sexta-feira, 29 de maio de 2015



É mais uma Cquarta e hoje o que chega como uma pata de elefante é o lançamento do StreetVideo do Projeto PROZA, trabalho paralelo dos rappers pernambucanos, KBS Marques e Neoroze.
O Clipe foi gravado em Recife, próximo a praia do Pina e traz em imagens as barras pesadas dessa parceria que vem movimentando a cena.
Se você já ouviu o som, entendeu que “o tempo não pára”, então tá perdendo tempo por quê?
Dá o play e curte isso que a PROHIPHOP e a Outra Vibe Records preparou em conjunto para você.


quinta-feira, 28 de maio de 2015





NOTA DE REPÚDIO AO BLACKFACE NA UNIVERSIDADE
O Coletivo Abisogun repudia, por meio desta nota, o episódio racista ocorrido no dia 29 de Abril de 2015 na festa universitária Libertação dos Bixos, promovida pelos centros acadêmicos da UNESP - campus de Araraquara. Propomos uma reflexão sobre o assunto:
Essa festa, que não por acaso acontece próximo à data da abolição da escravatura do Brasil, evidencia de maneira gritante as práticas dos estudantes habituados a inferiorizar os ingressantes. Há de se notar que em tal festa os ingressantes são caracterizados de diversas fantasias – as quais muitas representam estereótipos que perpetuam preconceitos relacionados à sexualidade, gênero, raça etc. 
A problemática começa com o nome, “Libertação”, que remete a concepção de libertar um sujeito considerado inferior, ou seja, o “bixo”. Nosso repúdio vai de encontro à utilização do “blackface”, que consiste na prática de vestir, caracterizar e pintar a pele com tinta preta, atenuando os traços do corpo negro, criando uma imagem caricata. Historicamente, o blackface teve seu apogeu em 1830-1890, nos Estados Unidos, com as representações estereotipadas de pessoas negras por menestréis brancos. O que significa, para o negro, um blackface? NÃO CONSIDERAMOS UMA HOMENAGEM. É uma representação que não só desumaniza, mas também torna depreciativa a imagem da população negra. Essa prática como conceito de piada, brincadeira e, neste caso, ainda mais grave, trote, demonstra a estigma aplicada às características físicas do povo negro.
O contato que tivemos com a imagem de duas calouras brancas pintadas de preto, com uma fantasia popularmente conhecida como a “nega maluca” – com direito a peruca black power e uso de bíquini –, reafirma o racismo contido nesse ato, além da hipersexualização da mulher negra de modo satírico e intencionalmente vulgarizado.
Na quarta feira, dia 27/05/2015, nós, do Coletivo Abisogun, colamos cartazes em espaços delimitados para livre divulgação no campus da FCL com dizeres e imagens repudiando o blackface – salientando a problemática dessa prática se dar num espaço comum a nós – no entanto, em instantes eles foram retirados pelos próprios estudantes, silenciando mais uma vez a nossa voz. É importante ressaltar que esse tema é debatido há muito tempo no Movimento Negro, fato que tem se intensificado e ganhado destaque na mídia, devido aos vários casos de blackface que ocorrem em eventos como o próprio carnaval, festas universitárias e até em peças de teatro. Tais atitudes não podem mais passar em BRANCO. Negar esse debate num espaço como a universidade é deslegitimar uma luta que há muito tenta vencer esses processos de estigmatização, racismo e sátira do povo negro. 
ATÉ QUANDO NOSSA COR SERÁ MOTIVO DE PIADA?


Estamos Vivos é uma série do Noisey Brasil apresentada pelo DJ KL Jay, do Racionais MCs, que mapeia o melhor da produção recente do hip hop brasileiro. No terceiro episódio, Ogi leva KL Jay para um rolê de pixo na Zona Sul de São Paulo, e os dois ainda visitam um sebo para comprar HQs. KL Jay também encontra com o produtor Nave na casa de Ogi para um papo sobre o novo disco do rapper.




Rapper Elias Carter disponibiliza para download gratuito o seu mais recente freestyle intitulado "Respirem" , que conta com a participação do seu companheiro Scan aka Símbolo Da Grandeza.
Freestyle gravado e misturado por Elias Carter na Free Hand's Rapper's.
Baixem e curtem a cena.



Plano B apresenta: A.D.O 

Quase 1 ano após o lançamento do seu primeiro videoclipe (Esse é o Plano), apresentamos mais um trabalho audiovisual do Mc Plano B. "A.D.O" é a faixa de nº11 do CD "Montanha-Russa" e conta com a produção musical do Mud, já a produção do vídeo ficou novamente a cargo do videomaker Johnny Germano.  


quarta-feira, 27 de maio de 2015


Convidamos todos coletivos, artistas, produtores culturais e empreendedores para um encontro neste sábado no Circo Escola, junto com a Unisol para levantamento de demandas na nossa região referente a economia criativa e economia das culturas. No encontro também conheceremos um pouco do projeto Economia Popular Solidária e do Setorial de Economia das Culturas que está acontecendo na Cidade e como podemos articular esses encontros, recursos e formações para a Zona Norte.
O Encontro contará com uma celebração do Hip Hop com participações de: Tioch (Graffiti), Dj BatataKilla, Grupo Identidade em Movimento e Mano Réu convidando Gav Mc, Andrap e Embate Verbal.
Dia 30/05 as 18h no Circo Escola  que fica na Praça Pastor Onésimo Pereira do Nascimento
(Entre a Avenida Padre Orlando Garcia da Silva, 400) - Próximo ao Sacolão da Avenida João Paulo Primeiro
Esta movimentação é parte do Projeto Economia Popular Solidária e Empreendedorismo como Estratégia de Desenvolvimento, promovido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE) e realizado pela UNISOL Brasil – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários, que tem como objetivo estruturar uma Política Municipal de Economia Solidária e Empreendedorismo na Cidade de São Paulo a partir dos encontros e demandas dos empreedimentos e coletivos solidários que atuam na cidade de São Paulo, combinando um marco legal adequado com um conjunto de ações de articulação dos empreendimentos e empreendedores populares e a consolidação do comércio justo e solidário na cidade por meio da articulação de iniciativas e da consolidação de uma estratégia em rede.


"O Fantasma" é um artista luso-brasileiro nascido em 1987.
Em 2013 começou trabalhar no seu primeiro álbum de originais "O Confessionário", 
um trabalho com características muito próprias de contexto social, político e religioso
e os temas que escreve com um equilíbrio forte entre a escuridão e a luz.

Faixa 1- Intro (O Pecador)                                                                
Faixa 2- O Confessionário                                                                 
Faixa 3- Projeção Astral                                                                      
Faixa 4- Skit (Procedimento)                             
Faixa 5- A Nova Democracia                              
Faixa 6- Tribulação                                        
Faixa 7- O Sistema II                                    
Faixa 8- Skit (Amor e Odio)                                 
Faixa 9- Dança Comigo                                   
Faixa 10- Confissões  feat. Cindy Santosn      
Faixa 11- Penitencias feat. Lokka 
Faixa 12- Linhas Tortas feat. Cindy Santos 
Faixa 13- Outro (Crianças Perigosas)     


terça-feira, 26 de maio de 2015




Depois de anos de chamando mulheres putas e vadias, Snoop Dogg alega ter mudado seus caminhos com a ajuda de sua filha, mãe e avó. 



Poderia a era dos rappers sexistas estar chegando ao fim?

O rapper de 43 anos, alem de mudar de nome 5 vezes, agora diz que mudou seu comportamento em relação as mulheres.

"Definitivamente, minha atitude mudou em relação às mulheres", disse à Sky News. "Eu sou mais sensível e mais vulnerável na minha escrita, hoje prefiro elogiar a beleza de uma mulher, ao contrário de antes, que dizia que ela é uma cadela e uma vadia".

Esta é uma notícia importante para qualquer um que cresceu na década de 90, esta noticia vai chegar quente para os sexistas que adoram letras misóginas.
Mas antes de você começar a questionar tudo o que você pensou que você nunca soube sobre Snoop, ele não vai se sentir mal sobre o seu passado.

"Foi assim que fui ensinado quando comecei, então eu não tenho arrependimentos", disse ele.
"Como eu cresci eu caí no amor da minha esposa e comece a amar a minha mãe, minha avó e minha filha. Eu entendi o que uma mulher foi e eu comecei a escrever e expressar isso.


Uma parceria inusitada, o selo musical do Emicida Laboratório Fantasma em parceria com a Pommelo distribuições vai lançar o novo álbum do cantor paraibano Chico Cesar.




Capa do Novo disco do @oficialchicocesar que vai ser lançado por nós @lab_fantasma e @pommelo_distribuicoes 

#Repost @oficialchicocesar with @repostapp.
・・・
Essa é capa de meu novo disco, contemplado pelo edital nacional do Natura Musical. A arte é de Daniel Vincent, paraibano como eu. A foto é de Marcos Hermes parceiro já de longa data. O disco não demora. Sai breve breve em digital pelo Laboratório Fantasma dos manos Emicida e Fióti. E um pouco depois estará nas melhores casas de rima e verso livre numa parceria com a Pommelo Produções, de nossa querida Heloísa Aidar. Quem quiser escutar um tiquinho dessa saraivada de inéditas já vai poder ouvir o primeiro single no dia 2 de junho. Tenham certeza: eu também estava com saudade de vocês e de minha vida só com a música, gente e poesia. Agora estou assim, de um jeito tão porto. E tu tão perto navio…

E eu só digo: - Ô, Sorte! @lab_fantasma no Ar
Não conhece este produtor..? mas com certeza conhece suas produções, Swizz Beatz trabalha com os melhores rappers e cantores da musica negra norte americana.



Swizz Beatz, nome artístico de Kasseem Dean (Bronx, 30 de agosto de 19781 ) é um produtor musical, DJ e rapper americano descendente de porto-riquenhos e africanos. Juntamente com Grady Spivey e o rapper Cassidy, lançou a sua própria gravadora, a Full Surface Records. É conhecido por produzir canções para Ruff Ryders desde os dezesseis anos de idade. Também é proprietário de uma discoteca em Scottsdale, Arizona, chamada CBNC.

Swizz Beatz está envolvido na produção de remixes desde 1994 quando começou a trabalhar com a Ruff Ryders, Roc-A-Fella Records, Elektra, Epic, Def Jam Recordings e Bad Boy Entertainment. Possui sua própria gravadora, chamada Full Surface Records, e já trabalhou em álbuns de artistas como Mariah Carey, Bone Thugs-N-Harmony, Madonna, Britney Spears, Jennifer Lopez, Cassidy, Chris Brown, Usher, Ja Rule, Busta Rhymes, Beyoncé, Eve, Ludacris, Mary J. Blige, entre outros.

Em 2004, o artista casou-se com a cantora Mashonda Tifrere. O filho único do casal, Kasseem Dean Jr., nasceu em janeiro de 20072 . Após quatro anos de casamento, em abril de 2008, o casal anunciou seus planos de divórcio. Desde 2008 mantém um relacionamento com a cantora Alicia Keys.

Em 21 de agosto de 2007, é lançado o seu primeiro álbum solo, intitulado One Man Band Man3 . O álbum vendeu 45 mil discos na primeira semana4 e inclui os singles "It's Me Bitches" e "Money in the Bank"3 .

Em 19 de outubro de 2007, o rapper lançou um concurso chamado "Share the Studio", apresentado pelo Music Video 2.0 e pela revista The Source. O concurso foi destinado para ser uma continuação do trabalho de seu álbum de estreia5 .

Em 27 de maio de 2010, foi anunciado Alicia Keys estava grávida de seu primeiro filho. Também na mesma data, foi indicado a dois estão planejando se casar em uma cerimônia privada, até ao final deste ano

Abaixo você fica com 7 mas neste link  aquvocê vê todas



Busta Rhymes ft Mary J Blige,Missy Elliot, LLoyd Banks, Papoose, DMX - Touch It


Styles P - Good Times


Beyoncé - Upgrade U ft. Jay-Z


DMX - Ruff Ryders' Anthem


Cassidy - I'm A Hustla


The Notorious B.I.G. ft. Twista, Krayzie Bone, 8 Ball & MJG- Spit Yo Game


UGK "Hit the Block" featuring T.I






Os Crespos promovem palestra com o ativista Ozzy Cerqueira sobre o tema da invisibilidade do negro na sociedade brasileira

Através de seu novo projeto denominado “Em Legítima Defesa”, a Cia. Os Crespos, um dos principais coletivos de teatro com temática negra do país, quer discutir e colocar em pauta questões sobre a homoafetividade e negritude. Uma das atividades deste projeto será uma palestra “O corpo negro, sexualidade e vulnerabilidade - da (in) visibilidade à resistência” com Ozzy Cerqueira, ativista, Advogado da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), Mestre em Saúde Pública pela FSP da USP. O evento acontece no próximo dia 27 de maio, às 20h, na FUNARTE (Alameda Nothman, 1058, Campos Elíseos) com Entrada Franca.

O ativista fala sobre o recorrente (des) uso do termo vulnerabilidade no campo dos Direitos Humanos, sobretudo no que tange a temas como homoafetividade e negritude, tem também seu outro lado, o de reiterar fragilidade e reafirmar desigualdades. “É preciso discutir outro direito, aquele que não silencia, mas que dá voz às múltiplas resistências”, afirma Cerqueira. Em “Legítima Defesa”, Os Crespos também pretendem discutir papéis sociais, racismo, preconceito, heteronormatividade e a criminalização do afeto na sociedade contemporânea e o impacto da escravidão na forma de amar dos brasileiros.

27 de maio às 20h | local FUNARTE

Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elísios

(próximo ao metro Santa Cecília)

ENTRADA FRANCA


Os “Cartões Poéticos” do escritor Akins Kintê, estão com uma promoção, O 4° Escuro são quatro poemas eróticos, com a arte instigantes do Coyote, Duro não é o Cabelo são 4 poemas que discutem discriminação racial, poema vencedor do primeiro festival de poesia de São Paulo, nesses cartões contamos coma arte envolvente de Marco ZX. Enviamos para qualquer estado do Brasil, as duas coleções pelo valor de 10,00. Preços promocionais para educadores. Peça já o seu 

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Akins Kintê

















Como noticiado ontem o Kamau iria lançar um novo EP hoje chamado Licença Poética (Experimentos Pessoais)" o ep conta com 7 faixas.. ineditas todas produzidas e escritas pelo Kamau, o ep ainda conta com participação dos Dj Erick Jay e Dj RM nas colagens e participação do Sombra.


Confira o Kamau comentando Faixa a Faixa no site Noyse

segunda-feira, 25 de maio de 2015


Licença Poética (Experimentos Pessoais) marca a volta do rapper e produtor Kamau às rédeas do ritmo e da poesia de sua obra. Aqui, ele assina não só as rimas, mas todas as batidas do disco, coisa que não fazia desde 2006, quando lançou Escuta Aí junto com o grupo Simples. Neste trabalho, o objetivo do artista foi misturar a tradição dos samples com a contemporaneidade dos synths de modo a encontrar novas maneiras de alcançar nas batidas os resultados que o agradassem. Algo que ele chama de “reaprendizado”. “Tenho várias influências em termos de produção, mas quis fazer do meu jeito, reaprendendo. O Cesar Pierri (CESRV ‐ Beatwise) e o Sants (Beatwise) me mostraram muitas coisas diferentes, mas pensei em começar o disco com um clima de Flying Lotus e Knxwledge para as batidas, misturando o chamado ‘boom‐bap' com batidas mais atuais”, explica Kamau.


Confira o Kamau comentando Faixa a Faixa no site Noyse
No clipe de “Boa Esperança”, Emicida interpreta o vigia de uma mansão


Emicida lança o clipe de sua nova música, “Boa Esperança”, no Music Video Festival (m-v-f-), no dia 7 de junho, durante a cerimônia de encerramento do festival, no MIS, em São Paulo.
Na trama, empregadas domésticas se revoltam contra as injustiças cometidas por seus patrões e armam um motim que se estende por todo o país. Emicida interpreta o vigia da mansão. A mãe do rapper, Dona Jacira, também está na produção, como uma das empregadas, acompanhada de Domenica e Jorge Dias – filhos de Mano Brown – e da modelo Michelli Provensi. “Boa Esperança” foi gravado nessa semana e tem direção de João Wainer e Katia Lund (de “Cidade de Deus”).
Em tempo: O Music Video Festival acontece nos dias 6 e 7 de junho, no MIS, em São Paulo. A terceira edição do festival – patrocinado pela cerveja Miller – traz ao Brasil o diretor Daniel Askill, responsável pelos clipes de “Chandelier”, “Elastic Heart” e “Big Girls Cry”, de Sia. Outros nomes da cena audiovisual nacional e internacional também estarão por lá.

Fonte:UOL

Barras é a medida que se aplica aos versos cantados por um rapper. Cantar 16 barras é entregar 16 compassos de palavras a um beat antes que o refrão chegue para pontuar a ideia.

É daí que vem o nome de Barras, rapper com história nos labirintos subterrâneos do hip hop que há muito se faz em Portugal e que agora se apresenta em nome próprio com um álbum recheado de histórias, sonicamente ancorado na cultura hip hop dos anos 90, com beats assinados por uma diversa embaixada onde se encontram os nomes de Sam The Kid ou Condutor dos Buraka Som Sistema e Conjunto Ngonguenha, com participações nas rimas de gente como Valete.
Barras traz palavras significantes e rimas escritas para nos fazerem pensar. As que realmente interessam. O álbum tem por título O Lugar Que Não Existe e o primeiro single responde ao nome de “Nova Ordem Mundial”. Cartões de visita de quem há muito trabalha para impor uma visão. Mede-se em barras essa visão. Mas o seu alcance não tem medida.

Youtube


podem adquirir o álbum: 

podem ouvir: Spotify, Meo Music ...


Grupo comemora aniversário de 20 anos de carreira
Z’África Brasil, que comemora 20 anos de carreira, lança o álbum “Ritual I – A Vida Segundo os Elementos do Hip-hop” no Sesc Belenzinho (SP), dia 30 de maio (sábado), às 21h. O show tem convidados especiais, como o rapper Thaíde, a MC Amanda Negra Sim e SP Funk. Os ingressos custam R$ 7,50 para comerciários, R$ 12,50 meia entrada e R$ 25,00 inteira. As 13 faixas inéditas do quinto disco independente dos MCs Gaspar, Pitchô, Funk Buia e o DJ Tano, do Z’África Brasil, podem ser baixadas na internet gratuitamente. Basta acessar o link: http://www.zafricabrasil.com.br/site/?page_id=402
O novo cd do Z’África Brasi, com 52 minutos de duração, mostra um caldeirão surpreendente de sons pela mescla de ritmos, que vai do rap ao maracatu, passando pelo reggae e o samba rock. O percussionista, Fernandinho Beat Box, um dos fundadores do Z’África, ao lado do MC Gaspar, em 1995, participou de duas faixas desse trabalho, além da convidada Amanda Negrasim. Pela primeira vez, o Z’África gravou com a banda Z’africanos.

QUEM É O TERRORISTA ?  - A faixa mais impactante de “Ritual 1”, porém, é “Terrorista - parte 1”, que denuncia o avanço da repressão policial, principalmente nas periferias das cidades brasileiras. “A abordagem da polícia quase sempre trata a gente como terrorista. Mas são os policiais que levam o terror para nossas comunidades”, admite Gaspar. Irônica, a letra levanta uma dúvida e deixa uma pergunta no ar: “Quem é o terrorista?”. O arranjo cria uma atmosfera de suspense, enquanto várias patentes militares são sugeridas pela música como resposta à questão levantada até chegar ao Gabinete Presidencial. “Talvez o terrorista seja da corte marcial? Ou até mesmo do Gabinete Presidencial?”, diz um trecho da composição.

“Nos próximos álbuns, virá ‘Terrorista – parte 2’, que fará um relato das ações do Estado em nossas comunidades, mostrando os jovens que morrem anualmente nesta guerra disfarçada, convivendo diariamente com a repressão”, adianta Gaspar. O ciclo se fecha com “Terrorista – parte 3”: “Vamos falar dos terroristas que estão no poder, no Congresso Nacional”.

O disco faz uma homenagem ao ídolo norte-americano MC KRS One, um dos pioneiros da cultura hip-hop, que foi reverenciado pela ONU e a Universidade de Harvard e é o autor do livro “The of Gospel Hip Hop”. Em 2008, KRS One recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award, por todo o seu trabalho e iniciativas como Stop the Violence Movement. No disco, a faixa “O Professor Está de Volta” é dedicada a ele, assim como “O Rap é Grande” é uma homenagem aos rappers brasileiros da geração dos anos 90.

RESISTÊNCIA - “Ritual 1” é o primeiro disco de uma trilogia, produzida pelo MC Pitchô, e busca resgatar a essência do hip-hop, como estilo de vida, visão de mundo, produção de conhecimento e resistência cultural. “Fizemos uma síntese da nossa vivência na cultura hip-hop, a ideologia e o posicionamento político do grupo, cultivado a partir das tradições africanas, que influenciam nossas vidas e traz uma leitura dos choques e conflitos desse mundão, a partir de um olhar da quebrada”, diz Wagner de Oliveira, mais conhecido como MC Gaspar.

A resistência é uma das marcas do cd, afirma Gaspar. “Graças ao hip-hop sobrevivemos aos baques ao longo dessas duas décadas. Além da música, o engajamento natural, que temos em vários projetos sociais, funciona como um motor da nossa arte. É nessas experiências com as comunidades, iniciadas na região do Campo Limpo, Taboão da Serra, Capão Redondo (SP), e que se expandiram pela Zona Sul paulista, na luta para a construção do que chamados de verdadeiros quilombos vivos. Neles exercitamos a libertação, por meio da nossa cultura, repassando os ensinamentos da nossa arte aos jovens, onde aprendemos e contribuímos nas oficinas com foco na formação das novas gerações do hip-hop”, diz Gaspar.

A capa do disco foi inspirada no calendário da cultura Inca, com símbolos Adinkras do oeste da África. Nela, o desenho de uma mandala dourada destaca-se, com ícones impressos no centro do Z’África Brasil. Em volta, estão as representações da cultura Hip-hop: o spray dos grafiteiros; o vinil dos Djs; o microfone dos MCs e o tênis representa os B Boys. Os mapas do Brasil e do continente africano mostram as raízes do grupo, cercadas pelas figuras Adinkras, que representam cada música. A ilustração foi feita por Chambs Cong e a arte gráfica foi da Casa da Lapa.

TRAJETÓRIA - As músicas do Z’África Brasil, integrantes da primeira geração da Universal Zulu Nation Brasil, fundada por Áfrika Bambaataa nos Estados Unidos e, no Brasil, por King Nino Brown e Nelson Triunfo, não só romperam fronteiras, como preconceitos musicais e regionais. Levaram o grupo a trabalhar com músicos de outros estilos e outros países em sua trajetória.

O nome do Z’África foi concebido com a proposta de a letra “Z “ simbolizar Zumbi dos Palmares, líder e ícone da resistência negra no Brasil. “Representa a cultura dos povos da periferia para o mundo”, diz Gaspar.  A explosiva fusão sonora do Z’África já despertou o interesse de músicos internacionais e o prestígio junto à mídia e ao público.

Os MCs do Z’África sentem a necessidade de pensar a realidade como um grupo de hip-hop, além de outros universos. Já participaram de dezenas de coletâneas e gravações dentro e fora do país. Entre os artistas nacionais que já gravaram com o grupo, está Zeca Baleiro, Céu, Fernando Catatau e Toca Ogan.

TRILHAS E MINISSÉRIES - O primeiro disco gravado pelo Z’África foi “Conceitos de Rua”, uma coletânea que contou com vários grupos e artistas do rap italiano, como Ricardo Rumore, Osteria Lyrical, DJ Zetta e Gente Guasta. Foi gravado em Verona, entre os anos de 1999 e 2000. “Antigamente Quilombos e Hoje Periferia” foi o segundo álbum, lançado em 2003, e responsável pela projeção do trabalho dos Z’africanos, que passou a ter suas músicas como trilha sonora de filmes. “Tem Cor Age”, entre 2006 e 2007, foi o terceiro CD. Já, entre 2007-2008, foi produzido “Verdade e Traumatismo”, EP France, com Selo Livin’Astro, gravado na França.

Entre as músicas que viraram trilha sonora do Z’África, está “Mano Chega aí”, no seriado “Turma do Gueto” (2002-2004) da TV Record. No filme “Narradores de Javé”, com direção de Eliane Caffé, em 2003, a música “Casa de Javé” ganhou destaque. Já, no filme Antônia, em 2006, virou trilha “Tá na Responsa”. No elenco, Negra Li, Lela Moreno, Quelynah, Cindy. “Raiz de Glória” foi trilha no documentário “Lutas.Doc”, em 2011, com direção de Luiz Bolognesi, com Selton Mello e Camila Pitanga no elenco.

RAP PARA VINICIUS DE MORAES – Um dos momentos mais marcantes na trajetória do grupo foi o convite para participar do calendário de homenagens ao centenário de Vinícius de Moraes em 2013, em São Paulo. O Auditório do Ibirapuera ficou lotado durante os dois shows, históricos, que eternizaram o encontro do Rap com os jovens da Orquestra Brasileira do Auditório (OBA), da Orquestra Furiosa e do Coro da Escola do Auditório. Na época, foi produzida pelo Z’África uma música exclusiva para reverenciar o ‘Poetinha’.

OFICINAS PARA JOVENS - Em 1997, passou a fazer parte da Posse Conceitos de Rua, uma organização constituída por grupos de hip-hop, que trabalha seus elementos como fundamento cultural, social, político e educacional. O trabalho nas comunidades iniciou pela região do Campo Limpo, Taboão da Serra, Capão Redondo (SP) e expandiu-se pela Zona Sul paulista. A vivência no movimento hip-hop levou o engajamento natural dos integrantes do Z’África a projetos sociais, com o objetivo de atrair a atenção de crianças e jovens por meio da cultura, ao invés das ruas e do crime. E, assim, por meio da arte-educação contribuem até hoje em várias oficinas de formação de novos rappers (Djs e MCs), grafiteiros, B.Boys e B.Gilrs, além de aulas de artes marciais.
Faixas de ‘Ritual 1- A Vida Segundo os Elementos do Hip-hop”
1 – Ritualístico  - Letra: Gaspar
2 – A Vida Segundo os Elementos do Hip-hop - Letra: Gaspar – Participação Fernandinho Beatbox.
3 –O Rap é Grande - Letra: Gaspar
4 – O Professor Está de Volta  - Letra: Gaspar  – Participação Fernandinho Beatbox.
5 – Fiksão    - Letra: Gaspar
6 – Terrorista/ Parte 1     - Letra: Gaspar
7 - Família - Letra: Funk Buia/Gaspar/Zulu Souljah – Participação Zulu Souljah
8 – Temos Que Lutar  - Letra: Funk Buia   
9 – Pra Quem Quer  - Letra: FunkBuia / Gaspar
10 – Sem Dízimo do Frei  - Letra: Gaspar
11 – Pra Onde Vamos? - Letra: Gaspar/Funk Buia / Leandro Kintê – Participação: Leandro Kintê
12 – Força   - Letra: Funk Buia
13 – Rústico  - Letra: Gaspar / Amanda NegraSim – Participação: Amanda NegraSim


DISCOGRAFIA
- CONCEITOS DE RUA
- ANTIGAMENTE QUILOMBRO HOJE PERIFERIA
- TER COR AGE
- VERDADE E TRAUMATISMO
- RITUAL I – A VIDA SEGUNDO OS ELEMENTOS DO HIP-HOP

Z’ÁFRICA BRASIL
Dia 30/05/2015. Sábado, às 21h30.
Comedoria (500 pessoas – acesso para pessoas com deficiência).

Duração: 1h30.
Não recomendado para menores de 18 anos.
R$ 25,00 (inteira); R$ 12,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes [Credencial Plena]).
Ingressos à venda pelo Portal Sesc SP (www.sescsp.org.br), a partir de19/05/2015, às 18h30, e nas unidades, a partir de 20/05/2015, às 17h30

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700


Estacionamento
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 6,00 (não matriculado);
R$ 3,00 (matriculado no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).