domingo, 29 de junho de 2014

Reacionários agridem manifestantes em show de um ato politico




NOTA DE REPÚDIO

O Bloco de Lutas - AP surgiu como uma forma de denunciar e combater as injustiças da copa. Ao longo desse nem tão grande processo de construção do bloco, somamos pessoas e bandeiras, uma delas é dizer NÃO a qualquer forma de violência. Seja física, seja verbal. Seja contra homem ou mulher. 
Quem compareceu ontem à noite (28/06) ao ato político cultural "Bloco na Praça" pôde vivenciar uma outra forma de militância, de manifestar revolta, mas também presenciou cenas de violência extrema. 
A programação iniciou logo após o anoitecer e contou com bandas de Rock, cantores de Rap (um dos elementos do Hip-Hop) e Dj. No intervalo entre uma apresentação e outra, intervenções políticas eram feitas, para manter a linha dos outros atos construídos pelo Bloco. Após algumas apresentações e uma intervenção política, um senhor conhecido por todos como "Fino Tatuador" tomou a palavra para ofender aos movimentos sociais, questionando nossa posição contra a Copa do Mundo de Futebol e perguntando o que estávamos fazendo antes do dia de sábado. O senhor não sabia, ou sabia e preferia ignorar, mas o Bloco constrói atividades desde a abertura do mundial de futebol, além de contar com militantes que há tempos constroem movimentos estudantis dentro da Universidade Federal do Amapá, Universidade Estadual do Amapá e Instituto Federal do Amapá, além de estudantes secundaristas, agentes culturais dos mais diversos segmentos e ativistas pelo direito das mulheres, negros e homossexuais. Mas ficou claro que o objetivo dele era outro: causar confusão. Junto ao "Dj Duff", ele brigavam por um espaço público, e por isso usavam de argumentos baixos e violência verbal.
Após uma pequena discussão, a programação correu normalmente com a participação da banda Nova Ordem. Observamos então que a cada intervenção política, a qualquer palavra de luta contra as injustiças sociais, o senhor Fino e Dj Duff intervinham também com ofensas. Próximo do fim do evento, após a maior parte dos participantes terem ido para suas casas, novamente uma discussão por conta do espaço foi colocada pelos senhores, que então passaram a agressão. A cena seguinte foi um retrocesso na história dos Movimentos Sociais. O Dj Duff partiu para cima de jovens estudantes da Unifap, não bastando, sua companheira, conhecida como Hanny juntou-se a ele e e agrediram a Dj Samarina que participava do evento. Enquanto isso Fino Tatuador corria com garrafas nas mãos atrás de um menor de idade. No meio da confusão, quem tentou pará-los foi ferido também.
Após vermos que alguns militantes haviam sido feridos, resolvemos nos retirar do local e ir até a Delegacia fazer um Boletim de Ocorrência contra os agressores, mas não antes de ouvirmos ameaças, sugerindo que haviam gravado nossos rostos e poderíamos sofrer por isso. 
Infelizmente o DJ Duff, Fino Tatuador e Hanny fizeram o papel nefasto que o Governo e polícia fariam, de criminalizar os movimentos sociais. O DJ Duff estuda na Universidade Federal do Amapá e conhecia parte das pessoas que estava agredindo, já que dois dos feridos compõem o Diretório Central dos Estudantes da Unifap - DCE. O senhor Fino se diz um agente cultural no Estado do Amapá e demonstrou uma atitude de preconceito e violência. Mais triste ainda é que essas pessoas dizem construir uma ONG, um espaço de paz e harmônia no mesmo local que praticaram estes atos de violência.
Um boletim de ocorrências foi registrado e os feridos estão fazendo todo processo legal de denúncia, mas compartilhamos nossa revolta para que todos saibam dos fatos e fiquem alerta. Situações como essa não podem passar em branco! Não podemos mais permitir que senhores como esses se achem donos de espaços públicos e agridam quem não concorde com eles. Não podemos permitir a criminalização dos movimentos sociais desta forma. Lutamos contra a violência, machismo, homofobia, racismo e qualquer tipo de opressão!

Bloco de Lutas - AP
ANEL
Vamos à Luta
Grupo Beija-Flor
Coletivo Juventude às Ruas
Fora do Eixo - Ap.

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