domingo, 31 de março de 2019

Load e W.Luod estão de volta com segunda parte da série "Rap em Quadrinhos".

A primeira edição a principio ia contar com 10 personagens, mas fez tanto sucesso que terminou com 20 personagens. Esta série basicamente consiste num "crossover" entre o artista e o herói.
Não sabemos quantos personagens vão ser nesta segunda parte, mas já começaram a soltar as artes.
O primeiro rapper a ser homenageado foi o RAEL como o Bishop, Heroi da Marvel, o segundo rapper a ser homenageado foi o Dexter, como Spawn, o terceiro, alias, a terceira é a Mc Sharylaine, que foi retratada como Capitã Marvel, o quarto foi o Rashid como Punho de Ferro, o quinto mc a ser retratado foi o Parteum como Surfista Prateado.
Alguns dias atrás o Load soltou em seu instagram a arte do W.Loud, em que ele retratou o Edi Rock como Raio Negro, o herói da DC.



Palavras do Loud: 

Voltando a postar o #RapemQuadrinhos eu e o W.loud trouxemos o Edi Rock um cara que admiro muito e o fizemos ele de Raio Negro na versão do Eddie Newell, quem acompanha sabe como o personagem tem uma representatividade forte em suas historias e um discurso forte contra o racismo e desigualdade social assim como as suas letras " mágico de oz" e "negro drama" um honra homenagear mais um grande artista!

Conheça o Raio Negro

Raio Negro (Black Lightning no original) é um super-herói negro pertencente a editora estadunidense DC Comics, com poderes elétricos criado por Tony Isabella e Trevor Von Eden.
Jeff Pierce cresceu no Beco do Suicídio. Seu pai foi morto acidentalmente durante uma ação da máfia local, fazendo Jeff e a mãe passarem por maus momentos. Crescendo, ele se pós nos estudos e no atletismo, com uma aptidão para o inglês e poesia. 
Aos 18 anos, Jeff conseguiu ir às Olimpíadas, ganhando fama na mídia que ressaltava sua origem humilde no Beco. Durante o período em que ficou longe do cortiço, o jovem se casou com Lynn Stewart, vindo, mais tarde a se divorciar. Lynn se desapontou com o marido por não ser o líder comunitário que ela imaginava. Ele parecia só se preocupar em sair do gueto.
Voltando para o Beco para o funeral de sua mãe, o rapaz ficou triste ao ver que nada tinha mudado. Decidiu arrumar um emprego na sua antiga escola secundária. Durante uma visita ao prédio, junto com o diretor, Jeff topou com uma trocador de substâncias ilicitas, num dos corredores da escola. Furioso, ele bateu no rapaz e ordenou-o que se apresentasse na enfermeira da escola. Tobias Whale, líder dos 100, ordenou que os seus rapazes socassem o estudante, Earl Clifford. Eles pretendiam só assustar o rapaz, mas, acidentalmente foi morto pelo carro deles. Eles penduraram o corpo no aro de basquete da escola. Local onde Jeff poderia ver o que acontecia com quem se metia com os 100. O irmão de Pete Gambi, Paul, também estava no negócio de costura… isto é, no negócio de criar uniformes e acessórios para o supervilões de Central City. Pete obteve um cinto com um dispositivo que dava poderes elétricos à seu uniforme. Ele então criou um uniforme azul com raios. Uma combinação de capacete (simulando cabelo) e máscara ajudou proteger a identidade de Jeff. Nascia então o Raio Negro, que começou a aterrorizar os valentões do Beco. Whale contrata diversos especialistas para se livrar do novo herói. Merlyn, o arqueiro, o Cyclotronico e Syonide tentam, mas foi Syonide quem finalmente capturou o justiceiro com um dardo paralisante.
Syonide destrói o cinto gerador de Jeff antes dos 100 e o pendurarem em uma parede ao lado do Peter Gambi, que havia sido seqüestrado. Whale chama todos os líderes das 100 filiais diferentes e ordena a Syonide que matasse Raio na frente de todos eles. Tobias irritou-se com a recusa de Syonide e se retirou do local. Raio conseguiu livrar os dois, e em seguida, procurou dois os agentes contratados de Whale que o conduziram até uma arena. Circulando pelo local, o herói foi avistado por Syonide, que atirou contra ele. Pete saltou na sua frente e recebeu a bala que seria sua. O corpo de Raio Negro começou a crepitar com eletricidade apesar de estar sem o cinto energético. Seu poder havia sido incorporado, talvez devido à ativação de seu metagene durante este momento de alta tensão. Raio Negro, furioso, saltou em direção aos gângsteres e começou a lutar com dúzias deles. Ele passou pelos 100 e capturou Whale. Os 100 estavam quebrados. Mais tarde, alguns membros da Liga da Justiça, que estavam observando Jeff, ficaram impressionados com o seu poder, habilidade e determinação e acharam que deveriam convidá-lo para ingressar na equipe. Flash insistiu que Raio Negro deveria provar ser qualificado para entrar na equipe, e assim eles decidiram submetê-lo a um teste de iniciação. Os membros da LJA o atacaram disfarçando-se de vilões. O calouro passou por todos os testes,inclusive um que avaliou se ele tiraria a vida de um inimigo. Mas quando a LJA revelou suas verdadeiras intenções e lhe convidou para entrar na Liga, ele pegou de surpresa, recusando.

Créditos: Porqueeu Filmes
São Paulo, 29 de março de 2019 - O Mc, produtor e empresário Rincon Sapiência lança em seu canal do YouTube um vídeo inédito com a versão ao vivo do hit Mete Dança (Verso Livre), 3 meses depois da música ter chegado às ruas. Lançada pelo selo do próprio rapper - o MGoma - e inspirada no pagodão baiano, a nova versão ganhou uma sonoridade mais orgânica com uma banda composta por contrabaixo, bateria, guitarra, teclado e percussão, além do DJ Mista Luba, com direito a um solo de escaleta do próprio Rincon. Produzido pela Porqueeu Filmes e dirigido por Gabriel Braga e Luba Construktor, o vídeo foi gravado no Estúdio 500, no vídeo a música ganha coreografia idealizada pela dupla de dançarinas e coreógrafas de ritmos Afro Urbanos e Caribenhos, Gabb Cabo Verde e Mari Carvalho. Nas semanas seguintes ao lançamento no YouTube, a música também será disponibilizada nas principais plataformas digitais.
A composição original, lançada no último dia 26 de dezembro, é assinada pelo próprio Rincon, e o videoclipe, dirigido pelo seu DJ, foi gravado na Cohab 1, bairro de origem do artista, na Zona Leste de São Paulo. No conjunto da obra, tanto o instrumental quanto os elementos escolhidos para compor a estética visual das cenas confirmam que as influências de Rincon transcendem as fronteiras do continente africano. Assim, as releituras dos signos da diáspora negra se estendem aos elementos presentes nas culturas baiana e jamaicana, constantemente reavivadas em sua obra.

 Assista:

Jeniffer Dias – que na novela teen interpreta Dandara, homônima à guerreira dos Palmares - é estrela da versão audiovisual de “Lovesong”


Foto: Vitor Hugo Silvano

Caio Nunez acaba de divulgar, em todas as plataformas digitais, o single mais apaixonante do ano. Com produção de Pedro Guinu e composição do próprio artista, “Lovesong” une elementos do hip hop, jazz e neo-soul, revelando um pouco do próximo álbum do cantor, previsto para o segundo semestre do ano.

Para o filme do projeto, gravado no Rio de Janeiro, o diretor João Pessanha roteirizou o dia a dia de um casal, interpretado por Caio e Jeniffer Dias. É ela a estrela que na novela 'Malhação' faz Dandara, homônima à guerreira dos Palmares. “Para mim, uma das maiores virtudes da concepção desse clipe foi contar com uma equipe inteira de profissionais negros. Diante da realidade do mercado audiovisual, considero esse um passo importante”.

Assista aqui: 



Foto: Vitor Hugo Silvano


SOBRE CAIO NUNEZ

Dono de uma voz doce, levemente rouca e cheia de verdade nas suas emoções, Caio Nunez surge como um dos cantores e compositores mais criativos de sua geração. Misturando MPB, R&B e elementos urbanos, o artista prepara para 2019 seu segundo álbum de estúdio.
Nascido e criado em Irajá, no subúrbio carioca, e influenciado pelo pai músico, Caio lança seu primeiro disco “Akinauê” em 2015. Com seu single “Turquesa” alcança a marca de 250 mil views, além de matérias em diversos veículos pelo Brasil, Portugal, Moçambique e Angola. Foi considerado pelo portal “Armazém de Cultura” um dos melhores discos do ano, ao lado de nomes como Lenine, Elza Soares e Maria Gadú.
O álbum também gerou uma turnê com mais de 50 shows realizados.
No início de 2018, divulgou o clipe 'Madureira à Bagdá", distríbuido pela plataforma VEVO e transmitido em canais de TV como MTV, Multishow e BIS. 
O conteúdo audiovisual, gravado na favela do Pereirão, no Rio de Janeiro, teve como cenário o projeto social 'Morrinho'. A música entrou em mais de 350 playlists no Spotify .
No mesmo ano, Caio apresentou, em parceria com o projeto Sofar Sounds, a inédita "Valongo". Fechando esse ciclo, 'Afropunk'chegou com um lyric video inspirado na estética afrofuturista. A track será trilha sonora do longa "Labirinto", previsto para 2019.
Atualmente, cantor dedica-se ao lançamento de "Lovesong", esquentando os próximos passos da carreira.

Conteúdo produzido por assessoria Bianco

The Feeling” é o decimo terceiro projeto da Rubrica Rap Kuia e Artista, desta vez o Rapper convidado pra fazer parte do projeto é o Livan EL Patron, residente em Luanda/Rangel, consta em seu curriculum 1 Mixtape e vários trabalhos soltos, já tendo colaborado com o renomado DJ Nkappa, participou também na coletânea de novos talentos da Pagina Quantos de Nós Gostamos de Rap.
Todas as musicas foram gravadas na Caixa de Música e contou apenas com participação vocal da Bia Triz.
Rap Kuia e Livan EL Patron – Projeto “The Feeling” [Download Gratuito]

Rapper de Campinas fecha o primeiro dia de programação do evento realizado pela Livraria Cultura do Shopping Iguatemi.


No dia 06 de abril, sábado, às 20hs, o rapper Paulo Microfonia encerra o primeiro dia do Festival #VivaCultura com um pocket show na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas. Na ocasião, o artista apresentará músicas do seu EP de estreia, "mudanças, novidades, surpresas: possibilidades", lançado em 2017 pelo selo Imaginária Beats.
 
"Bebendo na fonte" da música rap/hip-hop dos anos 90, Microfonia compartilha temas relacionados a problemas sociais e familiares, mas também trata de assuntos ‘externos’ como a noite, o amor e a amizade. A maioria das situações expressadas nas canções fez – e faz – parte do cotidiano dele.
 
Ainda em 2019, Paulo Microfonia lança em parceria com Sopro Inverso o EP “O som nosso de cada dia”. O single "Provisões" abre os caminhos para falar da importância da música para a sobrevivência humana. O projeto será distribuído nas plataformas digitais e em Fita K7.
 
Link do EP "mudanças, novidades, surpresas: possibilidades":  https://open.spotify.com/album/2BtoP8iLf5lMcOhRUj5TAF


Single "Provisões": 




SERVIÇO
Dia: 06 de abril, às 20hs
Local: Auditório Eva Herz, Livraria Cultura - Shopping Iguatemi Campinas, Campinas
Ingresso: Gratuito
Classificação: Livre

Link do evento: http://bit.ly/2TBHiP4

Dia 01.03, completando os lançamentos do álbum 'Dezena’, do grupo “ETC XVI” (Etcétera 16), integrante do coletivo “Usina Máfia 55”, saiu a última música, 'Santa Casa Sem Misericórdia’. O álbum conta com 8 lyricvideos diferenciados, de produção independente e 2 videoclipes profissionais da produtora @StudioAHD, além disso, a arte da capa e contracapa ficou por conta de Maurício Moysés (RASUL). Já todas as letras, interpretações e produção de áudio é independente dos próprios integrantes (ETC XVI Records | ETC XVI Productions).

O título 'Dezena’, surgiu pelo álbum contar com dez faixas, e por elas fazerem referências às dez pragas do Egito, em uma analogia dos tempos antigos com os tempos atuais, como se as dez músicas fossem as pragas sendo rogadas ao governo corrupto atual, mas não necessariamente as dez músicas são de protesto e cobrança ao governo.

Enfim, este álbum leva informação através do Rap de Mensagem, à todas as idades, principalmente nas periferias, guetos e favelas, trazendo os mais variados assuntos: gospel, conscientização sobre drogas, crimes, informações e denúncias sobre sistema político, situações caóticas e cruéis da humanidade, desigualdades sociais, incentivo à auto estima, motivação humana, valores familiares, etc. E como os ETC's dizem desde o primeiro álbum: 'O Importante é a Mensagem e não os Mensageiros’. Aperte o Play e boa viagem!

Ouça o álbum 'Dezena’ Youtube (2019):


-Tracklist do álbum:
01 - Constância
02 - Monstros da Madrugada
03 - Cidade Gangsta
04 - Extremo DCI
05 - Combustível
06 - Dezena
07 - Big Mouse
08 - ETC 2050
09 - Juízo Final
10 - Santa Casa Sem Misericórdia

Completou este álbum, mas prosseguem os lançamentos no canal do YouTube, à partir de abril, todo dia 1°, será lançada uma faixa do quinto e mais recente álbum 'Pátria Que Geriu’, Inscrevam-se para não perder os próximos lançamentos.
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.PLATAFORMAS E REDES SOCIAIS "ETC... XVI":











CANAL YOUTUBE “USINA MÁFIA 55”



Conteúdo por André Etc

sexta-feira, 29 de março de 2019

Madrugada dessa sexta feira, eis que Marcello Gugu nos serve com um dos sons mais lindos que podemos já ter ouvido. Ao ouvir o nome do som, e apreciar a arte de Doug Lira, facilmente pode ter vindo a mente a previsão de um love song, ao estilo romântico, daqueles que batem forte e fazem a gente parar e olhar pra nós em relação a outrém. 
Não podemos descartar que esse é um som de amor, tampouco podemos negar que ele bate bem forte, e faz a gente terminar de ouvir boquiaberto, desde que percebe sobre o que ele se trata. 

"Onde morrem os elefantes?" é uma mistura da história real da vó e da tia de Gugu, bem como das observações das histórias das pessoas próximas a elas, que desenvolveram mal de Alzheimer. O som tem participação de Wesley Camilo, produção, gravação e mixagem de DJ Duh (Groove Arts), masterização de Maurício Gargel, e animação por César Maciel. Você pode conferir a letra no comentário do vídeo no YouTube, e antes de comentar alguns pontos, vamos entender primeiro o que é a doença. 

Resultado de imagem para mal de alzheimerPra que consigamos entender o quão gigante é um som como esse, e como ao mesmo tempo que ele é empático com quem sofre da doença, ele também abraça as pessoas próximas, que cuidam, convivem e amam; é necessário que a gente compreenda alguns conceitos e como a doença age. 
Usei como base um artigo que usei na minha graduação, "Parkinson's disease and Alzheimer disease: environmental risk factors", que visa conhecer um pouco mais e entender como  agem no sistema nervoso as  doenças de Parkinson e Alzheimer, e também observar os dados e relacionar os fatores de risco ambiental que contribuem para as doenças. 

A figura abaixo representa o nosso sistema nervoso central, que é responsável pela recepção de estímulos, de comandos e desencadeadora de respostas. Ou seja, basicamente nossa central de comando corporal. 
cerebro-1snc.gif
Disponível em : ‘http://neurociencia-educacao.pbworks.com/f/sist_nervoso_central.jpg’
Os neurônios são as principais células do sistema nervoso, sendo responsáveis pela condução, recepção e transmissão dos impulsos nervosos. Eles realizam a transmissão das informações pras células, inclusive as musculares, através dos neurotransmissores. A dopamina é um neurotransmissor que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer. 

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa progressiva do cérebro, o que acontece é que a proteína TAU (proteína que estabiliza os microtúbulos, abundantes nos neurônios do sistema nervoso central e menos comuns em outros locais) que existe em quantidades normais em cérebros saudáveis, aumenta de forma descontrolada no Alzheimer, formando uma placa que dificulta a transmissão de informação entre os neurônios. Devido a essa deterioração, o cérebro doente encolhe. E caracteriza a maciça perda sináptica e morte neuronal observada nas regiões cerebrais responsáveis pelas funções cognitivas. 

De forma objetiva, fragmentos não funcionais acabam impedindo as sinalizações dos neurônios, é a mesma coisa que você mandar uma mensagem e ela não chegar no destinatário porque tem algo no meio do caminho. A doença tem alguns estágios, sendo o inicial as alterações de memória, personalidade, passando pela dificuldade para falar, realizar tarefas simples, até as formas mais graves, caracterizadas pela incontinência urinária e fecal, dificuldade para se locomover, dores, restrição ao leito e o óbito. 


Cérebro com Alzheimer
Os sintomas da doença devem-se as mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas, no entanto, é desconhecido o motivo direto e principal. O artigo trabalha com 3 grandes grupos, a genética, a infecciosa e a tóxica.  A grande maioria dos casos de Alzheimer são atribuídas a ação e interação de diversos fatores genéticos e influências ambientais atuando como fatores de susceptibilidade ou desencadeadores. Os maus hábitos pra quem já tem uma pré disposição genética pode servir como potencializador da doença. 

Não se sabe ainda a causa ou as causas, não se tem ainda um diagnóstico preciso ou uma previsão que a pessoa possa ter no futuro doenças neurodegenerativas. Nem mesmo há um tratamento curativo ou que previna. Os medicamentos e tratamentos podem melhorar um pouco comportamento e memória, e que já é um grande feito para quem convive com esses males.  

O som "Onde morrem os elefantes?" é empático, é poético, é vivência! Não tem como ser mais Hip Hop que isso, muitas vezes ouvimos música, com o ouvido moldado a um padrão estético, e quando as e os artistas surpreendem a gente assim é tão bom. 



Antes de deixar vocês a sós com essa poesia, gostaria de fazer alguns destaques na letra, bem básico, porque ela é explicativa, linda e aconchega.

"Em seus olhos via-se aquele tipo de paixão que faz seu coração bater tão rápido quanto da primeira vez que você apertou uma campainha e saiu correndo ou melhor, via-se aquele tipo de paixão que você sabe que não vai te salvar do apocalipse mas que vai te garantir um novo gênesis". O mal de Alzheimer pode ser acelerado por doenças como pressão alta e batimentos cardíacos irregulares, segundo estudo publicado pela revista Neurology. Acredito que além de associar os sintomas, ele também associa o lance infantil de tocar a campainha e correr, dando a entender que a pessoa doente acaba voltando a ter comportamentos que tínhamos quando éramos crianças. Já a segunda parte do verso, é colocado que a doença não vai mudar a situação que o corpo da pessoa vai viver, mas que a história dela vai começar denovo, garantir um gênese, uma origem. 

Em seguida, Gugu descreve sintomas da fase inicial da doença, as confusões, perdas de memória, e o diagnóstico. Antes do lindo refrão, ele termina com o verso "Quando minha mãe disse que minha vó estava 'abraçando o alemão', percebi em seus olhos os portões de Auxvitz. Só quem viveu atrás deles sabe o quanto é difícil se lembrar da própria história!". Aloysius Alzheimer foi o psiquiatra alemão que primeiro reconheceu a doença neurodegenerativa, por isso a avó estaria namorando o alemão. Desde que no final da segunda guerra mundial foram reveladas ao mundo as atrocidades cometidas pelos nazistas alemães, Auschwitz entrou para o dicionário como sinônimo de terror. O local foi escolhido para a edificação de um dos seis principais campos de morte para aplicação da “Solução Final” por Hitler, funcionavam os campos de trabalho forçado e extermínio onde morreram mais de 1 milhão de pessoas. Gugu faz a analogia entre a dificuldade da avó de se lembrar da história dela, por conta da doença, e também a dor de pessoas que sofreram nos campos de concentração, de se recordarem do que vivenciaram.

Fonte: http://diariogenesis.net/2019/01/27/recordando-los-tiempos-del-holocausto/
Na segunda parte da música, ele basicamente explica o funcionamento da doença de forma análoga. "Quando os neurônios da minha vó começaram a brincar de telefone sem fio, seus verbos de ligação começaram a cair na caixa postal e se lembrar da senha do correio de voz das suas recordações era quase como resolver palavras cruzadas só usando consoantes". Quando os neurônios perdem então a capacidade de se comunicar, os impulsos nervosos não chegam ao destino final, e as funções cognitivas são prejudicadas. 

E na última parte da música ele retoma a ideia do título. O ditado popular da memória de elefante tem a ver com o fato deles possuírem grande capacidade de armazenar informações. Já que por questão de sobrevivência, caminham vários quilômetros em busca de água e comida e precisam memorizar exatamente os locais onde conseguiram seus suprimentos. Também o fato do cérebro deles ser mais denso do que o dos humanos, com mais lóbulos, o que faz com que tenham maior capacidade de guardar informações. Alzheimer é onde morrem os elefantes, porque acaba com a capacidade de memória do corpo, necessária pra tudo. 

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Fonte: https://blog.giulianaflores.com.br/jardinagem/historia-curiosidades-baoba/
Por fim, ao comparar as características da árvore Baobá, que tem um dos troncos mais grossos do mundo, e é uma das árvores mais antigas da terra, podendo viver até 6 mil anos, seu tronco é oco. "A primeira é que ela era tão forte quanto um baobá e a segunda é que baobás, apesar de serem fortes, são ocos por dentro". Mas também, a árvore é tida como a árvore do esquecimento. A história diz que alguns africanos escravizados saídos da Costa Ocidental do continente eram obrigados por seus raptores a dar voltas entorno do Baobá, a ideia era forçar os africanos a se esquecerem de suas culturas e da vida livre que levavam em suas terras natais. Mas, assim como esta árvore, a cultura africana resiste no Brasil. Na África imemorial, histórias e lendas foram contadas e vividas em torno dos baobás. E assim também são as pessoas que tem Alzheimer, apesar da memória comprometida, eles ainda resistem. 

Lembro nesse momento em lágrimas, do dia que minha vó estava em um leito de hospital sem conhecer a nós, e ele disse "ela pode não saber quem somos, mas nós sabemos exatamente quem ela é!". 

Com muito amor, ouçam a música, prestem atenção, consumam com calma. Só obrigada Marcello Gugu. 



Fonte: Campdelacreu, J. "Parkinson's disease and Alzheimer disease: environmental risk factors." Neurología (English Edition) 29.9 (2014): 541-549.

quinta-feira, 28 de março de 2019


De volta aos estúdios após um hiato de 8 anos, o Filosofia de Rua marca seu retorno musical com o álbum de inéditas “Era Pra Ser Assim”.
Maduro e moderno, o disco vem recheado de novas sonoridades e letras que abordam temas gritantes da atualidade e também de sua história,
ousando em experimentos e combinações improváveis sem perder aquilo que consagrou o grupo na cena do Rap Nacional: a essência
e o olhar sobre a sociedade.

Amor, perda, luta, resistência, política, periferia, arte, nostalgia, todos esses elementos combinados em um projeto que mistura passado, presente e futuro em suas várias
camadas de interpretações e também nas participações mais do que especiais de nomes como Sharylaine, André CantoRima, Dener Miranda, Fex Bandollero, RK2.

Capa

Do Trap ao desabafo melódico sob notas do The Fugees, passando pelo funk das favelas, mesclando elementos clássicos do rap com a atualidade eletrônica,
narrando fatos com outro ponto de vista e gritando pela revolução, temos aqui tudo que precisava ser dito e escutado depois de tantos anos longe da
música. “Era Pra Ser Assim” vem para ser conjugado no presente.

Ouça: 




Keith B Angola, acaba de lançar o seu mais recente single Wu Tang Style. Uma homenagem aos grandes mestres do lendário grupo Wu Tang Clan pelo seu contributo a cultura Hip Hop.

Com esse som Keith B nos brinda com exibições de flows diferenciados, estilos de rimas únicas numa escrita bem descontraída e unisitada fazendo jus ao talento dos Wu Tang, que tanto inspirou a criação da música.

A produção ficou a seu cargo como de costume e desta vez o músico nos leva à galaxia “W” com uma sonoridade característica dos Wu-Tang Clan numa batida boombap clássica com samples harmonicos e canto lírico.

Ouça:


Wu Tang Style, tem tido tanto reconhecimento nos palcos que já ganhou um remix com as participações especiais de Bambino (Black Company), Bully Brahma, Leggezin Fin, Peso Duplo e Phantom (Dragões de Komodo) a ser lançado em Abril.


Ficha técnica: 

Música: Wu Tang Style
Letra: Keith B Angola
Produção: Keith B Angola (TRG Muzik)
Captação: Jubah Brambilla
Mixagem e Masterização: Sarkófago (Sonyc Mistério) 
Arte: Mandrack
Imagens: Robson Borges, Luciano Arê
Edição e direção: Robson Borges (Aion Films)



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Artista independente de Ferraz de Vasconcelos, zona metropolitana de São Paulo, Dakazza lança nesta quinta (21/03) videoclipe do seu mais novo single.

Após um 2018 movimentado, com o lançamento do EP de estreia “Cantina, Rivotril e uma de 5” e uma série de singles pelo selo Paese Corp, do qual também é fundador, Gabriel Oliveira, o Dakazza, inicia o ano com mais uma novidade.

Na faixa Tudo que há de Real, que conta com a produção de Lucas Buendía, também integrante da Paese Corp, Dakazza canta e rima sobre loops de R&B clássico e batidas orgânicas, unindo o estilo despojado do boombap underground ao frescor da nova black music, de nomes como The Internet, Bruno Mars e Anderson Paak. O lançamento marca o início de uma nova fase para os artistas para o selo, que prestes a completar um ano de vida, já ocupa seu espaço na cena do extremo leste de São Paulo, marcado pela constante experimentação e inventividade.

O refrão ensolarado da track é contrastado por versos ora intimistas (Cê sabe que reluz/ fraco e frágil na esquina atrás de um capuz) ora irônicos, em que o MC critica a falta de criatividade na cena (cash, cash, cash em CAPS/ cêis grita, como lebres, corre, incita/ Daka e os raps?) e mostra que é possível, em um ambiente cada vez mais marcado pela homogeneidade dos lançamentos, soar acessível sem deixar de ser incisivo, e ser melódico sem perder o apreço pelo wordplay (sabe que o que vai volta, “carma”/acredito no poder em cima das barras/ e logo após me limpo, capaz de furtar o Olimpo/ de grudar em suas orelhas, não brinco).

O single, que já está disponível no Spotify, Deezer, Apple Music e outras plataformas digitais, terá seu videoclipe publicado no canal da Paese Corp. no youtube a partir das 18:00 dessa quinta feira (21/03). O vídeo conta com produção da Tirano Sarro Rec. e foi filmado pelas ruas de Ferraz de Vasconcelos, cidade da zona leste de Sâo Paulo onde nasceu e cresceu o artista.

Single no Spotify: http://twixar.me/01KK

Assista: