domingo, 28 de março de 2010

Negligência leva Dina Di a morte


Dina di
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Negligência de clínica leva Dina Di a morte

Rainha do rap morre após infecção hospitalar adquirida no parto ; esta é a terceira morte causada pela Master Clin que se tem notícia
por Jéssica Balbino*
“Eu quero ver meu filho crescer, ai você que só que me fazer o mal vou dizer que não há alem de Deus o que me faça parar,não há derrota que derrote alguém que nasceu pra vencer !”, sempre disse Dina Di numa das músicas mais marcantes dos quase 20 anos no rap.
Entretanto, por conta da imprudência da clínica Master Clin – Maternidade e Cirurgia Plástica, ela contraiu uma infecção hospitalar no último dia 2, na ocasião do parto da segunda filha, Alinne.
Num clínica particular, a rainha do rap, que sempre enfrentou maus bocados pela vida, foi contaminada pela negligência humana, que a impediram de continuar vendo o filho crescer e não permitiu que ela sequer cuidasse da pequena Alinne.
Viviane Lopes Matias, como diz no RG que ela perdeu por tantas vezes, faleceu no último dia 19 às 23h30, quando foi internada num hospital na capital paulista.
O que mais indigna e se faz inconcebível é como uma mulher morre, em pleno século XXI, de infecção do parto?! Qual a falha humana que permite que uma mãe fique doente e não possa criar e cuidar do filho?
Ainda na mesma música citada no início do texto, a rimadora diz “se eu fui mulher para parir eu sou muito mais para criar” e claro que sim, se a incompetência dos capitalistas do nosso mundo permitissem um tratamento adequado a alguém que vai a um hospital para ter um bebê, dar a luz, conceber mais uma vida e dizer ao mundo que ainda há uma esperança.
O questionamento é: a clínica tomou conhecimento do falecimento dela? Faz algo pela família? Cuidou do bebê recém nascido numa de suas salas de última geração? Vai ajudar a criar o filho mais velho que ela tem? Mandou alguma nota de pêsames ao universo do hip hop e aos apreciadores de rap de todo o Brasil?
A Alinne perdeu a mãe pouco depois de conhecê-la, a família perdeu um ente querido, os amigos perderam uma pessoa encantadora e maravilhosa, os fãs perderam uma rimadora única e fantástica, o rap nacional perdeu muito do brilho e da voz feminina na cena, o hip hop perdeu a atitude e a postura de Dina Di e o Brasil perdeu mais uma guerreira para este sistema porco e desumano, para as falhas na saúde.
Contudo, ela não foi a única a morrer por infecção contraída na clínica. Em fevereiro de 2009 a estudante Regiane Aparecida Bauer Lopes, 27 anos também faleceu após um procedimento de lipoaspiração no local.
A clínica, localizada no Jardim Santa Adélia, na zona leste de São Paulo confirma a morte da jovem e informa ainda, segundo a reportagem da Agência Estado na ocasião, que há cerca de sete anos, uma outra mulher também faleceu vítima de infecção contraída no local.
De acordo com a clínica, são realizadas cerca de 30 cirurgias de lipoaspiração por mês na clínica, ou seja, uma por dia, e ela é especializada no serviço há 10 anos.
Porém, neste tempo, só que temos notícias, três famílias já perderam suas mulheres por conta da negligência.
O caso da morte da estudante Regiane foi registrado no 69º Distrito Policial, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública na época.
Quando a morte da Dina Di, creio que nada foi registrado ou apurado ainda. A família está inconsolável, obviamente. Os amigos (aqueles que sempre foram e não apenas os que apareceram após a sua morte apenas para aparecer no cenário) lamentam e procuram uma forma de entender e punir os irresponsáveis que deixaram com que ela adquirisse uma infecção.
Desta maneira, fica aqui o manifesto contra os responsáveis pela morte da rainha do rap, da mulher, da mãe, da rimadora, da amiga, da pessoa, do ser humano que foi a Viviane Lopes Matias (Dina Di).


By RapNacional

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