segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Mano Brown falando sobre o rap atual: "Os caras (que criticam) são carcereiros, eu sou ladrão,Pulo o muro e vou embora"



"Como o público do Racionais ficou muito careta, muito engessado, tenho que fazer por fora. Sou obrigado a fazer. Não que eu queira quebrar o grupo ou sair dele - disse, enquanto comia um bife à cavalo do Nova Capela. - Esse movimento careta não me agrada. Quando comecei a fazer essa porra, fiz para ter liberdade. Não para ser carcereiro de ninguém. Os caras (que criticam) são carcereiros, eu sou ladrão. Pulo o muro e vou embora. Gravei com o Naldo e "roubei a brisa" deles. Não sabem nem o que falar."
Naldo:
"Como todo moleque da favela, sempre admirei os Racionais. Tinha camisa, boné, ia aos shows - diz Benny. - Fiz o convite, mas fiquei chocado quando ele aceitou. O Brown vestiu a camisa. É algo histórico."

A gente, do funk, tem o hip-hop como inspiração. É um alto falante político, um soco na cara. O hip-hop é o grito e o funk é mais solto.
Brown retribuiu os elogios, mas volta a reclamar do mundo do rap:
- O funk é revolucionário. Doa a quem doer - diz. - Tem libertinagem, mas tem liberdade. É uma coisa que o hip-hop começou a tirar das pessoas. Ao contrário do funk, o hip-hop hoje tem uma bíblia de regras que um jovem não aceita. O jovem quer ultrajar. Quando o funk chegou a São Paulo, falei para os rappers: "Vocês vão ficar para trás, estão escrevendo música para a minha avó ouvir"

Ainda não ouviu..?? 

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