quinta-feira, 30 de abril de 2015



O Video Clip #ÉoRapTio  é o primeiro registro AudioVisual do CD Minha Bossa é Treta, da cantora Yzalú, que será lançado ainda esse ano. A música foi previamente lançada em março e já teve mais de 50 mil acessos na internet, tornando-se um dos maiores sucessos da artista. O videoclip foi gravado no início deste mês na comunidade do Jardim Silvina em São Bernardo do Campo, cidade onde reside a Cantora.


Vras 77, que trabalhou com nomes como o Rapper Rapadura, Emicida e o Grupo Inquérito, realizou a direção do Video Clip #ÉoRapTio, e afirmou que foi um dos melhores trabalhos que ele já realizou. O diferencial do clip são as transições que dá a sensação de plano seqüência, e o fato da cantora Yzalú interpretar 6 personagens da um toque a mais ao video.  
Ao ver o vídeo finalizado, Yzalú impressionada com a própria atuação, de para artista, e disse ter certeza que todos irão curtir assim como ela própria. 





A Outro Nível Label Apresenta ...
Participações Especiais de : The Freestyler, La Wilson, Racker Strong, SeniBruxo, Alpha, Piiteboy & Xkoba
Versões musicais com versos de : Djitafinha, KbMax, Edween, Ladilson & Alpha
" A Outro Nível Label disponibiliza o mais recente trabalho de H Flow (CEO), uma mixtape ao seu estilo por isso intitulada de #HFlowMixSongz, uma variedade de músicas que mereceram uma versão, músicas feitas por e com amor ao rap " 
Artista : H Flow 
Projecto : #HFlowMixSongz

quarta-feira, 29 de abril de 2015



A pelo menos 3 dias atras o mano Farley Lima postou em seu canal no Youtube a musica "De frente pro Mar", esta musica ja é cantada nos shows solo do Mano Brown por tanto provavelmente esta musica vai estar no álbum solo do rapper, que se chama "Boogie Naipe".
A musica "De frente pro mar" tem uma levada Funk,soul uma levada bem black music mesmo.

Confira!

A um bom tempo venho querendo tocar neste assunto, pois vejo no brasil usando muito o termo Nigga ao se referir a outra pessoa,seja ela preta ou branca, nigga no brasil entre os "modinha" do rap, é tipo "E ai Negão", a palavra Nigga não significa Negão.. é um termo pejorativo que vem da palavra Nigger que nos tempos sombrios da escravidão era usado para se referir aos escravos africanos Nigger nos estados unidos é referir ao negro escravo como se ele fosse sub-humano.
Apesar da maioria dos rappers usarem o termo Nigga pois eles acham que podem por serem pretos, mas a comunidade negra não aceita este termo.
Tanto que vejo alguns filmes norte americanos como por exemplo "Coach Carter" Um treino pra vida" o personagem do Samuel El Jackson repreende seus alunos por usarem o termo "Nigga" traduzido como "Crioulo", pois ele diz a mesmo coisa.
E o pior eu vejo pessoas brancas usarem este termo como se fosse normal.. inclusive tem rapper branco no brasil que em seu vulgo tem o termo Niggaz.
Não to pagando de pa ou sermão só estou mostrando um fato.
O termo Nigga é Pejorativo como se você chama-se um Negro de Macaco,Crioulo,ou Escravo.
fique com o artigo, escrito por um Africano de Angola.






Assista este video em portugues onde traduziram nigga como criolo


Recebi muitas criticas sobre o artigo sobre o significado do termo "Nigga" dizendo que nigga é gíria .. de gueto e q as palavras mudam.. mas tudo tem um origem e eu não inventei esta teoria .. o texto foi escrito por um africano e veja este filme norte americano .. relatando exatamente real significado de nigga .. no filme traduziram para "Crioulo" pq no brasil a palavra negro não é pejorativa.Artigo --> http://www.noticiario-periferico.com/2014/07/o-real-significado-da-palavra-nigga.html
Posted by Anderson Hebreu on Terça, 22 de julho de 2014




Agora veja o original em inglês





Alguns jovens que dentro e fora do nosso país procuram exprimir as suas opiniões e mensagens ou experiências de vida, através do estilo de musica “Rap” usam a palavra ‘’’Nigger ou nigga’’, sem se darem conta (provavelmente) de estarem a perpetuar uma suposta característica rácica negativa do homem Africano. Para fazer uma retrospectiva sobre este epíteto (Nigger /niga), interessa recordar a origem desta palavra.


No período mais sombrio da discriminação dos povos Africanos/pretos, esta palavra foi usada para descrever os povos deste continente como sendo: Brutos desprovidos de intelecto humano respeitável, animais sexuais, intelectualmente atrasados, homem/mulher perpectuamente-criança, negligente da sua família biológica. Todos estes atributos negativos, foram associados na palavra “Nigger ou nigga”. A etimologia da palavra Nigger (nigga) pode ser traçada no latin (Nero), significando preto. O latin Nero tornou-se substantivo negro (pessoa negra). No Francês moderno, Niger começou a chamar-se de negre e mais tarde, négresse (mulher negra). Todos estes nomes faziam parte do léxico histórico.


Esta palavra Nigger (Niga) é por isso pejorativa. No Inglês que antecedeu o actual, as variantes eram: negar, neegar, neger e niggor – que se desenvolveu para um léxico semântico paralelo na mesma língua. Supõe-se que nigger (niga) resulta da pronunciação errada da fonética, pelos Euro-Americanos (brancos) do sul dos Estados Unidos da América. Mas não importa a sua origem, o que vale aqui realçar é que este epíteto foi firmemente definido como palavra negativa, pois era/é usada para descrever negativamente os povos Africanos/pretos. Dois séculos depois, esta palavra representa o símbolo do racismo branco.
.
O que na maior parte do tempo, alguns jovens com talento artístico omitem levar em linha de conta, é que tudo que é negativo, é pintado de negro e isso não é/foi um acaso: Mercado negro (mercado ilegal); dia negro (dia triste); Zwarterijders [passageiro preto!] (passageiro dentro dum autocarro ou trein, tram ou metro, sem titulo de transporte - em Holandês), magia negra, a cor do diabo é preta, blackmail (chantagem), denegrir (rebaixar, desvalorizar) … etc., etc. E agora o inverso: A pomba da paz é representado pela cor branca, e mesmo nos Dicionários - o branco é definido como: Puro, ingénuo, imaculado, pacífico, divino etc. A esse propósito, no seu último livro, Tavis Smiley*1 escreveu: ‘‘As palavras têm significado – elas não são arbitrárias – as palavras têm poder – as palavras podem conter a força de amor ou de ódio’’.


Por estes motivos, a palavra Nigger (niga) foi (é) usada para justificar o desprezo dos Africanos, duma maneira precisa (o homem/mulher preto/a). Seja quando é usada como substantivo ou adjectivo, ela reforça o estereotipo que descreve o Africano como um sub-humano.
.
Neste contexto, por esta palavra ter sido importada do estilo dos artistas (Rappers) Afro-Americanos, seria sensato os nossos rappers se situarem no tempo e espaço. Em Novembro de 2006, verificou-se uma polémica nos U.S.A. sobre o uso desta palavra “Nigger” pelo comediante, Michael Richards, que depois de ter perdido o seu temperamento no palco, chamou alguns assistentes Afro-Americanos de “niggers” por estes aparentemente exprimirem objecções durante a apresentação do seu monólogo cómico na plateia. Ele chamou nomes a dois jovens Afro-Americanos ao dizer :
.
“Estes niggers têm sorte, porque se eles tivessem que fazer estas objecções nos anos ‘50, vos enforcava como bestas’’- (com estes termos, este comediante referia-se aos linchamentos de pretos nos Estados Unidos da América, no referido período). Usou igualmente termos explícitos para querer dizer que os pretos não passam de sub-humanos. Estes e outros epítetos eram usados com mais frequência contra a Diáspora Africana (e não só) nas décadas de … 40, 50, 60, 70 e mesmo 80. (…).


Como punição, este comediante, não somente pediu perdão publicamente na televisão, como também foi obrigado a reencontrar-se com os dois jovens a quem dirigira os tais insultos, para duma certa maneira ser perdoado pela comunidade Afro-Americana, e isso depois de ter pedido perdão aos líderes da comunidade, os Srs. Al Sharpton e Jesse Jackson.
.
Verifica-se por isso, actualmente na comunidade Afro-Americana, uma mobilização, para obrigar as instâncias superiores do país, a classificarem esta palavra como ‘Hate word’ (palavra que excita ao ódio) para fazer com que alguém que fosse ouvido a usar o mesmo epíteto, seja punido judicialmente.
.
Das muitas personalidades actuais de peso na sociedade Americana envolvidas na luta para a abolição deste epíteto, destaca-se a Sra. Oprah Winphrey! E foi criado para o efeito um website (abolishthenword.com), onde na sua página de introdução desfilam as imagens horrendas de vítimas de racismo, com o texto a fazer lembrar o visitante: ‘‘Every black person who was murdered by lynching was (probably) called Nigger first. … So, why use this word now?’‘ (Toda pessoa preta morta no linchamento foi [provavelmente] chamada de ‘Nigger’ antes de o matarem. Então, sabendo da historia desta palavra, porque usa-la mais, agora?).
.
É importante recordar, que o respeito que se pode esperar dos outros povos depende de nós mesmos. Fica por isso incompreensível se exaltar quando um branco chama um Africano de ‘nigger’, e ao mesmo tempo não chamamos a razão os nossos “poetas/artistas” que não param de promover o mesmo epíteto. Os membros da nossa sociedade residentes dentro ou fora do país, com talento artístico, peritos na improvisação de rimas em fim… com dons de transmitirem as suas opiniões, as suas experiências de vida através da música rap, deveriam pautar pela originalidade e mais respeito pelo percurso da nossa existência como povo digno de respeito e admiração.


Como escreveu um dos grandes homens, Frederick Douglass:“…Onde a ignorância prevalece e onde uma classe de gente sentir que a sociedade é uma conspiração organizada … para degradar as outras pessoas, correm-se os riscos de um mau relacionamento entre elas”.
.
Conclusão: Parar com esta forma de denominar e considerar a pessoa não branca, é honrar a nossa história, é respeitar a memória colectiva, evitando desta maneira banalizar as humilhações a que foram submetidos os nossos antepassados e em última instância é valorizar a história heróica dos nossos povos. 

FanPage do Luso Hip Hop

terça-feira, 28 de abril de 2015



Iniciadas na África, mais precisamente em Luanda (Angola) e Praia (Cabo Verde), as gravações do segundo álbum de estúdio do rapper paulistano Emicida estão prosseguindo em São Paulo (SP). Nessa fase paulista de formatação do disco, o artista gravou faixa com Vanessa da Mata(com Emicida na foto de Ênio César). A cantora mato grossense é a convidada de Passarinhos, música inédita de Emicida. Produzida por Marcos Xuxa Levy, a faixa Passarinhos foi gravada com o toque de músicos de Cabo Verde como o guitarrista Kaku Alves. Viabilizado com patrocínio do projeto Natura Musical, o álbum de Emicida tem o toque de instrumentistas africanos (de Luanda e Praia)  e já está em fase de finalização.  O lançamento está previsto para junho deste ano de 2015. 

Fonte:www.blognotasmusicais.com.br/

SHOWS DE 1º DE MAIO DE 2015 EM SÃO BERNARDO DO CAMPO


Os shows do Dia do Trabalhador acontecem na sexta-feira, dia 1º de maio de 2015, em São Bernardo do Campo, cidade conhecida como berço do movimento sindical no país.

A festa organizada pelos Metalúrgicos do ABC, com apoio da CUT, tem como tema "Em defesa do Emprego e Democracia" e acontece em dois palcos espalhados pela cidade, o Palco Jardim do Lago, na Rua Ministro Edgar Costa, 35, e o Palco Jardim Palermo, na Av. Luiz Pequini, alt. 700, a partir das 10h.
Entre os artistas confirmados estão Arlindo Cruz, GOG, Edi Rock, Almir Guineto, Yzalú, Turma do Pagode, Negra Li, Dudu Nobre, Dexter, Rappin Hood, entre outros. Confira abaixo a programação completa:

PALCO JARDIM DO LAGO

Arlindo Cruz
Pagode 90
GOG
Edi Rock
Afro-X e Bad
Almir Guineto

Endereço: Rua Ministro Edgar Costa, 35

PALCO JARDIM PALERMO

Yzalú
Turma do Pagode
Samprazer
Negra Li
Dudu Nobre
Dexter
Rappin Hood

Endereço: Av. Luiz Pequini, alt. 700

Leonardo Paladino redator(a)

Melhores informações AQUI

Mixtape agora ou nunca, a primeira mixtape a solo do rapper SkottyFlou aka SkotFlou da zona sul, golf II. lançada no ano de 2014 produzida por Fatnimaz pela GoodFellaz ent. disponibilizada na enternet para download gratuito com um video promocional da musica ESSE WI no youtube.
AUTOR-SkottyFlou aka SkotFlou
MIXTAPE-Agora OU Nunca
PROD. E EDIÇÃO-FatNimaz pela GoodFellaz ent.
PARTICIPAÇÕES-Refrakto, WS, Ready Neutro, GoodFellaz, Lee Wall, Energético, Steel Braa, Shinobi.


Cavaleiro São Jorge, de Rogério Cathalá, foi selecionado pelo Cilect, considerado o Oscar do cinema universitário e será exibido em mais de 60 países que fazem parte do circuito do festival.
"...Eu andarei vestido e armado com vossas armas
para que meus inimigos, tendo pés, não me alcancem; tendo mãos,
não me peguem; tendo olhos, não me enxerguem;
nem pensamentos possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, flechas e lanças se quebrarão
sem a meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão
sem o meu corpo amarrar"                                                   (uma das versões da Oração de São Jorge)


cavaleiro_sao_jorge_2

A ideia de possuir corpo fechado é comum no mundo dos ladrões. A "categoria" também utiliza o santo católico/sincrético como espécie de padroeiro para se blindar espiritualmente, na esperança de que o efeito das rezas e pedidos ajam nos próprios corpos ao empunharem armas de fogo durante assaltos. Querem que as balas se percam na rota até seus peitos ao serem disparadas pelo cão do revólver.

cavaleiro_sao_jorge_6

Dia 23 de abril é dedicado a São Jorge, cruzado cristão que atua na dimensão bélica dos conflitos e é símbolo do arquétipo do guerreiro tão necessário nas periferias do Brasil. Mais precisamente em São Paulo, onde a história do curta metragem se passa e narra a trajetória em flash back de Paulo, bandido que agoniza ao lembrar sua vida no crime ao lado de seu parceiro.

cavaleiro_sao_jorge_12

"Dois moleques caminharam em minha direção
Não vou correr, eu sei do que se trata
Se é isso que eles querem
Então vem, me mata
Disse algum barato pra mim que eu não escutei
Eu conhecia aquela arma, é do Guina, eu sei
Uma 380 prateada, que eu mesmo dei
Um moleque novato com a cara assustada
"Aí mano, o Guina mandou isso aqui pra você"
Mas depois do quarto tiro eu não vi mais nada
Sinto a roupa grudada no corpo
Eu quero viver, não posso estar morto
Mas se eu sair daqui eu vou mudar
Eu tô ouvindo alguém me chamar"


cavaleiro_sao_jorge_4

"Tô ouvindo alguém me chamar" é a quarta faixa do disco "Sobrevivendo no Inferno" dos Racionais MC's, lançado em 1997. Na opinião do diretor do filme, Rogério Cathalá, é o melhor disco dos anos 1990 do país. Cathalá comprou a fita cassete do álbum ainda adolescente, quando via clipes de rap na Mtv com palha de aço grudada na antena, e aquilo mudou sua concepção de mundo.

cavaleiro_sao_jorge_8

Não estamos dando spoilers ao contar que o protagonista está à beira da morte no fim do filme porque a própria letra da música que inspirou a produção revela isso. Cathalá migrou de Vitória da Conquista, Bahia, cidade do cineasta Glauber Rocha, para o centro de São Paulo durante a infância e estudou em escola pública. Lá presenciou com proximidade as histórias contadas nas músicas dos Racionais se concretizando com amigos e colegas de carteira que engravidaram cedo demais ou se enveredaram pelo crime e acabaram pagando por isso.

cavaleiro_sao_jorge_7
Cathalá em diária de gravação
"O disco fala sobre o fascismo que impera na cidade de São Paulo e apresenta, pela primeira vez, narrativas de dentro do Carandiru", analisa o roteirista e diretor que produziu o filme por meio da Escola de Comunicação e Artes da USP e por financiamento próprio. O thriller policial/político é livremente baseado na composição do rapper Mano Brown e conta com a aprovação do grupo. Filmado nas periferias de Brasilândia e Parada de Taipas, em São Paulo, o filme tem como protagonista o irmão da cantora Negra Li, Gilson de Carvalho, que tragicamente faleceu em Brasilândia. Em abril de 2014, ele foi vítima de execução com dois tiros na cabeça por motivos ainda não esclarecidos.

cavaleiro_sao_jorge_5
Gilson de Carvalho ensanguentado ao gravar cena para Cavaleiro São Jorge
O filme começou a ser rodado em 2005 e depois de uma década será lançado internacionalmente para depois circular pelo Brasil em agosto, no Curta Kinoforum – 26º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. "Levou tanto tempo para ficar pronto que quase virou o Château dos filmes universitários", brincou o diretor que classificou o filme como uma tentativa de desumbigocentrizar a visão de vida que a classe média tem a respeito da cidade de São Paulo.

cavaleiro_sao_jorge_10
Curiosos prestam atenção às filmagens do curta
O longa de 2013 "Faroeste Caboclo" já se propunha a adaptar uma canção comprida para o cinema, no caso uma de Renato Russo, em função das características audiovisuais presentes no conteúdo da letra. A temática da música dos Racionais tem vários pontos em comum em termos da morte do protagonista, da situação de exclusão e criminalidade. A diferença é que o filme de Cathalá, ao qual vimos em primeira mão, foi feito como as músicas dos Racionais: na base da guerrilha.

cavaleiro_sao_jorge_1

cavaleiro_sao_jorge_11

segunda-feira, 27 de abril de 2015