quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

50 bons Álbuns/EP's/Mixtapes de 2018 segundo o Noticiário Periférico!


Com certeza você deve ter pensado: "Mais um lista daquelas que só tem artista da moda, que estão no hype". Não, definitivamente não. Gostamos de música, quando ser comercial e bom pro nosso ouvido andam juntos, nós colocamos aqui, quando não, não colocamos. Se acaso você sentir falta do seu ou da sua queridinhe por aqui, desculpa, não desiste de dar uma chance as indicações e veja como uma lista pra divulgar música boa que não teve a atenção devida ou que deveria ter mais, ou que vocês deveriam exaltar todos os dias.

"A nossa casa serve ao underground e nem só de hype viverá o rap". (Rosa, Ana)

Então, nesta lista você vai conferir artistas que lançaram bons e ótimos trampos em 2018, independentemente se estão na mídia ou não, independente se foram altamente discutidos ou não. 




Nesta lista tem álbuns, EP's e mixtapes, não classificadas em primeiro, segundo e tal, é um conjunto de trabalhos que ouvimos e consideramos bons. Sempre vai ser impossível agradar a todos, sempre vai faltar alguém, estamos cientes disso, mas esperamos contribuir para a playlist musical de vocês. E se pesquisar tem mais, se buscar tem mais, fechamos em 50 com muita dor no coração.
Sem mais delongas, confira!



Materia Prima & Dario Beats — Bem Boom Bap

A junção do mineiro Matéria Prima com o paulistano Dario Beats que é um mestre no quesito “Boom Bap” foi uma das melhores obras de arte desse ano. Da primeira a última música é possível sentir o peso que bumbo e caixa fazem, totalmente original e  bem produzido, mistura jazz e rap, lindo. Parece uma celebração do período "ouro" do rap, recebe colaborações de Zudizilla e DJ Novset, juntamente com Nave e Spectrum em algumas produções. Tudo muito perfeito, do começo ao fim.



Tetriz - Segunda Fase 


O Coletivo Tetriz, formado por Matéria Prima, Ramiro Mart e Goribeatzz, traz pra rua sua Segunda Fase pouco mais de um ano depois do surpreendente e destaque de 2017, Primeira Fase. "Segunda Fase" soa como uma evolução natural do trabalho do coletivo, tanto nas letras quanto musicalmente. O boom bap segue sendo o carro-chefe, Ramiro e Matéria complementam a boa produção de Goribeatzz e tornam o disco um dos bons destaques que fizemos esse ano.






Barba Negra & Sala 70 - A Ópera do Pirata 

[O Mistério de um Loop Velho]






O ótimo projeto A ópera do Pirata (O Mistério de Um Loop Velho) é fruto da parceria de Barba Negra aka Mc Ralph em parceria com o produtor Sala 70. O trabalho narra a historia do pirata, fazendo uma ligação entre a sagacidade do espírito antepassado (o Barba Negra original) e a saga atual do rapper homônimo. E pra acompanhar as ideias, Sala 70, veio inspiradíssimo com os loops mais obscuros pra emocionar os ouvidos. Com 8 faixas o disco traz as colaborações de Killa Bi, Tunza e DJ Dedé 3D. 






Monna Brutal - 9/11





9/11 é o álbum de lançamento da Monna Brutal, onde aborda questões em torno da transfobia, machismo, periferia e etc. Com produção musical de Z-Rock e a participação da poeta Katrina e da rapper Brisa Flow. São músicas que falam sobre a força da transfeminilidade, a luta das bichas afeminadas. Monna encarna a voz das oprimidas pelo sistema patriarcal de gênero, evocando o poder das derrotadas e transformando cada lágrima em gasolina, para mandar versos incendiados de conteúdo que desvendam o sistema opressor contra corpos marginais, colocando vergonha e cobrando vingança por todo sangue derramado. Resistência é a palavra que define esse álbum!






B-Face - Gradientes






Álbum do curitibano B-Face, produzido por ele mesmo, através do seu selo Suite Music. O álbum contém 10 faixas com participações como: DJ Baqueta, Rodrigo Zin,  seu grupo GPK, Mano Will, Chábazz e Fantoxi, além de contar com a produção de grandes nomes, como o Café aka DM, Dario e o músico Lucas Ramos no Trompete. À princípio, o nome do disco era pra ser “Eterna Batalha Interna” (sigla EBI presente na capa), porém Bface preferiu modificar para “Gradientes”. Fez o Gradientes dentro desse conceito inicial, e pretende aplicar o selo "EBI" em todos os trabalhos que ele achar que se relacionem com esses temas mais pessoais, ou sobre conflitos em geral. 




Raphão Alaafin - Agosto





Uma década depois do primeiro álbum "Amostra", Raphão Alaafin nos apresentou seu trabalho chamado "A Gosto". O álbum contém 8 faixas e as participações de Joy Sales, Jhany Oliveira, Negrifero, Lay, Dj Negro Rico, Eduardo Brecho, Thiago Sonho e Rodrigues Boma e conta com uma produção baseada na época que mais agrada o Alaafin, a Golden Era, ele expressa nas letras a angústia de “estourar”, que é muito mais das pessoas próximas do que dele próprio.




Karen Santana - Poderes de Évora






A rapper de Mogi das Cruzes, Karen Santana lança seu primeiro disco Poderes de Évora (2018) trabalhando com seu ritmo e poesia no sentido de produzir através da linguagem, um remédio potente para curar uma série de problemas por ela eleitos. Ela fala sobre relações e mudanças internas por meio de experiências pessoais. É um som que mostra a importância de fazer o bem primeiro para a gente, para assim conseguir amar o outro. Conta com produções excelentes de autores distintos como Andrés Camargo, Raul Ronde (Jacareí), Hisashi, Nandes Castro, RobHood e Gilponês. 




Diomedes Chinaski - Comunista Rico



A mixtape de Diomedes Chinaski que contando com grandes participações como Djonga, Don L, Cacife Clandestino, Raffa Moreira, Orquestra Imaginária, Zaca de Chagas, Coruja BC1, Makalister, Jovem Esco, Síntese e Nego Max, traz ainda Luiz Lins, não tira todo o protagonismo de Diomedes. O álbum que de algum modo articula sexo, drogas e política, traz produções de Mazilii, Dario e Will Diamond entre outros.



Bruna Muniz - S.O.S. PÁTRIA AMADA




A rapper Bruna Muniz lançou o primeiro disco da carreira, intitulado “S.O.S. Pátria Amada”, o álbum contém boombap pesado! São 14 faixas que trazem a participação de Bianca Hoffmann, InTheFinityVoz, Gabi Nyarai, Belga, Sambada e Rap Plus Size, que abordam assuntos sociais e intelectuais, onde expressa sua posição diante diversas injustiças vistas em seu próprio cotidiano. As produções vem pelas mãos de DJ BATATAKILLA, Shaolin Drunk e Issac Beatz e BeatzbyWeed.




Pau de dá em Doido - XX Anos #PDD20ANOS


Álbum comemorativo dos 20 anos da Paudedaemdoido Selo, com as participações de Enézimo, Deejay Nato PK, Caprieh Uneguetho, Chuck D, Eli Efi, Gaspar ZAfrica Brasil, Motim, Lakers e Pá Rodrigo Goes e Hip Hop de Mesa. Álbum lindo, muito bem feito com produções assinadas por Nato PK, Renato Parmi e convidados especiais como Leandro Lehart, Didi Pinheiro, Lira Ribas e Adriana Moreira, foi uma das melhores coisas que ouvimos em Dezembro.


MUDe seus PLANOs - Gatilhos de Brinquedo


Esse é o disco de estréia de Mud e Plano, velhos conhecidos da cena por trabalhos pelo grupo Ho Mon Tchain, com essa proposta nova, os caras colocaram na rua um cd que não sai da cabeça desde que lançado. As oito faixas tem produção minuciosa de Mud para revelar uma sequência de rimas cuidadosamente planejadas pelo duo paulistano. São canções como a crescente Avalanche, colaboração com Mesclad011, o trap-hop da inaugural Lembrete, um indicativo do material que recheia o trabalho, além de faixas como a sombria Palácio de Plástico, uma das melhores do disco.



D´Ogum - Do Banzo ao Orun


Membro do Projeto Preto, ao lado de Anarka, Denvin, Gabi e Vibox, D'Ogum nos apresenta seu primeiro EP solo, recheado de fé e vivências. O EP que tem produção, direcionamento musical e uma sensibilidade minuciosa de Vibox, transita totalmente envolvido pela música preta tendo como seu pilar central o Neo-Soul. O direcionamento vocal é por conta de Vic Oliveira, que também assina como única participação do disco. 



Quebrada Groove Convida - Vol. 1



A produtora musical Quebrada Groove oriunda do Capão Redondo, lançou a coletânea “Quebrada Groove Convida Vol.1”. Idealizado pelo produtor Jonathas Noh, tem como ideia principal reunir artistas independentes para apresentarem seus trabalhos de maneira livre, ao vivo e com pequenas edições, que não alterem o conteúdo apresentado ao vivo. Essa primeira coletânea temos nomes como: Tatu Dubem, Gegê & Opanijé, Fino Du Rap, Kadesh, Negrifero, Eliabe & Luiz Preto, Jah Dartanhan & Mis Ivy, SJ, Sistah Mari e Americano Fiduhenrique. 





Nego Max - Afrokalipse




Nego Max nos presenteia com seu novo disco “Afrokalipse”, que tem 10 faixas produzidas por Palito, Dö, TH, DJ Willião, Passarinho, Joãozinho Beatbox, Neto e também produções dele mesmo. Em “Afrokalipse” Nego Max vem combativo. Traz ideias e contribuições à luta contra o racismo, tocando em todas as feridas que a dívida histórica ainda faz arder. Suas letras são didáticas e acessíveis e vem com a proposta de registrar as ideias de combate que o empoderam, a fim de empoderar os demais homens e mulheres negras.





Izabela Reis - Aurora


Izabela Reis apresenta o EP “Aurora”, com 6 faixas que atravessam facetas do que chamamos de love song. Realizando um trabalho 100% independente no Rap e RnB, todas as faixas tem produção e direção musical da própria artista, além de contar com um lyric, todos também desenvolvidos por Izabela Reis. 

Drik Barbosa - Espelho


A maravilhosa cantora e compositora Drik Barbosa lança “Espelho”, seu primeiro EP reunindo 5 faixas com o mesmo conceito. A sonoridade de “Espelho” transita entre rap e R&B. A produção musical do EP é assinada por Grou, produtor e beatmaker, a única exceção é o primeiro single, Melanina, que foi produzido por Deryck Cabrera, também beatmaker. O projeto que conta também com as participações de Rincon Sapiência e Stefanie Roberta.



Raphael Warlock - Vilão Orfão de Vilania




Direto da capital catarinense, Raphael Warlock exprime em seus versos a podridão social que o rodeia, as condições de moradia dos menos favorecidos na ilha e, por fim, expõe seu passado e presente mais íntimo no seu álbum de estreia Vilão Órfão de Vilania. Composto por 11 faixas, o disco é dividido em 03 (três) partes, com temas que se complementam. Lançado pelo selo NREC 727, conta com a mixagem, masterização e participação lírica dos rappers Rodrigo Zin (0800 Crew) e Arma Xiss, além dos scratches do DJ Bandeira (Pro Hip Hop).


Vandal - VARONILH



O pequeno EP intitulado Varonilh, nos mostra a originalidade proposta pelo baiano Vandal. As três faixas que juntas esbanjam potência e veracidade de transmitir sua realidade através da música.



Otra Essência - Boom Bap Vol.1



Os MCs Rás, CemPorCento e o beatmaker Doisms Beats voltando no tempo e utilizando suas experiências musicais e suas vivências da rua, sem descartar o passado, o reinventaram, unindo se na formação de mais um grupo, e lançando o primeiro álbum do Otra Essência. Conta com 5 faixas de Boom bap.


Arielly Oliveira - Sem Papa's na Língua



Ex-integrante do Biografia Rap, primeiro grupo de mulheres a gravar álbum em Alagoas, a artista segue com o projeto solo. Arielly Oliveira lançou o álbum Sem Papa's na língua. Um disco lindo, com mensagens importantes, objetivas e intensas. O álbum foi gravado e produzido no Studio QG dus Manos, e conta com participação de Boby CH.




Rancho Mont Gomer - A Procura da Batida Rancheira 2



Rancho Mont Gomer é um novo conceito em produção musical e audiovisual, é a essência do hip-hop anos 90 em plena São Paulo 2017, localizado na Zona Norte mais especificamente no Tucuruvi, alguns artistas, beatmakers e produtores se reuniram para dar cara a esse novo projeto. Tadeu Msour, Estranho, Dj Tadela e Eloy Polemico donos de altíssima autenticidade criaram uma nova perspectiva em estúdio de Rap. O álbum conta com várias participações, entre elas Adonai MC, Atentado Napalm, DCazz, DJ Batata'Killa, Dow Raiz, Matéria Prima, Kamau, Raphão Alaafin e Timm Ariff.




Siloque - Guia Prático de Como Fazer Inimigos


Partindo para o lado do rap consciente, Siloque lança seu terceiro trabalho solo, com um caráter conscientizador, político, sério e crítico. Siloque foge dos lugares comuns do rap nacional, gritando pelo resgate dos valores, do amor ao próximo, do bom senso e da busca por um Brasil melhor. O álbum possui seis faixas e foi gravado e mixado no MilGrauTape Studio, e contou com a participação do rapper Teagacê, do rapper Sé, e do grupo Synestesia. Os instrumentais ficaram por conta de Flavvour Beats, com exceção de dois beats, um feito por Léo Machion e o outro de autoria do próprio Siloque, sob a alcunha Silasman, que também assina a produção do disco, além de Jeff Ferreira na produção executiva.


Mental Abstrato – Uzoma



Vindo de uma tradição que procura eliminar as barreiras entre os gêneros, Mental Abstrato procurou trazer um orgânico percurso entre o Jazz, Hip Hop, Afrobeats e toda a série de tons que transita entre estes extremos. Transitando entre as categorias de “Beat Tape”, “disco instrumental” e “disco de Jazz”, a impossibilidade de nomear com precisão este trabalho se torna o principal atrativo. O grupo mostra que oito anos foram mais do que suficientes para reunir as sonoridades e maturidade necessárias para uma obra prima que tem grandes chances de estar entre os destaques nacionais do ano. Uma jornada pela suavidade.




BK - Gigantes




Segundo álbum do rapper carioca BK, “Gigantes”, conta com 13 faixas que traz as colaborações de Juyé, Sain, Marcelo D2, Baco Exu do Blues, Akira Presidente, Luccas Carlos, KL Jay e Drik Barbosa. A obra tem  composições marcadas pela quebra de velhos paradigmas e evidente desejo do artista em avançar criativamente, e é um dos álbuns mais citados pelas pessoas nesse ano. 




Pacha Ana - Omo Oyá



O disco de estréia da rapper Pacha Ana, dona do primeiro disco de rap feminino do Mato Grosso, leva o nome de Omo Oyá, que em yourubá quer dizer Filha de Iansã. Com músicas que vão do boombap ao samba de terreiro, ela mostra sua ancestralidade e fé, o dia a dia da mulher negra e os tempos de infância e barreiras na música. Uma grata surpresa a qualidade musical, um dos destaques desse ano.

  
A286 - Sobre Paixões e Tragédias


O tradicional grupo de rap A286 lançou o álbum de retorno as ruas, intitulado Sobre Paixões e Tragédias. O projeto, composto por 15 canções, traz colaborações do Maurício DTS, J. Ariais, entre outros. Pros fãs do estilo, um prato cheio.


Rodrigo Zin - Francisco Oceano

  
O rapper curitibano Rodrigo Zin, integrante do 0800 Crew apresentou seu primeiro trabalho em carreira solo, o EP "Francisco Oceano". O EP conta com 9 faixas,que traz as participações de Gledson, Kamaitachi, Vagante, Dé Saiyajin e W$LL. Rodrigo foi responsável pela maioria das produções do EP — também fez a mixagem/masterização e o encart, e veio como um dos belos trabalhos que merecem atenção nesse ano.



Elo da Corrente - Rosa de Jericó

Rosa de Jericó é o disco do grupo Elo da Corrente. Formado por Pitzan, DJ PG e Caio, eles chegam com os dois pés na porta quatro anos após o ótimo "Cruz". Com produções a cargo do próprio trio e de Bolim, Coyote Beats e do Sala 70, o disco mantém o alto nível de beats e colagens da trinca.




Inthefinityvoz - Carta Pra Terra



Depois do álbum "Da extinção há existência" lançado em 2013 que fez e faz sucesso até momento, Inthefinityvoz, constituído por Dow Raiz e Thestrow passou cinco longos anos de estúdio escrevendo, gravando e experimentando novas formas de escrita e outros modos de tornar música o pensamento eles voltaram e trouxeram uma Carta Pra Terra. O Underground nacional agradece. 




Quebrada Queer - Ser




O grupo Quebrada Queer, lançou seu projeto, o EP SER, que significa: “SOBRE EXISTIR E RESISTIR”, e o trap foi escolhido como base para compor todo esse material, mostrando inovação e versatilidade musical do coletivo. O trabalho chega com cinco músicas onde são abordadas diferentes linguagens e historias, porém com uma ligação entre cada uma delas.




Negra Li - Raizes


O disco da incrível Negra Li exalta o orgulho negro, e evoca já no título Raízes a intenção de reconectar a rapper ao universo inicial do hip hop, mas com discurso e beats contemporâneos. Participações especiais de Rael, Seu Jorge, Cynthia Luz e Gaab. E um coletivo de produtores que inclui Pedro Lotto, Caio Paiva, o DJ Gustah e Duani. 



Djonga - O menino queria ser Deus


Um dos discos que estão em todas as listas de melhores do ano, Djonga nos traz um cenário consumido pelo caos, racismo, conflitos pessoais, preconceitos e a busca pela sobrevivêcia. Mostra o esforço e amadurecimento do artista. O disco contém 10 faixas e traz as colaborações de Karol Conka, Sidoka, Sant, Hot e Paige. 



Petreli - Galatas



Gálatas é o primeiro trabalho solo do rapper Petreli. O trabalho traz todos os beats pelo próprio Petreli, o EP conta com participações de DCazz, Leona, Chico real e  Nocivo Shomon. A Mix e master  ficaram por conta de Mud e arte da capa por Jessica Lisboa. Um trabalho bem bonito, com uma sonoridade muito boa. 


Enidê - Mangueando Vou


Dono de uma levada afiada, Enidê é mais uma prova de que o Vale é uma daquelas regiões que brota qualidade. O rimador da cidade de Taubaté lançou a mixtape Mangueando Vou. Mostrando que as vivências em países vizinhos fizeram muito bem para sua arte, o protagonista da viagem sonora apresenta 10 faixas embaladas por rimas em português e espanhol, além de produções bastante influenciadas pela música latina. Speed Freaks, Neto, Tuchê, Mestre Xim, Axel Alberigi, DJ 3D e Junnior Zion são alguns dos manos que colaboram para Enidê manguear com muita categoria em todas as músicas do trampo. 


Alanshark - Uma Gota da Minha Terra 


Alanshark disponibilizou o álbum comemorativo de 21 anos de carreira, intitulado “Uma Gota da Minha Terra”. O trampo conta com 13 faixas, sendo cinco instrumentais e oito vocais, o MC e produtor apropriou-se de diversos gêneros musicais para formar uma coleção regada de influências marcantes, como: Música Eletroacústica, Minimalista, Dub, Baião e muito Hip Hop. Os vocais trazem versatilidade nas levadas e os beats apresentam viradas inusitadas, efeitos e ruídos em abundância. Em resumo, “Uma Gota da Minha Terra” demonstra um artista eclético e cheio de surpresas em suas produções.



38MilManos - Gênesis 4.12




O grupo da zona sul de São Paulo, agora em sua segunda formação com Stéfano, Luiza Rampazzo, Léo e DJ Elviseologia, colocaram na rua seu quinto disco, o Gênesis 4.12, possui 11 faixas, mantém a tradição de letras fortes de cunho político-social, vivências de rua e progresso. Trás na produção nomes como Tadela, Dj Said no Beat, Dj Neew e Nocivo Shomon. Contando com participações inusitadas como Phantom (Dragões de Komodo), Jamés Ventura, do grupo Impacto Versado e por último uma parceria que vai dar o que falar na música R.U.A.A. com a banda Fitch de Porto Alegre, remete a diversos grupos da década de 90 que chegavam trincando nas linhas e faziam nossa mente sem nenhum entorpecente. Aquela pancada na moleira, se lembra? 


Gigante No Mic - Eu e a Minha Habitual Falta de Moderação


O rapper Gigante, do grupo Atentado Napalm lançou a mixtape "Eu e minha habitual falta de moderação". O trabalho contou com jogos de palavras geniais, muitas rimas difíceis e frases impactantes, trazendo 25 músicas consistentes, caminhando por diversas temáticas e sonoridades. Conta ainda com participação de Fabio Brazza, Victor Xamã, FalatuZetrê e mais. Em relação aos instrumentais, temos: Scooby, Mortão VMG, DJ Caique e mais. A mixagem e masterização da mixtape foi realizada pelo Scooby (Estúdio No Centro).




Contenção 33 - Vida do avesso


O rap nordestino sempre foi pesado, e a galera do Contenção 33, formado pelos MC's Torre, Joe, High e DJ Belle, nos mostrou isso mais uma vez esse ano. Conhecido por seus raps de protesto e de realidade de Salvador, o grupo lançou o EP "Vida do Avesso". O EP traz participações de Áurea Semiséria, Fashion Piva, DoisAs entre outros. 


Pevirguladez - Manual prático da malandragem



Com vasta atuação no hip-hop brasileiro, Pevirguladez faz a originalidade seu ponto alto, onde mistura rap, samba, malandragem, literatura e outras sonoridades brasileiras para contar as histórias dos subúrbios, seus personagens, alegrias e dramas, Manual Prático de Malandragem Vol. 2 é um dos trabalhos mais bem elaborados, de um cuidado único que saíram esse ano. 


Sempre - Antigos Relacionamentos, Novas Vivências


O quarteto Sempre (Pé Beat, Sadiki, DCazz e o DJ Faul) apresenta seu primeiro EP, intitulado “Antigos Relacionamentos, Novas Vivências”. Composto por oito faixas que buscam contar uma história com início, meio e fim.  O grupo formado em 2014, tem por inspiração ritmos como o Rap, R&B, Soul e até Funk. Já tendo lançado alguns sons nos três anos de existência, o quarteto agora alça vôos mais altos.  

Goribeatzz - Algoritmo Vol. 1


O talentoso produtor e beatmaker carioca Gori Beatzz disponibilizou seu excelente primeiro disco-quase-solo, “Algoritmo, Vol. 1”, um verdadeiro pot-pourri com os dois pés fincados no boom bap e no tal rap do batidão pique anos 90. Conta com 15 faixas—, e traz as participações de Shawlin, Xara, Makalister, Elo da Corrente, Antiéticos, Cabes, Bruna Muniz, Yas Werneck, Eloy Polemico, Sergio Estranho, Atentado Napalm, Matéria Prima, CHS, Max B.O, nILL e Ju Dorotea, com mix e master feitas pelo Studio Setor (Ramiro Mart) e artes feitas por Leandro Lassmar.


Kl Jay Na Batida Vol. 2 No Quarto Sozinho


17 anos depois, o segundo volume da trilogia prometida em ordem decrescente chega pesadona direto pros seus fones de ouvido. A ideia é a mesma do volume inicial, conectando MC’s da velha e nova escola, de consagrados a nomes iniciantes. Entre eles estão Edi Rock, Kamau, Filipi Neo, ZLK, Emy Jota, Aori, Sandrão (RZO), Xis da Questão, Nathy Mc, Antiéticos, Flow MC, Akira Presidente, Batoré, Fator do EG, Cezar Sotaque, Rael, Renan Saman, Rincon Sapiencia, Xis, Hanifah, DJ Will, Lay, MC Guimê, LF, Fhato, Jota Gueto, e participação das jornalistas Leandra Silva e Joyce Ribeiro. A produção das 15 faixas ficaram a cargo de  KL Jay, Renan Samam, DJ Will, Sem Grana e DJ Kalfani. Rap brasileiro com muita qualidade! 


ADL - Da favela pro mundo


Contendo 10 faixas e trazendo as colaborações de Dexter, Luccas Carlos e MV Bill, ADL lança o disco Da Favela Pro Mundo. O disco vem depois de muita promessa, e traz temas como a vivência diária, diálogos e até uma homenagem ao jogador Adriano Imperador. 

FBC - SCA


O disco que também aparece em todas as listas de melhores do ano, ou deveria, SCA, do rapper FBC. SCA carrega um conceito, é coeso e enxuto. O álbum conta com 10 canções e participações de peso como Djonga, Chris MC, ADL, Hot e Doug Now. A capa do projeto é inspirada no álbum I.N.R.I da banda brasileira Sarcófago e foi feita por Lefty Joe e Rafael Barra.


Organizacao Xiita - Amerikkk Escraviza Africa


2018 marca o aniversário de 20 anos do grupo Organização Xiita. E após um hiato de 11 anos, o grupo retomou as atividades. O disco saiu físico no dia 18 de agosto, com uma repercussão boa e bem aceito nas ruas, por que é um trabalho consistente de mensagens contra os racistas, homofóbicos, políticos e também contra o genocídio que está aumentando nas nossas favelas.


Brisa Flow - Selvagem como o Vento


A artista Brisa Flow lançou “Selvagem Como o Vento”, seu segundo álbum, trazendo um ar mais maduro com algumas produções dela e com letras que rimam amor e resistência com movimento e cura. O projeto traz produções da própria rapper, Amargo, Gabriel Gabba, Johny Martinez, Jonera e Lessa Gustavo. 


Marcelo D2 - AMAR é para os FORTES


AMAR é para os FORTES não é só um disco, mas sim um projeto audiovisual onde D2 estreia seu lado cineasta dirigindo e escrevendo o roteiro do filme que tem as músicas do disco como a trilha sonora.  Em dez faixas, o rapper cria um discurso rebuscado pra contar a história de Sinistro (protagonizado no filme pelo seu filho Stephan Peixoto), um rapaz nascido na favela, envolto a violência, mas que busca na arte a sua mudança de perspectiva pra vida. 


Choice - Ruby King 7102



Choice apresentou seu primeiro EP “Ruby King 7102”, com o selo Pineapple. Composto por 8 faixas Choice expõe um pouco de sua vida e através de sua arte extermina seus demônios internos, se liberta e o rap foi o caminho que ele trilhou em busca dessa libertação. Choice apresenta um trabalho rico liricamente, com versos bem construídos e estruturados. As produções ficaram por conta de Nobre Beats, Nobru Beats, Slim, Jnr Beats e Léguas e o time de ouro das participações foi formado por   Bk’, Coruja BC1,  MC Xamã e MC Orelha.



Karol Conka - Ambulante


Karol lançou o álbum Ambulante, cinco anos depois do seu lançamento maravilhoso Batuk Freak. O conteúdo traz faixas que remetem a vários estilos musicais e as letras trazem temas tradicionais comuns ao trabalho da artista, como: militância, protestos, conforto, superação e histórias que falam de amor.


Baco Exu do Blues - BluesMan


Se você chegou até aqui na lista, agradecemos a disposição de nos ouvir. O disco que gerou muitas discussões, críticas e aplausos, é sim um lindo disco. Nosso incômodo partiu do silenciamento da potencialidade musical que temos, a diversidade que existe da música feita no Brasil, pra exaltar um álbum que atende a determinados padrões brancos pra classificar nossa música. Por fim, é um disco bom sim, e existem outros 50 ou mais tão legais quanto. É o segundo álbum de Baco Exu do Blues, mas o que realmente prepondera em Bluesman são as conexões com os vários exemplos de grandes artistas negros da cultura pop. Isso porque o efeito de comparação é presente em todas as 9 faixas do álbum.




Por fim, não quisemos estender a lista, mas deixamos bons álbuns que merecem nossa menção honrosa! 

O álbum do produtor fonográfico, beatmaker e rimador de Pelotas-RS, Daime entitulado A Matemática do Caos. Os trabalhos de Gon Salves chamado Matando as Baratas e do Mano Alex, chamado Entre o Silêncio e a Resistência, ambos de São Carlos-SP, produzidos pelo super Lincoln Rossi. O álbum Retrato Rimado, do mc Rhenan Duarte de Campinas - SP.  O álbum dos veteranos do Realidade Cruel, chamado A voz que não se cala. O EP underground do Ari MC, da cidade de Porto Feliz - SP, chamado Sobre Vivência

Por fim, queríamos destacar dois trabalhos de beatmakers  e produtores lindos que saíram esse ano. 

Jorge Dubman (Dr Drumah) e seu 'Creation & Foundation'. 
Misturando clássicos e obscuridades, ele busca a essência rítmica da Jamaica em cada faixa, encorpando-as com a potência do hip hop. Ouça bem alto e com o grave no talo! 



E o trampo do incrível Sala 70, que apareceu em vários trampos dessa lista, responsável por bons lançamentos dos últimos anos. Lançou esse conjunto de 20 instrumentais. 

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