sábado, 26 de junho de 2010

Ganeses exaltam orgulho de manter a África na Copa


 http://veja.abril.com.br/blog/copa-2010/files/2010/06/gana-gyan1.jpg
RUSTEMBURGO - Orgulho. Esta é a palavra que resume o sentimento dos jogadores da seleção de Gana na Copa do Mundo da África do Sul. Primeiro porque venceu os norte-americanos na prorrogação por 1 a 0, após empatar no tempo normal em 1 a 1, neste sábado. Depois, porque é a única seleção do continente africano a passar da fase de grupos e, de quebra, conseguir chegar às quartas de final, alcançando Camarões, que conseguiu chegar em 1990, e Senegal, que alcançou em 2002. "Sim, [somos] terceiro país [do continente] africano que se qualificou às quartas de final [de uma Copa do Mundo]", disse com entusiasmo o jogador ganês Gyan.
Paul Buck/Efe
John Mensah comemora a classificação de Gana para a fase de quartas-de-final da Copa

Da mesma forma pensa o volante Ayew: "Lutamos pelo continente africano e por Gana. A África está orgulhosa porque demos muitas felicidades a muitos ganeses", disse o jogador ao acrescentar que "estamos tristes por ser o único país africano a continuar neste Mundial. Tivemos sorte em chegar até aqui [quartas de final] e vamos jogar por todas as seleções africanas. Sei que vão nos apoiar", completou o jogador que não vai jogar a próxima partida por ter recebido cartão amarelo. "Minha suspensão não é importante, pois estarei apoiando os meus companheiros. Podemos continuar sonhando. Com o espírito que temos, podemos chegar longe".
O jogador que atua no Arles-Avignon, da França, ressaltou ainda que o Uruguai - adversário nas quartas de final - é uma grande equipe, com ótimos atacantes. "Mas é possível [vencer]", complementou. "Foi uma partida muito difícil, pois estávamos cansados pelo fato de que jogamos na quarta-feira, mas agora teremos cinco dias de descanso".
Por sua vez, o zagueiro John Pantsil declarou que "é incrível, estamos fazendo história. É a primeira vez que Gana avança às quarta de final. Foi uma partida difícil, mas graças a Deus ganhamos. Jogamos 120 minutos e demos o nosso melhor, finalizou o jogador que atua no Fulham, da Inglaterra.

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