domingo, 10 de março de 2019


Black Pipe Entretenimento é o canal/coletivo mais preto que você vai ver passando na sua time line. A BPE produz conteúdos de rap, geek e social, tudo voltado ao povo preto periférico.

No mês de fevereiro o pessoal da BPE botaram em pratica o projeto "Casa de Verão da BPE", do dia 05 e até o dia 14 de fevereiro o canal mais preto do Hip Hop produziu conteúdos direto de uma Casa de Verão inspirada pela saudosa MTV Brasil.
Já saíram 7 vídeos gravado na Casa de verão, mas na ultima terça-feira (5/03), mediado por Rodrigo Espindola, saiu a entrevista com o rapper paulista Negus.
Obs: O Nego - E mudou seu vulgo para Negus, e claro que ele explica isto na entrevista.

Alem de falar sobre a mudança de seu vulgo, o rapper fala sobre a Artefato, projetos sociais, seu ultimo som, o conceito do "Jogador Caro" e outras fitas.

Assista:


quinta-feira, 7 de março de 2019


Tempo Bom é uma música que tem muita experiência de rua, muita aventura. É um som autobiográfico, composição que evidencia uma natureza descontraída do eu lírico do artista, regada a festas, amizades e muita diversão. Com isso, o artista baiano Gabriel Chaves, conhecido como Gaban, retorna poucos meses após o lançamento de “Flow Sideral” e libera o videoclipe de Tempo Bom, produzido pela “Ganja Filmes”, direção de PH Stelzer e produção musical de Pedro Soffiatti. 

A filmagem foi toda realizada no Rio de Janeiro e, segundo o artista, a produção superou suas expectativas. “Apostei no trabalho da Ganja Filmes e bingo, deu tudo certo! Eles são referência, além de serem meus amigos. Fizeram um filme de qualidade e só tenho a agradecer a toda equipe. Não fiz com intenção de ser algo “pop”, mas se espalhou muito rápido. Trata do nosso dia a dia e consegui passar a realidade, dando uns papos certeiros na faixa e expondo um pouco da nossa vivência, com sinceridade”.

Gaban sempre apostou em um estilo de vida boêmio e despreocupado, algo propenso a cativar os jovens, através das suas vivências e lírica afiada. Nunca teve rede social e estar envolto a esse mundo para ele é novidade, já que, graças ao uso recente de suas redes, as duas músicas lançadas por ele se tornaram grandes sucessos. 

“Nunca tinha aparecido nas redes sociais e nem postado nada. O videoclipe anterior foi uma brincadeira que deu certo. Foi feito de forma caseira e deixou os fãs na expectativa, com gostinho de quero mais. Família e amigos se juntaram e criaram um Instagram para mim e amigos fizeram o clipe dentro de casa mesmo, só eu e minha esposa. Dei o passo inicial e fiquei com vontade de fazer mais vídeos, óbvio, com mais qualidade e melhor produção”.

O artista possui algumas músicas no gatilho para lançar em 2019. Para o futuro, ele se mostra ansioso. Recentemente, montou um home studio com equipamentos vindos de Nova York (EUA). “Agora poderei trabalhar em casa e a evolução vai ser mais rápida. Quero acordar e já correr para gravar. Voltei a escrever e agora quero produzir som do futuro para rapaziada. Focar nessa meta”. 

Assista:



Ficha Técnica
Realização: @ganjafilmes
Direção: @phstelzer
Produção Executiva: Márcio Duarte
Produção Musical: Pedro Soffiatti
Montagem/Finalização: Rian Souza
Fotografia: Ricardo Canario e Franco Bota
Ass Produção: Max Adami
Drone: Ricardo Canario
Produção: Iasmim Gaby e Paulo Vitor Niemayer
Modelo: Bianca Velasco
Motorista: Vitor Khun
Designer Gráfico: Guilbert Vieira

Conteúdo produzido por Laísa Gabriela/ LG Assessoria

De 21 de março a 13 de abril de 2019 acontece em São Paulo a 3ª edição do DANÇA NAS BORDAS, mostra de dança que reúne artistas que produzem dança nas periferias da capital paulista. A programação é TOTALMENTE GRATUITA e reúne workshops, exibição de vídeos, rodas de conversa, espetáculos de dança, oficinas e intervenções de diversos grupos e companhias. Organizado pela Cia. Diversidança, o evento acontece no Espaço Cultural CITA, que fica na Rua Aroldo de Azevedo, 20, Jardim Bom Refúgio. A Mostra tem apoio do PROAC Festival de Artes II da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

O Dança nas Bordas surge com a necessidade de fomentar a produção de dança da zona sul, além de convidados e artistas de outras periferias e municípios do Estado. O evento notabiliza-se por informar o público sobre as diferentes manifestações que a dança pode agregar exibindo uma programação eclética e recheada de diferentes formas de criar e pensar a dança, que, desta forma, comprova toda a diversidade e pluralidade que a produção periférica é capaz de realizar. Além dos espetáculos gratuitos, o Dança nas Bordas pode ser uma ferramenta de informação para profissionais e interessados em dança, pois traz desde assuntos como criação de trilha sonora para espetáculos a discussões sobre o que é ser artista, ou mesmo oficinas de dança e baile de dança de salão.

“O evento evidencia o que a periferia tem de melhor: artistas das danças urbanas, clássicas, contemporâneas, populares e de salão, que fomentam, produzem, articulam a linguagem nas bordas da cidade, por meio de apresentações, vivências, exibições e diálogos para toda a população, potencializando o legado da dança periférica em São Paulo”, explica Rodrigo Cândido, diretor geral, artístico, interprete-pesquisador da Cia Diversidança e idealizador do projeto.

Programação Dança nas Bordas - 3ª Edição

De 21 de Março á 13 de Abril de 2019

21 de Março de 2019, Quinta-feira

Especial Coletivo Olhares de Guiné e Cia Diversidança

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

17h - Workshop de criação de trilha sonora com Aghata Saan / 15 anos

18h - Workshop de técnicas básicas de câmera conceitualizando a produção de videodança com Ana Guerra e Bárbara Santos / 15 anos

19h - Roda de conversa “Ser artista e a produção de arte na periferia” com Camila Odara, Potira Marinho e Rodrigo Cândido / Livre

20h – Exibição dos vídeos do espetáculo “AFÔ, do Coletivo Olhares de Guiné: com Camila Odara, Felipe Santana, Guilherme Freitas, Júlia Lima, Potira Marinho, Rivaldo Ferreira, Victor Almeida. A exibição de vídeo será acompanhada de uma roda de conversa

20h40 – Abertura da exposição “Cia Diversidança, fragmentos de uma década” e discotecagem com Aghata Saan

Visitação de 22 de Março a 13 de Abril das 14h às 21h / Livre

Sala de Convivência – Espaço Cultural CITA

22 de Março de 2019, Sexta-feira

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

18h – “A Flor da Lua” solo de Marcus Moreno / Livre – O ponto de partida deste espetáculo é a passagem do tempo. Inspirado na obra da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, o artista constrói os movimentos que compõe o espetáculo.

19h30 – Espetáculo “Sob os pés”, solo de Felipe Santana. O espetáculo é seguido da Roda de Conversa “Trajetória da profissionalização do artista da dança na zona sul” com Daniele Santos, Erico Santos, Felipe Santana e Mariane Oliveira com mediação de Rodrigo Cândido / Livre

23 de Março de 2019, Sábado

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

16h30 – “Dançando por alguns cantos...” intervenção com Cia Diversidança / Livre

A intervenção “Dançando por alguns cantos...” busca trazer á tona questões pertinentes aos processos artísticos dos artistas da dança. A obra traz questões

reflexivas sobre a produção de dança, que atualmente pulsa na cidade de São Paulo, tensionado a relação arte/trabalho, artista/trabalhador

Praça João Tadeu Priolli

18h - “ContraNarciso” espetáculo com Coletivo Limiar / 14 anos. O espetáculo propõe um corpo que é, em si, uma coletividade, um embate como entidade individual, para compreender cada indivíduo como criador e criação dos contextos em que se inserem, em conflito com o espaço, os outros e os objetos.

19h30 – Exibição de vídeo dança “Vídeo Ensaio II” com Raffab Ajá e “Por alguns cantos” com Leandro Caproni / Livre

24 de Março de 2019, Domingo

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

16h – “EntreTamboreS” com Grupo Batakerê / Livre

A intervenção é baseada nos blocos afros que usaram as ruas para tornarem visíveis

As belezas negras periféricas, expressando seus sentimentos através da musica e da dança. EntreTamboreS são corpos que impulsionados pelas ondas sonoras que repercutem do ecoar dos tambores, dançam, improvisam com os sons.

Praça João Tadeu Priolli

18h – Oficina de dança moderna com Marcelino Dutra / 16 anos

20h - “Vênus Negra – Um manual de como engolir o mundo” espetáculo com Zona Agbara / 12 anos. Espetáculo de dança que utiliza como uma de suas inspirações a história de Saartjie, a Vênus Negra, mulher negra que há dois séculos foi exibida em uma jaula na Europa por ter proporções avantajadas


29 de Março de 2018, Sexta-feira

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

17h30 – Oficina de Stiletto com Douglas Honorato / 16 anos. A modalidade é um estilo de dança que tem como base o universo feminino, unindo três características indispensáveis: a sensualidade, a elegância e, claro, o salto alto – do tipo agulha, preferencialmente. Stiletto compreende movimentos dos braços e das pernas e se inspira em ritmos como hip hop, jazz e vogue entre alguns ritmos a mais, sendo o último uma maneira de dançar criada pela comunidade LGBT nos Estados Unidos e popularizada na década de 1980 como uma mistura entre o clássico e o urbano.

19h30 – “Renascence – A (RE) Descoberta do EU corpo” espetáculo com Transense Cia de Dança / Livre

No palco enxergam-se diferentes corpos, de diferentes idades e diferentes possibilidades: numa atmosfera por vezes leve, vezes densa, esses corpos se encaixam e se comunicam na turbulência mais tranquila e cativante já vista.

21h – Roda de conversa e batalha All Style com participação do DJ Rodstyle: “O impacto das danças urbanas na juventude” com Camila Odara, Choks Oliver, Guilherme Freitas e Mi Spinelli com mediação de Rodrigo Cândido / Livre

30 de Março de 2019, Sábado

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

18h - “Depoimentos para fissurar a pele” solo de Djalma Moura (Coletivo Desvelo) / Livre - Iansã é o Orixá que dá corpo para esse trabalho. Inserida diretamente nas coreografias, os movimentos de palco concentram-se em seus arquétipos e analogias em relação á natureza – sejam elas dentro do aspecto animal ou de tempo – como os ventos, as tempestades, os raios, o búfalo.

19h30 – Exibição de vídeo dança “Reminiscência” com Danielle Rodrigues & Rafael Berezinski e “Partida” com Rafi Sousa / Livre

21h30 – “Igbáewe”, espetáculo da companhia Novo Corpo Cia de Dança / Livre –

Tem como investigação corporal para a dança o conhecimento dos orixás Iansã (os caminhos que os ventos de Iansã o levam) e Ossãe (os segredos das folhas e mistério da cabaça podem trazer), trazendo o poder da palavra IGBÁEWE que têm como significado etmonológico igbá – cabaça e ewe - folhas oriundos da cultura africana, dialeto em ioruba que agrupadas dão nome ao espetáculo.

31 de Março de 2019, Domingo

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

17h30 – “Rosas Danst Rosas” intervenção com Dentre Nós Cia de Dança / Livre

O espetáculo Rosas Danst Rosas é construído a partir de sequência de movimentos simples e repetitivos. Ao longo do espetáculo, o espaço constrói-se juntamente com a movimentação dos bailarinos pelo espaço cênico.

Praça João Tadeu Priolli

18h – Oficina de hip hop com Jaay Silva (João Paulo Silva) / 16 anos

20h – “Tranças de Teresa” espetáculo com Cia da Vila / Livre. Inspirado na obra do artista plástico Tunga, o espetáculo mostra as intersecções e relações contraditórias do amor e obras do artista.

05 de Abril de 2019, Sexta-feira

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

18h – “Iwosan” solo de Débora Marçal / 12 anos

Um corpo feminino, negro, periférico, ao nascer numa sociedade eminentemente machista, racista, heteronormativa, elitista e branca que não abre mão dos seus lugares de privilégios, tem por consequência o constante desafio da construção de identidade. Iwosan (cura em ioruba) transita pelas nuances deste conflito.

19h30 – Roda de Conversa e Baile de dança de salão com Deejay Juninho JJ e apresentações de Daiy Silva & Kleber Cirqueira, Denise Capelo & Leonardo Cordeiro, Jéssica Lima & Lucas Blaide e Juliana Freire & Ronaldo Mota: “As danças de salão, suas silhuetas e alternativas” com Jéssica Lima, Leonardo Cordeiro, Kleber Cirqueira e Ronaldo Mota com mediação de Rodrigo Cândido / Livre

07 de Abril de 2019, Domingo

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

17h – Oficina de dança contemporânea com Rivaldo Ferreira / 16 anos

19h – “Ô Saudade...” espetáculo com Rumos Cia Experimental / Livre - “Ô Saudade…” traz em seu enredo a migração nordestina; evidencia a figura do nordestino, que abandona sua terra para buscar novos caminhos e possibilidades, a despedida apaziguada pela esperança e o sentimento de saudade causado pelo distanciamento.

12 de Abril de 2019, Sexta-feira

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

18h30 – Roda de Conversa com apresentação do grand paux de deux “Dom Quixote”, com Larissa Paola e William Santos do Studio Diane Sousa: “A periferia e a dança clássica – situações e conjunturas”: Carol Almeida, Diane Sousa, Renatha Dornelas e Tábata Alves / Livre

20h30 - “Sangue” solo de Flip Couto / 14 anos

Discutindo a construção de um corpo negro, homoafetivo e positivo o trabalho cria um ambiente relacional de trocas tendo como ponto de partida os Bailes Black dos anos 70, festas de bairros, reuniões de famílias e as diversas relações afetivas presentes no dinâmico cotidiano das cidades. O auto depoimento é disparador de sensações, sonoridades, gestos, imagens e ritmos.

13 de Abril de 2019, Sábado

16h – “BANDO!” intervenção com Coletivo Desvelo / Livre

“BANDO!” propõe uma invenção nas relações entre mundos e nichos distintos. Como construir um bando em que cada integrante decide juntos seguir uma travessia, porém

lindando com suas particularidades? Quantas cabeças são necessárias para que o bando surja potente?

Praça João Tadeu Priolli

17h – “Filhxs --da--- Pº##@! - T O D A – Quando me mataram de vez” espetáculo com Coletivo Calcâneos / 12 anos

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA

18h30 – Cortejo com Bloco Afro É di Santo / Livre

Bloco Afro É Di Santo constitui-se como grupo de musicalidade afro percussiva que celebra as tradições negras com os tambores, as danças, os cantos, a religiosidade e ancestralidade negra.

Quintal - Espaço Cultural CITA

19h30 às 23h - Festa “PiriGOZA” da Cia Diversidança com DJ’s Bárbara Santos e Felipe Santana / 18 anos

Sala Cênica - Espaço Cultural CITA


DANÇA NAS BORDAS – PROGRAMAÇÃO GRATUITA

Espaço Cultural CITA

Rua Aroldo de Azevedo, 20 - Jardim Bom Refugio, São Paulo / SP

Praça João Tadeu Priolli (Praça do Campo Limpo)

Rua Dr. Joviano Pachêco de Aguirre, 30 - Jardim Bom Refugio, São Paulo / SP

terça-feira, 5 de março de 2019


O dia 3 de março foi de grande perda para o Rap Nacional. Uma das vozes mais lindas do rap 90 nos deixou. A backing vocal Tati, do grupo Império Z.O, foi vítima de um acidente vascular cerebral, AVC. 
O velório aconteceu na última segunda feira, (04) no cemitério de Perus. Vários artistas e amigos declararam seus sentimentos nas redes sociais.


O vídeo da última apresentação do Império Z.O. 

O grupo foi sucesso nos anos 90, grandes destaques no Espaço Rap. Um dos seus hits mais famoso, Babilônia, conta com a voz linda de Tati. 
Descanse em paz, o Noticiário Periférico lamenta.

Lançado inicialmente em agosto de 2018, o rapper angolano MCK finalmente disponibiliza seu álbum "V.A.L.O.R.E.S" nas principais plataformas digitais.

O álbum conta com as participações de: Mono Stereo, Loromance, Shannon, Aline Frazão, Tassia Reis, Ikonoklasta, Flagelo Urbano, Kool Klever, DJ Nelassassin e Mano Brown.


Ouça:




Finalizando os lançamentos do álbum 'Dezena’, dia 01.03, estreou o LyricVideo 'Santa Casa Sem Misericórdia’, a última música e número 10 do álbum 'Dezena’, quarto disco do grupo 'Etcétera 16’, da zona sul de Araraquara/SP, integrante do coletivo ‘Usina Máfia 55’. Com letra, interpretação e toda produção audiovisual independente dos próprios integrantes (ETC XVI Records | ETC XVI Productions).

Encerrando o álbum com chave de ouro, esta é um protesto contra a Santa Casa. Sendo a voz de milhares de Araraquarenses, os ETC's denunciam diversas situações de tratamentos indiferentes e descasos, presenciados através de uma experiência nada agradável de um deles, quando esteve internado pelo SUS. Cheguem no Play e, como eles mesmos dizem e assim permanecem: "O Importante é a Mensagem, e não os Mensageiros!"

À partir de abril, prosseguem os lançamentos no canal do grupo, todo dia 1°, sairá uma faixa do quinto e mais recente álbum 'Pátria Que Geriu’, inscrevam-se para não perder os próximos lançamentos.

Ouça:


.CONTATOS:
+55 16 99721-4408 [Whatsapp]
andregoncalves888@hotmail.com



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.PLATAFORMAS E REDES SOCIAIS  "ETC... XVI":

.CANAL YOUTUBE “USINA MÁFIA 55”




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RELEASE “ETC… XVI”:


Grupo de Rap da Zona Sul de Araraquara interior de São Paulo, integrante do coletivo Usina Máfia 55 e atualmente formado por: André Etc, NT, e o Beatmaker e Mc Big Mouse, o Ratão Beats. Quando surgiu em 1998 se chamava ATO CONSCIENTE, porém em 2001 alterou o nome para  ETC..., e em 2016 visando originalidade firmou ETC... XVI (Etcétera 16).

Já dividiram o palco com grandes nomes do Rap Nacional, como: RZO, DBS, Ndee Naldinho, Consciência Humana, Visão de Rua, P.MC, A286, Facção Central, Eduardo Taddeo, Realidade Cruel, A Família, Rappin' Hood, Dê Menos Crime, Záfrica Brasil, CTS, entre outros. Também já se apresentaram em grandes eventos como: Aniversário da Cidade, Festa do Trabalhador, Encontros Regionais de Araraquara e Marília, Semana do Hip-Hop de Bauru, etc.

Possuem um Home Studio, onde produzem beats, lyricvídeos, gravam, mixam e masterizam áudio e estão lançando o quinto álbum PÁTRIA QUE GERIU, com uma faixa todo dia 1° no canal ETC XVI Records.

CONTEÚDO PRODUZIDO POR ASSESSORIA ETC... XVI



Em 2019 iniciou-se o Programa Guetto Vive , um divisor de águas, quebrando todos os paradigmas estipulados no cenário virtual .

Estamos em pro da cultura Hip Hop é da música negra .
Apresentação do Rapper R.jay e Youtuber da zona sul de São Paulo Grajauex .
Um Programa de Webtv independente , unificado com a Produtora Pelas, Próprias, Pernas, Produções .
Um Programa mensal com muita informação, criatividade, inovação, divergência .
O Programa Guetto vive , contém 7 quadros 
. Curiosidades 
. Agenda de role 
. Personalidades Negras 
. Talento no Hip Hop é unissex 
. Da onde vem o Sampler discografia e biografia 
.Indicações 
. Rap e pagode nostalgia anos 90 

Assista:


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Georgia Anne Muldrow

Sesc São Paulo promove a 9ª edição do Nublu Jazz Festival de 21 a 23 de março

O NUBLU JAZZ FESTIVAL, que já faz parte do calendário de festivais de música do Brasil, chega à sua nona edição em 2019. Os shows nas unidades do Sesc Pompeia e São José do Campos começam no dia 21 de março, com artistas de grande relevância para a música mundial das últimas três décadas. 

O Nublu Jazz Festival sempre teve em seu DNA o jazz tradicional, suas diversas vertentes contemporâneas, a música urbana mundial e, principalmente, o intercâmbio entre artistas de diferentes estilos e países do mundo.

Neste ano, a programação traz uma noite de nu jazz com a Nomade Orquestra, big band brasileira instrumental, enraizada principalmente nofunk e reggae, e com os ingleses do grupo GoGo Penguin, que vêm ao Brasil mostrar seu som electro-acústico, jazzy e jovial.

A edição 2019 do festival traz, ainda, shows inéditos, como por exemplo do nigeriano Tony Allen, um dos grandes nomes do afrobeat, com o versátil saxofonista e compositor brasileiro Thiago França, em um projeto voltado à improvisação, criado especialmente para o festival. Na mesma noite, Marc Ribot y Los Cubanos Postizos apresentam sua música festiva, arrojada e de sonoridade afro-cubana.

Na noite dedicada à música black que é feita hoje em Los Angeles, haverá shows da cantora norte-americana Georgia Anne Muldrow, destaque da cena neo soul de LA, que vem acompanhada do baterista Justin Brown, além de apresentações do projeto The Midnight Hour, liderado pelo produtor e compositor americano Adrian Younge, e pelo DJ do mítico grupo de rap A Tribe Called Quest, Ali Shaheed Muhammad. Juntos, eles assinaram a trilha sonora de ambas as temporadas do seriado Luke Cage, da Marvel.

Consolidado desde a virada da última década com shows simultâneos nas unidades Pompeia e São José dos Campos do Sesc São Paulo, oNublu Jazz Festival vem reunindo artistas dos quatro cantos do planeta, reafirmando a identidade e a essência múltipla e visionária predominante nessa seara musical, na qual raiz e inovação se retroalimentam, se fortalecem.

Tony Allen/Thiago França (NIG/BRA)

O baterista nigeriano Tony Allen é mundialmente reconhecido como cocriador do afrobeat ao lado do saudoso Fela Kuti. Thiago França é um dos destaques da cena instrumental brasileira contemporânea, linha de frente do grupo Metá Metá. Desde 2011, eles desenvolvem uma relação de colaboração intermitente. Thiago já se apresentou com a banda de Allen mais de uma vez. Tony já gravou uma faixa e fez um show com o Metá Metá. Agora, ambos dividem o palco pela primeira vez sem acompanhamento adicional, num encontro pautado pelo improviso livre. No palco, Tony Allen (bateria) e Thiago França (saxofone).

Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA/Cuba)

Uma das mais dançantes bandas de Nova York, Marc Ribot Y Los Cubanos Postizos (também conhecidos como “The Prosthetic Cubans”) se tornaram atração obrigatória na cidade norte-americana no fim dos anos 1990. Com shows fervilhantes, que têm como base os arranjos do músico cubano Arsenio Rodriguez – inovador do son montuno – e dois álbuns aclamados pela crítica (Atlantic Records), em 2011 eles voltaram, atendendo a pedidos do público, com a adição do cubano Horacio “El Negro” Hernandez na bateria e os membros originais do grupo Anthony Coleman (teclado), Brad Jones (baixo) e EJ Rodriquez (percussão).

Georgia Anne Muldrow (EUA)

Parte estrutural da avant-garde do hip-hop / jazz / soul de Los Angeles desde 2005, Georgia Anne Muldrow construiu sua discografia durante a carreira como vocalista, compositora, produtora e musicista. Ela começou a incendiar a cena com seu álbum de estreia, “Olesi: Fragments Of An Earth” (2006), pelo selo cult Stones Throw, de Los Angeles. Foi lá que Georgia conheceu, fez amizade e colaborou com artistas como Madlib, Oh No, Med (também conhecido como Medaphor), Wildchild, DJ Romes e seu futuro parceiro Dudley Perkins, também conhecido como Declaime.

Em 2008, ela co-fundou a gravadora SomeOthaShip Connect com Dudley (que também vem ao Nublu esse ano), plataforma e trampolim para muitas de suas viagens musicais que se expandiram e desenvolveram sob inúmeros heterônimos, incluindo Ms. One, Pattie Blingh & The Akebulan 5, uma colaboração de electro-fusion com DJ Romes chamada Blackhouse e projeções astrais de jazz como Jyoti – um projeto que lhe rendeu o prêmio de “Álbum de Jazz do Ano” no Gilles Peterson's Worldwide Awards, em 2011, por seu álbum “Ocotea”.

Georgia Anne Muldrow (voz) será acompanhada por Justin Brown (bateria), Jaime Woods (voz), Josh Hari (baixo), Chad Selph (teclado), Maya Kronfeld (teclado) e Dudley Perkins (vocal).

The Midnight Hour (EUA)

Este projeto musical norte-americano é excelência negra: uma ode à sofisticação cultural que a Renascença do Harlem estabeleceu para seus residentes. The Midnight Hour é formado por Ali Shaheed Muhammad e Adrian Younge, junto de uma seção rítmica coesa e uma orquestra completa. O álbum tem participação de alguns dos nomes mais célebres do hip-hop e R&B contemporâneos, como CeeLo Green, Raphael Saadiq, Marsha Ambrosius, Bilal, Eryn Allen Kane, Karolina, Questlove, dentre outros.

Adrian e Ali começaram a trabalhar neste álbum em 2013, mas colocaram o projeto de lado para desenvolver a trilha sonora da série da NetflixLuke Cage, da Marvel. “The Midnight Hour” é um álbum de soul/jazz/hip-hop que desenvolve as conversas iniciadas pelos pioneiros do jazz e dofunk do passado – aqueles que criaram a base de samples para os produtores de hip-hop nos anos 1980/90. The Midnight Hour é um hip-hopsofisticado que captura uma seção rítmica de jazz e uma orquestra completa em fita analógica.

No palco estarão Ali Shaheed Jones-Muhammad (teclados/baixo), Adrian Younge (teclados/baixo), Loren Oden (voz), Jack Waterson (guitarra), David Henderson (bateria), Nikki Shorts (viola), Korina Davis (violino), Zach Ramacier (trompete) e Shai Golan (sax alto).

Nomade Orquestra (BRA)

Em crescente visibilidade no atual cenário da música instrumental brasileira, a Nomade Orquestra traz consigo uma característica singular e de vanguarda, ponto de encontro de diferentes vertentes e expressões musicais. Desenvolve um trabalho autoral de música instrumental com influências do funk70, jazz, dub, rock, afrobeat, ethiogrooves e outras expressões musicais. Formada em 2012, sua identidade musical vem do resultado da miscigenação cultural que existe no Brasil, sobretudo o ABC Paulista, pólo industrial situado na cidade de São Paulo, de onde originou-se a orquestra.

Seu primeiro disco, intitulado “Nomade Orquestra“ (homônimo), foi lançado em dezembro de 2014 no Brasil e em abril de 2016 internacionalmente pelo selo inglês FarOut Recordings, alcançando grande reconhecimento junto ao publico, músicos, DJs e imprensa. “EntreMundos” é o segundo capitulo dessa história, disco inédito, fruto do amadurecimento do grupo e da continuidade do mergulho no universo musical nômade com novas paisagens, novas texturas e experimentações

Atualmente, a banda tem se apresentado em importantes festivais e circuitos no Brasil e Europa. Nomade é: Guilherme Nakata (bateria), Ruy Rascassi (contrabaixo), Marcos Mauricio (teclas), Luiz Galvão (guitarra), Fabio José (percussão), Marco Stoppa (trompete), André Calixto (saxofone tenor, soprano, flautas e gaita), Beto Malfatti (saxofone alto, flauta e pads), Bio Bonato (saxofone barítono) e Victor Fão (trombone).

GoGo Penguin (ING)

O inovador trio de piano de Manchester é formado pelo pianista Chris Illingworth, pelo baixista Nick Blacka e pelo baterista Rob Turner. A música do grupo já foi descrita como eletrônica-acústica, mas é igualmente inspirada pelo rock, jazz, minimalismo, trilhas sonoras de jogos e glitchy-electronica criando uma sonoridade única.

O álbum “v2.0” (selo Gondwana) foi nomeado a disco do ano pela Mercury Prize, em 2014, ao lado de álbuns de Damon Albarn, Young Fathers e Jungle. Em 2015, eles assinaram com a Blue Note Records e lançaram o álbum “”Man Made Object”, em 2016. Mais recentemente, eles têm viajado com a trilha sonora que compuseram para o filme cult de Godfrey Reggio, Koyaanisqatsi.

DJ Ricardo Pereira (BRA) 

Músico, percussionista autodidata e integrante da banda Goatface, faz música eletrônica e beats sob a alcunha de BLACK SNAKE 808. Iniciou sua coleção de discos de variados estilos há alguns anos e, desde então, discoteca e compartilha música com as pessoas. Ric tem sua discotecagem mensal de jazz, afro rock, experimental e instrumental na festa "Convergente" e faz parte do time da DADARÁDIO com a série High Life.

DJ DvBz (BRA) 

Com extensa carreira como DJ, produtor, músico e engenheiro de som, Daniel Bozzio, o DJ DvBz, já trabalhou com integrantes da Nação Zumbi, Mamelo Sound System, Black Alien, com o coletivo Instituto, Zulumbi e com o rapper Speed Freaks. Ele atua na cena paulistana como DJ, produtor de trilhas sonoras e lança mixtapes temáticas, como os 3 volumes em homenagem a Tim Maia.

DJ Pinhel (BRA)

Pedro Pinhel é diretor de arte, colecionador de todos os estilos de música negra em discos de 12 e 7 polegadas (hip-hop, jazz, música brasileira, soul-funk, boogie e reggae) e criador do blog/site Original Pinheiros Style. Por 5 anos, foi DJ residente da festa Funky Nuggets.

Estúdio Laborg (BRA)

Pela sétima vez concecutiva, o Estúdio Laborg assina a videocenografia do Nublu Jazz Festival. Para essa edição eles apresentam um conceito de luz refletida. As cores emitidas pelos tubos de LED serão percebidas através de seu reflexo em uma superfície branca de acordo com a frequência sonora de cada música, criando assim uma identidade visual única para cada show.



PROGRAMAÇÃO SESC POMPEIA

21 março (quinta)

A partir das 20h: Nomade Orquestra (BRA) e GoGo Penguin (ING). Abertura com DJ Ricardo Pereira (BRA).

22 março (sexta)

A partir das 20h: Tony Allen & Thiago França (BRA) e Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA/CUBA). Abertura com DJ DvDz (BRA).

23 março (sábado)

A partir das 20h: Georgia Anne Muldrow (EUA) e The Midnight Hour - Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad (EUA). Abertura com DJ Pedro Pinhel (BRA).

PROGRAMAÇÃO SESC SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

21 de março (quinta)

20h DJ DvDz [BRA]

20h30 Tony Allen & Thiago França [BRA]

22h Marc Ribot y Los Cubanos Postizos [EUA/CUBA]

22 março (sexta)

20h DJ Pedro Pinhel [BRA]

20h30 Georgia Anne Muldrow (EUA)

22h Midnight Hour Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad [EUA]

23 março (sábado)

20h DJ Ricardo Pereira [BRA]

20h30 Nomade Orquestra [BRA]

22h Gogo Penguin [GBR]

*Videocenografia todos os dias por Estúdio Laborg.

*As apresentações dos DJs ocorrem antes do início e no intervalo dos shows.

SERVIÇO


Sesc Pompeia | Comedoria*

Não recomendado para menores de 18 anos.

*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 150. A compra do ingress não garante a reserve de assentos. Abertura da casa: 20h.

Ingressos:

R$ 18,00 (Credencial Plena / trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no Sesc e dependentes);

R$ 30,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professors da rede pública de ensino);

R$ 60,00 (inteira).

Venda online a partir de 12 de março, terça-feira, às 17h.

Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc no estado de São Paulo a partir de 13 de março, quarta-feira, às 17h30.

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A capacidade do espaço é de 650 pessoas. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa: 20h.





Ingressos: 
R$ 15,00 (Credencial Plena / trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no Sesc e dependentes);
R$ 25,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professors da rede pública de ensino); 
R$ 50,00 (inteira). 

Venda online a partir de 12 de março, terça-feira, às 17h.

Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc no estado de São Paulo a partir de 13 de março, quarta-feira, às 17h30.


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Essa é a estreia da coluna Resenha Beats, onde o Noticiário Periférico pretende trocar ideia com algumas e alguns beatmakers e produtores brasileiros. Antes de dar início as entrevistas, gostaríamos de propor uma reflexão sobre a profissão e como o fortalecimento de uma "cena beatmaker" poderia mudar os rumos do que se consome em termos de Rap e música no geral. Talvez uma rede forte de selos como High Focus, Mellow Music Group, Jamla, Jakarta Records e etc, mudasse além do que se propõe em termos de música para o público nacional, mas também diminuísse a "migalhagem" de quem se propõe a fazer beats, gastar tempo e investimento$ pra vender 4 por 10$ na feira do rolo do Rap. Essas e outras fitas, você confere no texto abaixo.


9th Wonder aborda estudantes de Harvard em uma cena do documentário The Hip-Hop Fellow, que narra um ano em que o produtor passou a ensinar a cultura do hip-hop como um assunto acadêmico. Imagem: Price Films.
Pra começar, utilizando como referência a entrevista da RedBull com o DJ, Beatmaker e Produtor, DJ Duh, gostaria de diferenciar a nomenclatura dos trampos porque nos ajuda também a começar a identificar o quão complexo é trabalhar fazendo música.

DJ - Ao contrário do que muitos dizem, o DJ é um músico, sim. Seus instrumentos são os toca-discos e o mixer, basicamente. Ele utiliza samples, drumbreaks e efeitos sonoros para criar novas tracks. 

Beatmaker - Se assemelha ao DJ porque também utiliza samples de músicas, de bateria, para criar instrumentais para grupos, bandas, MC's. Ele reiventa uma música à partir de um ou vários trechos de músicas já existentes com o seu instrumento, que normalmente é uma MPC ou uma controladora MIDI conectada a um computador.

Produtor - Tem características do DJ e do beatmaker, porém tem mais responsabilidades. Ele tem que dar a cara da música como um todo, cuidar dos arranjos dos músicos orgânicos, do arranjo vocal, a empostação e afinação do cantor, a intenção das notas, o trabalho dinâmico dentro da música. 

O Rhythm Roulette é um quadro do canal Mass Appeal que desafia os produtores a fazer um  beat, sampleando três registros aleatórios, escolhidos de uma loja de discos local enquanto eles estão vendados.

Bom, com essas definições teóricas, gostaria de falar um pouco sobre alguns pontos que refleti e observei em algumas discussões e desabafos com amigos. Se pararmos pra pensar um pouco sobre, os produtores e beatmakers têm sido a personificação do que é o rap de geração em geração. É bem fácil citar nomes, contextualizar a época de início e perceber como algumas características se firmam muito em algumas formas de criar. Porém, o Hip Hop, o Rap precisamente não é um gênero musical imutável, e a Golden Era dos anos 90, considerado o auge, pode ser reinventada, evoluir e acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e tudo mais. 

Muitas dessas mudanças estilísticas vêm na forma de mudanças no conteúdo das letras. Mas tão importante quanto são os beats. O timbre, a energia e os ritmos que impulsionam e definem o tom das faixas. Por causa disso, produtores de beats prolíficos e produtores em ascensão podem ter um efeito importante no que se tem na "cena" como um todo. Se pararmos pra pensar, que a idéia inicial do MC veio pra complementar o show  e arte do DJ. Porque hoje parece que surgem beatmakers aos montes pra servir a MC's? Basicamente perpetuando uma linha de produção de música chata, as vezes arrogante e vazia. O que é que trás a desvalorização da música trabalhada, criativa, pensada? Somente a tecnologia? Ou a ação de servir apenas, não inovar, mas sim produzir "BEAT TIPO DJONGA" também ajuda com que mais e mais pessoas se sintam aptas e confiantes pra comercializar música ruim e impulsionar o mercado hypeano? Que fique bem dito, que música ruim não é música independente, ou as sujeiras que a gente acha interessante. Mas sim as músicas que sonoramente parecem a mesma o álbum todo.

Talvez nunca tenhamos parado pra pensar como isso é também definidor da chamada "cena". Porque por exemplo ainda não damos espaços pra consumir e aplaudir obras de produtores como do baterista baiano Dr. Drumah, que já assinou várias e várias produções pra artistas da cena underground  gringa, fora os discos instrumentais ou de remix; e juntamente com isso, dá pra se pensar como a grande maioria dos artistas em destaque parecem ter frequentado o mesmo SENAI do rap, invisibilizando gente nova que faz som diferenciado, e também nomes como ParteUm e Matéria Prima por exemplo, que são considerados "complexos demais pra ser rap". Porrannnnnnnnn! 


Mas enfim, como então podemos fortalecer a profissão, os corres e tudo mais? Uma das ideias é aumentar por exemplo o fortalecimento e colaborações com iniciativas como a Beat Brasilis. Vocês conhecem?


Uma das edições da Beat Brasilis. Foto: Instagram
Beat Brasilis é um encontro de DJs, músicos, produtores e beatmakers organizado pela Casa Brasilis. Focado em produção musical direcionada ao rap. Toda quarta-feira, a casa abre para um encontro de DJs, músicos, produtores e beatmakers. Consiste em usar samples de um disco à venda na loja e produzir novas faixas. No fim do dia, cada um toca o que acabou de criar, ali mesmo, horas antes.

Segundo uma das fundadoras da Casa, Rafa Jazz, em entrevista ao site Projeto Draft, o projeto “Gera um conteúdo muito legal. A gente acabou criando uma cena de beatmakers, o pessoal estava espalhado por São Paulo e só se encontrava em ambiente de batalha. No Beat Brasilis é o oposto, o clima é de compartilhamento de informações”.


Beat Brasilis Rec é um selo independente derivado do encontro Beat Brasilis. Segundo descrição do próprio portal do selo, o foco é lançar beat tapes ou beat clipes dos beatmakers participantes do encontro. De boom bap a trap, passando pelo trip-hop e lo-fi sempre priorizando a arte do sample.

O formato do lançamento é livre e depende da linguagem de cada artista, mas como a alma da Casa Brasilis é disco todos terão seu trabalho disponibilizados em compactos hi-fi gravados pelo Vinyl-Lab e download liberados no BandCamp. Você pode dar uma conferida aqui

Outras iniciativas pelo mundo ...

Pra falarmos um pouco dos selos que citei na introdução e avaliar como é interessante essa rede de colaboração e trocas entre produtores e beatmakers, vamos conhecer um pouco sobre.


Fundada em 2010 para oferecer uma plataforma para uma nova geração de rappers e produtores no Reino Unido. Com o apoio de todos os principais promotores, distribuidores, revistas e sites de Hip Hop do país, o selo tem um fluxo constante de diversos lançamentos. High Focus tem um objetivo - ressuscitar o legado do Hip Hop inglês. E olha, nomes como The Four Owls, Fliptrix, Leaf Dog, Ocean Wisdom, Verb T, tem nos mostrado que eles tem conseguido o que propõem.  

A Mello Music Group é uma gravadora independente, conhecida por sua originalidade e ampla influência de estilos, construindo uma plataforma de artistas inovadores como Oddisee e Apollo Brown. Desde a sua estreia em 2008, eles continuaram a expandir e trazer trabalhos únicos e criativos para uma base de fãs mundial. Ainda integram a lista de artistas, Quelle Chris, L'Orange, Open Mike Eagle, Chris Orrick, Elaquent, Lando Chill, Mr. Lif, The Lasso, Kool Keith, Georgia Anne Muldrow. 
Jamla Records é o selo comandado pelo produtor 9th Wonder, abrindo espaço pra nomes da sua área (Carolina do Norte) e nomes iniciantes do cenário independente. Conta com nomes como Rapsody, GQ, Khrysis, Nottz, Eric G. entre outros. Os trabalhos podem ser conferidos aqui. Um dos trabalhos que mais gosto é o Jamla is the Squad. Onde o produtor 9th Wonder reuniu um time de peso com nomes como Talib Kweli, Pete Rock, Masta Killah, Styles P, Blu, Elzhi pra colaborações com artistas do selo como Rapsody, Halo, GQ, entre outros. É simplesmente sensacional.
E por fim, mas não menos importante, a Jakarta Records é uma gravadora de Berlim/Cologne, Alemanha. Já lançaram músicas de artistas como Kaytranada, IAMNOBODI, Suff Daddy, Akua Naru, Blitz The Ambassador, Sango, Asagaya, Bluestaeb, Illa J , Ill Camille, Enoq  e muitos mais.

Permuta de Beats na Feira do Rolo.

Olha o biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiti! É três por dez!!!!
Tá certo que o Rap tem virado pra  algumas pessoas apenas, que contratante não paga o que deve, que fazer música, trabalhando, estudando, fazendo bico, cuidando da tia da vó da irmã, é difícil. Mas pra cobrar como profissionais, é necessário profissionalizar o trabalho. E não necessariamente diz respeito a ter todos os cuidados necessários na indústria da música, como um advogado pra cuidar das questões de direito de música sampleada por exemplo. Mas também na postura. Beatmakers e produtores fornecem beats e instrumentais para outros artistas gravarem em cima. Ao contrário de outros artistas, que vendem sua imagem para o público tanto quanto sua música, os beatmakers e produtores vendem suas músicas para outros artistas, e geralmente não se preocupam com a pessoa ou imagem que estão sendo vistas pelos olhos do público. É importante que os profissionais dessa área se articulem na autonomia que devem ter, de não ser um servidor de MC, mas sim também um artista. Que merece reconhecimento tanto quanto quem grava em suas músicas. 

A produção de um beat é algo custoso, seja pela pesquisa investida, a formação, os equipamentos. Não desvalorizem o trabalho de vocês, pra que não caiam no jogo mercadológico. Na verdade, se você chegar a um ponto de aclamação, as pessoas interessadas em sua marca de beats muitas vezes chegarão até você. 

Mas então, aonde chegamos?

Bom, é bom pensarmos que o Hip Hop não é mais uma criança. Aos 40 anos, é oficialmente de meia-idade, e obviamente iria sentir as divergências geracionais que surgiram com o passar dos anos. Alguns artistas e fãs de rap mais velhos, sentem que sua música era mais significativa, mais digna, do que a música que a galera mais jovens estão tocando, trabalho que os adultos estão descartando como nada mais do que barulho. Isso é um extremismo bobo, porque tem música boa em muitos espaços. Porém, o que estamos fazendo pra que ela permaneça viva? No último som do Rashid, Kamau e Spvic, "A Proposta", Kamau em seus versos diz: "Sinto que minto se faço que o vende-se, lança todo mês, plays um milhão de vez, Sei ... que amor não paga conta e às vez é tanta, que pra garantir  a janta a gente faz igual o que outro fez?". E é um pouco do que queria propor como reflexão. Pra iniciar esse espaço, que pretendemos ser uma troca de ideias, é importante começarmos a refletir e pensar sobre a arte que fazemos, seja quaisquer que sejam elas.

Paz!