quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entrevista com o rapper Cabo-verdiano/Cubano "Victor Duarte"


Victor Duarte é um grande rapper de cabo verde, é o rapper de maior expressão de seu pais, e bem conceituado no rap lusófono ou seja nos paises de lingua portuguesa e tambem do rap kriol (Criolo)  pra quem ainda não o conhece ou é fã deste grande rapper, confira esta otima entrevista!

É um imenso prazer em entrevista-lo mano.. Se apresente pra quem ainda não o conhece, quem é o Victor Duarte ..?
R: Obrigado mano, o prazer é meu....bom, definir quem vc é em palavras é sempre complicado, mas de uma maneira pratica e simples:

Meu nome é Victor, tenho 32 anos, sou casado, tenho uma filha, sou filho de um cubano e uma cabo-verdiana. Faço Rap desde o ano 2000, sou integrante do grupo KGB SQUAD, que conta com 3 álbums e que faz parte da família de rap Lod Escur, originários de Mindelo, Cabo Verde, Africa.

Para além dos álbums com o KGB SQUAD, lancei 5 trabalhos, que se encontram também para free download na net para quem quizer escutar. Actualmente moro na Dinamarca, Europa do Norte, e faço rap quando o tempo permite.

Como e quando você conheceu o rap e hip hop..?
R: A primeira vez que escutei rap foi em Alamar, Cuba, no bairro onde eu morava. Ouvi na rádio um Mc de Puerto Rico chamado Vico-C. Um tempo depois ouvi os Kriss Kross. Isso no ano 92/93. No ano 94, eu já morando em Cabo Verde, surgiram muitos grupos de rap em Mindelo, gostei muito de algumas músicas, mas só comecei a me interessar mesmo pelo Hip-Hop tempo depois, através de primos e amigos que escutavam rap.  Quando escutei Cyppres Hill, 2 Pac e Wu-Tang-Clan, só passei a escutar rap. Ai, fiquei perguntando a quem sabia, procurando mais informação. Aprendi muito inglês tentando leer a “The Source” (revista norte-americana de Hip-hop), sempre que alguém pudesse me emprestar, e claro tambem comecei a procurar e escutar músicas de rap em criol de Cabo Verde.

Quando decidiu que ia cantar rap,e porque decidiu ser rapper ?
R: Eu costumava tentar rimar com meus amigos Paulo Duarte (Makarov) e Paulo Lizardo (Pol), e isso mais tarde deu origem ao grupo KGB Squad. Por isso, acho que já tinha intenção de cantar rap na altura dos anos 97/98, embora eu não tivesse a certeza disso nessa época. No ano 2000 falando com um amigo, Sandro Duarte, fiquei sabendo que ele tinha um grupo de rap chamado Wild Mindz junto com outro amigo, o G.Silva. Falei que tinha a intencão de começar um grupo com 2 amigos, e o Sandro nos convidou a ir a casa de outro amigo, o EJ (Edir Fortes), que fazia beats e onde poderíamos gravar. Foi lá que o KGB SQUAD gravou pela primeira vez, na casa do EJ. E foi nessa altura que eu decidi cantar rap....gostei da experiência e achei que era uma boa maneira de me comunicar,de falar o que penso, de contribuir de alguma forma a melhoria da nossa sociedade.
Vi que você Estudou na Universidade Federal da Bahia (UFBA) Procede..? se for mesmo como foi este tempo que viveu aqui no Brasil..? foi bem Recebido..?
R: Afirmativo. Estudei de 2002 á 2008 na UFBA, no curso de Psicologia. Aprendi muito no Brasil. Cheguei com 20 para fazer 21 anos, uns meses depois. Parte de quem sou hoje, a forma de ser, o que penso e acredito, também foi formada no tempo que passei no Brasil. Passei por boas e más fases. Como em qualquer outro lugar do mundo, conheci pessoas muito boas, e também pessoas muito ruins. Mas sobretudo, sou muito grato pelo tempo que passei no Brasil. Aprendi muito sobre a vida em geral. Acredito que me fortaleceu, e me preparou mais para seguir meu caminho. Com o rap não foi diferente, minha realidade mudou, por conseguinte acredito que mudou também minha forma de fazer rap.
Sobre se fui bem recebido….eu acho que sim. O pessoal em Salvador da Bahia é de forma geral muito extrovertido, muito comunicativo. Não é um povo fechado, se comparado com outros povos. Depois, lá tem muita festa, muita farra. Naquela altura, e com a idade que eu tinha, logo de cara gostei do lugar. Mas com o tempo percebi também o sofrimento do povo. Muita desigualdade social, preconceito racial, violência policial etc. Mas também muita cultura, muita sabedoria, muita história, muita identidade própria.

Me senti também bem recebido pelas pessoas que faziam Rap lá, e que tive a sorte de conhecer. Meus irmãos do T.G.K MCs, que me trataram como família e me apresentaram o trabalho de vários grupos e MCs da cena nacional brasileira. Através deles conheci outro mundo, pessoas com outras realidades. Com eles fiz a minha primeira gravação e colaboração no Brasil. Depois conheci o Yuri do grupo In.Vês, com quem também fiz uma música e que no seu Estúdio Caseiro, Coro de Rato, passei a gravar regularmente. Através dele conheci outros parceiros do movimento, com quem também tive a oportunidade de colaborar, conviver e conhecer mais do rap bahiano. O movimento de lá tem muita identidade e originalidade. Valoriza muito as suas raízes e cultura. Pelo menos as pessoas que conheci tinham muita consciência sobre isso.


Independência ou Morte - KGB SQUAD





Fale sobre o KGB SQUAD ..? quando foi formado,origem do nome,Trabalho e ..etc.
R: O KGB SQUAD foi formado no ano 2000, em Mindelo por Makarov, Pol, e eu. Entrando um tempo depois o Nelson Graça, o Perturbod, que todos nós já conhecíamos também por muito tempo, e que tinha, como nós, o mesmo gosto pelo rap. Nelson e eu inicialmente queríamos fazer um projecto paralelo chamado Perturbação Zona Norte, mas decidimos que era melhor ele integrar o KGB. O significado original do nome se deriva de Kaya man, Ganja man e Blunt man Squad.
Já durante o ano 2001, por outras circunstâncias, Nelson e eu éramos os únicos integrantes activos do grupo. Nesse mesmo ano juntos com os grupos Wild Mindz, Armadura D´Ace, Lutador Omnipotent e o grupo de produtores Beat Wizards, fundamos a primeira família de grupos e MCs de rap em Cabo Verde, Lod Escur. Nesse período gravamos vários sons e actuamos em vários eventos de rap. Sendo que em 2002 sai o primeiro trabalho de KGB Squad, ”Labirint Psiclógic”, muito graças ao esforço do Nelson e dos outros integrantes da familia Lod Escur, já que eu tinha viajado para o Brasil meses antes do lançamento. Mais tarde, Nelson foi estudar em Portugal, e mesmo á distância começamos a gravar um novo trabalho. As primeiras gravações aconteceram em 2005, mas só conseguimos lançar o álbum, ”Sement Real”, no ano 2009, por problemas alheios à nossa vontade. Em 2011, eu já morando em Dinamarca e o Nelson em Cabo Verde, conseguimos nos encontrar em Rotterdam, Holanda, na casa do G.Silva, também integrante da familia Lod Escur, e no seu estúdio, Zona Libertada, começamos a gravar o que seria nosso 3º trabalho,”Independência ou Morte”. Todos nossos trabalhos carregam o selo “Lod Escur Recordz” (selo da familia) e o selo independente que Nelson e eu criamos, Zona Norte Infortainment, do qual também fazem parte o produtor Carceano, o Ghost Killer, e o rapper, produtor e realizador de videos Marley a.k.a Cabuloso.

Que tipo de Mensagem Procura Passar com suas musicas..?

R: Tento passar uma mensagem abordando coisas que acho importante, não só para mim, mas acredito que para outras pessoas também.
Uma mensagem que tenha algum conteúdo com o qual se possa ver as coisas como são, sobre o que realmente se passa. Procuro falar de coisas que penso, que sinto, que vivo, e que me deixam alegre ou triste. Procuro passar uma mensagem que esteja de acordo com o que eu acredito, que seja verdadeira para mim. Se alguém ouvir, e conseguir tirar algum proveito disso, melhor ainda.



Como é a Cena Hip Hop o rap em Cabo Verde..?

R: Hoje em dia a cena esta bem diversificada, tem muitas pessoas fazendo trabalhos sérios e com qualidade. Vários estilos, várias temáticas. Tem pessoas fazendo rap criol em várias partes do mundo. Cabo-verdianos nascidos fora de Cabo Verde também. O hip-hop em Cabo Verde esta atraindo mais a atenção da população cabo-verdiana em geral, está ganhando mais reconhecimento, mais visibilidade. Se fala mais sobre o rap cabo-verdiano nos meios de comunicação hoje. A nova geração ou rappers que tem relativamente pouco tempo em actividade, tem dado seu contributo. Os tempos mudaram, surgiram novos estilos dentro do rap, novas gírias. Através disso, juntado ao talento, eles atraem o interesse dos ouvintes da geração deles, dos mais jovens.  Igualmente, vários dos que começaram antes de nós, tem continuado a dar seu contributo.  Todos nós temos contribuído, cada um do seu jeito, para a cena estar como esta hoje. E acredito que o rap em Cabo Verde esta a passar um bom momento. Claro que ainda tem coisas que poderiam melhorar como em qualquer movimento. Também, todo mundo não pode concordar com a mesma ideia, nem na mesma maneira de ser. Tem discordância e divisão como em qualquer colectividade. Acho também que apesar do grande trabalho realizado, o rap cabo-verdiano no é tratado ainda com o respeito e a consideracão que merece por alguns sectores da sociedade. Mas a cena esta muito séria, crescendo a cada dia, e cada vez mais surge uma noção colectiva de responsabilidade em relação ao Rap Criol dentro do movimento. 
Você fez uma musica com o rapper Brasileiro "Rapadura" como surgiu esta conexão..? e os Art'vistas ainda existe..?

R: Falamos pela primera vez através do myspace. Ele achou o trabalho do KGB Squad bem sério e trocamos umas ideias depois, no messenger. Ele achava que eu estava em Cabo Verde e eu que ele estava no Ceará. Mas no meio da conversa, ficamos sabendo que estávamos na mesma cidade, Salvador, e morando à pouca distância um do outro. Combinamos para nos encontrar. A conversa teve boa energia, e falamos em fazer um som. Depois que sai do Brasil conversamos umas 2 vezes, mas já faz um bom tempo que não falamos.
O que você conhece do Rap Brasileiro.. ? e qual grupo de rap brasileiro que é conhecido em Cabo Verde..?
R: Por eu ter morado no Brasil e conhecer várias pessoas la, que fazem rap, acho que conheço muitos grupos e MCs brasileiros. Conheço um pouco da história, como foi surgindo, os primeiros trabalhos conhecidos etc. Sendo que Brasil tem a dimensão de um continente. A quantidade de grupos e MCs é bem considerável. É muito difícil conhecer tudo.  
Os mais conhecidos e que vc podia encontrar mais trabalhos lançados, eram os MCs e grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, ou Brasília. Pelo menos na altura que eu morava la era assim. Logo são esses os primeiros que você escuta mais e os que mais rápido você toma conhecimento. Quando eu morava lá, escutava Racionais MCs, Gog, Cambio Negro, Mv Bill, Black Alien, Sabotage, RZO, 509-E, Faccão Central, DMN, Quinto Andar, Marechal e vários outros. Rap da Bahia também, sobretudo ao vivo, T.G.K Mcs, In.Vês, Afroguetto,Daganja, Interrogados, Loquaz, Versus2, Epidemias Clan, 157 Nervosso,

Armeng, entre muitos outros. Acho que hoje em Cabo Verde se conhece muito mais de rap brasileiro do que antigamente. Se pode opter mais informação, graças a internet. Na altura em que eu morava em Cabo Verde, eu não tinha escutado muito sobre rap brasileiro. Eu tinha escutado Gabriel o Pensador, que ficou bem conhecido lá. Eu tinha escutado Racionais....não esqueço quando escutei pela primeira vez

a música Capítulo 4, Versículo 3, numa fita cassete. Gostei muito do som, do flow, da letra, do beat. Mais tarde escutei Mv Bill através de um primo meu que estudava em Minas Gerais, e que me trouxe o CD ”Traficando Informacão”. Naquela altura ninguém que eu conhecia tinha ouvido falar dele. Fiquei muito surpreendido com as músicas do Bill, alta qualidade nas letras e no flow. Hoje em dia, com mais acesso a informação, o pessoal em Cabo Verde conhece mais do rap brasileiro do que antigamente. Se você chegar em Cabo Verde e mencionar os Mcs ou grupos mais famosos no Brasil, acredito que o pessoal ouvinte e amante do rap conhece vários con certeza.


KGB SQUAD - ALMA




Você consegue viver do rap ou tem Outra profissão..?
R: Não, não consigo. Preciso trabalhar fora do rap para pagar minhas contas.
O grande rapper Angolano MCK em seu Álbum "Nutrição Espiritual" diz mais ou menos assim, "que o rap angolano tem que ter a cara de angola, e pra que imitar o 50 Cent se onde dormiste o povo passa fome" ..Aplicando ao seu pais Cabo Verde, você concorda..?
R: Eu acho que em parte se aplica sim. No rap caboverdiano existe sim um sector que é muito influenciado pelo main stream do rap dos Estados Unidos. De uma forma ou outra, na verdade, eu acho que inevitavelmente somos todos influenciados musicalmente pelo rap dos Estados Unidos. Uns mais do que outros, claro. Isso acontece não só em Cabo Verde, mas em muitos outros países, ja que o rap norte-americano é a referêcia, a origem o que mais você encontra no mercado, o que fica mais em destaque na mídia....
Eu concordo sim com o que ele falou, o rap cabo-verdiano também deve ter uma identidade cabo-verdiana. Não devemos imitar ninguém. Temos nossa própria realidade, identidade, nossos próprios problemas. 

Acredito que o jovem cabo-verdiano, hoje em dia ganharia muito mais escutando rap criol caboverdiano do que escutando algums MCs do main stream dos E.U.A, por exemplo. Mas posso entender também que é atractivo para muitas pessoas, escutar as músicas e ver os vídeos do rap comercial deles falando de dinheiro, ostentação, farras, mulheres, carros, etc. É a representação do que a maioria acha que é ser bem sucedido na vida. Mas não deixa de ser uma grande ilusão.

Felizmente em Cabo Verde existe também um sector que faz rap com muita identidade cabo-verdiana, sem imitar ninguém e falando dos nossos próprios problemas, da nossa própria realidade, seja ela boa ou ruim. Não só em Cabo Verde, como também em outros países onde vivem cabo-verdianos. Acho por exemplo que o movimento de rap criol caboverdiano que existe em Portugal, tem muita identidade própria e é muito forte.


KGB SQUAD - Te Divaga Num Melodia



Quais teus principais Objetivos a nível Profissional e pessoal..?
R: Eu gostaria de continuar fazendo rap, gostaria que mais pessoas escutassem meu som, e porque não, juntar o útil ao agradável e ganhar dinheiro regularmente com isso. Tenho contas para pagar, e como todo mundo gostaria de ter junto com a família uma vida mais confortável.....mas não pretendo mudar minha mensagem para ter isso. Eu acho que a maioria dos objectivos que eu tinha quando comecei no rap foram alcançados, foi mais do que eu esperava na verdade. Fico feliz por isso.
Quero continuar trabalhando também com base no que eu estudei, pois é algo que me interessa muito.

 A nível pessoal, só quero viver em paz e harmonia com minha familia, e que meus filhos cresçam com amor e com saúde num mundo mais justo e tolerante.



Uma Curiosidade mano reparei que o português de cabo verde é bem diferente do falado em angola ou moçambique eu quase não compreendo.. é questão de sotaque, ou é a mistura com a lingua local..?
R: Eu acho que talvez o que você escutou foi o criol cabo-verdiano....me corrija se estou errado.... O criol não é português, mas tem várias palavras do português. O português é a língua oficial, e que se fala na escola, mas na rua e no cotidiano se fala o criol.  
O que você escutou nas minhas músicas é criol, não português, mas na minha opinião, o português que se fala em Cabo Verde é bem compreensível....

Ja tem em mente Algum Projeto ou Trabalho Novo a ser Lançado..?

R: Tenho alguns projectos em andamento. O que esta mais avançado é um com o Marley da Zona Norte. Infortainment e Katem Limit, o selo dele. Mas não tem data ainda para ser lançado. Só lançamos um single intitulado ”Mas o Que” , e foi feito um video desse som, que já esta no Youtube. O video foi realizado por Aleksej Chugunov e Aivis Grisevs.
Os outros projectos vou fazendo aos poucos, quando tenho tempo. Tenho uma filha de 2 anos, vou ser pai novamente em menos de um mês, se tudo der certo e a energia superior permitir, trabalho com refugiados recém chegados na Dinamarca, e trabalho como voluntário numa organização que ajuda pessoas que não são dinamarquesas, a conectar-se com o mercado de trabalho ou empresas dinamarquesas, conforme suas habilitações. Não sobra muito tempo, mas sempre que posso gravo alguma coisa.

Para Terminar bem a Entrevista

Uma Musica..?
R: Redemption song do Bob Marley
Um Livro ..?
R: Muito dificil.... li vários que achei muito boms, biografias ou autobriografias, de Che Guevara, Malcom X, Martin Luther King, Nelson Mandela etc. Livros de autores como Jorge Amado, Baltasar Lopes da Silva, Manuel Lopes, Machado de Assis, José Martí, Gabriel García Márquez, Stephen King, Paulo Coelho, e muitos mais....tem muitos que poderia mencionar....é dificil para mim falar num livro só....
Uma Pessoa..?
R: Minha filhia

Um Album..?
R: Pergunta também muito dificil.....vou falar 6, sendo que poderia falar muitos mais: Enter to the 36 chambers e Wu-Tang Forever de Wu-Tang-Clan , All Eyes On Me de 2 Pac, Temple of Boom de Cypress Hill, Life After Death de Notorios Big e Capital Punishment de Big Pun.

Um Lugar..?

R: Minha casa

Deixe seu Salve, sua mensagem a seus fãs e leitores do blog Noticiario Periferico..

R: Para mim é uma honra e satisfação saber que alguém escuta meu som no Brasil....fico muito agradecido. Aos leitores do Blog Noticiário Periférico, que pesquisem mais sobre o rap criol, o rap cabo-verdiano, tem muita coisa boa e rap para todos os gostos, feito em várias partes do mundo. Tem muito material já na net. Quem quizer saber mais especificamente sobre meu som é so acessar: www.lodescur.com, a página do KGB Squad no facebook:  www.facebook.com/kgbsquadou soundcloud.com/victorduarterap
Salve para meus manos da família Lod Escur, Zona Norte Infortainment, Katem Limit, e para todos aqueles que trabalham verdadeiramente pelo rap criol, em Cabo Verde ou espalhados pelo mundo. Para todas as pessoas que me fortaleceram e ajudaram na Bahia, fora e dentro do rap.

Para MTZ, Jabu Pops e Mauro Cardoso.
Queria tambem dedicar um especial salve para aquelas pessoas que tomam seu tempo para me escrever, opinando sobre meu trabalho no rappara me incentivar e motivar. Queria dizer a essas pessoas que suas mensagens significam muito para mim e que fico muito grato pelo apoio verdadeiro.Obrigado a você também Anderson pela entrevista. E parabéns pelo seu trabalho no Blog.



Baixe o trampo do grupo KGB Squad do rapper Victor Duarte




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