quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Georgia Anne Muldrow

Sesc São Paulo promove a 9ª edição do Nublu Jazz Festival de 21 a 23 de março

O NUBLU JAZZ FESTIVAL, que já faz parte do calendário de festivais de música do Brasil, chega à sua nona edição em 2019. Os shows nas unidades do Sesc Pompeia e São José do Campos começam no dia 21 de março, com artistas de grande relevância para a música mundial das últimas três décadas. 

O Nublu Jazz Festival sempre teve em seu DNA o jazz tradicional, suas diversas vertentes contemporâneas, a música urbana mundial e, principalmente, o intercâmbio entre artistas de diferentes estilos e países do mundo.

Neste ano, a programação traz uma noite de nu jazz com a Nomade Orquestra, big band brasileira instrumental, enraizada principalmente nofunk e reggae, e com os ingleses do grupo GoGo Penguin, que vêm ao Brasil mostrar seu som electro-acústico, jazzy e jovial.

A edição 2019 do festival traz, ainda, shows inéditos, como por exemplo do nigeriano Tony Allen, um dos grandes nomes do afrobeat, com o versátil saxofonista e compositor brasileiro Thiago França, em um projeto voltado à improvisação, criado especialmente para o festival. Na mesma noite, Marc Ribot y Los Cubanos Postizos apresentam sua música festiva, arrojada e de sonoridade afro-cubana.

Na noite dedicada à música black que é feita hoje em Los Angeles, haverá shows da cantora norte-americana Georgia Anne Muldrow, destaque da cena neo soul de LA, que vem acompanhada do baterista Justin Brown, além de apresentações do projeto The Midnight Hour, liderado pelo produtor e compositor americano Adrian Younge, e pelo DJ do mítico grupo de rap A Tribe Called Quest, Ali Shaheed Muhammad. Juntos, eles assinaram a trilha sonora de ambas as temporadas do seriado Luke Cage, da Marvel.

Consolidado desde a virada da última década com shows simultâneos nas unidades Pompeia e São José dos Campos do Sesc São Paulo, oNublu Jazz Festival vem reunindo artistas dos quatro cantos do planeta, reafirmando a identidade e a essência múltipla e visionária predominante nessa seara musical, na qual raiz e inovação se retroalimentam, se fortalecem.

Tony Allen/Thiago França (NIG/BRA)

O baterista nigeriano Tony Allen é mundialmente reconhecido como cocriador do afrobeat ao lado do saudoso Fela Kuti. Thiago França é um dos destaques da cena instrumental brasileira contemporânea, linha de frente do grupo Metá Metá. Desde 2011, eles desenvolvem uma relação de colaboração intermitente. Thiago já se apresentou com a banda de Allen mais de uma vez. Tony já gravou uma faixa e fez um show com o Metá Metá. Agora, ambos dividem o palco pela primeira vez sem acompanhamento adicional, num encontro pautado pelo improviso livre. No palco, Tony Allen (bateria) e Thiago França (saxofone).

Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA/Cuba)

Uma das mais dançantes bandas de Nova York, Marc Ribot Y Los Cubanos Postizos (também conhecidos como “The Prosthetic Cubans”) se tornaram atração obrigatória na cidade norte-americana no fim dos anos 1990. Com shows fervilhantes, que têm como base os arranjos do músico cubano Arsenio Rodriguez – inovador do son montuno – e dois álbuns aclamados pela crítica (Atlantic Records), em 2011 eles voltaram, atendendo a pedidos do público, com a adição do cubano Horacio “El Negro” Hernandez na bateria e os membros originais do grupo Anthony Coleman (teclado), Brad Jones (baixo) e EJ Rodriquez (percussão).

Georgia Anne Muldrow (EUA)

Parte estrutural da avant-garde do hip-hop / jazz / soul de Los Angeles desde 2005, Georgia Anne Muldrow construiu sua discografia durante a carreira como vocalista, compositora, produtora e musicista. Ela começou a incendiar a cena com seu álbum de estreia, “Olesi: Fragments Of An Earth” (2006), pelo selo cult Stones Throw, de Los Angeles. Foi lá que Georgia conheceu, fez amizade e colaborou com artistas como Madlib, Oh No, Med (também conhecido como Medaphor), Wildchild, DJ Romes e seu futuro parceiro Dudley Perkins, também conhecido como Declaime.

Em 2008, ela co-fundou a gravadora SomeOthaShip Connect com Dudley (que também vem ao Nublu esse ano), plataforma e trampolim para muitas de suas viagens musicais que se expandiram e desenvolveram sob inúmeros heterônimos, incluindo Ms. One, Pattie Blingh & The Akebulan 5, uma colaboração de electro-fusion com DJ Romes chamada Blackhouse e projeções astrais de jazz como Jyoti – um projeto que lhe rendeu o prêmio de “Álbum de Jazz do Ano” no Gilles Peterson's Worldwide Awards, em 2011, por seu álbum “Ocotea”.

Georgia Anne Muldrow (voz) será acompanhada por Justin Brown (bateria), Jaime Woods (voz), Josh Hari (baixo), Chad Selph (teclado), Maya Kronfeld (teclado) e Dudley Perkins (vocal).

The Midnight Hour (EUA)

Este projeto musical norte-americano é excelência negra: uma ode à sofisticação cultural que a Renascença do Harlem estabeleceu para seus residentes. The Midnight Hour é formado por Ali Shaheed Muhammad e Adrian Younge, junto de uma seção rítmica coesa e uma orquestra completa. O álbum tem participação de alguns dos nomes mais célebres do hip-hop e R&B contemporâneos, como CeeLo Green, Raphael Saadiq, Marsha Ambrosius, Bilal, Eryn Allen Kane, Karolina, Questlove, dentre outros.

Adrian e Ali começaram a trabalhar neste álbum em 2013, mas colocaram o projeto de lado para desenvolver a trilha sonora da série da NetflixLuke Cage, da Marvel. “The Midnight Hour” é um álbum de soul/jazz/hip-hop que desenvolve as conversas iniciadas pelos pioneiros do jazz e dofunk do passado – aqueles que criaram a base de samples para os produtores de hip-hop nos anos 1980/90. The Midnight Hour é um hip-hopsofisticado que captura uma seção rítmica de jazz e uma orquestra completa em fita analógica.

No palco estarão Ali Shaheed Jones-Muhammad (teclados/baixo), Adrian Younge (teclados/baixo), Loren Oden (voz), Jack Waterson (guitarra), David Henderson (bateria), Nikki Shorts (viola), Korina Davis (violino), Zach Ramacier (trompete) e Shai Golan (sax alto).

Nomade Orquestra (BRA)

Em crescente visibilidade no atual cenário da música instrumental brasileira, a Nomade Orquestra traz consigo uma característica singular e de vanguarda, ponto de encontro de diferentes vertentes e expressões musicais. Desenvolve um trabalho autoral de música instrumental com influências do funk70, jazz, dub, rock, afrobeat, ethiogrooves e outras expressões musicais. Formada em 2012, sua identidade musical vem do resultado da miscigenação cultural que existe no Brasil, sobretudo o ABC Paulista, pólo industrial situado na cidade de São Paulo, de onde originou-se a orquestra.

Seu primeiro disco, intitulado “Nomade Orquestra“ (homônimo), foi lançado em dezembro de 2014 no Brasil e em abril de 2016 internacionalmente pelo selo inglês FarOut Recordings, alcançando grande reconhecimento junto ao publico, músicos, DJs e imprensa. “EntreMundos” é o segundo capitulo dessa história, disco inédito, fruto do amadurecimento do grupo e da continuidade do mergulho no universo musical nômade com novas paisagens, novas texturas e experimentações

Atualmente, a banda tem se apresentado em importantes festivais e circuitos no Brasil e Europa. Nomade é: Guilherme Nakata (bateria), Ruy Rascassi (contrabaixo), Marcos Mauricio (teclas), Luiz Galvão (guitarra), Fabio José (percussão), Marco Stoppa (trompete), André Calixto (saxofone tenor, soprano, flautas e gaita), Beto Malfatti (saxofone alto, flauta e pads), Bio Bonato (saxofone barítono) e Victor Fão (trombone).

GoGo Penguin (ING)

O inovador trio de piano de Manchester é formado pelo pianista Chris Illingworth, pelo baixista Nick Blacka e pelo baterista Rob Turner. A música do grupo já foi descrita como eletrônica-acústica, mas é igualmente inspirada pelo rock, jazz, minimalismo, trilhas sonoras de jogos e glitchy-electronica criando uma sonoridade única.

O álbum “v2.0” (selo Gondwana) foi nomeado a disco do ano pela Mercury Prize, em 2014, ao lado de álbuns de Damon Albarn, Young Fathers e Jungle. Em 2015, eles assinaram com a Blue Note Records e lançaram o álbum “”Man Made Object”, em 2016. Mais recentemente, eles têm viajado com a trilha sonora que compuseram para o filme cult de Godfrey Reggio, Koyaanisqatsi.

DJ Ricardo Pereira (BRA) 

Músico, percussionista autodidata e integrante da banda Goatface, faz música eletrônica e beats sob a alcunha de BLACK SNAKE 808. Iniciou sua coleção de discos de variados estilos há alguns anos e, desde então, discoteca e compartilha música com as pessoas. Ric tem sua discotecagem mensal de jazz, afro rock, experimental e instrumental na festa "Convergente" e faz parte do time da DADARÁDIO com a série High Life.

DJ DvBz (BRA) 

Com extensa carreira como DJ, produtor, músico e engenheiro de som, Daniel Bozzio, o DJ DvBz, já trabalhou com integrantes da Nação Zumbi, Mamelo Sound System, Black Alien, com o coletivo Instituto, Zulumbi e com o rapper Speed Freaks. Ele atua na cena paulistana como DJ, produtor de trilhas sonoras e lança mixtapes temáticas, como os 3 volumes em homenagem a Tim Maia.

DJ Pinhel (BRA)

Pedro Pinhel é diretor de arte, colecionador de todos os estilos de música negra em discos de 12 e 7 polegadas (hip-hop, jazz, música brasileira, soul-funk, boogie e reggae) e criador do blog/site Original Pinheiros Style. Por 5 anos, foi DJ residente da festa Funky Nuggets.

Estúdio Laborg (BRA)

Pela sétima vez concecutiva, o Estúdio Laborg assina a videocenografia do Nublu Jazz Festival. Para essa edição eles apresentam um conceito de luz refletida. As cores emitidas pelos tubos de LED serão percebidas através de seu reflexo em uma superfície branca de acordo com a frequência sonora de cada música, criando assim uma identidade visual única para cada show.



PROGRAMAÇÃO SESC POMPEIA

21 março (quinta)

A partir das 20h: Nomade Orquestra (BRA) e GoGo Penguin (ING). Abertura com DJ Ricardo Pereira (BRA).

22 março (sexta)

A partir das 20h: Tony Allen & Thiago França (BRA) e Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA/CUBA). Abertura com DJ DvDz (BRA).

23 março (sábado)

A partir das 20h: Georgia Anne Muldrow (EUA) e The Midnight Hour - Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad (EUA). Abertura com DJ Pedro Pinhel (BRA).

PROGRAMAÇÃO SESC SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

21 de março (quinta)

20h DJ DvDz [BRA]

20h30 Tony Allen & Thiago França [BRA]

22h Marc Ribot y Los Cubanos Postizos [EUA/CUBA]

22 março (sexta)

20h DJ Pedro Pinhel [BRA]

20h30 Georgia Anne Muldrow (EUA)

22h Midnight Hour Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad [EUA]

23 março (sábado)

20h DJ Ricardo Pereira [BRA]

20h30 Nomade Orquestra [BRA]

22h Gogo Penguin [GBR]

*Videocenografia todos os dias por Estúdio Laborg.

*As apresentações dos DJs ocorrem antes do início e no intervalo dos shows.

SERVIÇO


Sesc Pompeia | Comedoria*

Não recomendado para menores de 18 anos.

*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 150. A compra do ingress não garante a reserve de assentos. Abertura da casa: 20h.

Ingressos:

R$ 18,00 (Credencial Plena / trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no Sesc e dependentes);

R$ 30,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professors da rede pública de ensino);

R$ 60,00 (inteira).

Venda online a partir de 12 de março, terça-feira, às 17h.

Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc no estado de São Paulo a partir de 13 de março, quarta-feira, às 17h30.

Rua Clélia, 93 - São Paulo/SP

TEL.: +55 11 3871 7700


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PREFIRA O TRANSPORTE PÚBLICO

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Barra Funda 2000m

CPTM Água Branca 800m ou 

Barra Funda 2000m

Terminal Lapa 2100m

Sesc São José dos Campos | Ginásio

Não recomendado para menores de 16 anos.

A capacidade do espaço é de 650 pessoas. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa: 20h.





Ingressos: 
R$ 15,00 (Credencial Plena / trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no Sesc e dependentes);
R$ 25,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professors da rede pública de ensino); 
R$ 50,00 (inteira). 

Venda online a partir de 12 de março, terça-feira, às 17h.

Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc no estado de São Paulo a partir de 13 de março, quarta-feira, às 17h30.


Av. Dr. Adhemar de Barros, 999 São José dos Campos/SP
TEL.: + 55 12 3904 2000

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Essa é a estreia da coluna Resenha Beats, onde o Noticiário Periférico pretende trocar ideia com algumas e alguns beatmakers e produtores brasileiros. Antes de dar início as entrevistas, gostaríamos de propor uma reflexão sobre a profissão e como o fortalecimento de uma "cena beatmaker" poderia mudar os rumos do que se consome em termos de Rap e música no geral. Talvez uma rede forte de selos como High Focus, Mellow Music Group, Jamla, Jakarta Records e etc, mudasse além do que se propõe em termos de música para o público nacional, mas também diminuísse a "migalhagem" de quem se propõe a fazer beats, gastar tempo e investimento$ pra vender 4 por 10$ na feira do rolo do Rap. Essas e outras fitas, você confere no texto abaixo.


9th Wonder aborda estudantes de Harvard em uma cena do documentário The Hip-Hop Fellow, que narra um ano em que o produtor passou a ensinar a cultura do hip-hop como um assunto acadêmico. Imagem: Price Films.
Pra começar, utilizando como referência a entrevista da RedBull com o DJ, Beatmaker e Produtor, DJ Duh, gostaria de diferenciar a nomenclatura dos trampos porque nos ajuda também a começar a identificar o quão complexo é trabalhar fazendo música.

DJ - Ao contrário do que muitos dizem, o DJ é um músico, sim. Seus instrumentos são os toca-discos e o mixer, basicamente. Ele utiliza samples, drumbreaks e efeitos sonoros para criar novas tracks. 

Beatmaker - Se assemelha ao DJ porque também utiliza samples de músicas, de bateria, para criar instrumentais para grupos, bandas, MC's. Ele reiventa uma música à partir de um ou vários trechos de músicas já existentes com o seu instrumento, que normalmente é uma MPC ou uma controladora MIDI conectada a um computador.

Produtor - Tem características do DJ e do beatmaker, porém tem mais responsabilidades. Ele tem que dar a cara da música como um todo, cuidar dos arranjos dos músicos orgânicos, do arranjo vocal, a empostação e afinação do cantor, a intenção das notas, o trabalho dinâmico dentro da música. 

O Rhythm Roulette é um quadro do canal Mass Appeal que desafia os produtores a fazer um  beat, sampleando três registros aleatórios, escolhidos de uma loja de discos local enquanto eles estão vendados.

Bom, com essas definições teóricas, gostaria de falar um pouco sobre alguns pontos que refleti e observei em algumas discussões e desabafos com amigos. Se pararmos pra pensar um pouco sobre, os produtores e beatmakers têm sido a personificação do que é o rap de geração em geração. É bem fácil citar nomes, contextualizar a época de início e perceber como algumas características se firmam muito em algumas formas de criar. Porém, o Hip Hop, o Rap precisamente não é um gênero musical imutável, e a Golden Era dos anos 90, considerado o auge, pode ser reinventada, evoluir e acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e tudo mais. 

Muitas dessas mudanças estilísticas vêm na forma de mudanças no conteúdo das letras. Mas tão importante quanto são os beats. O timbre, a energia e os ritmos que impulsionam e definem o tom das faixas. Por causa disso, produtores de beats prolíficos e produtores em ascensão podem ter um efeito importante no que se tem na "cena" como um todo. Se pararmos pra pensar, que a idéia inicial do MC veio pra complementar o show  e arte do DJ. Porque hoje parece que surgem beatmakers aos montes pra servir a MC's? Basicamente perpetuando uma linha de produção de música chata, as vezes arrogante e vazia. O que é que trás a desvalorização da música trabalhada, criativa, pensada? Somente a tecnologia? Ou a ação de servir apenas, não inovar, mas sim produzir "BEAT TIPO DJONGA" também ajuda com que mais e mais pessoas se sintam aptas e confiantes pra comercializar música ruim e impulsionar o mercado hypeano? Que fique bem dito, que música ruim não é música independente, ou as sujeiras que a gente acha interessante. Mas sim as músicas que sonoramente parecem a mesma o álbum todo.

Talvez nunca tenhamos parado pra pensar como isso é também definidor da chamada "cena". Porque por exemplo ainda não damos espaços pra consumir e aplaudir obras de produtores como do baterista baiano Dr. Drumah, que já assinou várias e várias produções pra artistas da cena underground  gringa, fora os discos instrumentais ou de remix; e juntamente com isso, dá pra se pensar como a grande maioria dos artistas em destaque parecem ter frequentado o mesmo SENAI do rap, invisibilizando gente nova que faz som diferenciado, e também nomes como ParteUm e Matéria Prima por exemplo, que são considerados "complexos demais pra ser rap". Porrannnnnnnnn! 


Mas enfim, como então podemos fortalecer a profissão, os corres e tudo mais? Uma das ideias é aumentar por exemplo o fortalecimento e colaborações com iniciativas como a Beat Brasilis. Vocês conhecem?


Uma das edições da Beat Brasilis. Foto: Instagram
Beat Brasilis é um encontro de DJs, músicos, produtores e beatmakers organizado pela Casa Brasilis. Focado em produção musical direcionada ao rap. Toda quarta-feira, a casa abre para um encontro de DJs, músicos, produtores e beatmakers. Consiste em usar samples de um disco à venda na loja e produzir novas faixas. No fim do dia, cada um toca o que acabou de criar, ali mesmo, horas antes.

Segundo uma das fundadoras da Casa, Rafa Jazz, em entrevista ao site Projeto Draft, o projeto “Gera um conteúdo muito legal. A gente acabou criando uma cena de beatmakers, o pessoal estava espalhado por São Paulo e só se encontrava em ambiente de batalha. No Beat Brasilis é o oposto, o clima é de compartilhamento de informações”.


Beat Brasilis Rec é um selo independente derivado do encontro Beat Brasilis. Segundo descrição do próprio portal do selo, o foco é lançar beat tapes ou beat clipes dos beatmakers participantes do encontro. De boom bap a trap, passando pelo trip-hop e lo-fi sempre priorizando a arte do sample.

O formato do lançamento é livre e depende da linguagem de cada artista, mas como a alma da Casa Brasilis é disco todos terão seu trabalho disponibilizados em compactos hi-fi gravados pelo Vinyl-Lab e download liberados no BandCamp. Você pode dar uma conferida aqui

Outras iniciativas pelo mundo ...

Pra falarmos um pouco dos selos que citei na introdução e avaliar como é interessante essa rede de colaboração e trocas entre produtores e beatmakers, vamos conhecer um pouco sobre.


Fundada em 2010 para oferecer uma plataforma para uma nova geração de rappers e produtores no Reino Unido. Com o apoio de todos os principais promotores, distribuidores, revistas e sites de Hip Hop do país, o selo tem um fluxo constante de diversos lançamentos. High Focus tem um objetivo - ressuscitar o legado do Hip Hop inglês. E olha, nomes como The Four Owls, Fliptrix, Leaf Dog, Ocean Wisdom, Verb T, tem nos mostrado que eles tem conseguido o que propõem.  

A Mello Music Group é uma gravadora independente, conhecida por sua originalidade e ampla influência de estilos, construindo uma plataforma de artistas inovadores como Oddisee e Apollo Brown. Desde a sua estreia em 2008, eles continuaram a expandir e trazer trabalhos únicos e criativos para uma base de fãs mundial. Ainda integram a lista de artistas, Quelle Chris, L'Orange, Open Mike Eagle, Chris Orrick, Elaquent, Lando Chill, Mr. Lif, The Lasso, Kool Keith, Georgia Anne Muldrow. 
Jamla Records é o selo comandado pelo produtor 9th Wonder, abrindo espaço pra nomes da sua área (Carolina do Norte) e nomes iniciantes do cenário independente. Conta com nomes como Rapsody, GQ, Khrysis, Nottz, Eric G. entre outros. Os trabalhos podem ser conferidos aqui. Um dos trabalhos que mais gosto é o Jamla is the Squad. Onde o produtor 9th Wonder reuniu um time de peso com nomes como Talib Kweli, Pete Rock, Masta Killah, Styles P, Blu, Elzhi pra colaborações com artistas do selo como Rapsody, Halo, GQ, entre outros. É simplesmente sensacional.
E por fim, mas não menos importante, a Jakarta Records é uma gravadora de Berlim/Cologne, Alemanha. Já lançaram músicas de artistas como Kaytranada, IAMNOBODI, Suff Daddy, Akua Naru, Blitz The Ambassador, Sango, Asagaya, Bluestaeb, Illa J , Ill Camille, Enoq  e muitos mais.

Permuta de Beats na Feira do Rolo.

Olha o biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiti! É três por dez!!!!
Tá certo que o Rap tem virado pra  algumas pessoas apenas, que contratante não paga o que deve, que fazer música, trabalhando, estudando, fazendo bico, cuidando da tia da vó da irmã, é difícil. Mas pra cobrar como profissionais, é necessário profissionalizar o trabalho. E não necessariamente diz respeito a ter todos os cuidados necessários na indústria da música, como um advogado pra cuidar das questões de direito de música sampleada por exemplo. Mas também na postura. Beatmakers e produtores fornecem beats e instrumentais para outros artistas gravarem em cima. Ao contrário de outros artistas, que vendem sua imagem para o público tanto quanto sua música, os beatmakers e produtores vendem suas músicas para outros artistas, e geralmente não se preocupam com a pessoa ou imagem que estão sendo vistas pelos olhos do público. É importante que os profissionais dessa área se articulem na autonomia que devem ter, de não ser um servidor de MC, mas sim também um artista. Que merece reconhecimento tanto quanto quem grava em suas músicas. 

A produção de um beat é algo custoso, seja pela pesquisa investida, a formação, os equipamentos. Não desvalorizem o trabalho de vocês, pra que não caiam no jogo mercadológico. Na verdade, se você chegar a um ponto de aclamação, as pessoas interessadas em sua marca de beats muitas vezes chegarão até você. 

Mas então, aonde chegamos?

Bom, é bom pensarmos que o Hip Hop não é mais uma criança. Aos 40 anos, é oficialmente de meia-idade, e obviamente iria sentir as divergências geracionais que surgiram com o passar dos anos. Alguns artistas e fãs de rap mais velhos, sentem que sua música era mais significativa, mais digna, do que a música que a galera mais jovens estão tocando, trabalho que os adultos estão descartando como nada mais do que barulho. Isso é um extremismo bobo, porque tem música boa em muitos espaços. Porém, o que estamos fazendo pra que ela permaneça viva? No último som do Rashid, Kamau e Spvic, "A Proposta", Kamau em seus versos diz: "Sinto que minto se faço que o vende-se, lança todo mês, plays um milhão de vez, Sei ... que amor não paga conta e às vez é tanta, que pra garantir  a janta a gente faz igual o que outro fez?". E é um pouco do que queria propor como reflexão. Pra iniciar esse espaço, que pretendemos ser uma troca de ideias, é importante começarmos a refletir e pensar sobre a arte que fazemos, seja quaisquer que sejam elas.

Paz!










Ariel Macedo, o Ari MC, é da cidade do interior paulista, Porto Feliz. Desde 2016 ele vem desenvolvendo algumas atividades no rap e no último dezembro lançou o álbum denominado "SobreVivência", onde toda a produção musical e mixagem foi feita por ele mesmo.


A primeira impressão que tive ouvindo, foi estar ouvindo um dos trabalhos do underground nacional, dos anos 2000 e qualquer coisa. A pegada independente, as letras diretas e flow sem frescuras me chamou a atenção, por isso achei por bem estar como menção honrosa na nossa lista do ano passado. 

O álbum SobreVivência carrega a temática da camuflagem, de o quanto é necessário se adaptar a diversos ambientes e situações para sobreviver, e poder extrair o melhor de tudo. O álbum retrata tudo que aconteceu com Ari MC nesses últimos dois anos, pensamentos, observações, planos, perdas e com certeza VIVÊNCIA, que é a palavra chave do álbum. 

"O álbum, temporalmente, se encontra em momento da minha vida que eu estava cheio de dúvidas e inseguranças a respeito do meu futuro, e foi onde, por influência dos meus amigos comecei a escrever algumas letras, e então o RAP me arrebatou e tomou uma proporção enorme em minha vida, tomando assim pra mim, o sonho de viver da música, passar uma mensagem positiva, e tentar ser o mais feliz possível." completa Ari.


O álbum foi destaque honroso na lista anual de melhores trabalhos do Noticiário Periférico em 2018. A lista está presente aqui. E o álbum disponível abaixo para audição.



Acompanhem Ari MC nas redes sociais. 
Insta: @ari.mc015
Face: Ari MC

O som "Até Santo Faz Promessa" vem como continuidade da faixa de mesmo nome lançada em 2017. A ideia segundo Bode V foi concebida em um dos primeiros sons escritos por ele. Que mais tarde foram reescritos em duas partes. 


A frase que dá nome ao som tem origem da inversão de valores, como se antigamente as pessoas fizessem promessas aos santos, e de que hoje até santo faz promessa.



"Essa música fala sobre muitas histórias em uma só, contando sobre a época que havia me mudado, sobre vícios, dramas pessoais, sonhos e outras ideias que rondam a minha mente." conta Bode V.

A produção vem por conta do produtor The Hound (Rodrigo Westphalen), a arte e efeitos do vídeo lyric feita pelo Pablo Yague Dos Santos, e a legenda, composição e voz ficaram por conta do artista.

Confira:

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019


O grupo Equílibrio Sonoro, formado oficialmente em março 2015, é composto por dois irmãos, Agamenon e Tim, e trazem em suas letras a cultura do Hip-Hop, visando uma discussão sobre assuntos que vem de encontro com a realidade. 

"Junto com os elementos da cultura Hip Hop buscamos proporcionar uma interação com o público, sabemos que a realidade atual não é algo a se brindar, porém não podemos nos calar perante as atrocidades que ocorre em nosso país, desta forma o Rap nos abraçou para podermos denunciar toda forma de opressão que ainda vivenciamos." afirma Agamenon.


Além de letras críticas, também tem música para momentos de diversão e lazer e trazendo várias misturas como reggae, samba, blues.

Ano passado foi um ano muito gratificante para a dupla, pois foram selecionados para o concurso de novos talentos do RAP no Festival Sons da Rua que acontece na capital paulista. O videoclipe intitulado In'verso Real com participação de Kizzy passou pela primeira seleção.




O grupo informa que está trabalhando no primeiro CD e ainda este ano pretende soltar ele nas pistas. Caos humano é o último trabalho lançado, e vem muita coisa por aí. 



Acompanhe as Redes Sociais do grupo, pelo Instagram @Equilibriosonoro043 e Facebook @Equilíbrio Sonoro.

O bloco desfila no dia 2 de março, sábado, e terá grandes nomes como Djonga, Drik Barbosa, DowRaiz e Zudizilla.

O carnaval de rua de São Paulo vem ganhando seu espaço e notoriedade dentre as grandes festas do Brasil e como é conhecida por ser uma cidade que abraça várias tribos e o Hip Hop não poderia ficar de fora. O Bloco Beatloko é a prova dessa diversidade do Carnaval de São Paulo e da inserção crescente da cultura hip-hop nos principais eventos e agendas culturais do país. 


Em sua terceira edição em 2019, BeatLoko é o primeiro bloco de rap de carnaval do país, realizado em São Paulo. 
Idealizado pelo DJ Cia, 17 Produções e Rua Livre, o Beatloko marca sua presença no próximo sábado (02) no carnaval paulista, trazendo o melhor do Rap Nacional e Black Music. O bloco irá desfilar esse ano na Avenida Marquês de São Vicente, barra funda e a concentração será a partir das 11h.

Em 2017, foram 80 mil pessoas acompanhando o trio elétrico. E para 2019 a expectativa é de 100 mil foliões.

Além da sua proposta de trazer outro estilo musical para o carnaval também reúne a nova e velha escola do rap nacional em seu trio elétrico. Dentre as atrações já estão confirmados nomes como Djonga, Drik Barbosa, Xamã, Cynthia Luz, Coruja BC 1, Bivolt, Zudizilla, Nego Max, Flip, Mauricio DTS, Primeiramente, Big da Godoy, Correria Mc, Nova Era, Lay, DowRaiz, além do anfitrião DJ Cia.

Virando uma tradição do bloco, o público é convidado a participar de um concurso de fantasia. Aqueles que tiverem as melhores caracterizações de grandes ídolos da música negra, nacionais e internacionais, ganharão camisetas, tênis, entre outros prêmios.

Mais informações pra quem vai curtir a festa:

Bloco Beatloko
Sábado, 02/03/19, das 12h às 17h
Concentração: Entre as ruas Dr Abraão Ribeiro e Rua José Gomes Falcão da Avenida Marquês de São Vicente 
GRATUITO!

Atrações: Djonga, Drik Barbosa, Xamã, Cynthia Luz, Coruja BC 1, Bivolt, Zudizilla, Nego Max, Flip, Mauricio DTS, PrimeiraMente, Big da Godoy, Correria Mc, Nova Era, DowRaiz, DJ Cia e +



+ Bloco Beatloko:

Informações para a imprensa:
+ 55 11 3294-9757 / + 55 11 99635-9989
Mariana Paulino – imprensa@boiafriaproducoes.com
+ 55 11 3294-9757 / + 55 11 96264-5214

Release principal por Boia Fria Produções.

Mixtape, álbum ou coletânea, chame como quiser, esse é o projeto idealizado por Y3ll, de 22 anos, morador do extremo leste de São Paulo. Juntamente com o jovem trapper Sloope (Gabriel Lopes) de 19 anos, também morador da zona leste.

"Pegue um pouco de Jazz, Dance house, Funk e Indie e junte isso nas bases regidas do Trap. Isso você vai acabar encontrando no Diaz Dy Baile (DDB)."


Diaz dy Baile foi gravado e masterizado em apenas 2 meses. Produzido longe do "padrão FIFA" de produção, já que segundo Y3ll e Sloope eles são “a várzea da produção independente”. E isso não significa má produção, já que todo o trabalho feito nos fundos de um quarto na Zona Leste de São Paulo, com um computador completamente fora de linha com o seu sistema operacional Windows XP, deu origem ao EP!

O EP que conta com uma longa lista de participações, impede que o projeto caia numa linearidade musical. Fora Sloope & Y3ll, o projeto conta com participações bem distribuídas de diversos artistas em 12 faixas sendo eles: Leo Lotho, Romulo Lopes, a.k.a Tempra Palace, Grupo ATTICA, Sandra Maria, Retângulo de ouro, Alamim, Shaka, 7roy, Vintilamor.

A ideia é que Diaz dy Baile, visto de fora, pareça mais um trabalho comum, contudo, de dentro para fora, tem muito a ser falado e o grande trunfo do trabalho é que são pessoas incomuns fazendo um projeto incomum. Confira!


Após uma pausa nos lançamentos para se dedicar ao processo criativo do seu disco de estréia e sua agenda de shows, o Pernambucano Luiz Lins está de volta com um lançamento inusitado! "Mete Um Block Nele" é diferente de tudo que seu público está acostumado, LL e West Reis convidam o ouvinte a praticar a arte do foda-se.


A música é uma parceria de Luiz Lins com o cearense West Reis, considerado pelos principais portais de mídia uma das maiores promessas do rap nordestino.

O dono de músicas como "Bobolex" e "Lupa" vem cada vez mais ganhando espaço na cena nacional e com apenas um ano de estrada já está fazendo diversos shows por todo no nordeste.  

A produção da música foi feita por Mazili e Jnr Beats, e também por West, que entregaram um instrumental dinâmico e dançante com total influência do Brega e do Forró. O videoclipe foi dirigido por Rostand Costa e Rodzeira, captado na paradisíaca praia da Caucaia no Ceará.

Mete Um Block Nele é o primeiro lançamento de 2019 da PE SQUAD e marca o inicio do ciclo de trabalhos desse time que não para!

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CONTEÚDO PRODUZIDO POR RAFAEL SALES

INFORMAÇÃO SOBRE A TRACK:
| Artista: Lucas Xavi |
| MixTape : O Soba Vol. 4 |
| Gênero: RAP/HIP HOP|
| Prod: BBM Gang |

Depois da EP - Eu e a Música, Mix Tape - Soba Vol 1,2,3, Ep - S2B e Lx Agora é a Vez de SOBA Vol 4
De Lucas Xavi Membro da BBM Gang
Tracklist:
01 - Intro
02 - Pródigio Feat Ary Provérbio
03 - Ghetto Boy Feat Geovanny Chris
04 - Vidas Oposta Feat Daina Gomes
05 - Despreocupado Feat Sérgio2B
06 - Marcas Feat Sérgio2B
07 - Fala Baixo
08 - Tamu Numa
09 - Damn
10 - Agora Vé
11 - Trippin Feat Amilton Zeck
12 - Bonhonho Feat Fidy M
13 - Deus Feat Gabriel Tayllor e Fábio Santana
14 - Sky Feat Alvaro Flow
15 - Meu Tip de Rapper

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Créditos: Ale Menezes

Intitulada “Longe de Casa” freeverse da faixa de KDot é um grito do rapper de Juiz de Fora. 

“Eu não li, não assisti, eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama, eu sou o fruto do negro drama.” Essas linhas e tantas outras da história do rap são o reflexo de uma sociedade que em nada muda o tratamento com o povo preto. Assim como não mudam os “casos isolados” de pretos e pretas assassinados Brasil a fora. 

O freeverse "Longe de Casa" surgiu da necessidade de falar algo mais pontuado com a visão do artista sobre a violência sofrida pelos pretos por parte de todas as autoridades desse país. Geralmente não muito profundo nesses temas, o rapper tinha revoltas pessoais somadas a revoltas coletivas rodando sua mente. Esse freeverse foi o seu desabafo. 

Já tendo rimado em outros beats do Kendrick, devido a toda a admiração e identificação com o 

rapper norte americano, a escolha de M.A.A.D City se deve a carga que ela traz, soando como um relato de sobrevivente, facilitando para o artista se encontrar no instrumental. 

Fora o desabafo e a denúncia, RT Mallone encontrou na faixa uma forma de se provar indiscutivelmente um dos melhores rimadores da cena atual, mostrando a parte mais técnica pra falar de algo que não fosse vazio nem externo. 

O título foi inspirado em uma entrevista do DJ KL Jay, onde ele afirma que os pretos desse país estão em território inimigo. O racismo institucional também faz questão de deixar isso explícito pra gente. 

A ideia do vídeo parte de tentar mostrar afeto preto, um momento de família em contraste com a letra combativa, já que vivemos num mundo onde a vida de cachorros vale mais do que a dos pretos. O vídeo foi gravado, dirigido e editado por João Victor Oliveira. 

Um recado pros pretos - Estamos muito longe de casa

Assista:


Com a ideia de apresentar suas batidas "Thicano Beatz" apresenta em parceria com a "Mayday Sound" o projeto "THICANO BEATZ - CAPÍTULO I"

Onde o intuito maior é quebrar barreiras e explorar o máximo de si próprio e de cada mc numa sessão onde batida ,letra e gravação são feitas na hora assim deixando mais dinâmico e captando toda energia entre rimas e batidas.

O Visual fica por conta da "Mayday Sound" Com direção de arte e fotografia de "João Aires" onde lacra a união audiovisual.

E para o lançamento do projeto THICANO convocou seu time "Casa Lovell" (Monrvcker,Makauli,Delausoul e se7e) mais as participações de peso "Beto Bongo" (Estrondo Beats) e "Kevão" (Vicio) em uma batida Trap Suja mostrando o diferencial de cada Mc.

Assista: