quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

LANÇAMENTO DA REVISTA COOPERIFA‏

O sarau que ficou conhecido por dar voz aos artistas e poetas sem palco da periferia, agora tem outro palco, a edição número um.
Um projeto apoiado pelo programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) e o Itaú Cultural, nasce com textos inéditos, entrevistas e é claro, muita poesia.
Sérgio Vaz mostra a essência do coletivo logo no editorial “O sarau da Cooperifa é nosso quilombo cultural.”
As matérias mostram um pouco do que foram vividos nesses 10 anos do sarau que não é bem um sarau: é um bar onde pessoas de todas as idades vão lá trocar informações poéticas sobre suas próprias vidas, sobre suas tristezas, amores e glórias.
Nomes como Eduardo Toledo fala de iniciativas como o Cinema da Laje ”Quando as luzes voltam a se acender, as pessoas que sentaram ali já não são mais as mesmas, a transformação que a Cooperifa prega começou a acontecer.”
Atividades como a Mostra Cultural da Cooperifa, Poesia do ar estão relatados … “Naquele momento, os que não são crianças, por um breve momento fabulam em seu íntimo roteiros fantásticos para cada balão” e outras iniciativas como o Ajoelhaço ”De todas as “invenções” da Cooperifa em seus 9 anos de existência, muito provavelmente o Ajoelhaço tenha sido a mais engenhosa e charmosa” descreve Arthur Dantas jornalista de revista +Soma em um artigo sobre o tema.
Textos que descrevem, a Chuva de livros, matérias como a da jornalista Nina Fideles sobre o Panelafro, entrevista com grupo Versão Popular e as resenha de discos que nasceram na Cooperifa dão o tom da riqueza cultural que se tornou o ex-bar.
Um time de poetas também traz suas melhores poesias como Márcio Batista, Casulo, Augusto, Lu Sousa, NSN (MANO PX E JB), Sales de Azevedo, Valmir Vieira, Luciana Silva, Rose Dorea, Sr. Lourival, Evandro Lobão, F.I.N.O Du Rap e De Lourdes. Uma pitada do que é Cooperifa toda quarta à noite.
A Antropóloga e pesquisadora Érica Peçanha do Nascimento traz um estudo bem elaborado sobre a importância do sarau na história cultural de São Paulo, seguido do ilustre colunista Eduardo Saron, Diretor-superintendente do Itaú Cultural.
Reunindo amigos outro destaque da edição é a entrevista com Heloisa Buarque de Hollanda que declara “Cooperifa sinaliza o horizonte de mudanças que este século pode estar prometendo. Me orgulho muito de poder acompanhar e ser atingida pelo efeito-Cooperifa. Esse processo de descoberta se vê ao vivo nos saraus das quartas-feiras e irradia uma energia e uma potência que eu nunca tinha visto num movimento literário.”
Textos de Eleílson Leite, da ONG Ação Educativa, Ana Tomé, Diretora do Centro Cultural da Espanha/AECID em São Paulo, Jéssica Balbino e Eliane Brum fecham essa edição e abrem um novo ciclo na história da Cooperifa.

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Trechos da revista Cooperifa
“Num lugar onde moram mais de 400 mil pessoas e não tem nenhuma biblioteca pública, um grupo de poetas fazem de um bar seu ponto de encontro para cultuar a leitura e a literatura.”
Eleílson Leite da ONG Ação Educativa
“Para mim, que levo tantos anos atuando no setor cultural, é sempre um momento especial e de alegria ser testemunha da visível felicidade nos olhares e sorrisos dos freqüentadores dos saraus. Nesse espaço, aprende-se muito e se estimula a leitura, a educação e o desenvolvimento humano.”
Ana Tomé, Diretora do Centro Cultural da Espanha/AECID em São Paulo
“Naquele palco sem degrau, cada um bagunça a ordem das coisas – e bagunça com um instrumento que por 500 anos anos foi privilégio da elite do país. Bagunça pela palavra escrita.”
Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista.

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