sábado, 30 de junho de 2018


Descrita como "uma das artistas mais ousadas e importantes de seu tempo", Georgia Anne Muldrow, de Los Angeles, oferece seu último single, "Overload", uma oferta suave e melódica, a faixa produzida por Mike & Keys serve como a primeira faixa da Muldrow desde que ela assinou recentemente com a gravadora Brainfeeder da Flying Lotus. 

Ouça abaixo:

sexta-feira, 29 de junho de 2018


Sergio Vaz é conhecido por suas poesia, mas nos anos 80 o Sergio jogou muitos nos campos de Várzea de São Paulo, sonhando em um dia ser jogador profissional.
Sergio Vaz cerca de um ano usa a tática de misturar futebol de várzea com poesia.

O linha de frente, o camisa 10 da Cooperifa, Sergio Vaz assistindo um jogo de várzea foi provocado por um jogador, para que a Cooperifa descolasse uns jogos de camisa para eles.

Sem nem dominar, Sergio Vaz, mandou de prima: "Arrumo, mano, é só o pessoal do time colar nos saraus da Cooperifa e nós vamos correr atrás de camisas. A rapa aí aceita ir lá ouvir poesia?".


De um papo informal em um dos campos de várzea de SP, nasceu o "Várzea Poética", ação na qual a Coperifa doa jogos de camisa para times de várzea. Em contrapartida o time tem que fazer que alguns de seus jogadores, sempre com seus parentes, frequente os saraus da Cooperifa.
A 12 anos o Sarau da Cooperifa acontece toda quarta-feira no Bar do Zé Batidão, no Chácara Santa, bairro da zonal sul de São Paulo.

Leonardo Soares/Folhapress 

O CDHU Jardim São Luís, com uniforme listrado patrocinado pela Cooperifa, joga contra o Juventude F.C.


"A Cooperifa é periferia dentro da periferia. Não somos um núcleo intelectual das quebradas, queremos apenas mudar as quebradas. O futebol de várzea é uma cultura muito forte na periferia e foi uma das ferramentas encontradas para levar aquele cara do campo de terra ao encontro da poesia", disse Vaz.

Em média, cada sarau reúne 250 pessoas. De 15 a 20 delas são jogadores e parentes. Toda vez que vai ao evento, o boleiro ganha um livro.

"Muitos boleiros que vão hoje ao sarau imaginavam a literatura como algo inatingível, que o evento cultural não era para eles, mas mostramos que estamos no mesmo barco, no mesmo país, o país das quebradas", disse o poeta, também chamado de Dom Quixote de La Perifa.

Até agora, o "Várzea Poética" conseguiu doar sete jogos de camisas novos, todos de marcas usadas por clubes profissionais. Um foi bancado pela Global Editora, que edita livros de Vaz, um pelo Itaú Cultural e os outros quatro pela própria Cooperifa.

Unidos do Morro, Ponte Preta do Jardim Leme, Sossego F.C., Aliados F.C., Jardim Letícia F.C. e CDHU Jardim São Luís, todos da região metropolitana de SP, entraram no "Várzea Poética". Outros oito times querem entrar no projeto, mas a Cooperifa busca apoio financeiro para bancar as camisas.

"O jogador volta a ser moleque quando vê o uniforme de profissional. Ele se sente valorizado e sente nossa verdadeira intenção de apresentar um novo mundo para ele, o da literatura", continua Vaz, que já recebeu vários títulos por ações culturais.

Cartola do CDHU Jardim São Luís, o comerciante José das Graças da Silva, 56, o Zezé, disse que a maior parte dos seus 30 atletas só teve contato com poesia quando foi ao evento da Cooperifa.

Leonardo Soares/Folhapress 
Integrante da Cooperifa recita poesia durante sarau na periferia paulistana


Orgulhoso por já ter contado com os gols do atacante Hernane (hoje jogador profissional no Flamengo) na linha de frente do seu São Luís, Zezé brinca ao afirmar que seus comandados ainda não conseguiram o mesmo desempenho dos campos de várzea nos saraus da Cooperifa.

"O time ainda está tímido para fazer poesia, mas presta atenção. Sonhamos com o dia em que teremos os primeiros versos recitados por alguém do time do São Luís no sarau da Cooperifa", disse.

"Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, talvez o Várzea Poética seja o único evento de futebol para a periferia. Fifa e CBF não fazem nada para contemplar quem não terá dinheiro para participar diretamente da Copa. Nós não estaremos representados na Copa", protestou Vaz.

Fonte: Folha

Tá no ar! “A Ocasião Faz a Canção”  mais um Single do novo álbum do QI - “A Vida Imita a Arte”. 

Ouça:


♫INSCREVA-SE: https://goo.gl/29DAHV ♫Nos Acompanhe: Instagram: https://instagram.com/quadrilhaintelectual Facebook: https://www.facebook.com/quadrilhaintelectual Twitter: https://twitter.com/oficialqi/ ♫Música: A Ocasião Faz a Canção Feat. Thiago Jamelão Produção Musical: Gibesom (DF Gangsta) Lyric Video: Julio Hilário (@hilasjr) 

O encontro marcado para quinta-feira, 5 de julho, conta com a participação do cantor Péricles, que pela primeira vez cantará ao lado do rapper ´Antes das 6:00 part 2`, faixa bônus inédita que brinda a edição física do disco. No repertório, além dos sons do novo álbum, DBS canta as clássicas mais pedidas como ‘Clã da Vila’ e ‘Qui Nem Judeu’. O rapper contará com o apoio musical da banda formada por RG na guitarra, Eduardo nos teclados, Neguinho VL no back vocal e do DJ Nando.

+ Quantas Vezes Não Me Achei
Com 11 faixas, o quarto disco da carreira do DBS tem participações de Rincon Sapiência, na faixa Bandido, Da Lua em Não preciso de Vocêe Srta Paola em Samba MariaOs Monstros tem clipe de Alex Kundera e Jesus Anunnaki de Fred Siqueira. Com direção musical de Léo Grijó, Nox, Mortal VMG e Pedro Lotto, Gordão Chefe mostra seu diferencial vocal com reflexões sobre a vida e leva ao Hip Hop experimentações sonoras, em um álbum bem contemporâneo e a frente do seu tempo. O álbum físico ganhou duas novas faixas: “Antes das 6:00 part 2” conta com a participação do Péricles e do Projota, tem produção musical de Mortão VMG e ganhará clipe com direção de Paulinho Caruso da O2 filmes, previsto para estrear no mesmo dia do show!  A outra novidade é Tô na Bala, hit com participação de Mc Magal que será apresentada pela primeira vez na ocasião.
+ DBS
Com estilo vocal único, o rapper e compositor iniciou sua carreira em 1994 e em 1999, integrou a Família RZO, coletivo criado com objetivo de revelar novos talentos. Entre eles destacam-se Sabotage e a Negra Li. O primeiro disco solo, O Clã da Vila foi lançado em 2003 e teve grande aceitação do público, com singles como Vai Na fé e Clã da Vila, vendeu mais de 45.000 cópias. Em 2006, veio o segundo álbum, O Clã Prossegue, que contou com os sucessos Sem Bilhete NegoPra Registra e Qui Nem judeu, essa última com vídeo clip com direção de Alex Kundera. Com Arlindo Cruz cantou Policia e Bandido. O terceiro álbum foi lançado em 2015, com 17 faixas Gordão Chefe foi TOP 10 do Itunes por 3 semanas seguidas e foi considerado pela crítica da Rolling Stone como um dos melhores álbuns do ano. Unindo as duas escolas da música Racionais e Planet Hemp cantou Sinto Muito Baby, hit com participação de ED Rock e Black Alien. Comemorando 15 anos do primeiro disco e a versão física de Quantas Vezes Não Me Achei com duas faixas bonos inéditas DBS segue surpreendendo fãs espalhados dos becos e vielas aos condomínios de luxo.
SERVIÇO:
DBS
Dia 5 de julho de 2018, quinta-feira, às 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 150. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa com 90 minutos de antecedência ao início do show.

Ingressos: R$6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$20 (inteira).
Venda online a partir de 26 de junho, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 27 de junho, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o [sescsp.org.br/pompeia]portal.



A partir do riso, a montagem aborda dramas, aceitação e empoderamento em duas apresentações na capital paulista em 30 de junho, no palco da Unibes Cultural, uma às 17h30 e outra às 20h

Primeiro stand up brasileiro apresentado por uma mulher negra, “Tia Má com a Língua Solta” chega a São Paulo, no palco da Unibes Cultural, em 30 de junho, para duas apresentações (às 17h30 e 20h). O espetáculo traz muitas histórias e reflexões a partir do bom humor da jornalista e youtuber Maíra Azevedo, mais conhecida como a Tia Má. A partir do riso, o espetáculo aborda dramas, aceitação e empoderamento, entre outras situações reais recorrentemente vivenciadas por mulheres negras.
Um exemplo, é a questão do cabelo que, por sinal, é um tema sempre presente na vida da maioria das mulheres. Por isso, Tia Má relata situações reais, muitas delas vividas por ela mesma, passando por dramas, aceitação e superação, tudo de forma muito divertida e descontraída com aquela pitada de pimenta que é a característica predominante em suas piadas e críticas sociais. “Existe uma identificação imediata dentro do universo feminino que só fortalece o meu trabalho, e o humor é uma reação humana que, obrigatoriamente, passa por uma reflexão interna”, afirma Maíra.
Conhecida pela língua afiada nas redes sociais, Tia Má é como um manual prático para a vida cotidiana. Com o bordão "tira o sapatinho e bota o pé no chão", ela é consultora e parceira fixa do programa “Encontro com Fátima Bernardes” (exibido pela Rede Globo) há mais de dois anos e foi eleita uma das mulheres negras mais influentes da internet pelo site Blogueiras Negras. 
Além disso, a baiana representa a mulher da vida real: preta, mãe solteira, poderosa. É aquela amiga conselheira que sempre sabe a resposta errada para a confusão certa. Assim, “TiaMá com a Língua Solta” aborda autoestima, beleza, negritude e relacionamentos com tiradas inteligentes que prometem arrancar gargalhadas ao mesmo tempo em que conscientizam.
Com texto da própria Maíra, o espetáculo é dirigido por Elísio Lopes, roteirista de programas como “Lazinho Com Você”, da Rede Globo, e “Espelho”, do Canal Brasil, e co-dirigido por Ricardo Fagundes.
No dia do espetáculo haverá expositoras e empreendedoras negras com seus produtos. Antes e depois de cada sessão o público poderá conferir os produtos, além de relaxar no aconchegante e moderno espaço da Unibes Cultural. O evento promete ser bem movimentado, já que várias personalidades negras do Brasil já confirmaram presença e também estarão na Unibes Cultural prestigiando Tia Má.
Em São Paulo, o espetáculo está sendo produzido pelo TNM - Todos Negros do Mundo, capitaneado por Anderson Jesus. O TNM é um portal de sucesso reconhecido no que se refere à produção de conteúdo de qualidade voltado à comunidade negra, com mais de 5 milhões de acessos. O espetáculo marca a transição do TNM para a produção de espetáculos e projetos culturais próprios. “Já fazíamos séries para canais por assinatura, e casting para algumas emissoras, agora estamos avançando e criando projetos que dialogam com o que o TNM sempre teve como propósito” – afirma Anderson Jesus.
A montagem também será gravada por Anderson Jesus, diretor responsável pela produtora Iracema Rosa Filmes, que acumula experiência na criação de formatos de programas para a TV, dessa vez com o objetivo de ocupar espaços diferentes, como canais de comédia na TV a cabo e em plataformas de Video on demmand.
 Tia Má com a Língua Solta - O Stand Up
 Quando: 30/6
Horários: 17h30 e 20h
Local:Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré (ao lado da estação Sumaré do Metrô, na Linha 2-Verde)
Ingressos:R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia); idosos e deficientes pagam meiae
alunoEbonyEnglish tem 60% de desconto. Os Ingressos podem ser comprados no cartão de crédito, débito e no boleto bancário no site www.sympla.com.br
 1a Sessão 17h30
 2a Sessão 20h

quinta-feira, 28 de junho de 2018


Neste sábado (23/06), o rapper Pregador Luo postou em suas contas no Facebook e no Instagram um texto e um vídeo revelando publicamente sobre o processo de depressão pelo qual está passando. Um dos motivos que desencadeou a doença foi durante a recuperação de uma cirurgia que o rapper fez na coluna, no final do ano passado. 

Assista:

Milhares de fãs, seguidores e amigos apoiaram a iniciativa do rapper ao declarar publicamente a sua atual condição. Entre eles, o rapperProjota mandou uma mensagem ao amigo: “Mandando as mais positivas energias pra ti mestre! Você fez muito por mim e por todos nós aqui presentes. Conte comigo! Forte abraço”, disse o cantor.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em janeiro deste ano, 5,8% da população brasileira sofre de depressão. E entre os países da América Latina, o Brasil é o que possui maior número de pessoas nessa situação. Portanto, entendemos que essa atitude corajosa e transparente do Pregador Luo junto ao seu público, poderá ajudar muitas pessoas a enfrentarem esse problema de frente e superarem seus próprios desafios.

Abaixo, a íntegra do post:

“Estou saindo da DEPRESSÃO, graças a Deus!
Foram dias sombrios que ofuscaram toda a beleza da minha vida.
Dias que quase puseram fim a minha existência, quase.
Eu não tinha fome, sono, apenas choro e dor. Chorava várias vezes ao dia.
Algumas vezes com motivo, outras sem motivo nenhum.
Sempre percebi que sou um cara melancólico, e passei por outras depressões ao longo da vida, mas também sempre lutei contra isso. Sei que a vida é um presente e não um fardo. Me foquei no valor desse presente.
Mas dessa vez o pranto me abateu de tal forma, que desisti de tudo.
Passei quase 8 meses com dificuldade para me relacionar, sair de casa, trabalhar, compor, levantar da cama… deixei de viver. Meu problema na coluna e a cirurgia de coluna pela qual passei só fizeram agravar esse quadro.
Mesmo tendo uma boa esposa, uma boa casa, uma carreira dos sonhos, eu me vi destituído de tudo. Minha alma passou a não valorizar mais nada. Eu me sentia refém da situação, sem poder fazer nada a respeito. 
O que me levou a isso? Traumas, decepções, stress, angústias, perdas, mas sem dúvida, o desequilíbrio químico no cérebro. Por isso a depressão. Ela não é algo apenas emocional, mas orgânico, configura uma doença. É uma patologia de fato. A deficiência na produção e nos níveis de neurotransmissores no cérebro altera completamente o estado de espírito e de humor. Se você sofre de algo parecido, procure médicos que possam ajudar você a detectar essa doença. Eu estou vencendo essa luta e saindo desse deserto pela força do Senhor, porque pessoas queridas oraram por mim e se achegaram para dar apoio. Mas também estou me restabelecendo graças aos médicos que me ajudaram e aos remédios que eles me receitaram. Não deixe que o mal te vença, mas vença o mal com o bem. O bem que existe nas pessoas, na vida e em você. A noite pode ser longa, fria e cheia de temores, mas ela não é capaz de impedir que um novo dia nasça. O melhor está por vir, já estou voltando”.

No dia 29 de junho de 2018, sexta-feira, a partir das 22h, o Dj, produtor musical, compositor, poeta e cantor DANILOVA levará ao Aparelha Luzia show intitulado “Danilova Afro Session”. O show, que tem ENTRADA FRANCA, é composto por canções autorais integrantes do disco “DaniLover – Poesia, Amor e Emoção” e discotecagem a partir de um eclético set musical com sons que influenciaram sua carreira, como Afrobeat, Reggae, Soul R&B e Funk music.

“Poesia, Amor e Emoção” foi concebido através de poesias compostas por DaniLova, que, com o decorrer do tempo, foram tomando formato musical. “A proposta deste trabalho é de inovação da poesia Dub, no uso de riddins digitais e formato Dj e voz. O disco também veio dar ênfase à vertente romântica do reggae”, explica Danilova. Vale lembrar que a poesia de Dub (palavra falada sob os ritmos do reggae) é uma forma de poesia performática que evoluiu da dub music em Kingston, Jamaica, nos anos 70, bem como em Londres, Inglaterra e Toronto, Canadá.

O disco traz canções autorais como “Liguei pra te dizer”, “Encontrei a paz”, “Era você” e “Lírios do amor”, música que intitula o videclipe do artista. Defensor da MPB – Música Preta Brasileira, Danilova, além de disseminar sua poesia e música, tem como grande objetivo divulgar a cultura dos Sound Systens, cuja criação causou impacto na Jamaica e também do mundo. Os sound systems são potentes sistemas sonoros comandados por Djs que se revezam tocando

uma seleção de músicas e criando improvisos sobre elas. Pesquisador da cultura popular e especialista no Reggae Jamaicano (berço dos sound systems), Danilova recheou seu show com a verve dessa cultura misturando elementos da cultura brasileira e da poesia.

SERVIÇO

“ Danilova Afro Session”, com Danilova

Dia: 29 de junho de 2018, a partir das 22h

ENTRADA FRANCA

Local: Aparelha Luzia, Rua Apa, 78 – Campos Elíseos

Tel: (11) 3467-0998

As filmagens de “Vou na Fé” contaram com a presença da Ìyálòrìsà Dialá, que mostra a força da ancestralidade e leva seu Àse para as terras paulistas

O rapper baiano Nouve se prepara para lançar no videoclipe de “Vou na Fé”, música em parceria com Japa System e produzida por Nave, já conhecido por trabalhos com Emicida, Rodrigo Ogi, Luccas Carlos, Criolo entre outros artistas.

O intuito do videoclipe é retratar pontos positivos do Candomblé que, na maioria das vezes, é tratado de forma depreciativa e reforçar os valores das religiões de matriz africana . Em contrapartida ao desrespeito religioso, o rapper mostra sua visão sobre ancestralidade, afeto, respeito e como essa troca de boas energias, que é denominada Àse, é importante dentro da religião.

O clipe tem roteiro e direção assinados pelo próprio Nouve e gravação e edição por Robson Borges, da produtora “Aion Imagine”. Para fazer parte do elenco, ele convidou sua Ìyálòrìsà, mãe Dialá, além de Érica Ribeiro, Telma Duarte e Cide Babá Ybí. As gravações foram realizadas em Paranapiacaba, interior de São Paulo e na capital. 

“O roteiro mostra o cuidado e afeto de uma Ìyálòrìsà, Bàbálòrísá, irmão ou irmã de santo dentro de um terreiro de Candomblé. O clipe também mostra o outro lado da moeda, que é o preconceito aos adeptos da religião, em meio da cidade grande. Seja lá, numa entrevista de um emprego, ao passar pelas ruas com os seus adereços, guias, turbante entre outros. Os olhares são realmente diferentes”, explica o artista.

Um dos momentos marcantes do videoclipe é quando, em sinal de respeito, Nouve bate cabeça para mãe Dialá. O ato de bater cabeça, seja diretamente a um Òrìṣà, Bàbá ou Ìyálòrìṣà, representa uma saudação e pode ser feita por qualquer pessoa iniciada e até mesmo por um simpatizante da religião. A palavra "Foribalẹ" significa “colocar a cabeça no chão”, que se refere ao ato de prostrar-se diante das divindades e de autoridades do próprio sagrado. No Brasil, o termo é conhecido como “Dọbalẹ”, destinado aos ìyáwò que foram iniciados ao Òrìṣà cuja a essência é masculina e Yíka para os de essência feminina, no caso, as Ayabas, mas normalmente 'Dọbalẹ" é o termo mais utilizado e foi adaptado de "modo geral" aqui na diáspora. Tomar "Dọbalẹ”, ou bater cabeça, demonstra a humildade, seja do ìyáwò ou dos mais velhos, mas, principalmente, o respeito ao Òrìṣà.

Na estrada desde 2006, ele atualmente reside em São Paulo. Na Bahia, participou de alguns projetos com grande importância para a sua carreira, como o REDE SOMUS (Antiga Rede Caymmi de Música), que aconteceu nas escolas públicas de Cajazeiras, bairro Soteropolitano, e ele ajudou no mapeamento dos artistas locais. Os participantes tiveram uma música na coletânea do projeto, que foi lançada no encerramento, em 25 de novembro de 2017. 

Nouve vendeu mais de 10 mil cópias do seu primeiro EP, "Respirando a Arte", por todo o Nordeste. Dividiu palco com grandes nomes do Rap Nacional, como MV Bill, Kamau, Rael entre outros. Em 2017 recebeu o convite de Emicida para cantar em sua terra natal, Salvador, na Concha Acústica, com um público de mais de 4 mil pessoas. Atualmente, trabalha no setor de desenvolvimento de produto, na Laboratório Fantasma, e já tem um single engatilhado, a música “Quero Resolver”, na linha do Zouk, misturada com o tempero baiano e promete vir com tudo!

Assista:



Ficha Técnica da Música:

Produção Respirando Arte

Nome da Música - Vou na fé

Composição - Nouve/Nave

Intérprete - Nouve

Produção Musical - Nave

Percussão - Japa System (Baiana System)

Engenheiro de gravação de Voz - Sergio Rocha

Captação da voz no Studio Sergio Rocha

Mixagem - Nave

Masterização - Luiz Café


Ficha técnica do Vídeo:

Direção e Roteiro - Nouve

Câmera e Edição - Robson Borges (Aion Film)

Colorista - Robson Borges (Aion Film)

Direção Visual - Adriel Nunes

Produção Executiva - Nouve

Make UP - Tati Cass

Elenco - Ìyálòrìsà Mãe Dialá, Cide Babá Ybí, Érica Ribeiro, Telma Duarte

quarta-feira, 27 de junho de 2018


(Foto - Gabriel Camacho)

Quando escreveu “Pés na Areia (Promessas)” para ser a última faixa de seu álbum mais recente, Rashid sabia que encerrar o CRISE precisava de um clima especial que pudesse reunir a força dos versos de quem labuta mas não olha a vida como dureza mas aprendizado.

“Pés na Areia” é cheia de possibilidades: de avançar, ser melhor, sonhar mais. Ela dá chances para o futuro, e não apenas para o de Rashid, mas para o de muitos jovens crescendo de olho no horizonte. Nela, Rashid apesar de autor, é o intérprete de toda e qualquer pessoa que busca sem descanso ou desculpa seu lugar para brilhar.

Levada pelo R&B e composta por Rashid e Godô, segunda voz que o acompanha desde 2015, “Pés na Areia” agora ganha clipe assinado por Gabriel Camacho e completa a coleção de vídeos do CRISE, lançado como álbum audiovisual.

(Foto - Gabriel Camacho)

Mirando no próprio olho pelo espelho, é como se Rashid olhasse para trás revendo suas histórias pessoais enquanto mostra com quantos sacrifícios são feitos os sonhos, como economizar todas as moedas para comprar os primeiros CDs de rap, salva-vidas para tantos perdidos à deriva do mar e história real de incontáveis fãs de música.

Entre os detalhes do roteiro, a coleção de CDs lançada por Rashid guardada na caixa é uma maneira de dizer que construir o que se deseja é possível. E mesmo que as ondas batam na praia e apaguem as marcas de pés na areia, as promessas que fazemos a nós mesmos nunca quebram.

Assista “Pés na Areia (Promessas)”


Ficha técnica:
Música:
Letra e voz: Rashid e Godô
Produção: Dj Duh
Mix e master: Luiz Café

Outros vídeos de CRISE:
Sem Sorte
Musashi
Química
Bilhete 2.0


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Jonas Figueiredo, vulgo JF acaba de colocar mais um trabalho de peso nas ruas. Dessa vez, trata-se do videoclipe de “Rap Periférico”, em que resgata suas referências, que vão desde Racionais MC’s a seus amigos de caminhada, e faz suas observações acerca do movimento em que está inserido.
Com produção de VINEX, do selo Deck9 Record’s, e audiovisual de JP e Mulambo, o MC da zona Sul de São Paulo, integrante dos grupos A Saga e Interferência, ressalta a importância da cena underground, que segue produzindo e conquistando seu espaço.
Membro do coletivo Inadequados Gang, JF deu inicio a carreira solo em 2015  e lançou seu EP de estreia intitulado “Esboço” no começo deste ano. Para o rapper, nesse e em seus demais projetos, pode-se tirar a mensagem de que números são detalhes pequenos, perto da relevância eanm manter o corre ativo em busca de seus sonhos e objetivos.

Assista: