIDO, TAMBÉM PODE SER TESOURO.

REFRÃO: ( 2 x )
HOJE EU QUERO RUBI, NÃO QUERO MAIS ESCAVAR
A COR DO OURO QUE EU VI, NO DEDO NEGRO VAI TA
E TODO MUNDO VAI VER, NO ESPELHO O SEU VALOR
CAPACIDADE NA VERDADE É INCOLOR

IMENSIDÃO, OLHAMOS BEM FIXO PARA O MAR,

TALVEZ SE PERGUNTANDO SE DEUS RESIDE LÁ

A VIDA É UM JOGO ESTRUTURAL,

EXEMPLO DO XADREZ QUE VEM MOSTRAR QUE PRETO E BRANCO É IGUAL

JOGO DA VELHA NINGUÉM SABE QUEM É VITÍMA,

COLOCAMOS AS BOLAS MAS NA VERDADE X É MIRA

NINGUÉM RESPIRA TEOR ACINZENTADO,

PELO ESCAPAMENTO OU FUMAÇA DE ATENTADO

É VERDE QUE TE CORROMPE, É VERDE QUE FAZ SONHAR,
VERDE NO BOLSO É BOM, MAS SEM CONTA PRA PAGAR
MENTIRA RETRATADA PELA COR DE JESUS,

NO DESERTO COMO PODE TER LOIRO DE OLHO AZUL
AS CORES DOMINAM COM O PODER DA ESTÉTICA,
HOMEM ARANHA, SUPER-MAN TAMBÉM CAPITÃO AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS ENGANA SIM! HERÓI PARA MIM,

NA NOSSA AMÉRICA, APENAS O CHAPOLIN.

REFRÃO: ( 2 x )
HOJE EU QUERO RUBI, NÃO QUERO MAIS ESCAVAR
A COR DO OURO QUE EU VI, NO DEDO NEGRO VAI TA
E TODO MUNDO VAI VER, NO ESPELHO O SEU VALOR
CAPACIDADE NA VERDADE É INCOLOR


É FANTÁSTICO, ENIGMÁTICO, DEIXA ESTÁTICO, PRÁTICO, TÁTICO PARA O FANÁTICO DO SOM

PERPLEXO PARA O SEM NEXO, PATÉTICO, NÃO TEM REFLEXO DO TOM POÉTICO DESSA CANÇÃO

FONÉTICO, GENÉTICO, VINDO DO MANIFESTO,

PROFÉTICO, ARITMÉTICO, ÉTICO DO VALOR

ECLÉTICO COMO FOR, SEJA BÉLICO AO RANCOR.

DIABÓLICO OU CATÓLICO A VERDADE POR FAVOR
A AQUARELA NA MÃO DO TALENTO

FAZ UM PORTINARI SE RENDER NA ARTE URBANA DE UM GRAFITEIRO

NA TERRA CINZA É QUE DEUS CAPRICHA,

ARQUITETURA SEM FISSURA O BARRACO NÃO DESEQUILIBRA
A COR É COISA ENGRAÇADA.

TERNOS PRETOS, ELEVADORES, FAXINA DE AZUL PELA ESCADA
TONI TORNADO JÁ DIZIA FAZ TEMPO:

SEU AMOR POR JESUS SERIA O MESMO SE ELE FOSSE NEGRO?


Um dos artífices de uma original fusão entre rap e reggae conta como a música serviu para a afirmação de sua identidade e a de outros jovens da periferia

Ribombam as batidas estilizadas de um coração. É um rap. “Ainda bem que vou na direção que apontam as batidas do meu coração”, golpeia em consoantes o rapper de voz mestiça, suingada. É um rap com melodia. “E você, tem ouvido seu coração ultimamente? Procure saber”, termina o rapper, dirigindo-se provavelmente mais a seus pares rappers que a mim ou a você.
Filho de branco pernambucano interiorano de olhos verdes, de Bom Conselho (que lindo nome), com negra (“negra de verdade”) mineira interiorana de Caxambu, o rapper nascido paulistano no bairro periférico sul do Jardim Iporanga tem nome de rei: Israel dos Reis.

CONFIRA A MATÉRIA AQUI

Mixtape RAP até o fim, da Karol de Souza
Fotografia por Niceli Silva e Belkis Goulart | Projeto Gráfico por Morenno Mongelos
RAP até o fim – Karol de Souza
  1. Caminho do bem (prod. Break)
  2. CWB – SSA (part. Makonnen Tafari | prod. Akani)
  3. Mistura fina (prod. Cilho)
  4. Muita ideia, muito flow (Riddim)
  5. País do futuro (prod. Cabes)
  6. Pro que eu maizamo
  7. Pazciência (Prod. Cilho)
  8. Pra eu meencontrar (prod. Cilho)
  9. Sem Crise (prod. Tuche)
  10. Muita ideia, muito flow II
  11. Rap cheio de amor (prod. Dario)
As faixas foram gravadas, masterizadas e mixadas por Ricardo Cabes e Luís Cilho no Estúdio Track Cheio, em Curitiba/PR, exceto “CWB/SSA” com participação escrita por Makonnen Tafaria e gravada no estúdio Back to Back em Salvador/BA.



Jovem, que além de cantar é envolvido com questões sociais da juventude apresenta o programa em radio, dá palestras em escolas, realiza oficinas de rimas e coordena uma ONG.
Ele é o primeiro artista da Bahia a gravar um vídeo clip com o cineasta italiano Max Gaggino com a música “Vem Nega” e “DERRUBANDO AS BARREIRAS” parceria que fez com que seu nome seja lembrado em um bom momento da cultura na retrospectiva 2012 do site ibahia, ao lado de nomes consagrados como: Criolo, Gilberto Gil, Magary Lord entre outros.
Negro Davi deu o ponta pé inicial à mistura do samba de roda com o rap na Bahia com a musica “ELA TA DE SARUEL” influenciado pelo recôncavo baiano, gravou a trilha sonora que finaliza o filme documentário do menino Joel. Tem música cantada por outros artistas e vem sempre inovando , pois não se limita ao jeito tradicional de fazer Rap , ele aproveita as influencias africana da cidade mais negra do Brasil (salvador BA) para fazer o diferencial no cenário baiano .
Recentemente, Negro Davi foi fotografado pelo fotografo baiano Luccas Galvão que vem se destacando no cenário musical como fotografo de vários artistas da cidade de Salvador, fotos estas que servirão para o novo projeto musical e cultural de Negro Davi.
Nascido em salvador e criado no bairro de pernambués, comunidade que atualmente ganhou o titulo de mais negro de salvador superando o bairro da liberdade segundo o último senso do IBGE de 2012 .
Negro Davi ressalta que o jovem da periferia precisa ser mais assistido pelo poder público e acredita que o investimento na arte e na educação tinha que ser prioridade em qualquer plano governamental.


Negro Davi - Ela ta de saruel




Negro Davi - Vem Nega


Negro Davi: Vida & Arte.


CONHEÇA A VIDA & ARTE DE NEGRO DAVI, UM JOVEM SONHADOR QUE ESCREVE SUA HISTÓRIA ATRAVÉS DA MÚSICA.






Gegê é integrante do grupo Caos do suburbio, é mc desde 1998, o grupo a um tempo atras lançou o album "Canibais do novo tempo" e agora, Gegê achou que ja era hora de mostrar um pouco mais do seu trabalho e junto com a Reclivre records esta trabalhando no seu primeiro trampo solo, e o que emos agora é o primeiro single desse fruto que leva o nome de "Alarme acionado" que tem tem participação do Luiz preto, Eliabe Caos (Caos do suburbio) e Maique Maia (Familia 4 vidas), o beat é assinado pelo produtor Sem Grana (Reclivre records/Soma Music/Familia 4 vidas), abaixo você confere o som e pode fazer o download na faixa, provavélmente semana que vem postaremos uma entrevista com o mc falando mais sobre essa nova empreitada.Confira!


segunda-feira, 29 de abril de 2013




A história de dedicação e sucesso do dançarino EdyStyle já estaria completa se não fosse um detalhe, além da toda força de vontade para aprender a dançar sozinho sem nunca ter feito aulas de dança, EdyStyle é também um exemplo de superação pessoal.

Nascido em Ivaiporã, interior do paraná, Edy sofreu um acidente ainda bebê, desse acidente ficaram para sempre sequelas no rosto e nas mãos. Após o acidente ele foi adotado por uma família de Curitiba, capital do paraná, onde vive até hoje.


Começou a dançar aos oito anos, inspirado no rei do pop Michael Jackson.  Auto ditada, o dançarino imitava coreografias de grupos como Backstreet Boys, N Synk e Five. Conhecido na cultura hiphop curitibana, EdyStyle tem hoje 28 anos. É professor, diretor, coreografo, já venceu diversos campeonatos e participou de vários grupos de dança

Contagiado pelas batidas do hip hop, trabalha com dança de rua desde os 16 anos e aos 18 se tornou-se profissional. Graduado em Educação Física, já ministrou cursos em várias cidades do país além de participações como bailarino, jurado e coreografo. Comandou a Oficina de Estilo na Casa Hoffman, durante a Bienal Internacional de Dança de Curitiba, é bailarino  na Cia. Dançar Lissandra Rodigues há mais de dez anos e proprietário da In Pulse Cia. de Dança.

Got Talent Brasil – EdyStyle Supera obstáculos inspirado em Michael Jackson.



Mais Informações:

GAPI – Ginástica & Arte : Fica no Bairro Bacacheri (Nicaragua)

Street StreetExtreme Escola de Dança : Fica no Centro (Padre Anchieta)

Contato:



Ontem (28/04), iniciamos as gravações do nosso próximo vídeo clipe, na favela do Jardim Colombo, na zona sul de São Paulo.

O vídeo é da música inédita "Ele é Foda, produzida por DJ Naldo, morador da favela.

A obra audiovisual está sendo feita por Nildo Silva, irmão de sangue de Naldo, e ambos são amigos de infância do rapper Gato Preto, do grupo A Família, e algumas cenas do vídeo estão sendo feitas em cima da laje da residência dele.

O lançamento do clipe está previsto para a segunda semana de maio.

Aguardem, que O NOVO SEMPRE VEM!!!



O mais novo Álbum de (Juruna e Mano Sô - Nova vida com o mestre)
agora cantando para honra e glória do nosso senhor Jesus, 
compartilhando de amor, fé e esperança. 
A revolução começa nos corações, conseqüentemente refletindo em nossas atitudes. 
Que Deus abençoe a todos, amém!
 
 
Ouça algumas faixas e baixem o CD!
 
Contatos:
jonesdepaulo@bol.com.br
Twitter: @jurunarap

domingo, 28 de abril de 2013



Com uma música na trilha sonora de "Sangue Bom", nova novela das 19h da Globo, Emicida fará uma participação no capítulo de estreia da trama, na próxima segunda-feira. Em cena, gravada semana passada no Rio de Janeiro, o rapper da zona norte de São Paulo aparecerá fazendo uma rima.   


A aparição do artista está prevista para ir ao ar no final do capítulo. Em breve, no dia 5 de maio, Emicida mostrará sua música também no "Esquenta", de Regina Casé. No palco, ele se apresentará com Jorge Aragão

"...desde a escravidão somos desunidos, aliás essa desunião favoreceu muito os escravistas, que utilizavam esse separatismo pra alavancar seus interesses podres."



O texto é longo, mas garanto que vale a pena ler até o final!

Sabe...


Eu sempre reflito muito antes de rebater quaisquer críticas, penso sobre elas, busco extrair o melhor delas, às vezes minha busca é inútil, esse pensamento surge no início, mas insisto em buscar ainda assim. Muita coisa já me pareceu inútil nesta vida: estudar, trabalhar, buscar evoluir, compartilhar o que aprendi com meus irmãos, enfim, muita coisa já me pareceu ser sem futuro, insisti e hoje observo feliz o resultado de ter acreditado em coisas inúteis, até das piores situações e dos erros extraí algo que me fez crescer, me pergunto se as pessoas têm conseguido fazer o mesmo.


Faço rap há alguns anos, mais de uma década, poderia ser marrento e dizer que desde que nasci sou isso, pois diferente de muitos, venho realmente de uma tradição de música de rua, meu pai era DJ, seu Miguel, coitado, morreu bêbado, sonhador frustrado porque não conseguiu fazer sua música gerar seu sustento. Minha mãe trabalhava na organização desses bailes, nesses papéis invisíveis, tipo carregar bebidas, contar moedas, arrumar fios elétricos, enfim, produção. Isso era 87, havia muitas equipes de baile ainda com muita força, Chic Show era uma das mais famosas, onde todos sonhavam tocar um dia. 

Enfim, não vou escrever minha biografia aqui, muito pelo contrário, vou pular uns 10 anos e refletir sobre os últimos 10 da minha vida no rap, estou há mais tempo nisso, mas os últimos 10 foram bem interessantes. Há 10 anos, Sabotage estava sendo assassinado, há 11 anos, nós que estávamos na multidão no meio dos shows de rap ouvíamos idiotas dizerem que ele era vendido por gravar com fulano, fazer tal coisa na TV ou no cinema, que tava no pano de num sei quem, fora vários apelidos pejorativos que arrumaram para ele para diminuir suas conquistas. Em momento algum esse texto visa comparar minha pessoa com a dele, aprendi com ele na condição de observador apaixonado por rap, menino de favela que sonha, só isso, ele já era mestre, alias, até hoje é.

O que pra mim é curioso (duvido que 30% das pessoas leiam até aqui) é que em 2003 ficamos órfãos de uma perspectiva como a dele nos representando em outros veículos que não fossem as calçadas, veio uma grande depressão para todo o movimento, temos obviamente uma infinidade de grupos talentosos, mas existe uma trinca inquestionável, acima do bem e do mal pra mim: Racionais, RZO e o finado Sabotage, mas abrindo portas como aquele neguinho estava não tínhamos muita gente.

A mídia tinha ali a notícia que mais adora dar: “rapper morto”, ponto final na construção da autoestima da favela. Ou quase, o hip hop continuava, sobrevivendo, como sempre sobreviveu. Poucos lançamentos, anos inteiros sem grandes eventos, poucos grupos novos conseguindo visibilidade, enfim, pouca esperança para quem sonhava em ver aquilo ser mais do que era, a nostalgia frequente, tínhamos um foco de resistência a Galeria Olido, onde freestyleiros se reuniam... eu, Rashid - na época Moska -, Projota, Rincon, Nocivo, Otimistas, Relatos da Invasão, Primeira Função, Marcelo Gugu, Flow, Criolo e vários outros talentos estavam buscando uma única e rara oportunidade de mostrar suas aptidões. 

Pois bem, através de uma atitude condenável do poder público na época, vincularam o nosso encontro a atitudes de vandalismo na região. Mesmo sendo clara a diferença entre os que iam ali pela música, fomos condenados e perdemos o único foco de resistência central que possuíamos. Dali até a Santa Cruz nascer foi algo entre um e dois anos.

Meu sonho era ser desenhista de quadrinhos, sempre fiz rap por amor, por hobby, por crer na cultura hip hop. Nem existia a possibilidade de fama na cabeça de quem fazia isso 15 anos atrás, alias, até hoje não me considero famoso, as pessoas sim, pergunte a alguém do meu convívio. Pego meu ônibus, como meu churrasco grego na rua e sinceramente quero que se foda se pra alguém eu sou um artista famoso inalcançável. Nunca saí da rua. Nem eu nem ninguém do meu pessoal da Laboratório Fantasma. A Santa Cruz foi revolucionária, não tinha porra nenhuma e fez acontecer na rua, correndo da polícia uma semana, correndo dos guardinha do metrô na outra, com blusa na cabeça em dias de chuva, mas todo sábado lá, firme, rimando, até hoje assim.

(neste ponto creio que todos já abandonaram o texto, que deve estar quilométrico) A Santa Cruz revigorou nossas esperanças, sou infinitamente grato à rapaziada da Afrika Kidz Crew, ao Flow, que estava ali todo sábado com um caderninho embaixo do braço anotando o nome de quem quer que chegasse pra batalhar. Aliás, até o Cabal foi tratado com respeito lá. Mesmo tendo desencontros com os caras fora dali, chegou, colocou seu nome no caderninho e aguardou sua vez. Ele foi lá antes de muito cara que, apesar de bater no peito e pagar de rua, só apareceu lá achando que o encontraria para humilhá-lo e fazer fama em sua derrota. Nunca falei disso, não preciso, meu foco é a construção, mas assisti a tudo calado, de canto, afinal de contas, nunca fui ninguém... 

Vieram muitas batalhas, muitas, torneios e, graças a Deus, eu estava mais bem preparado que meus adversários e venci, me tornei uma referência no freestyle. Aliás, tem um negócio engraçado, fiquei famoso, ganhei a Liga dos MCs no Rio graças ao Pedro Gomes, que pagou minha passagem. Voltei com mil reais no bolso, dormi na escada de casa no Cachoeira, no sereno, no frio, porque não havia avisado minha mãe que iria pro Rio de Janeiro. Ela se zangou e trancou a porta por dentro.

Gravei Triunfo graças ao Felipe Vassão, que me mostrou que eu tinha algo de valor nas mãos. Talvez se não fosse ele eu estaria indo nas batalhas de freestyle semanalmente até hoje e reclamando da falta de espaço que o rap tem. Da Triunfo veio a primeira mix tape e a segunda até chegar hoje, às vésperas do meu primeiro álbum oficial. Conseguimos sair do nada e ter tudo. Sem maldade, não preciso de mais nada, tenho minha casa, minha empresa, meus shows aqui e fora do Brasil... enfim, a cada passo choviam críticas, obviamente sempre vêm mais aplausos, bem mais, estou aqui como prova disso. Nunca revidei. Existem milhares de histórias sobre mim, sobre indiretas em rimas para fulano ou sicrano, nunca revidei, não preciso, preciso fazer música. 

Nestes anos, não preciso mentir, ganhei um dinheiro que nunca tinha imaginado, gastei também, muito aliás, estudando principalmente. Devo ter gastado 80% do que ganhei em livros, viagens e filmes, mas hoje conheço muito mais sobre meu país, minha história e meu povo. Estes estudos me mostraram que desde a escravidão somos desunidos, aliás essa desunião favoreceu muito os escravistas, que utilizavam esse separatismo pra alavancar seus interesses podres. Combato isso dia após dia: a desunião. Mas é um processo de séculos e ainda tenho muita luta pela frente, duvido que minha filha veja isso acabar, ou mesmo a filha da filha dela.

Nestes anos fizemos os jornais mais conservadores/preconceituosos e racistas também elogiarem o hip hop e reconhecerem que ali havia algo muito valioso a ser conhecido e reconhecido pela cultura brasileira. Fomos a programas de TV e de rádio, locais que sempre ridicularizavam o rap, e os fizemos, através de nosso esforço, respeitarem isso. Sempre voltam as críticas e os aplausos, sempre mais aplausos, sempre mostramos respeito e admiração por todas as vertentes e gerações que nos antecederam, aliás, fomos nós, sozinhos, que trouxemos Pepeu de volta ao palco mais de 16 anos depois e fizemos a nova geração se emocionar ao vê-lo ao vivo.

E quem critica, fez o quê? Vai contar o quê? Construiu o quê? Porque eu vi e fiz o rap brasileiro chegar lá na Califórnia e dividir o festival com Nas, Damien Marley, Kanye West, Wiz Khalifa e outros monstros. Quem criticou fez o quê? Eu e meu pessoal, que é muito mais gente do que os que trabalham aqui no Lab todo dia, nós fizemos o rap ser capa dos cadernos de cultura mais elitistas de uma forma respeitosa, alcançando e mudando a perspectiva de milhares de pessoas. Quem jogou pedra construiu o quê? Reclamamos que os pretos eram tirados nas propagandas, aliás ainda são, colocamos nós mesmos em algumas para abrir esse espaço. Foi por fama? Não, foi porque os pretos precisam aparecer de uma forma respeitosa, o rap precisa aparecer de uma forma que não seja caricata, em que reduzam nossa música e nossa história como sempre fizeram/fazem. Tentamos e conseguimos, hoje não se pensa mais em indústria cultural sem pelo menos se perguntar o que tem acontecido no rap. Quem jogou pedra fez o quê? Construiu o quê? Partimos do nada, chapa, seguimos independentes e monstruosos, mais rua que nunca, batendo pesado e alcançando lugares novos, abrindo mentes e quebrando barreiras. 

Elisa Lucinda uma vez falou no palco sobre o quão foda éramos por ser do tipo que “pegava mulher sem carro”. Eu amplifico: pegamos mulher sem carro, somos capa do jornal sem lobby, tocamos no rádio sem jabá e invadimos a TV sem contrato, maloqueiros no comando, fazemos tudo o que queremos fazer, livres. Quem joga pedras pode fazer o quê? E participar de uma novela no papel de Emicida só é mais um motivo de orgulho: eles perceberam que gente como noiz é interessante o suficiente pra estar na TV, não precisa encarnar nenhum personagem. 

A quem possa interessar, estamos bem, obrigado por perguntar.

Obrigado Dina Di, DJ Primo, Sabotage, Niggaz, Van Grog e tantos outros que vimos falecer sonhando com um dia em que o hip hop teria mais visibilidade e respeito. Aos que não sabem, não conseguem ou não reconhecem isso como conquista: vocês são livres para criticar, jogar pedras etc., mas pelo menos trabalhem mais, construam pra poder mostrar o quão obsoleta é nossa forma de agir e pensar, pois eu só vou considerar relevante quando ver que fizeram pelo menos metade disso que fizemos.

Até então segue tudo sem novidade, quem é de trabalhar trabalha e o resto é resto.

A rua é nóiz

E.m.i.c.i.d.a. 


Seu Jorge, nome artístico de Jorge Mário da Silva (São Gonçalo, 8 de junho de 1970) é um ator, cantor, baixista, guitarrista, clarinetista e compositor brasileiro de MPB, de samba e soul.


Biografia

Primogênito de quatro filhos, Charles, Vitório e Rogério. Seu Jorge teve uma infância dura, mas tranquila no bairro Gogó da Ema, em Belford Roxo. Começou a trabalhar com dez anos de idade em uma borracharia, primeira de várias ocupações como contínuo, marceneiro e descascador de batatas em um bar. Serviu ao Exército Brasileiro em 1989-1990, no Rio de Janeiro, no Depósito Central de Armamento - DCArmt, fez curso de corneteiro militar no 2º Batalhão de Infantaria Motorizado Escola (Regimento AVAÍ), mas não adaptou-se à vida militar, sendo licenciado em janeiro de 1990.
As variadas profissões nunca ofuscaram o seu verdadeiro desejo de se tornar músico. Desde adolescente, frequentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os irmãos em bailes funks e bailes charmes da periferia, e cedo começou a se profissionalizar cantando na noite. Foi aí que a morte de seu irmão Vitório em uma chacina levou a família à desestruturação, e Seu Jorge acabou virando sem-teto por cerca de três anos. A virada se deu quando o clarinetista Paulo Moura o convidou para fazer um teste para um musical de teatro. Foi aprovado e acabou participando de mais de 20 espetáculos com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, como cantor e ator.3


Carreira

Participou da formação da banda Farofa Carioca, que lançou seu primeiro CD em 1998 com uma mistura dos ritmos negros de várias partes do mundo, como samba, reggae, jongo, funk e rap.4 A partir daí, Seu Jorge tem sua carreira engrenada e passa a participar de vários projetos, como um disco de tributo a Tim Maia e a participação em estúdio e na turnê da banda brasileira Planet Hemp, em 2000.5
Participou também em diversos filmes em sua carreira, como Cidade de Deus, The life Aquatic, Tropa de Elite 2, The escapist, entre outros.6 Seu Jorge é sobrinho de Jovelina Pérola Negra e primo do sambista Dudu Nobre. Ganhou o apelido do amigo Marcelo Yuka.6 . Em 2012 participou da Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Londres 2012, durante o segmento carioca. Cantou as músicas Nem Vem Que Não Tem de Wilson Simonal e Aquele Abraço de Gilberto Gil.




Discografia 

Com o grupo Farofa Carioca
1998 - Moro no Brasil4
[editar]Carreira solo
[editar]Estúdio
2001 - Samba Esporte Fino
2004 - Cru7
2005 - The Life Aquatic Studio Sessions
2007 - América Brasil
2010 - Seu Jorge e Almaz
2011 - Músicas para Churrasco, Vol. 1




Ao vivo

2004 - MTV Apresenta Seu Jorge
2005 - Ana & Jorge (com Ana Carolina)
2006 - Seu Jorge - Live at Montreux 2005
2009 - América Brasil ao Vivo
2012 - Músicas Para Churrasco Ao Vivo


Participações

1999 - Tributo a Tim Maia8
1999 - Casa do Samba 3
2000 - A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, do Planet Hemp9
2001 - Swing & Samba-Rock, do Clube do Balanço
2002 - Discotecagem Pop Variada, do Jota Quest10
2003 - A Procura da Batida Perfeita, do Marcelo D2
2003 - "Tranquilo!", do DJ Marcelinho da Lua
2003 - Cidade de Deus, trilha sonora do filme homônimo11
2003 - Estampado, de Ana Carolina, na música "Beat da Beata"
2004 - Favela Chic, Postonove 3
2005 - Bambas & Biritas Volume 1, projeto do ex-integrante do Funk Como Le Gusta Eduardo Bidlovski, com a música "E Depois"
2006 - Olivia Byington, disco homónimo de Olivia Byington, na música "Na Ponta dos Pés"
2006 - Pra Balançar, do cantor Bebeto, nas músicas: "Eu Bebo Sim" e "Carolina"
2008 - Ô Moleque, do Conexão Baixada12
2008 - Tempo Quente, na faixa "Otimismo", junto com Marina Machado
2009 - Na canção "Pode Acreditar (o meu laiá, laiá)", com Marcelo D2
2009 - Canibália, em dueto com Daniela Mercury, na canção "Preta"13
2009 - Pura Semente, de Teresa Cristina14
2010 - Eu sou o samba, de Alexandre Pires
2010 - Ivete Sangalo no Madison Square Garden (Multishow ao Vivo), de Ivete Sangalo na faixa "Pensando em Nós Dois"15
2011 - Manuscrito - Ao Vivo, de Sandy, na faixa "Tão Comum"16
2012 - Contra Nós Ninguém Será, de Edy Rock, na faixa "That's My Way"



Videografia

2004 - MTV Apresenta Seu Jorge17
2005 - Ana & Jorge, (com Ana Carolina)18
2006 - Seu Jorge - Live at Montreux 20052
2009 - América Brasil Ao Vivo
2012 - Músicas Para Churrasco Ao Vivo




Filmografia

Dados fornecidos pelo AdoroCinema:19
2002 - Cidade de Deus - Mané Galinha
2002 - Moro no Brasil
2004 - This Is an Adventure
2004 - À la recherche d'Orfeu Negro
2004 - The Life Aquatic with Steve Zissou - Pelé dos Santos
2005 - Casa de Areia - Massu, de 1910 a 1919
2006 - Elipsis - Coyote
2006 - Tarantino's Mind (curta-metragem)
2007 - Sleepwalkers - Lasso Dancer who works as an Electrician
2008 - The Escapist - Viv Batista
2008 - Carmo (filme) - Amparo de Jesús
2009 - Beyond Ipanema
2010 - Tropa de Elite 2 - Berada
2012 - E Aí... Comeu? - Garçom
2012 - Reis e Ratos - Américo Vilarinho
2012 - Cidade de Deus - 10 Anos Depois - Ele mesmo

Televisão

2002 - Os Normais - Babu
2005 - Mandrake
2007 - Brasil Brasil

Premiações

2008 - Melhores do Ano do Faustão - Melhor cantor
2009 - Prêmio Multishow de Música Brasileira - Melhor cantor20
2012 - Grammy Latino - Melhor álbum pop contemporâneo: Seu Jorge — Músicas Para Churrascos Vol. 121




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