sábado, 11 de agosto de 2007

Biografias


Racionais Mc's

Biografia

Um dos principais grupos de rap e hip hop brasileiros, surgiu no final da década de 80 na periferia de São Paulo com um discurso contra a opressão às populações marginalizadas nas grandes metrópoles brasileiras. A primeira gravação foi em 1988, na coletânea "Consciência Black". Dois anos depois, o primeiro disco solo, "Holocausto Urbano" levou o grupo a fazer uma série de shows pela Grande São Paulo, tornando-o mais conhecido. Em 1991 abriram para o show do grupo norte-americano Public Enemy, um dos pioneiros e mais famosos grupos de hip hop. A partir de 1992 os integrantes dos Racionais passaram a desenvolver um trabalho voltado para comunidades pobres da periferia, fazendo palestras em escolas sobre drogas e violência policial, racismo e outros temas. Combativos, em suas letras procuram passar uma postura até mesmo agressiva contra a submissão e a miséria, usando a linguagem da periferia, com gírias e expressões típicas. No final de 1994 um show no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acabou em confusão e quebra-quebra quando os integrantes do grupo foram presos pela polícia sob acusação de incitação à violência. A violência policial é um dos temas mais constantes nas letras dos Racionais. O disco "Sobrevivendo no Inferno" levou o sucesso do grupo a um outro patamar, alcançando a marca das 500 mil cópias vendidas. No entanto, o conjunto adota uma postura dúbia em relação à mídia e à indústria fonográfica, que dizem ser parte do sistema que combatem. Algumas músicas dos Racionais são "Fim de Semana no Parque", "Pânico na Zona Sul"; Mulheres Vulgares", "Hey Boy", "Diário de um Detento", "Fórmula Mágica da Paz", "Homem na Estrada". A formação do grupo é com Mano Brown, Edy Rock, Ice Blue e Kl Jay.



Rap Brasileiro

A cultura Hip Hop, da qual o rap faz parte junto com o grafite e a dança break, deu o ar da sua graça no Brasil no começo dos anos 80 (poucos anos depois de seu surgimento, nos Estados Unidos), mais notadamente em São Paulo. Ela chegou pelas mãos das equipes que faziam os bailes soul e dos discos e revistas que começaram a ser vendidos em lojas nas galerias da Rua 24 de Maio, no Centro (mesmo local onde, na mesma época, encontravam-se os integrantes do nascente movimento punk). Os primeiros a aparecer foram os dançarinos de break que, expulsos pelos comerciantes e policiais da região, transferiram-se para a estação de metrô São Bento. Logo houve uma cisão entre esses breakers e os rappers (também conhecidos como tagarelas), que começavam a fazer seus versos e tiveram que se bandear para a Praça Roosevelt. Pouco tempo depois, eles se tornaram a facção mais forte e atuante do hip hop paulistano, levando até alguns breakers a tornarem-se rappers.

O registro inicial do rap brasileiro é a coletânea Hip Hop Cultura de Rua (1988, Eldorado). Ela trouxe faixas dos grupos Thaíde e DJ Hum (produzidas por Nasi e André Jung, do grupo de rock Ira!), MC Jack, Código 13, entre outros. Debutava no Brasil o estilo musical baseado em falas ritmadas despejadas por cima de bases dançantes tiradas de discos de funk, com eventuais scratches (os arranhões, efeito que os DJs obtêm ao fazer o disco ir para frente e para trás no prato). No entanto, a estética discursiva típica do rap já havia sido usada, um ano antes, para a confecção de um grande sucesso de rádio: Kátia Flávia, que o carioca Fausto Fawcett gravou com os Robôs Efêmeros. Os scratches também já haviam aparecido em disco em Estação Primeira (87), da banda paulistana Gueto.

Em 1988, outra coletânea de rap foi lançada em São Paulo: Consciência Black (primeiro disco do selo Zimbabwe). Nela, estava um grupo que daria muito o que falar nos anos seguintes: os Racionais MCs. Em suas duas músicas, Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, Ice Blue, Mano Brown, Edy Rock e o DJ KlJay deram uma visão nada amenizada de como era dura a vida do jovem negro e pobre que mora na periferia paulistana, perdido entre o crime e a injustiça social. No começo dos anos 90, Thaíde e DJ Hum e os Racionais eram reconhecidos com os mais sérios e importantes nomes do rap paulistano, sempre envolvidos com campanhas de conscientização da juventude e movimentos de divulgação, unificação e promoção do hip hop no Brasil.

Em 1993, quando lançou seu terceiro LP, Raio X Brasil, os Racionais eram uma unanimidade na periferia, atraindo até 10 mil pessoas por show, e foram convidados para abrir a apresentação paulistana do Public Enemy, um dos mais importantes grupos do rap americano. As músicas desse disco independente – em especial Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada – conseguiram furar o bloqueio das rádios, levando o nome da banda a um público que talvez nem suspeitasse haver músicas de tal contundência. Logo, foi editado pela Continental um CD reunindo as músicas dos três discos dos Racionais.

Naquela mesma época, surgiu no Rio de Janeiro uma inesperada força do rap: o adolescente branco de classe média alta Gabriel Contino, vulgo Gabriel o Pensador, que estourou no final de 1992 nas rádios com a música Tô Feliz, Matei o Presidente, direcionada para Fernando Collor, que havia acabado de renunciar em meio a um processo de Impeachment por corrupção. Contratado por uma grande gravadora, ele voltou às FMs com músicas como Lôraburra e Retrato de um Playboy, que, apesar do tratamento mais pop da produção, traziam em suas letras violentas críticas aos costumes da abastada e deslumbrada juventude carioca. Pouco tempo depois, Gabriel (que sempre procurou estar ligado ao movimento hip hop), participou da primeira coletânea de rap carioca, Tiro Incial, da qual fez parte outro nome do qual se iria ouvir falar: o rapper MV Bill, da Cidade de Deus.

Paralelamente, o rap se espandia para outras partes do Brasil, inspirando uma série de artistas, como o Câmbio Negro e o GOG (de Brasília), o Faces do Subúrbio e o Sistema X (de Recife, onde também surgiu o rapper-embolador Chico Science), Da Guedz e Piá (Porto Alegre) e Black Soul (Belo Horizonte). Mais para o meio da década, o rap experimentou no Brasil suas primeiras fusões com o rock, em bandas como a carioca Planet Hemp (de Marcelo D2) e em grupos de rap que viraram banda, como o paulistano Pavilhão 9 (referência ao local no presídio do Carandiru onde mais de 100 presos foram executados de uma vez só pela polícia) e Câmbio Negro.

O grande momento do rap brasileiro, porém, foi em 1998, quando os Racionais MCs lançaram o disco Sobrevivendo no Inferno, a obra-prima do rap nacional, que ultrapassou a barreira da periferia paulistana com a música Diário de um Detento. Relato de um prisioneiro do Carandiru sobre a rotina e suas elocubrações no dia 1o de outubro de 1992 – ou seja, um dia antes do massacre. O videoclipe, gravado no próprio Carandiru, acompanhou em ritmo de documentário a arrepiante letra de Mano Brown. Acabou sendo escolhido pela audiência da MTV o melhor vídeo do ano. O disco, que ainda trazia músicas como Jorge da Capadócia (de Jorge Ben Jor), Capítulo 4, Versículo 3 e Periferia é Periferia (Em Qualquer Lugar), Sobrevivendo vendeu mais de um milhão de cópias, recorde para um lançamento independente. Prova da incrível popularidade (e credibilidade) conquistada pela banda – em maior grau, entre o público da periferias das grandes cidades brasileiras, ainda que a sua mensagem tenha tido alguma penetração entre a juventude branca de classe média.

O sucesso dos Racionais garantiu uma boa exposição para o rap brasileiro, levando as gravadoras a contratar mais e mais artistas do gênero no fim dos anos 90 (época em que o rap também esteve mais forte do que nunca nos Estados Unidos). MV Bill, apadrinhado dos Racionais, relançou seu disco de estréia CCD Mandando Fechado com o título Traficando Informação pela gravadora Natasha, de Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso – e, no Free Jazz Festival de 1999, apresentou-se com o grupo de rap americano The Roots. Marcelo D2 lançou seu primeiro disco solo, Eu Tiro É Onda (98), que trouxe uma inspirada fusão de rap com samba.

Em Recife, o Faces do Subúrbio apostava, por sua vez, na embolada-rap. São Paulo, porém, permaneceu sendo o grande foco da produção de rap no Brasil, com uma forte cena baseada em uma série de selos independentes. De lá, saíram nomes como DMN, De Menos Crime, RZO, Xis e Dentinho e os Detentos do Rap, formado por presidiários do Carandiru (cujo primeiro disco trazia a irônica inscrição: "Contatos para shows: não disponível no momento). Aliás, a fascinação do rap pelo tema da criminalidade (expresso nos Estados Unidos na chamada vertente Gangsta Rap) levou uma série de artistas a gravarem, em 1999, um disco só com composições de um dos mais célebres bandidos cariocas, o ex-líder do tráfico José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

Biografia

2PAC


- 2PAC Shakur Nasceu: 16 de Junho, 1971 - Brooklyn, NY.
- Morreu: 13 de Setembro, 1996 - Las Vegas.
- Mãe: Afeni Shakur.
- Pai: William Garland.
- Padrasto: Jeral Wayne Williams Aka Mutula Shakur.
- Irmã: Sekyiwa Shakur.
- Irmão: Maurice Harding.
- Padrinho: Elmer "Geronimo" Pratt.
- Grupos de Música: One Nation Emcees, Thug Life,
Two From The Crew, Strictly Dope,
Digital Underground,
Outlaw -Immortalz/Outlawz.
- Nomes Alternativos: MC New York, 2Pac, Makaveli.
- Estado Matrimonial: Divorciado (Keisha Morris) e
comprometido (Kidida Jones).

Tupac Shakur nasceu na Paróquia de Lesane em Brooklyn, NY em 1971.
Enquanto ainda era pequeno, sua mãe mudou seu nome para Tupac Amaru, nome de um revolucionário índio inca,
"Tupac Amaru", que significa "Brilhante Serpente". "Shakur" significa "Grato para Deus" em árabe. Na infância,
todo mundo o chamava de "Príncipe Negro". Por portar mal, teve que ler uma edição inteira dos Tempos de Nova Iorque.
Quando ele tinha dois anos, sua irmã, Sekyiwa, nascia. Mutulu pai de Sekyiwa, era um Negro Pantera que alguns meses
antes do nascimento da sua filha, tinha sido condenado para sessenta anos, por ter roubado um carro.
Com Mutulu longe, a família viveu tempos duros. Na idade de doze anos, Tupac descobriu seus dons para escrever, escrevia canções e poesias.
Na idade de quinze anos, ele começou a escrever suas próprias letras. Quando tinha vinte anos,
Shakur já tinha sido preso oito vezes, até ficou oito meses na prisão, condenado por abuso sexual. Em novembro de 1994,
ele levou cinco tiros durante um roubo, em que os ladrões fugiaram com $40,000. Tupac se recuperou milagrosamente
de seus ferimentos.O Destaque na carreira de Tupac veio quando ele apareceu no filme "Justiça Poética".
Despois Tupac lançou seu melhor álbum, "Todos os Olhos Em Mim". "Todos os Olhos Em Mim" vendeu mais de 6 milhões de cópias. Tupac teve também mais três importantes papéis em outros filmes, "Gridlock iria", "Bala", e "Quadrilha Relacionada". Enquanto a caminho de trabalhar em caridade, Tupac Shakur era baleado por pistoleiros desconhecidos e morto em 13 de Setembro de 1996.

Muito do que aconteceu naquela noite, é um mistério até os dias de hoje. Depois lançou um álbum, O Don Killuminati, debaixo do pseudônimo "Makaveli." A cobertura pintou Shakur pregado numa cruz debaixo de uma coroa de espinhos, com um mapa das áreas de quadrilhas importantes sobreposta no país. Em janeiro de 1997,retratos de Gramercy lançaram Gridlock, um filme em que Shakur fez o papel de um viciado em drogas. Seu filme final, Quadrilha Relacionada, era lançado em 1997. Em 13 de setembro de 2003 marcará o sétimo aniversário que Tupac está morto.

12 comentários:

  1. Saudações aí pra todos os manos e as minas q curtem rap, naum só racionais mas tb outros exemplos da cultura hip-hop.
    Fikou muito loko esse blogger, parabéns pra quem o criou.
    Apesar de ser mina curtu muito o som, e acredito q éh inevitável naum citar o grupo racionais ao falar de rap. Afinal os kras mandam muto bem.
    Um salve e fika na paz.

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  2. Cara tô muito emocionada de ler o que li. Sou apaixonada por 2 Pac
    Amor eterno

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  3. vichii esse tupac ai pa bandidao condenado por aBUSO sexual ocara eh estrupador como que racionais curte o som desse cara """tupac= duck 13"""

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  4. muito loko o blog aew veiw!!!
    os eu tu toca fiko da hora veiw!!
    abraço aew

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  5. veey, cara, ai num fala metade de 2pac, ele é o cara, acredito sim que tenha forjado a propia morte, e essa parada do estrupo, fooi armação

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  6. Mano so tenho algo a dizer salve salve racionais

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  7. ok o hip hop é bom... kurtos de todos os irmãos verdadeiros somente verdadeiros akeles do undergound... xiita a.k.a kontrover5o direitamente de angola... xiita2007@live.com

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  8. o rap é uma realidade brasileira,fala tudoi aquilo que que nenhuma televisão mostra ou seja somente a verdade a vida é loka

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  9. Obrigado por Blog intiresny

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  10. AI PESSOAL SOBRE O GUINA O TESTEMUNHO Q ELE DA É VERDADE ELE ERA DOS RACIONAIS MC MESMO POIS É MEIO DIFICEL ACREDITAR EN MUITAS PALAVRAS DELE.C ALGUEM PUDER ME RESPONDER MEU EMAIL É leandroperdona@yahoo.com.br

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  11. O Rap e Principalmente o Racionais Mc's Me Encinaram a Viver e a Ser Oque Sou Hoje Vlw Gente

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