Rap e liberdade de expressão são tema de debate entre representantes do Brasil e do continente africano

O debate faz parte do evento Activisms in Africa e acontecerá nesta quarta-feira, no dia aniversário do Hip-Hop (11/08)

O tema “Rap e liberdade de expressão: Há espaços para apresentar livremente o rap e o ativismo nos países africanos?” será debatido no dia 11 de agosto por conferencistas africanos e brasileiros de forma virtual. A transmissão do evento está prevista para às 13h de Brasília (15h em Cabo Verde; 16h Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe; 17h Angola e Portugal; 18h Moçambique) através do canal do Youtube do Centro de Estudos Avançados (CEA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A terceira conferência internacional “Actitivisms in Africa”, que antes seria sediada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) campus Recife, será agora inteiramente online diante da crise sanitária de coronavírus. A eConferência está marcada para os dias 14, 15 e 16 de setembro de 2021. Como preparação para o evento, ocorrerão debates de diferentes temáticas a cada mês precedente à data de realização. 

A luta pela liberdade de expressão representada dentro do rap africano por meio da contestação à regimes fechados e convocação para manifestações sociais é o enfoque principal do debate, que acontecerá no dia aniversário de 48 anos do Hip-Hop, já que o Rap está inserido na cultura Hip-Hop. Os convidados à participar da quinta mesa do evento são artistas residentes de alguns países nos quais casos de censura, repressão e prisões ocorreram. Esses artistas irão abordar as possibilidades de expressão nesses locais.

Participando do debate estão MAMY, rapper, apresentadora de rádio e jornalista angolana; Negro Bey, autor e ativista cultural que representa a Guiné Equatorial; a brasileira Jacqueline Santos, doutora em sociologia e professora de Hip Hop na Universidade Estadual de Campinas e também Hélder Leonel, apresentador do programa Hip Hop Time, DJ e rapper de primeira geração de Moçambique. 

A mediação ficará a cargo do professor de jornalismo da Universidade Federal do Cariri, Carlos Guerra Júnior, doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra que realizou uma pesquisa comparativa sobre o rap em Brasil, Angola e Portugal.

LINK DE ACESSO: CEA - Centro de Estudos Avançados UFPE - YouTube

Informações técnicas:

Título: Mesa preparatória 05 - Rap e liberdade de expressão: Há espaços para apresentar livremente o rap e o ativismo nos países africanos?

Data de realização: 11 de agosto de 2021

Horário: 13h (Brasília); 15h (Cabo Verde); 16h (Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe); 17h (Angola, Portugal); 18h (Moçambique)

Organização: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Local de transmissão: YouTube

Participantes

MAMY – Angola

Rapper e jornalista angolana, graduada em Jornalismo e apresenta programa radiofônico.

Negro Bey - Guiné Equatorial

Rapper de Guiné Equatorial, autor do livro Cultura Urbana e ativista cultural, realizando palestras de formação política em escolas e instituições.

Jacqueline Santos - Brasil (UNICAMP)

Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas e professora da disciplina de Hip Hop na mesma instituição. Pesquisou o rap angolano no doutorado e contribuiu para a construção do Hip Hop Archive de Harvard.

Hélder Leonel - Moçambique

Apresentador do programa de rádio Hip Hop Time, o mais antigo de Maputo, capital de Moçambique. Rapper da primeira geração do país, DJ e membro do grupo Rappers Unit.

Mediação

Carlos Guerra Júnior - Brasil (UFCA)

Professor de jornalismo da Universidade Federal do Cariri e doutor Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra, com pesquisa comparativa sobre o rap em Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

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