terça-feira, 31 de julho de 2018

Representatividade: Coletivo apresenta nova perspectiva sobre arte


Um novo olhar sobre a arte produzida por negros, é o que vem traçando o trabalho do Coletivo Preto.  Essa galera vem criando iniciativas para fomentar o protagonismo negro nas artes, com projetos como “Escrita Preta”, um ciclo de leituras dramatizadas, com dramaturgos, atores e diretores negros, que está acontecendo toda quinta-feira, até 9 de agosto, às 19h30, no Teatro Gonzaguinha, localizado no Centro do Rio de Janeiro.

Criado a partir da união de quatro artistas, que sentiram a necessidade de ter espaço para  novas narrativas a partir das suas criações, assim como de explorar o protagonismo negro nas artes dentro e fora do coletivo.

Trazer as diferentes experiências na vida e na arte cênica, para somar e realizar trabalhos que tenham como propósito principal criar referências positivas, para desmistificar o olhar e os estereótipos que o mercado impregnou a população negra, é o que move os atores Drayson Menezzes, Orlando Caldeira, Licínio Januário e Sol Menezzes criadores do projeto, que iniciou em 2016.

Como o povo preto não foge a luta, o coletivo vem fazendo um trabalho significativo dentro da arte negra. “Nós desenvolvemos espaços de diálogos entre artistas negros de diversas plataformas, como roteiro, produção, atuação, para contar nossas próprias histórias” conta o ator Licínio Januário.

As ações do coletivo não param por aí, a mais recente peça em cartaz, “Será que vai chover?”, foi sucesso de crítica e bilheteria, bem como o espetáculo “Lívia”, apresentado no ano passado,  o projeto “Mapeando os Nossos”, no qual oferecem um suporte de carreira para atores negros com videobook, coach, filmes e orientações. Além do Projeto Identidade que teve repercussão nacional  com a exposição fotográfica de ícones originalmente brancos que representados por pessoas negras.

Trazendo o diferencial do ativismo, as produções  do coletivo também contam com debates, palestras e muita troca de experiências.