quarta-feira, 29 de outubro de 2014

GOG diz que classe C,D e E se dividiu nesta eleição já os boy....


Neste eleição eu nunca vi como a mídia e pessoas influentes tentaram derrubar o governo do PT,usando e abusando dos escândalos de corrupção do PT mas esquecendo dos escândalos de corrupção do Psdb, a direita conservadora brasileira tentou de tudo até inventar a morte por envenenamento do doleiro Yossef.. esta eleição pra min deixou claro que é uma luta de classes.
veja a opinião do GOG.

Com a sua licença
A eleições de 2014 me trouxeram várias reflexões.
Quem se posicionou, apoiou alguma das candidaturas, traiu o movimento?
Para responder essa pergunta temos que olhar para o passado e ver o que aconteceu lá atrás, de que forma o rap surgiu e como se portava no Brasil dos anos 80, 90.
O rap, ao meu ver, bem como os outros elementos do hip hop surgem no caos urbano, da indignação contra a forma de fazer política de quem chamávamos, poderosos. 
Eles faziam tudo aquilo porque tinham o poder e a governança nas mãos.
Lembro-me que uma vez uma garota me perguntou:
- GOG, quem é esse tal de Sistema? O cara é muito sujo, todo mundo fala mal dele!
A pergunta feita por aquela garota, refletia a desinformação dela, á principio, mas já sinalizava que esse fator estava bastante presente entre os integrantes e dos amantes do hip hop e da população em grande parte.
A palavra sistema tem várias definições e a que mais nos serve agora é a que o define como uma grande engrenagem, composta por poder, governo e povo em suas camadas sociais, logo, na minha avaliação, não existem “excluídos” e sim, “mau incluídos”, gente que serve de combustível humano para que esse motor gire. Ao perceber isso, o hip hop se assume anti-sistema, mas de uma forma figurativa, porque faz parte dele. Os sistemas mais comentados são os capitalistas e socialistas, e o primeiro é o que segue vigente nessa grande pátria latino-americana conhecida como Brasil.
Existe maneira de se melhor incluir no sistema? De fazer com que as pessoas possam sofrer menos, ou passar a não sofrer as consequências desse rolo compressor?
Existem vários pensamentos a esse respeito. Os que acreditam que sim, através de reformas, acesso, e outros que não, e dizem que temos que destruí-lo, não patrociná-lo.
Eu particularmente, apesar de não concordar com muita coisa que ele provoca, sou adepto de que as mudanças devem acontecer passo a passo, não dá pra acabar com ele de uma vez, mas podemos traçar estratégias que levarão ao seu sucateamento, e lá na frente sua substituição.
Mas e até lá? Como faremos até esse dia?
Bater de frente hoje, pegar em armas, creio que não é viável, como diz o Flagrante(eternamente Realidade Cruel), “PM tem munição de sobra”.
Creio que o hip hop, como movimento social, cultural, pode sim transitar em outros territórios, dialogar e interferir em vários processos, inclusive legislativos, executivos, com a exigência de ter a consciência de ser território negro e periférico.
Sim, são várias as baixas, é muito o sangue que escorre, o braço armado do estado tem na sua bala o nosso retrato falado, e cada número estatístico, é pra nós, gente nossa, parceiros, parceiras, vizinhos e vizinhas, familiares.
Como agir?
No meu entendimento com seriedade e estratégia.
Infelizmente somos muito mal preparados para essas negociações e para essas “viagens” por outros territórios e muitos saem contaminados, envenenados pelos sonhos e promessas deles.
É preciso manter o foco e a disciplina, a sensatez e astúcia necessária para entendermos que estamos em um jogo e que o movimento de cada peça deve ser feito com todo respeito aos integrantes do nosso território.
Mas eis que são lançadas as armadilhas do sucesso, da vaidade e muitos se perdem, e perdem a noção do motivo que os levou até ali.
Por isso é necessário, vital, a formação de uma “Liga Africana Atual” como sabiamente diz o Professor Nelson Maca.
Ao invés de formar quadros, estamos pregando quadros na parede.
Talvez essa seja a nossa maior crise!
Essa crise desemboca e se mostra presente na falta de um coro uníssono nessas eleições, que para mim foi a mais acirrada porque o poder queria a governança de volta doa a quer doer, de qualquer forma! E trabalhou muito pra que isso acontecesse.
As classes A e B não se dividiram. 
Votaram massiçamente em seu candidato, naquele que representava seus anseios.
As classes C, D, E, se dividiram, e sabe por quê?
Não foi porque a candidata era pior, mas porque a mídia, que serve as classes A e B entrou em seus lares e fez o que quis, nos dividiu, trazendo para muitos de nós, os anseios e desejos deles. 
Muitos de nós, falam da mesma forma que eles, repetem o pensamento implantado por eles.
Precisamos urgentemente nos reestruturar. 
Substituir os Encontros Culturais por uma Cultura de Encontro, montar uma rede de diálogos, de debates, e não nos desrespeitar, falar mal um dos outros, como aconteceu nessas eleições.
Lavamos roupa suja em público!
Não considero essa a melhor das estratégias.
Creio que podemos ter sim divergências, como temos, algumas quase que impossíveis de serem negociadas, mas temos que ter a sapiência e maturidade, para saber que tem gente lá fora, torcendo por nossa desunião, para que possam praticar suas atrocidades físicas e financeiras ao nosso povo.
Somos sim células, e formamos um grande tecido, e cientes disso, não podemos dizer que representamos esse corpo, mas não podemos fugir da responsabilidade de ser parte dele.
Inicio aqui essa discussão que vejo como necessária, lembrando que inflação, corrupção, índices econômicos negativos e outros problemas não são causados por negros, negras, periféricas. Sofremos o reflexo da irresponsabilidade de gente que tem habitat e cor da pele diferente da maioria dos nossos. Agora somos o corpo que mais perde com todas as ações desumanas deles.

Há Braços,
Há Bravos!
GOG

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