quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ENTREVISTA - Opinião Periférica com "Bruno Rico"





Otima Entrevista com o Bloggeiro,Amante do rap e black music e poeta escritor. Este é Bruno Rico


Pra Começar Bem, se Apresente, quem é o Bruno Rico?

R: Primeiramente um realista nato, que apesar disso não deixa de ser um grande sonhador, pois sonho e realidade acabam sendo antagônicos, e isso às vezes gera um conflito na mente, mas por enquanto eu to sabendo levar na boa.

No geral Bruno Rico é um batalhador, pensador, contestador, escritor, que faz morada no morro do Cajueiro em Madureira, um bairro do subúrbio carioca.

Como e Quando você Conheceu o Rap ..?


R: Conheci o rap nacional nos anos 90 através dos Racionais, assim como muitos; mas só fui me aprofundar na cultura hip hop anos mais tarde através do meu irmão, que começou a me levar para shows, me mostrar alguns CDs de grupos que eu até então não conhecia, e um desses em especial foi o Facção Central, um grupo que eu posso dizer que ajudou na minha educação em diversos sentidos, assim como outros, mas Facção e Racionais foram primordiais em uma época de formação de opinião. Sabe como é, adolescência, várias coisas fervilhando na cabeça, e essa é a hora do ser humano tomar um caminho, e ainda bem que eu tomei o caminho da informação, que automaticamente te transforma em uma pessoa melhor, mais articulada, mais culta, mais crítica, e mais um monte de coisa. A informação tem esse poder, e o rap sempre me informou, sempre ajudou na minha autoestima de jovem negro e pobre. Assim eu conheci o rap nacional; sabe aqueles amores que duram a vida toda? Pois então, assim sou eu com a cultura hip hop.


Vi que Você mantém Seu Blog "MundodoRap" ha 9 anos.. poxa muito tempo... Conte-nos sobre a historia dele.. de quando você começou com ele e por que decidiu ter um blog de rap ..?


R: Essa pergunta segue o mesmo raciocínio da anterior, pois tudo vem através da informação. A partir do momento que eu comecei a ter uma mente mais politizada e crítica, eu comecei a questionar um monte de coisas, e eu queria divulgar isso, queria expandir minhas ideias, e também passar um pouco do ensinamento que eu já tinha aprendido, pois o rap educa rápido, e por conta disso tudo surgiu o blog, em uma época em que ter blog era moda, mas como tudo passa, a moda dos blogs também passou, mas o meu ficou, e ficou porque tinha um compromisso, aliás, esse é o lema dele até hoje, eu sempre mantive o blog com um compromisso de informar, divulgar grupos, interagir com pessoas de pensamentos parecidos, e por aí vai, e graças a isso eu conheci muita gente boa, e mantenho contato com essas pessoas até hoje, e talvez esse seja o meu maior legado com o blog.
Eu posso dizer sem medo de errar que o meu blog de rap foi uma das coisas mais úteis que criei na minha vida, pois foi através dele que eu descobri o gosto pela escrita, comecei escrevendo crônicas – que nada mais são do que opiniões diversas -, depois passei a escrever poesias, depois contos, e aí me aventurei a escrever livros. O ser humano precisa evoluir a cada dia, e eu evoluí muito com o meu blog.

Como Ouvinte e Atuante no Rap .. como ele Influencia na sua Vida ..?


R: Cara, eu curto muito música, não ouço só rap, a minha gama musical é bem vasta, mas posso dizer que junto com o samba, o rap me molda e me completa. Na verdade pra se falar de rap a gente tem que ir lá atrás, na raiz, e olhando para essa raiz e para a minha vida, eu posso dizer que é o estilo que tem tudo a ver com a minha trajetória. Eu acho que cada um tem direito de ouvir o que quiser, mas quando as pessoas aprendem a curtir um estilo que tem mais a ver com a identidade pessoal, a música acaba ganhando precedentes inimagináveis, transcende os ouvidos e atinge a alma. O rap pra mim representa isso: alma.

Como é a Cena Hip Hop no Rio de Janeiro em si .. tem alguém que você curte..?

R: No geral eu acho o hip hop no Rio de Janeiro um tanto parado, ou pelo menos eu gostaria que fosse bem mais agitado do que é. A cena aqui ainda é muito underground para um movimento que já é underground. Tem muita coisa amadora, muita gente com talento que não sabe aproveitar, e algumas pessoas com pouco talento que acabam vingando não sei como. Mas tem gente boa por aqui, alguns estilos diferentes, alguns clássicos. O expoente maior continua sendo o MV Bill (pelo menos para mim), apesar de achar que a qualidade musical do mesmo caiu bastante de uns anos pra cá.
Eu gosto muito do Marechal também, acho que ele possui um talento diferenciado dentro do rap, o cara rima com o coração mesmo; ele inclusive se enquadra perfeitamente no quesito “pessoas que possuem talento, mas que por algum motivo ainda não tiveram o devido reconhecimento”.  Atualmente na cena também tem a Cone Crew, que já possui até uma notoriedade a nível Brasil, mas eu particularmente não gosto, porém respeito o trabalho dos caras, mas é um tipo de som que eu não coloco pra ouvir.
Mas eu também admito que a cena aqui na minha cidade é fraca por conta do público, tirando Racionais mcs; o carioca – num geral – não gosta de rap, isso é fato, não tem jeito, é cultural, uma coisa já enraizada nessa terra onde o povo aprecia sons mais descontraídos e dançantes, o rap aqui não tem muito espaço não, infelizmente.
Como Você vê o Cenário Atual do Rap no Brasil .. você Gosta..? ou prefere o rap dos anos 80,90..?

R: Eu confesso que sou muito saudosista, às vezes eu acho que tudo do passado é melhor, e de fato muita coisa era melhor, mas eu também sei apreciar o novo, mas infelizmente a música não evoluiu como a tecnologia, por exemplo; muito pelo contrário, a música num geral está em um grande retrocesso em diversos sentidos, e isso não seria diferente com o rap, principalmente o norte americano, mas como estamos falando de Brasil, voltemos a ele.
Talvez por ser um estilo politizado, o rap não tenha mudado tanto, se fomos comparar com outros estilos, mas mesmo assim mudou, um pouco pra pior, e um pouco pra melhor. Eu posso dizer que na parte de composições perdeu-se um pouco de qualidade, mas na questão rítmica e musical num geral as coisas melhoraram. Quando alguém consegue aliar boa letra em uma boa batida aí sai a obra prima, mas poucos possuem esse dom. 

O Rap dos anos 90 era muito politizado ..  "Eu sou fruto desta geração.. que aprendeu..  a ter orgulho de sua etnia.. sua cor.. e de onde você veio.". Você não acha que o rap de Hoje perdeu um pouco disto ..? Você num acha que isto num futuro próximo vai refletir de um modo negativo..?


R: Eu também sou fruto dessa geração, é o que falei na resposta anterior, as coisas mudaram, e em questão de letra pioraram, e nisso eu falo num geral, pois até o maior expoente do rap nacional, os Racionais, mudaram o estilo de fazer letra, e isso se reflete no cenário todo
. Mas quanto a questão de achar que no futuro isso vai refletir de forma negativa, isso é fato, não tem mais jeito, estamos em um nível cultural tão degradante, que não tem mais como voltar a trás, nesse ponto eu sou muito pessimista. Mas se fomos analisar os outros estilos, pelo menos ainda não existe o “rap universitário”, o dia que chegar a esse estágio, aí sim estaremos perto do fim.  Só uma ressalva a respeito disso: tem uns críticos de rap, que falam que EMICIDA, Criolo, Rashid, Projota e etc representam um rap universitário, por possuírem uma temática menos agressiva em suas letras e por aparecerem mais na mídia, e para essas pessoas eu aconselho a conhecerem a raiz do rap, quando elas fizerem isso perceberam que esses artistas que citei nada mais são do que rappers, apenas isso. O problema é que o público do rap é um dos mais chatos que existe, ele se agarra muito a coisas que não existem mais e quer que tudo fique do mesmo jeito, e quando as coisas mudam, eles reclamam até não querer mais. Eu por exemplo gosto muito de facção central, como já disse é um dos meus preferidos, mas nem por isso eu vou deixar de ouvir um rap menos sangrento. Existem temáticas diferentes dentro do rap, mas enquanto esses artistas respeitarem a essência, o estilo nunca será universitário, pois este termo pejorativo está ligado a moda, e a falta de qualidade musical, e isso ainda passa longe do rap nacional. Tem gente que fala que rap virou moda, pois eu digo que estas pessoas não sabem o que é realmente uma moda.

Quando você Escuta o nome RAP. Qual a primeira coisa que vem a sua Cabeça ..?

R: Muitas coisas passam pela minha mente, mas num geral eu penso em diferencial, eu acho que mesmo com todas as mudanças, o rap ainda é um estilo diferente nesse país tão grande, que deveria ser mais heterogêneo, mas ainda é tão igual.


Saindo Um Pouco do Rap.. Você Acredita que Existe um Movimento Negro no Brasil ..?


R: Sinceramente não! Eu costumo dizer que o preto brasileiro não conhece o seu real valor muito menos a grandeza da sua história. Aqui os ditos movimentos negros são muito confusos, eles veem racismo onde nem sempre existe, e as coisas realmente enraizadas no racismo desse país passam despercebidas.
Nesse ponto podemos fazer um comparativo aos negros dos EUA, lá os caras possuem um orgulho que nem de longe vemos por aqui, eles sabem valorizar os seus ícones, lutam quando é preciso lutar e falam quando é preciso falar. Aqui nessa terra tudo é velado, tanto o racismo, quanto o orgulho. Eu particularmente tenho um orgulho enorme da minha cor e do que essa cor proporciona para o mundo, tanto no esporte, quanto na música, quanto na literatura, na história mundial e por aí vai.
Puxe pela memória e lembre-se de um herói preto do Brasil, sem ser Zumbi, que viveu a trocentos anos atrás? E então, veio algum de expressão? Isso porque estamos falando de um país onde a sua maioria é de pele escura. Estranho não. Pois é, coisas do Brasil. Como eu disse: tanto racismo quanto orgulho são velados há anos, e isso não vai mudar da noite pro dia, talvez não mude nunca, pois a época disso acontecer já passou.

Não sei se esta "a par" do Assunto.. Mas o que você Acha do Sistema de Cotas Raciais..? Você é Contra ou a favor ..?


R: Quanto as raciais eu sou contra, acho que o mais correto são as sociais, que no final irá atingir o mesmo público, afinal de contas qual a cor predominante que assola as favelas do meu país? Pois então, é só uma questão de reajuste, não vai mudar muita coisa. E o termo cota social soaria mais bonito em um país tão hipócrita, que se incomoda com tudo que remete a uma ascensão do povo preto e pobre num geral.


Li que Você faz Poesia,Crônicas e Contos certo..? que temas você costuma abordar nelas..?


R: Cara, eu vejo tudo muito igual na literatura, por isso procuro abordar temas diferentes, mas que ao mesmo tempo tenham a ver com a minha identidade. Não gosto do termo literatura marginal, por exemplo, pois marginal é o que corre as margens da sociedade, e eu quero que os meus textos sejam lidos por todos, sem distinção, e talvez por isso eu não me prenda a um determinado tema. Se eu estiver puto com alguma coisa que vi e me revoltou, eu vou escrever sobre isso, se eu estiver mais sentimental, eu também vou escrever sobre isso, se eu estiver mais criativo eu vou inventar uma história com algum propósito que a meu ver seja válido para o intelecto. A minha essência literária é bem crítica e contestadora, isso eu sempre procuro seguir, mas é uma coisa minha mesmo, natural, e não imposta por nada e por ninguém.


Quem você admira na Literatura e na Poesia ..?


R: Por eu achar tudo muito igual, não tem muita gente não, sei lá, as vezes eu acho que o meu escritor favorito seja eu mesmo, pode parecer prepotência, mas não consigo achar na literatura alguém que eu veja como espelho, ou que me identifique tanto. Na verdade eu sou muito criterioso e detalhista, e isso faz com que eu não tenha grandes ídolos nesse aspecto. Mas um poeta que gosto muito é o Mário Quintana, gosto do estilo dele.


Muito Bom isto ... vi que você vai lançar um Livro chamado “O menino do morro virou Deus” ... Procede..?quando será lançado e qual o enredo do livro..? é inspirado em que..? conte-nos..rsrs



R: Exato. Me dediquei muito a esta obra, é um livro baseado na letra menino do morro, do Facção central. O enredo segue a letra, e é narrado em primeira pessoa, mas para eu dar 400 páginas para o mesmo, foi preciso muita criatividade e conteúdos próprios, o que deixou a história bem interessante a meu ver. Eu consegui dar vida longa aos versos do Eduardo, e também consegui dar uma identidade própria ao livro.
Quanto ao lançamento dele, aí é que entramos na fase mais complicada e desanimadora. Sou um poeta do morro, com uma obra sobre o morro, tentando publicar um livro em um país onde a sua literatura é totalmente elitizada e segregacionista, com isso podemos concluir que a minha tarefa é árdua, e infelizmente eu não posso dizer quando este livro estará nas ruas.


Vai Lançar um livro de Poesia também né..? como vai ser este livro.. terá um tema ou uma compilação de suas poesia..?


R: Eu tenho bastante material poético, mas analisando friamente a minha obra, eu acho que conseguiria fazer um livro com uma qualidade boa, com umas 150 poesias. Eu tenho o desejo de fazer um livro com 150 poesias, sendo 50 delas comentadas e esmiuçadas por mim, o que daria ao livro um total de 200 páginas mais ou menos. Mas por questões comerciais de editoras eu também não sei qual seria o nome deste livro e nem se ele sairia da forma que eu realmente gostaria de fazer. Mas certamente seria um apanhado dos meus escritos poéticos, separados por capítulos.



To Ligado que um cara da periferia tem dificuldade pra tudo, e pra lança um livro creio que seja a mesma coisa... você vem enfrentado dificuldades para lançar seus livros..? se sim qual é a dificuldade..?


R: Essa é a melhor pergunta da entrevista, pois isso é um assunto que me incomoda profundamente.
Primeiramente eu gostaria de explicar que existem duas formas de se publicar um livro, a independente, e a por editora.
Na forma independente o autor cria a sua obra, o seu título, cria a sua capa, ele mesmo faz a revisão do texto e depois procura alguma prestadora de serviço para fazer a parte gráfica, que é a diagramação, impressão e etc. Para isso o autor terá que desembolsar um dinheiro para fazer o pagamento desses serviços, e aí é só pegar o livro que estará pronto, com as tiragens que o autor determinar, daí é só arrumar um jeito de vender todos os livros, e tarefa cumprida. O problema é que falando assim parece simples, mas não é, pois vender livros por conta própria é uma tarefa muito difícil, e muitas obras acabam encalhando em um porão ou quarto empoeirado.
E por conta disso existe a segunda e mais tradicional opção, que a publicação por uma editora,  e é este caminho que estou tentando seguir, pelo menos até quando der.
A publicação por uma editora é menos rentável financeiramente do que da forma independente, pois o autor recebe em torno de 20% de cada obra vendida, mas como eu não estou visando ficar rico, e sim divulgar a minha obra, essa é a melhor opção pra mim. Além do que a publicação por editora te dá um status no mundo literário, todos te veem como bom escritor, independente da obra ser boa ou não, a editora de proporciona isso, é como se fosse um carimbo dizendo: “escritor apto”, mesmo que existam vários livros publicados com escritores inaptos, mas enfim, coisas do mundo.
O fato é que eu gostaria de ver as minhas obras nas livrarias do país, e pra quem tem pretensões futuras de lançar outros livros, eu não gostaria de partir para a publicação independente, somente em último caso, ou se aparecesse uma proposta muito interessante em termos de venda e divulgação, pois aí sim eu lançaria de forma independente sem problemas, agora lançar sozinho é muito complicado. Independente da forma que se vá lançar um livro, seja ele por editora ou não, o ideal é que se haja um parceiro, e é esse parceiro que está foda para achar. Já falei com entidades ditas do povo e da favela (que não vem ao caso falar o nome, pois eu quero acreditar que eles realmente estejam ajudando alguém, e quem sou eu para manchar o nome de quem está ajudando outras pessoas), o fato é que até agora a mim não ajudaram, e o pior, nem me mandaram um simples “não” ou sequer leram trechos da minha obra para saber se ela prestava ou não. Simplesmente eu cheguei pedindo ajuda, algum rumo para a publicação do meu livro, e fui ignorado, simples assim, eu prefiro mil vezes ouvir um “não, seu livro é uma porcaria”, do que ser ignorado sem ao menos ter a obra avaliada, e isso me frustra bastante.
Tentei contato com editoras, mas descobri que para isso eu teria que ter algum tipo de patrocínio, ou no mínimo alguém que indicasse.
O fato é que estou em um universo fechado, que eu já sabia ser complicado, porém não imaginava ser tão difícil e capitalista, afinal estamos falando de literatura, não de futebol. A única coisa que eu queria era ver o meu livro sendo lido pelo Brasil, independente da forma que fosse, o verdadeiro desejo de um autor é ver sua obra lida, apenas isso, dinheiro é consequência, mas o foco mesmo está na divulgação das palavras, até porque foi isso que me motivou e que me motiva a escrever: difundir as palavras, apenas isso.
Mas eu sigo na luta; o Renan do grupo Inquérito diz em um som uma frase que eu sempre lembro: “para alguns a vitória vem de elevador, para outros de escada.” E eu vou seguindo, subindo os meus degraus.


Alem dos Livros tem Outros Projeto em Mente ..?


R: Eu estou ávido para começar a escrever outro livro, e outro, e outro, ideias e histórias é o que não me faltam. Mas para isso eu preciso de respostas, não posso ficar escrevendo obras que ficaram apenas comigo, esse início de carreira como escritor é que irá dizer qual o meu caminho nessa questão dos livros. Mas eu sigo escrevendo, comecei a participar com mais dedicação a alguns concursos literários, com poesias e contos, e isso é bem legal, me da um retorno bem interessante. Atualmente estou participando de um da Petrobrás que é justamente para patrocínio de publicação de livros, vamos ver se vai dar certo. O que eu não posso é parar, sabe quando você faz as coisas achando que tem que fazer aquilo como se fosse uma missão? Pois então, é assim que eu escrevo, como se tivesse realmente nascido para aquilo.



Pra Terminar Bem vamos a um pequeno bate bola..


Uma Musica ..?


R: Aí complicou, como disse na entrevista, eu ouço muita coisa, todo dia, e tem muita música marcante, mas como o foco é rap, vou ficar com “A vida é desafio” dos Racionais.


Uma Pessoa ..?


R: Minha mãe. A merendeira que sozinha me criou, me deu amor, valores, e me mostrou que o amor rege as pessoas boas. Ela é minha essência, motivação para ter uma vida melhor e para ser uma pessoa melhor. Mas saber que ela tem um orgulho imensurável de mim, simplesmente por eu ser o que sou já me faz poder dizer que sou feliz e que vale a pena viver.


Um Livro ..?


R: O meu, quando sair. Mas brincadeira a parte, eu acho que ainda não li aquele livro que mudou a minha vida, embora tenha lido muitos, mas certamente um bem marcante é a autobiografia do grande Malcolm X.

Uma Poesia ..?

R: “
Os mais loucos versos que compus
foram regidos pelos ventos
que romperam o meu juízo.

Nascia assim a fábrica humana
que cataria todas as ventanias
na busca de palavras insanas
que provocassem rodamoinhos
nas mentes mundanas.

Não sei se terei êxito
na minha causa, por hora sem efeito,
mas enquanto a tempestade não cessar
a fábrica de cata-ventos
continuará a poetizar.”
Essa poesia se chama “fábrica de cata-ventos” e é de minha autoria, não é a minha preferida, nem a minha melhor, mas é a que transmite bem um sentimento atual que ficou bem explícito nessa entrevista.

Salve mano Dahora a Entrevista .. Deixe seu Recado ao Leitores.


R: Pra fechar eu gostaria de dizer uma coisa que parece clichê, mas que é verdade: todo ser humano tem um talento, algo que ele faz melhor que a maioria, as vezes é difícil descobrir o que, mas mesmo que ainda não saibas o seu talento, acredite nele, acredite que mudanças possam ocorrer através disso, todos vieram ao mundo com um propósito, e por isso, meu irmão, e minha irmã, nunca se ache imprestável ou sem valia nesse mundo tão sem valores, pois o seu valor é único, se você um dia acreditar nisso, outras pessoas acreditarão, e teremos um mundo um poquinho melhor, menos individualista, e com mais sonhos; sonhos estes que serão sonhados juntos, realizados juntos e celebrados juntos. Antes de começar o trabalho de mudar o mundo dê três voltas dentro da sua casa, e seja você a mudança em pessoa.
Hasta, e muito obrigado aos que leram a entrevista completa até aqui.




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