terça-feira, 31 de julho de 2018


Projeto da Secretaria de Cultura, em parceria com Ministério da Cultura, acontece de 3 a 5 de agosto em Samambaia, Itapoã e Santa Maria
A Secretaria de Cultura do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Cultura e apoio das Administrações Regionais, realiza de 3 a 5 de agosto o projeto Brasília de Todas as Culturas nas regiões administrativas de Samambaia, Itapoã e Santa Maria. A ação faz parte da política de descentralização da produção cultural e artística, valorizando as diversas identidades culturais do Distrito Federal.

A programação contempla shows musicais de samba, blues e cultura popular, apresentações artísticas de linguagens variadas (teatro, grafite e hip-hop), além de oficinas de interpretação, de percussão popular, de mamulengo. Artistas de renome nacional, como Karol Conka, Exaltasamba e Negra Li, estão confirmados.

Ao incentivar a ocupação dos espaços públicos, o projeto Brasília de Todas as Culturas contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento da população com a cidade em que vive. Dessa forma, incentiva a produção cultural local, gerando renda para cadeia produtiva dos diversos setores da economia relacionados direta ou indiretamente com a cultura.



Serviço:
Brasília de Todas as Culturas
Data: 3, 4 e 5 de agosto (de sexta a domingo)
Horário: a partir das 14h
Locais:
SAMAMBAIA SUL
PALCO PRINCIPAL (Quadra 302 Samambaia sul - Estacionamento da Castelo Forte)

TENDA CULTURA URBANA (Skate Park - Centro Urbano, Quadra 302 – Samambaia Sul)
SANTA MARIA
PALCO PRINCIPAL (Qc 01 – Estacionamento do Ginásio Esportivo)

TENDA CULTURA URBANA (Qc 01 –  Administração Regional)
ITAPOÃ
PALCO PRINCIPAL (Área Especial 01/02 Quadra 378, Del Lago II, Itapuã - Próximo ao Conselho Tutelar / Céu das Artes / Colégio Gilda Arns)
TENDA CULTURA URBANA (Escola Zilda Arns quadra 378 conjunto, Itapoã)



Inscrição das oficinas:
SAMAMBAIA:
Telefone: 3359-9301 
SANTA MARIA:
Telefone: 3392-8482     
ITAPOÃ:
Telefone: 3369-9440/9402      

Emicida lança “Selvagem” com Drik Barbosa, Dory, Stefanie, Souto MC e Fióti
Desfile de lançamento da Coleção C&A. Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE


A produção da faixa é do mestre DJ Duh e além de Emicida, conta com as colaborações de Emicida, de Dory de Oliveira, Souto MC, Stefanie, Drik Barbosa e Fióti. “Selvagem” foi um single inédito lançado no desfile da C&A apresenta LAB, coleção "A Rua É Nóiz". 

Está no ar mais um #ReferenciAna, e nele você vai ler um pouco da minhas percepções do som Selvagem, além de conhecer um pouco mais sobre as referências utilizadas pelos artistas. Confira a letra na descrição do vídeo no YouTube, e ouça a música aqui:

De maneira rápida, é essencial contextualizar o momento em que a música foi lançada. A música foi mostrada no desfile de julho, da parceria da marca LAB (idealizada pelo Emicida e seu irmão Fióti), e a C&A. Segundo revistas de moda, que tem muito mais propriedade pra falar sobre do que eu, a coleção "A rua é nóis" tem referências de streetwear e foi baseada na trajetória dos irmãos. 

"A rua é a verdade, a vida,  as  veias  e  artérias  de  um  mundo  confuso  e  em  processo  de  auto  destruição  contínuo,  porém  nós  estamos  nas  ruas  e  cabe  a  nós  pensarmos  e  agirmos  para  contribuir  de  forma  expressiva  a favor  da  mudança  e  melhoria  de  nossas  vidas". Texto que norteou a coleção, segundo a Revista Glamour 

Sabemos a tempos, que "preto e dinheiro são palavras rivais", então já era esperado que qualquer ascenção e tomada de espaços que eram impossíveis de imaginar gente preta tomando (como a SPFW por exemplo), seria de alguma forma criticado, ou criado buxixos. Mas esse não é um texto de defesa, é de referências, então, o contexto pareceu promover um grito de MC's com trajetórias únicas, mas que se conversam, olhando pro mesmo norte, e se colocando como agente da sua própria história e sucesso. Esse grito coletivo se traduz no refrão, cantado por todas e todos os artistas envolvidos. 

"É barulho de moto, estouro de 12" O refrão me fez pirar em várias subjetividades nas palavras que o compõem. Ao mesmo tempo que parece ambientar todo mundo no mesmo local de origem, lembrando a questão de periferia ser periferia, traz o lance de mostrar que mesmo com qualquer ascenção ou possível ascenção através do rap, da música, da moda, o ambiente hostil da cidade formou indíviduos que não perdem a essência e não dão sustentação as críticas que recebem. Cenas comuns descritas, alternando a diversão dos "desfiles de moto" no dia a dia, e possivelmente a questão subliminar da violência próxima, dos barulhos das armas. Lembrando também que as armas de calibre 12 também pode ter mais a ver com a questão do som como auto-defesa, já que as armas de calibre 12 são utilizadas a curta distância, e também são utilizadas com munição não letal, como as balas de borracha, utilizadas pra dispersar multidões (entendam multidões no contexto, como curiosos, buxixeiros, ou mesmo os boca de lata, citados posteriormente).

"Clique pra foto, para na pose, é o prêmio da loto, gata, num devo nada pros oto, cata, canta liberdade, ganho a cidade toda, trava os boca de lata" A sequência, complementa a primeira frase da música, dá pra se refletir que ao mesmo tempo que parecem gritarem o orgulho dos corres, das caminhadas, é importante se colocarem como agentes da própria história, e travar os boca de lata (pra quem não tem a vivência hahahaha, boca de lata é fofoqueiro, histórinha), afinal, embora toda a situação de prestígio que estão vivendo, ou buscando viver, nada tira a essência de quem cresceu na selva, buscando permanecer vivo e viva.

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A primeira a rimar é a Dory de Oliveira, braba como sempre. "Isso é kalakuta igual Fela Kuti". A república Kalakuta foi uma moradia criada pelo ativista e músico Fela Kuti. As casas pintadas de amarelo, cercadas por arame farpado, foram criadas pelo músico nigeriano, abrigava um estúdio musical, sua família e sua banda, a Africa 70. Apesar do fim trágico da república, durante sua época, foi responsável pela concentração dos músicos e desenvolvimento do Afrobeat. Fazendo a analogia ao momento do rap, Dory coloca o encontro dos artistas em questão como sendo esse espaço, onde é um ato político se organizar, desenvolver a música.  

"Maloka na luta, favela curte, o corre diz tudo, é pelas bolsa de estudo e pelas bolsa Gucci", ao descrever que favela curte quem tá na luta, é justamente esse orgulho de ver os nossos, os próximos, do nosso meio de convivência ou não, vencendo ou ao menos driblando a situação de violência que são impostas a nós. Seja pelas bolsas de estudo, pela educação, as universidades (pra quem acredita no potencial da educação para transformação social), seja mesmo pelas bolsas da Gucci, fazendo menção as bolsas de grife, ao acesso aos artigos de grife. 

"Se é roleta russa, eu viro Putin", roleta russa é um jogo de azar, onde deixa-se uma bala só no tambor de um revólver e o faz girar até se desconhecer a posição exata da bala, e apertar o gatilho. Putin, é o atual presidente da Rússia. Acredito que o ser roleta russa que a Dory se refere, seria o lance de poucas pessoas conseguirem oportunidades. Sempre é uma desonestidade a questão da meritocracia, utilizada por gente mal intencionada, quando diz que todo mundo tem oportunidades. Mas quando ela se declara Putin, ela se coloca como dona do que escreve, faz jus ao seu corre, ao comando da sua história. 


"De rua igual Lupe na Kick n’ Push", faz menção ao som do rapper americano Lupe Fiasco, que ele retrata como cresceu sendo um skatista negro, gravado nas ruas de rolê. 

"Respondo massacre, tomando 40 acre" eu achei essa linha sensacional, acre é uma unidade de medida utilizada para medir terras, não é mais utilizada (e também uma música do rapper Pusha T). Eu achei a analogia com a gente enquanto povo, enquanto negro, enquanto marginalizado, tomar tudo, todos os espaços. Terra é sinônimo de poder, por isso nos foi negado historicamente, então tomar 40 acres, é tomar de assalto todos os espaços que nos foram negados. "Num é macri, isso é King Push" Macri é um empresário e político argentino, uma de suas decisões políticas tem a ver com a abertura para privatizações de terras para a produção de soja. King Push é o álbum, do rapper Pusha T, produzido por Kanye West, e também o nome de um som do mesmo. Quando Dory diz que é tipo Pusha T e não Macri, ela critica a questão de se utilizar de meios para fortalecer determinadas pessoas, como empresários, donos de terra, ou pra própria ascenção e fortalecimento dos seus.   


"Sinhá quita a conta, é uma afronta" se refere ao verso da rapper Nabrisa no Perfil #54 da marca do abacaxi, entitulada Pasarin, ela diz após dizer que inferno, cadeia e favela é pra branco e preto, que o preço já foi pago. Sinhá vocês já devem saber, porque esse ano infelizmente usamos muitas vezes o termo no rap. 

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"Pros Kunta isso é guti guti". Kunta Kinte é o personagem central do romance "Raízes: A Saga de uma Família Americana" escrito pelo autor norte-americano Alex Haley. Ele foi sequestrado e despertou prisioneiro do caçador de escravos, Garderner, a serviço dos traficantes Slater e Davis. Ele e dezenas de africanos escravizados foram colocados em um navio negreiro para a viagem de três meses para a América do Norte. Eu entendi que pra que pra nós, negros, esses comentários a gente tem ouvido, engolido (guti guti é uma onomatopéia utilizada por gente como eu pra falar com crianças, pra beber água ou algo do tipo), mas o foco é nos nossos, em transmitir nosso legado através de gerações, já que Kunta Kinte é retratado de forma heroica, inteligente, talentosa, introspectivo, e corajoso, um guerreiro mandinga. "Suor e sangue no bangue, os bico vem como?, Tá bem loco de Yakult, eu junto quem trampa no bonde. Tipo isso? Onde cê via? Cut?, Só idéia quente no pente, Na leste se a rima esfria é mute" Dory finaliza sua participação no som, falando sobre estarem trabalhando (fazendo menção a CUT - Central Única dos Trabalhadores), e também as metida de louco proporcionadas pela molecada que tem chego na cena (quando faz menção ao Yakult - bebida associada a crianças rsrs), e acaba dizendo, que da onde a gente vem, som fraco não pega, se não tiver ideia pra passar, jamais vai ser tocado. Me lembrou a entrevista do Mano Brown, que ele diz, a favela é o maior teste de qualidade dos sons. 

A segunda a rimar, é a Souto MC. "Tipo uma sequela, mano; viela, mano, vem ela e a rima cabocla" Souto fala sobre si, como sequela, como consequência, como produto das vielas, das ruas. Rima cabocla faz referência a sua ancestralidade indígena. "Sintetiza tudo, estilo buchla", Donald Don Buchla foi um pioneiro americano no campo dos sintetizadores de som. 


"A meta é Los Angeles, tipo UCLA", a Universidade da California, Los Angeles, é uma das faculdades mais prestigiadas nos Estados Unidos. Los Angeles é um dos grandes polos de artistas incríveis do Hip Hop da chamada West Coast. A meta é ser uma das prestigiadas, o corre é pra isso. "Brotando na Forbes, pique a Oprah", a Forbes é uma revista estadunidense de negócios e economia. Oprah é uma apresentadora e empresária, que nasceu em um contexto de pobreza e se tornou a primeira afro descendente bilionária dos EUA. É também uma das mulheres mais influentes do mundo. Mais uma vez, olhando pro corre dos artistas envolvidos e as críticas que recebem, Souto nos traz que almeja de fato o conforto pra si, pra poder avançar também os seus. "Respeito só rola se for mão dupla, se roubar minha brisa a ideia é outra".

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"Sou Marta no ataque, meu nível? Ultra" referência a atleta de futebol, 5 vezes melhor do mundo que arrasta títulos e listagens entre as melhores do mundo. "Iansã me guia se o vento sopra" é a orixá dos ventos e tempestades, Souto sempre faz menção a sua espiritualidade e ancestralidade. "Tem filho da puta aplaudindo Ustra", faz menção as declarações do embuste Jair Bolsonaro, candidato a presidente, que declara homenagens ao coronel Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos órgãos atuantes na repressão política, durante o período do ditadura militar no Brasil, reconhecido pela Justiça como torturador e comandante de uma delegacia de polícia acusada de ser palco de mais de 40 assassinatos e de, pelo menos, 500 casos de torturas.  





"Sou hidra: se mata, o perigo dobra" a Hidra, é um ser da mitologia grega, que tinha corpo de dragão de cabeças de serpente, segundo a lenda, as cabeças da hidra podiam se regenerar, e quando cortava-se uma, cresciam duas. Mas também, existe a Hidra organização fictícia da Marvel Comics, mas essa tem uma subjetividade ruim, de anulação da individualidade, e massificação de soldados. Souto finaliza sua participação, sistematizando o objetivo dos trabalhos. "Proteja os meus do bote das cobra, nem lycra, nem like, hoje sou lucra, o dever me chama, então mãos à obra".
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DJ Nyack, Fióti, Emicida e Rael, na foto postada pelo estilista Ricardo Almeida e criticada pelo MBL.

O terceiro a rimar no som é o Emicida. Construiu seus versos no deboche. "Sinceramente eu gosto assim, miss, os verme em choque, nóiz em Paris", miss é um pronome de tratamento em países de lingua inglesa. Essa linha é uma resposta a senhora (miss) crítica, que tanto aparece em qualquer coisa que o artista faça. E enquanto falam, ele tá correndo, garantindo seus trabalhos e evoluindo em suas produções, pra isso ele usa a sequência de descrições de coisas que viveu, que jamais seriam pensadas pra pretos, periféricos, e do rap. "Meti um G-Shock e pá, voltei no voo com a Gisele" G-Shock é uma marca de relógios. Gisele se refere a pegar um avião com gente famosa, reconhecida intercionalmente (Gisele Bündchen). "Com um terno que custa a propina deles, hashtag chora MBL" Esse verso, faz menção a 2017, quando o grupo divulgou uma imagem em que chama o rapper de “hipócrita” simplesmente por usar um terno de R$15 mil, como se negros de origem humilde não pudessem usufruir do dinheiro que conquistaram.

"Minha pira é criança com cor de chocolate, a fazer selfie em iate" aqui ele sintetiza toda a questão maior que envolve esse reforçar da questão econômica pra nós negros. Proporcionar futuramente que nossas crianças sejam associadas ao lazer, ao conforto, e não a miséria, a violência.


"Com a mente da Lisa e a maloqueragem do Bart", Emicida faz referência a personalidade dos personagens de Os Simpsons, que parecem simplificar a todos e todas das periferias. Mentes inteligentes, focadas, com a sagacidade, a malandragem para lidar com situações. "Ó meu curriculum lattes, em qualquer ano dos últimos dez, há uma revolução que o zica fez" dando a famosa carteirada do bem haha, Emicida menciona e exalta sua trajetória e caminhos trilhados nos últimos anos (o Currículo Lattes se caracteriza como uma base de dados que comporta as experiências profissionais de alguém),  desde o lançamento da sua mixtape Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe...


Emicida finaliza sua participação falando sobre como enxerga sua correria, sobre não ter pensamentos ruins, a chamada má-sorte. "No meu dicionário não tem revés, 
Botei trinta dia, cinco em cada mês" (Essa dos dias eu tô quebrando a cabeça, mas não cheguei em algo satisfatório), entendi que ele usou o famoso "põe pra 30 dias" quando alguém passa um cheque, 5 em cada mês, falando sobre padrão de consumo, mas depois vi que era uma pira a mais, e sai do sol que tava sentada.

A quarta MC a rimar é a maravilhosa Stefanie, que chega em breve com o clipe Mulher MC. Na sua participação ela resume a caminhada de muitos, ao melhor estilo "onde cês tava, que cês fizeram por mim, agora tão de olho no dinheiro que eu ganho", ela manda seus versos. "E tem mais, o asfalto era palco, tomamo de assalto sagaz, toda mão pro alto, em cor e luz como vitrais" falando sobre os shows na rua, que todo mundo em começo de carreira fez ou faz, constrastando com as mãos pro alto dos shows com mais público que são cada vez mais frequentes.


"Nova era de Hórus" O deus Hórus é o deus solar dos céus e um dos mais importantes da mitologia egípcia. A imagem de Hórus está associada ao firmamento, e portanto, ele representa a luz, o poder e a realeza. O olho de Hórus é utilizado como símbolo da chamada Nova Era. E representa a tomada de uma nova consciência pautada na espiritualidade, no humanismo e nas religiões. Esse movimento vigorou principalmente, nas décadas de 60 e 70, o qual buscava o renascimento, por meio do despertar da consciência e da evolução espiritual. Sendo assim, o próximo verso "Onde rainhas são como orixás" (Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças), parece nos dizer que sejam as rainhas egípcias, sejam os orixás, estão relacionados a nossa história enquanto concepção de mundo, e que esse lugar, de deusas e deuses é que nos é destinado, somos lindos, com histórias, valores, passado.
Stefanie finaliza sua participação enfatizando o sonhos dos que vieram antes de nós, "Esse é o anseio dos meus ancestrais" diz não só sobre o conforto e saída das condições adversas, mas sobre esse reecontro com a ancestralidade através do espiritual.

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Os últimos a rimarem são Drik Barbosa e o Fióti. "A cena tava um desmanche, Tive que pegar o manche" Manche (aviação), um controle apropriado para pilotar aviões, embarcações e outros dirigíveis, ele se refere ao desmanche, a desorganização da cena, que a gente costuma chamar quem está em evidência na mídia.

"Lutar estilo comanche, Hoje meu nome é revanche"
Comanche é o nome de uma tribo indígena, Nermernuh, norte-americana, de nômades. O nome derivado da palavra Ute, significa "qualquer um que queira lutar comigo o tempo todo". Em 1865 os Comanches e seus aliados Kiowa assinaram um tratado com os Estados Unidos , que lhes concedia o que hoje é o oeste de Oklahoma. Após o fracasso dos Estados Unidos em cumprir os termos do tratado, as hostilidades recomeçaram, os Comanche, Kiowa e Kiowa Apache se comprometeram a fazer uma reserva em Oklahoma. O governo foi incapaz de manter posseiros das terras prometidas às tribos, e foi depois desta data que alguns dos mais violentos encontros entre as forças dos EUA e os Comanche aconteceram.

Eles terminam o verso enfatizando, "Sempre é a última chance, isso é a selva, então, avance!"

É isso, espero que tenham chego até aqui. Lembrando mais uma vez que essas são piras pessoais minhas, e que pode não ter uma vírgula a ver com o que as e os autores quiseram dizer.
Qualquer duvida ou mal entendido me chamem que a gente troca uma idéia. 

Deixem sugestões para os próximos #ReferenciAna, até mais!

Em uma explosão aleatória de exploração musical, me deparei com uma faixa relativamente nova da cantora britânica Nao (pronuncia-se Nay-O), cujo nome é bastante familiar, cortesia de seu autodenominado álbum de estreia "wonky funk", For All We Know, de 2016.
Desde o lançamento do álbum, ela ficou bastante quieta na maior parte do tempo, lançando um single solto, "Nostalgia" no final do ano passado. Oito meses depois, ela retornou com “Another Lifetime” e esperamos que este single leve a um tipo de projeto no futuro.
“Another Lifetime” é o resultado do fim de um relacionamento de longo prazo. Vê Nao derramando emoções e expondo sua fragilidade e sentimentos feridos aos ouvintes. Falando ao FADER, Nao diz: "Encontrar a paz com o 'fim' e o que isso significa em alguns níveis foi de onde a música veio."

Assista:

“Selvagem”, trilha mais recente do último desfile da LAB, traz o grito do oprimido em forma de rima juntando um grupo de peso 
A música reúne pela primeira vez na mesma faixa Emicida, Fióti, Drik Barbosa, Stefanie, Dory de Oliveira e Souto MC

Stefanie, Dory de Oliveira, Emicida, Souto MC e Fioti
A cidade é um ambiente em que, ao longo da história, o ser humano encontrou o conforto para viver em sociedade. Mas há um outro lado mais sombrio e hostil para muita gente, ainda mais se for preta e periférica. Ainda assim, a possibilidade de prosperar é possível, entre barreiras invisíveis, sirenes, violência e inúmeras portas fechadas. Muitas vezes, responder a isso tudo só é possível mesmo na selvageria, nesse caso, sonora.

Reunindo Emicida, seu irmão, o empresário e cantor, Fióti, o DJ e beatmaker Duh, e as MCs Stefanie, Drik Barbosa, Dory de Oliveira e Souto MC, o single “Selvagem” traz essa atmosfera opressora e agressiva, traduzida no peso do instrumental e no refrão, gritado por todos os participantes, traduzindo um pouco da atmosfera em que todos os artistas precisaram superar seus limites para encontrar o progresso. 

A música, mostrada ao público pela primeira vez durante o desfile da collab da marca LAB feita para a C&A, realizado dia 19 de julho, marca o retorno dos irmãos às passarelas, mostrando a importância que a moda sempre teve e continuará tendo em suas trajetórias.

A faixa  reúne um grupo de mulheres talentosas a sua frente, conduzindo a ideia. Foi a partir da admiração que aconteceu o convite, assim como a identificação de que todas elas possuíam o espírito da Lab. A gente quis compartilhar os olhares que a gente recebe com essas quatro artistas que achamos fundamentais. O rap nacional precisa dar mais atenção pra essas mulheres, que estão ascendendo pelo mérito e pelo corre delas, quebrando uma pá de barreiras e construindo sua história, explica Emicida.

Gravado no Lab Estúdio, na zona norte de São Paulo, o single “Selvagem” tem distribuição da Lab Fantasma e já está disponível em todas as plataformas.

Ouça:



Ouça “Selvagem” nas plataformas digitais: https://onerpm.com/al/6518279947

Assista ao clipe: https://youtu.be/iFr3rM3klxc


Emicida na internet:
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YouTube: Emicida



Spotify: Emicida

Um novo olhar sobre a arte produzida por negros, é o que vem traçando o trabalho do Coletivo Preto.  Essa galera vem criando iniciativas para fomentar o protagonismo negro nas artes, com projetos como “Escrita Preta”, um ciclo de leituras dramatizadas, com dramaturgos, atores e diretores negros, que está acontecendo toda quinta-feira, até 9 de agosto, às 19h30, no Teatro Gonzaguinha, localizado no Centro do Rio de Janeiro.

Criado a partir da união de quatro artistas, que sentiram a necessidade de ter espaço para  novas narrativas a partir das suas criações, assim como de explorar o protagonismo negro nas artes dentro e fora do coletivo.

Trazer as diferentes experiências na vida e na arte cênica, para somar e realizar trabalhos que tenham como propósito principal criar referências positivas, para desmistificar o olhar e os estereótipos que o mercado impregnou a população negra, é o que move os atores Drayson Menezzes, Orlando Caldeira, Licínio Januário e Sol Menezzes criadores do projeto, que iniciou em 2016.

Como o povo preto não foge a luta, o coletivo vem fazendo um trabalho significativo dentro da arte negra. “Nós desenvolvemos espaços de diálogos entre artistas negros de diversas plataformas, como roteiro, produção, atuação, para contar nossas próprias histórias” conta o ator Licínio Januário.

As ações do coletivo não param por aí, a mais recente peça em cartaz, “Será que vai chover?”, foi sucesso de crítica e bilheteria, bem como o espetáculo “Lívia”, apresentado no ano passado,  o projeto “Mapeando os Nossos”, no qual oferecem um suporte de carreira para atores negros com videobook, coach, filmes e orientações. Além do Projeto Identidade que teve repercussão nacional  com a exposição fotográfica de ícones originalmente brancos que representados por pessoas negras.

Trazendo o diferencial do ativismo, as produções  do coletivo também contam com debates, palestras e muita troca de experiências.   
"Risko" - créditos - Erico Santos

Mostra de Dança

9º Circuito Vozes do Corpo leva espetáculos gratuitos de danças contemporâneas dá Fábrica de Cultura do Jardim São Luís

Ganhador do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) no quesito Projeto-Programa-Difusão e Memória, o Circuito Vozes do Corpo chega a sua nona edição reconhecida por zelar pela diversidade nas danças contemporâneas. De 04 a 25 de agosto de 2018, o público de São Paulo terá a oportunidade de assistir vários espetáculos gratuitos na Fábrica de Cultura do Jardim São Luís (Rua Antônio Ramos Rosa, 651) na Zona Sul da cidade.

Companhias de Dança, coletivos, solos e apresentações de rua integram a vasta programação desta que é uma das mais importantes mostras de dança de São Paulo. Criada pela Cia. Sansacroma, o Circuito é um festival pioneiro de danças contemporâneas na periferia sul de São Paulo. O evento contribui anualmente para a democratização do acesso a esta forma de produção. Com tradição de oito anos de existência - sem interrupção - compõe a agenda oficial de eventos em dança da cidade.

"Essa edição do Circuito Vozes do Corpo representa a consolidação de um projeto potente e necessário, pois trás em sua programação uma pluralidade nacional da produção em dança de pesquisa. Essa edição será um grande encontro de pensadores e geradores de conhecimento. Será terra fértil para muitas articulações e trocas poéticas e políticas", explica Gal Martins, curadora da mostra e criadora da Cia. Sansacroma.

"Vozes do Corpo, é o nome que se dá para nossas danças, gestos e movimentos. Nessa edição as vozes dos corpos promovem comunhão entre os envolvidos, as trocas poéticas da residência transbordam também em uma programação que entrega para a selva de pedra manifestações artísticas

engajadas nos seus fazeres, com pesquisas, estudos, trabalho e o essencial para a construção de diálogo, a escuta dessas vozes”, explica Djalma Moura, um dos curadores da Mostra.
Sociedade dos Improdutivos - créditos: Léu Brito

Programação

Dia 04 de agosto, sábado

14h – Workshop de Parkour – O artista de dança Felipe Cirilo ensina neste workshop como aproveitar os conceitos da modalidade Parkour na dança contemporânea.

20h – Cia. Sansacroma, espetáculo “Sociedade dos Improdutivos. O questionamento central do espetáculo contrapõe o corpo que é socialmente invalidado ao corpo que é socialmente produtivo. O primeiro é marginal portador de algum tipo de loucura. O segundo é medicado, incluído e sujeitado ao modo de vida capitalístico – corpo explorado até o esgotamento das suas capacidades produtivas. Trata-se da invalidez da reprodução. Força invisível chamada de loucura, transcender coletivo. A não-adequação social produtiva. É solidão. É a história, um itinerário da loucura em fusão para um embate contra o capital. O controle ocidental contrapondo a corporeidade do imaginário africano. São vozes potentes, negras, de territórios e seus povoamentos. Um cotidiano dos que estão à margem e dos que não estão. São vozes da “Sociedade dos Improdutivos”. Duração: 50 minutos

Dia 08 de agosto, quarta-feira

20h – Grupo Contemporâneo de Dança Livre – espetáculo “Queda da própria altura”. O Caboclo de lança – uma personagem da cultura popular brasileira – aparece misturado com o tráfego de ônibus no centro da cidade. O carro de boi e o vaqueiro colidem com a tecnologia e os likes. O cotidiano e o fantástico habitam o mesmo espaço e os tempos transitórios de cada um deles podem viver dentro do mesmo corpo. O espetáculo evoca o transe de um corpo feminino exposto aos dilemas da metrópole e ao resgate de suas raízes. Uma mulher sempre alerta aos ataques sofridos em seu corpo por gerações.

21h – Pedro Galiza e os Corações Inéditos – espetáculo ‘’Acidentes’’. Propõe um atrito entre a sua percepção física, bem como a percepção da audiência. Para tanto, o mesmo convida o público a se sentar em qualquer lugar do espaço, mediante o uso de

um conjunto de cadeiras. Logo depois o mesmo aciona materialidades físicas que desestabilizam o corpo. Duração: 50 minutos

Dia 09 de agosto, quinta-feira

20h – ExperimentandoNus – espetáculo “Da própria pele não há quem fuja”. A dramaturgia transita entre memórias pessoais e nas ressignificações destas manifestações na composição coreográfica. O corpo festivo e sagrado se apresenta como encruzilhada, lugar de encontros e desencontros, lugar de chegada e partida de identidades em fluxo e compartilhamentos de heranças/legados ancestrais afro-brasileiros. No palco, a ancestralidade é recuperada através de coreografias contemporâneas que exploram ideias e elementos que remetem à simbologia dos orixás e de manifestações populares como Zambiapunga e Mandus.

Dia 10 de agosto, sexta-feira

20h – Coletivo 22, espetáculo “Rubro” – é o espetáculo de dança do Núcleo Coletivo 22, um solo de Wellington Campos, que recebe o desafio de percorrer o universo simbólico da mulher tão marcado pela presença do sangue. O sangue: maldito e sagrado!

21h – Morgana Apuama, espetáculo “Risko”. É um espetáculo-performance que propõe o diálogo entre a dança, a fotografia e a cidade. Através dele a artista Morgana Apuama desenvolve em sua dramaturgia diferentes aspectos estéticos-corporais, a fim de debater a luta contra o machismo e racismo na sociedade. Duração: 40 minutos

Dia 11 de agosto, sábado

14h – Workshop “Txina ka Missava”, com o moçambicano Jorge Armando Ngalanga, convida a experienciar a dança como veículo de comunicação com a Terra e como meio de expressão da liberdade. Proporciona a vivência das relações férteis entre o corpo tradicional e o corpo contemporâneo dando ênfase ao movimento rítmico e ao contato do corpo com o solo. Compartilha elementos de danças moçambicanas tradicionais como Nondje, Mapico, Chigubo, Limbondo, Makwae e Ngalanga (dança originária da timbila).

20h – Compartilhando Residência – compartilhamento e trocas entre as Cia. Sansacroma, ExperimentandoNus e Wally Fernandes. As ações envolvem trocas de saberes e pesquisas através de laboratórios de criação mediados pelos três grupos e

apresentação de espetáculos. A proposta ainda inclui um momento de compartilhamento público dos processos realizados pelos laboratórios.

Dia 14 de agosto, terça-feira (Mostra de Rua, Praça Piraporinha – Estrada do M’Boi Mirim, 1000, São Paulo, SP)

15h – Claudia Mueller, espetáculo “Dança Contemporânea em domicílio”. Uma dança que investiga a experiência de entregar dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, buscando espaços despercebidos, brechas no cotidiano. Qualquer pessoa pode solicitar gratuitamente Dança Contemporânea em Domicílio em qualquer lugar que queira recebê-la. Duração: 50 minutos

16h – Claudia Mueller, Dança Contemporânea em Domicílio

17h – Claudia Mueller, Dança Contemporânea em Domicílio

Dia 15 de agosto, quarta-feira (Mostra de Rua, Praça Piraporinha – Estrada do M’Boi Mirim, 1000, São Paulo, SP)

19h30 – Grupo Vão, espetáculo “No hay banda é tudo playback”. No espetáculo, subitamente, as artistas surgem no espaço em meio ao público e performam através do dispositivo de dublagem Lip Sync hits remixados dos anos 90. Interessadas no universo paradoxal da cultura pop, que é ao mesmo tempo massificadora e provocadora, a playlist selecionada tenciona essa relação a partir de um recorte nacional e internacional de músicas interpretadas por mulheres. Duração: 30 minutos

21h – T.F. Style, espetáculo “Carne Urbana” – O trabalho busca refletir sobre a fisicalidade dos corpos urbanos e as transformações do corpo, revelando percepções ora silenciadas internamente, ora escancaradas no bando, e que emanam nesta exposição de carnes.

Dia 16 de agosto, quinta-feira

18h – Fórum Danças Contemporâneas: Corporalidades Plurais – Reflexão sobre o atual panorama da dança e como as danças ditas periféricas puderam influenciar este panorama mais heterogêneo nas premiações de editais e prêmios da crítica.

20h – Djalma Moura, espetáculo “Depoimentos para Fissurar a pele” – Iansã é o Orixá que dá corpo para esse trabalho. Inserida diretamente nas coreografias, os movimentos de palco concentram-se em seus arquétipos e analogias em relação á

natureza – sejam elas dentro do aspecto animal ou de tempo – como os ventos, as tempestades, os raios, o búfalo: todos estes elementos são utilizados como disparadores do processo criativo das danças e movimentos de “Depoimentos para fissurar a pele”.

"180" - créditos: Léo Lin

Dia 17 de agosto, sexta-feira

20h – Coletivo Trippé, espetáculo “Fraturas” – Fruto da sinergia gerada pelo encontro da paulista Cia. Siameses com o Coletivo Tripé, “Fraturas” propõe, para o próprio intérprete, uma atenção especial para cada dobradura do corpo, concatenando um movimento ao outro como se, quem executa, estivesse a desenhar no espaço sua própria presença.

21h – Luciane Ramos, espetáculo “Olhos nas costas e um riso irônico no canto da boca”. É uma espécie de travessia, num sentido atlântico e contra- hegemônico, onde o corpo é a um só tempo lócus da diferença e da anunciação crítica. Entre imaginários, ficções e camadas de histórias interrogam as lógicas e relações que produzem “os semelhantes” e “os outros”

Dia 18 de agosto, sábado

14h – Dança Afro Contemporânea – A oficina ministrada por Tainara Ferreira traz Ritmos originários e criados provenientes da África como Ijexá, Congo, Ilú, Maracatú, Samba Reggae, Samba de Roda, Batá, Capoeira são resultados dessa influência africana da qual surge a Dança Afro Brasileira e farão parte do cronograma no decorrer do curso. Valorizando assim a identidade do povo brasileiro em sua essência cultural afrodescendente que reflete a energia e o vigor na atmosfera desse país.

16h - Coletivo Trippé, espetáculo Janela para Navegar Mundos.

20h – Thiago Cohen, no espetáculo “Burua Izali”, realiza um exercício para ritualizar o corte da própria cabeça.

21 de agosto, terça-feira (Mostra de Rua, Praça Piraporinha – Estrada do M’Boi Mirim, 1000, São Paulo, SP)

16h – Everton Ferreira e Iolanda Sinatra, espetáculo “180”. É uma ação coletiva em que 5 performers realizam um giro de 180° em torno de si mesmo por um período dilatado de tempo. Os performers, com o suporte do figurino e máscaras de grama, buscam entender como ‘estar plantado’ em meio à cidade pode não somente deslocar a si próprio, como também aos transeuntes, deste ritmo previamente dado pelo ambiente. Esta ação proporciona uma paisagem quase que surrealista por ruas, praças e calçadões, ao criarem no público a seguinte questão: são pessoas reais ou apenas esculturas espalhadas aleatoriamente pelo espaço?

22 de agosto, quarta-feira

18h – Diálogos Desvio Padrão – “A diversidade das experiências estéticas e sensoriais possíveis”. O encontro traz à tona a discussão sobre formação de público pelo viés da diversidade e chama a atenção para as possibilidades de construção estética a partir de e para as diferentes capacidades humanas, abordando temas como acessibilidade cultural e acessibilidade estética. Com: Maria Fernanda Carmo e Mariana Farcetta

20h – Edson Raphael – Gbé ou Quando o Corpo Renasce Negro – Numa encruza consigo mesmo, onde cada viela indica uma face de sua negritude, a travessia só aponta um caminho reencontro e reapropriação de seu corpo, sexo, ancestralidade e criação de sua relação com o mundo. Gbé ou Quando o Corpo Renasce Negro propõe um manifesto físico ritual do instante em que o sujeito negro se torna negro.

23 de agosto, quinta-feira 16h – Diversidança (Mostra de Rua, Praça Piraporinha – Estrada do M’Boi Mirim, 1000, São Paulo, SP) – espetáculo “Manifesto para outros manifestos”. O objetivo do manifesto é ocupar espaços urbanos com apresentações de dança. A ideia é tornar esta arte mais acessível à população e, ao mesmo tempo, proporcionar reflexões, não só nos espectadores, como nos artistas, no sentido de se questionarem porque dançam e como sua arte pode ser realmente transformadora. Em meio ao caos urbano, à pressa das pessoas, ao estresse do trabalho, do trânsito, a dança da Cia surge como ponto de fuga para o olhar do transeunte/espectador constantemente embebido pela rotina da cidade.

21h – Zona Agbara – Vênus Negra, um manual de como engolir o mundo! Através de uma singela homenagem à Saartjie, a Vênus Negra, mulher africana que há dois séculos foi exibida em uma jaula na Europa por ter proporções avantajadas, o espetáculo propõe exorcizar a condição vivida por ela, transpondo essa problemática para o nosso tempo. Quatro corpos que se desnudam e se lançam na experiência singular de traduzir os processos que tangem suas existências e suas relações sociais.

24 de agosto, sexta-feira

20h – Luara Moreira, espetáculo “Flecha”. A peça aborda a utilização da cor vermelha no corpo como ato de força e reivindicação. A performer tinge seu rosto de vermelho para desfazê-lo, borrar sua identidade, escavar a pele pra sair de si e voltar-se em outras, agenciando ancestralidades e potências de um corpo-cor em transmutação que rasga e conquista territórios.

21h – Dual Cena Contemporânea – Tríptico Sertanejo – A peça mergulha no vasto e multifacetado mundo do sertão brasileiro, com a intenção de decifrar suas paisagens, sua gente e suas lendas para compor uma perspectiva de seu ideário e de suas mitologias. O espetáculo organiza-se a partir de um tríptico, uma obra em três partes interconectadas, que abordam o pujante mito dos bandeirantes (“Tropeiros”), as lendas femininas do cangaço (“Maria e Dadá”), e o cenário pós-guerra de Canudos (“Canudos”). Acenando para o cenário vivo dos sertões do Brasil, o espetáculo traz personagens inesperados, que encenam as relações míticas e lendárias do contexto rural brasileiro, proporcionando aos espectadores um olhar histórico e cultural ao resgate das memórias sertanejas.

25 de agosto, sábado (Mostra de Rua, Rua Aroldo de Azevedo, 20 – Campo Limpo)

15h – Coletivo Desvelo – espetáculo “Serei-A”. A peça investiga nos corpos de quatro bichas periféricas a construção de uma dança que promova uma encruzilhada entre etéreo e o esquisito; a chacota e o glamour; a densidade e suspensão dos corpos entregues a intervenção que em um mergulho profundo, encontra parceria na escuridão e assim submergem sereias.

16h – Núcleo Avoa, espetáculo “Solos de Rua” – Trata-se de um jogo coreográfico no qual as bailarinas, os músicos e grandes lonas plásticas se afetam mutuamente em contexto urbano, em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão.

20h – Festa de Encerramento Sansarrada, das 18h às 23h, no CITA Campo Limpo (Rua Aroldo de Azevedo, 20 – Campo Limpo – 5 Minutos do Terminal de ônibus SPTrans)

Serviço

9º Circuito Vozes do Corpo

De 04 a 25 de agosto de 2018

Local: Fábrica de Cultura São Luis Rua Antônio Ramos Rosa, 651 – Jd São Luis – São Paulo/SP

Ingresso: Grátis

Informações: (11)

Saiu na segunda-feira (30), o LyricVídeo da terceira faixa do disco 'Dezena’, quarto e mais recente álbum do grupo "ETC... XVI" (Etcétera 16), da cidade de Araraquara, interior de São Paulo, formado por Big Mouse, André Etc e Natan Etc.

Continuando a comemoração dos vinte anos de estrada, é a terceira faixa do quarto álbum do grupo, intitulado 'Dezena’, (maio/2018), mais uma com LyricVídeo, letra, interpretação, produção instrumental, gravação, mixagem e masterização independente dos próprios integrantes (ETC XVI Records | ETC XVI Productions).

Tema que descreve uma Cidade Gangsta, mas que no final deixa bem claro que ela não compensa... Cheguem no Play! E como eles mesmo dizem desde o primeiro álbum: "O Importante é a Mensagem, e não os Mensageiros!"

Lembrando que neste canal todo dia 30 dos próximos meses, será lançada uma música desse álbum 'Dezena', Inscrevam-se para não perder os próximos lançamentos.

Ouça: